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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

MISTÉRIOS INEXPLICÁVEIS

 O incidente de Shag Harbour

the-herald-headline682-tmO incidente Ufológico de Shag Harbour foi o impacto documentado de um grande objeto de origem desconhecida em Shag Harbour, Nova Escócia, em Outubro de 1967. A queda foi investigada por várias agências governamentais canadenses, e pelo menos uma busca subaquática foi executada para recuperar restos do objeto. O governo canadense declarou que nenhuma aeronave conhecida esteve envolvida e a origem do que caiu permanece desconhecida até hoje. Este é um dos pouquíssimos casos em que os documentos de uma agência governamental declaram oficialmente que um objeto voador não-identificado esteve envolvido. O caso também foi brevemente investigado pelo Condon Committee (um projeto norte-americano realizado pela Universidade do Colorado, entre 1966 e 1968, que investigava casos ufológicos à pedido da Força Aérea Norte-Americana. O projeto era dirigido pelo físico Edward Condon), que não ofereceu explicação.

Katz II

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Em 2007, o catamarã de 12 metros, “the Katz II”, foi descoberto sem a tripulação, na costa de Queensland, nordeste da Austrália, em Abril. O iate, que deixou a praia de Airlie no domingo, 15 de Abril, foi localizado há cerca de 80 milhas náuticas (150km) de Townsville , próximo da distante Grande Barreira de Corais, na quarta-feira seguinte. Quando resgatado na sexta-feira, o motor estava funcionando, um laptop estava ligado, o rádio e o GPS estavam funcionando e uma refeição estava posta para ser comida, porém a tripulação de três homens não estava à bordo. Todas as velas estavam abertas, mas uma havia sido estraçalhada, enquanto três coletes salva-vidas e equipamento de sobrevivência, incluindo uma bóia luminosa de emergência, foram encontrados à bordo. Os investigadores recuperaram uma gravação de vídeo que mostrava as imagens gravadas pela tripulação um pouco antes de desaparecerem. A gravação não mostrava nada de anormal.

O evento de Cando

cando-event-fireball-tmO evento de Cando foi uma explosão que ocorreu no vilarejo de Cando, Espanha, na manhã de 18 de Janeiro de 1994. Não houve nenhuma morte neste incidente, que já foi descrito como sendo um “pequeno Tunguska”. As testemunhas alegam terem visto uma bola de fogo no céu que durou quase um minuto. Um possível local da explosão foi estabelecido quando um residente local chamou a Universidade de Santiago de Compostela para informar sobre uma marca desconhecida numa ladeira próxima ao vilarejo. Mais de 200m³ de terreno estavam faltando e árvores foram encontradas espalhadas por 100 m abaixo da encosta. O mistério se tornou solo fértil para teorias conspiracionistas que apontam para os militares ou atividades de “aliens”.

 O puma de Surrey

bigcat-tmA partir dos anos 1960 em diante, um misterioso gato preto semelhante a um puma tem sido visto no sudoeste de Surrey, Inglaterra, e arredores. Ele já foi visto algumas vezes pelos moradores locais e também por oficiais do governo. Em 1963, um avistamento feito por um policial estimulou mais interesse no assunto e um anos depois um boi foi encontrado mutilado por uma grande criatura. Mais de 300 relatos do gato negro foram recebidos pela polícia em apenas um ano. A especulação e interesse diminuíram novamente até que outro policial filmou o gato no mesmo ano em que uma forte pegada de uma pata foi descoberta.

O “Bloop”

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Bloop” é o nome dado a um sinal subaquático de frequência ultrabaixa detectado pela agência federal norte-americana National Oceanic and Atmospheric Administration, várias vezes durante o verão de 1997. A origem do som permanece desconhecida. De acordo com a descrição da NOAA, ele “aumenta rapidamente em frequência durante cerca de um minuto e era de amplitude suficiente para ser ouvido em múltiplos sensores, em um raio de mais de 5.000km.” De acordo com os cientistas que estudaram o fenômeno, ele se encaixa no perfil de áudio de uma criatura viva, porém não existe nenhum animal conhecido que pudesse ter produzido esse som. Se o som veio de um animal, de acordo com o relatado ele deveria ser várias vezes maior do que o maior animal da Terra.

