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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A minha religião

 

Assistindo a um programa de entrevista na televisão, registramos um fato interessante.
O repórter estava entrevistando um ex-jogador de futebol que foi contemporâneo de Pelé, Garrincha, e outros mestres do esporte.
A entrevista transcorria de maneira agradável, pois o repórter conduziu a conversa fazendo correlação entre o futebol e a vida cotidiana.
Em vários momentos o entrevistado deixou transparecer a sua boa conduta perante a vida.
Era um jogador exemplar; um esposo dedicado e fiel; um pai amável e companheiro; não era dado a farras e bebedeiras; sempre foi benquisto pelos colegas de profissão.
Em cada item desses, o repórter questionava: "por que você age assim?" E ele respondia: "é por causa da minha religião."
Os valores expressados pelo desportista causavam agradável impressão ao telespectador.
O seu exemplo de vida certamente despertou a curiosidade de muitos, para saber qual era a religião que ele professava.
O repórter, como que captando a curiosidade geral, fez a pergunta tão esperada: "e qual é a sua religião?"
Para surpresa de todos, o ex-jogador disse convicto: "minha religião, é que eu não tenho religião. Como sei que a minha vida vai acabar no túmulo, quero deixar para meus familiares uma boa imagem, um bom exemplo."
O que mais nos impressionou no depoimento daquele homem, foi a sua disposição firme de ser honrado, nobre, digno, mesmo acreditando que sua vida acaba no túmulo.
Podemos dizer que seu exemplo deve provocar sérias reflexões naqueles que professam uma religião, que acreditam na imortalidade da alma, que têm fé em Deus, e não agem como tal.
Alguns acreditam, sinceramente, que o fato de seguirem esta ou aquela religião, basta para que tenham sua felicidade futura garantida. Para que tenham um lugar de destaque no além.
No entanto, podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que o que importa para as leis divinas, não é a bandeira religiosa que se ostenta, mas as obras realizadas.
As leis de Deus darão a cada um segundo as suas obras. Nada mais. Nada menos. Se assim não fosse, não seria justo. E Deus é a suprema justiça.
A religião, portanto, é um meio para que se atinja um fim, que é o aperfeiçoamento do ser humano.
Se a missão das religiões é ocupar-se com a alma, conduzindo-as a Deus, podemos concluir que a melhor religião é a que maior número de homens de bem fizer, e menos hipócritas.
Se a pessoa tem boa índole e não deseja se vincular a esta ou aquela religião, não deixará de entrar no reino dos céus, pois o reino dos céus, como afirmou Jesus, está dentro de nós, e não fora.
No caso do ex-jogador, sua religião é a sua própria consciência. E sua consciência é uma bússola segura.
De tudo isto podemos concluir que mais importante do que ter uma religião, é ser um homem de bem.
Não queremos dizer com isto que não existam e não existirão homens de bem no seio das religiões, isso não.
A história registrou e ainda registrará grandes vultos no meio religioso. Homens livres para amar a todos, sem barreiras nem preconceitos.
O homem verdadeiramente livre e bom entende que nós somos todos filhos de Deus.
Quando praticarmos o amor ao próximo como a nós mesmos cumpriremos o nosso objetivo na terra.
Uma grande família; uma família que se abraça mais, e sabe respeitar a todos independente de credo, raça e condição social.
Quando o amor nortear nossas vidas, não precisaremos mais lutar e matar em nome de Deus. Estaremos mais fortes para enfrentar outros tipos de desafios; respiraremos ares de paz e união.
Pense nisso
Procure ser melhor hoje do que foi ontem, e melhor amanhã, do que está sendo hoje.
Seja um homem de bem, tentando acertar o máximo que puder para que, quando alguém lhe perguntar qual a sua religião, você possa responder: "a minha religião é o amor."
Pense nisso!

Autor:
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

Som de Fundo:
"Angel"

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