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domingo, 18 de outubro de 2009

AS RUÍNAS DO GRANDE ZIMBABWE






lugares misteriosos
tradução: Carol Beck


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Existe um lugar ocupado por persistentes quinhentas impressionantes estruturas. A maioria delas tem a forma cônica. O lugar apresenta uma extensão de aproximadamente 385 km², no Zimbábue, no mais alto planalto da África do Sul. Estas estranhas construções foram feitas de pedra, divididas e separadas em blocos e colocadas juntas com algum desconhecido método e sem usar argamassa.

Em 1868, o viajante e explorador alemão Adam Renders se perdeu numa profunda floresta do sul da África e acidentalmente se deparou com as extraordinárias ruínas, perto do Lago Vitória. Tentando sair de lá, ele se moveu ao longo das paredes por algum tempo, tendo a impressão de que estava andando em círculos. No momento ele não sabia que tinha encontrado as Grandes Ruínas de Zimbábue.

No começo, Renders não prestou muita atenção nas desconhecidas ruínas. Porém, ele contou sua estranha história para o explorador e aventureiro, Karl Mauch, que três anos mais tarde, chegaria à costa oriental da África do Sul. Ele era um dos primeiros homens a encontrar ouro na região. Ele pensou que os vestígios poderiam pertencer a legendária terra, Ophir, famosa por suas minas de ouro e governada por um dos vassalos da Rainha de Sheba (Sabá).

Adam Renders, que descobriu o lugar, talvez não tivesse teorias sobre suas origens. Mas ele estava sempre pensando sobre o assunto. A teoria de Karl Mauch era uma de muitas. Nenhuma delas apresentou provas convincentes. Infelizmente, sua teoria conectando as ruínas biblicamente com Ophir e as minas do Rei Salomão definitivamente trouxe desastrosas conseqüências para a região.


O lugar tem sido exposto a pilhagem e devastação. Os portugueses chegaram no Zimbábue no meio do século dezoito. Junto com eles chegaram novas teorias e sugestões. Alguns acreditavam que os vestígios foram construídos por uma raça branca perdida, há 1100 a.C tinham uma proposta astronômica, outros sugeriam que o quebra-cabeça das ruínas tinha sido construído por uma raça pré-histórica parecida com os construtores do Stonehenge. Desnecessário dizer que essas teorias são consideradas absurdas.

Baseadas em crônicas de João de Barro, do século dezesseis, os locais se referem às ruínas de Zimbábue. Ninguém sabe quando e quem as fez. As pessoas do local não sabem nem ler e escrever, o que torna difícil encontrar qualquer registro histórico. Entretanto elas estão convencidas que as estruturas são trabalho do Diabo.

Um dos visitantes das Grandes Ruínas de Zimbábue foi o etnólogo e arqueólogo alemão, Leo Frobenius que seguiu fazendo comentários sobre elas: "Nenhuma argamassa foi empregada,mas a pedra foi revestida e esquadrinhada por um Martelo. Também relíquias tinham sido descobertas,incluindo estátuas de Astarte ou Vênus em forma de falcão;símbolos fálicos de várias dimensões; bolas, jóias,etc..."

Tem sido teorizado que as construções vieram do norte da África, mas não contém inscrições, que possa soluciona uma mínima parte do grande mistério que ronda as ruínas. Contudo, muitos artefatos foram desenterrados como jóias e braceletes da Arábia, objetos trabalhados na Índia.


Na cidadela, haviam sido encontrados alguns pássaros de pedra sabão, colocados em cinco pesados pedestais de pedra. Um número de achados que nos remetem a antiga civilização Egípcia e a América Pré-Colombiana. O que as Ruínas de Zimbábue têm em comum com as civilizações acima citadas? O falcão, um dos primeiros animais venerados no Egito, diziam que era personificação do deus Hórus, que fez o céu. Hórus, era venerado ao longo do delta do Nilo. Seu culto se propagou por todo o Egito, ele era uma manifestação de deus vivo. As estátuas de pássaros encontradas no Zimbábue nos levam a similaridades para a estátua do deus cabeça de falcão, Hórus.


As similaridades nessas construções são claramente visíveis. O arqueólogo francês e jornalista Robert Charroux escreveu: "No meio das ruínas, mas em bom estado de preservação, nós encontramos, como em Machu Picchu, no Peru, altas torres ovais como silos, sem fendas nas paredes, só poderiam ser habitadas por homens voadores... Em Machu Picchu eles de fato chamaram: o domicílio dos homens voadores."

A questão aparece: Para que propósitos foram construídos aqueles monumentos bizarros, sem portas, janelas ou qualquer outra abertura? Quem construiu as paredes elípticas e as torres cônicas (trinta e três pés de grossura). Habilidoso o suficiente para colocar juntos, as paredes e as torres que são claramente um sinal evidente de poder, desconhecido e ordenado assentamento. São impressionantes monumentos dos seus criadores. As similares torres cônicas, são chamadas de nuraghi, também podem ser encontradas na Sardinia (Sardenha), em Shetland, nas ilhas Orkney, Escócia e em muitos lugares ao redor do mundo. Quem foram os desconhecidos que construíram aquelas estruturas?





O Zimbabue [Zimbabwe] antiga Rodésia, é um país da África do Sul. O próprio nome do país está relacionado com seus monumentos históricos, as mundialmente famosas ruínas do Great Zimbabwe, paredes e torres de pedra que serviram de residência aos reis africanos que dominaram a região no passado.

O nome original é Dzimbabew: DZIMBA= Casa, IBWE= Pedra, significa Casa de Pedra. A origem desta nação remonta ao século XIV, quando uma tribo Bantu fixou-se no local. Ali se desenvolvia a civilização dos Makaranga à qual se integraram os nativos locais, o povo Chona. Mais tarde foi chamado Império do Monomotapa, ou, ainda, Mwanamutapa.

Havia muitas Zimbabwe, que eram locais de deliberação dos governantes e sacerdotes que ali se aconselhavam com os espíritos dos mortos. Cada clá tinha sua Casa de Pedra e o Grande Zimbabwe era a sede política e religiosa do Império entre os séculos XII e XIII.

Nas ruínas, distinguem-se três importantes construções: um templo oval cercado por uma muralha de 2,5 km com 9m de altura e 4,5m de largura; no interior da muralha erguem-se duas torres, a maior, com 10m de altura; e mais, uma fortaleza e casas. A pesquisa arqueológica e histórica também encontrou objetos de ouro, cobre, bronze, jóias, marfim e gemas preciosas, alguns destes, oriundos da Índia e da China, esculturas de pedra e desenhos. Havia 58 cidades de pedra espalhadas por todo o império. Os Monomotapa haviam alcançado uma sofisticada técnica de construção em pedra e os objetos de origem estrangeira indica que havia intercâmbio com povos muito distantes.




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