O caso das Máscaras de Chumbo

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O caso das máscaras de chumbo se refere à descoberta dos corpos de dois técnicos em eletrônica, no Brasil, em 1966. Os corpos foram encontrados em um campo, vestindo casacos impermeáveis e máscaras de chumbo (normalmente utilizadas para proteção contra radiação – como na figura acima). Ainda mais estranha foi a descoberta de um pequeno caderno ao lado dos corpos, com sinais e números, e uma carta em que estava escrito: “16:30 – estar no local determinado”.18:30 – ingerir cápsula após efeito, proteger metais“. Veja as fotos das anotações, abaixo:

Uma garçonete, que foi a última pessoa a vê-los vivos, disse que um deles parecia muito nervoso e olhava o tempo todo para o relógio. Não havia nenhum ferimento óbvio no corpo. Gracinda Barbosa Cortino de Souza e seus filhos, que viviam perto do morro (Morro do Vintém – Niterói, RJ) onde os dois homens morreram, alegam que viram um OVNI voar sobre o local no momento exato em que os detetives acreditam que os dois homens devem ter morrido.

O Homem Sorridente

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O “homem sorridente” é um homem misterioso que tem sido visto durante intensos encontros de UFOs assim como durante os avistamentos de Mothman (Homem-Mariposa), durante os anos 1960. Duas jovens testemunhas oculares disseram que ele se virou e olhou para elas com uma permanente risada no rosto. De acordo com o homem que entrevistou os garotos: “o homem tinha mais de 1,80m, eles concordam, e estava vestido com um macacão verde brilhante que cintilava e parecia refletir as luzes da rua. Havia um largo cinto preto ao redor da sua cintura.” Os garotos dizem também “Ele tinha uma aparência bem sombria e pequenos olhos arredondados, bem pequenos e brilhantes.. . bem separados”. O aspecto mais assustador e bizarro do encontro é o fato de que “eles não conseguem lembrar de ter visto algum cabelo, orelhas, ou nariz naquele corpo.” Durante os avistamentos de Mothman, é dito que o homem sorridente disse telepaticamente a uma testemunha que seu nome era “Indrid Cold”.

Os ladrilhos de Toynbee

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Os ladrilhos de Toynbee são mensagens de origem misteriosa encontradas entalhadas no asfalto em cerca de duas dúzias de grandes cidades dos Estados Unidos e em três capitais Sul-americanas. Desde os anos 1980, várias centenas de ladrilhos foram descobertos. Geralmente eles têm o tamanho de uma placa de carro americana, mas algumas vezes são consideravelmente maiores. Eles contém alguma variação da seguinte inscrição:

TOYNBEE IDEA
IN KUBRICK’S 2001
RESURRECT DEAD
ON PLANET JUPITER.

A maioria dos ladrilhos contém textos similares ao acima, apesar de que uma segunda combinação é frequentemente encontrada por perto. Vários desses fazem referência a uma conspiração de massa entre a imprensa (incluindo o magnata do jornal John S. Knight do Knight-Ridder), o governo dos Estados Unidos, a URSS (mesmo em ladrilhos aparentemente feitos após a dissolução da União Soviética), e Judeus. A escrita é de um estilo similar e de qualidade pobre. Um ladrilho que costumava estar localizado em Santiago do Chile menciona um endereço na Filadélfia, Pensilvânia: 2624 S. 7th Philadelphia, PA. Os atuais ocupantes da casa não sabem de nada sobre os ladrilhos e são incomodados pelas pessoas que perguntam.

O caso Taman Shud

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Em 1948 o corpo de um homem foi encontrado na praia de Somerton, em Adelaide, Austrália. O homem nunca foi identificado. A polícia encontrou uma mala que acreditaram conter as roupas do homem em que todas, a não ser três peças, tiveram suas etiquetas de identificação removidas. O nome nas peças restantes apontaram para um homem que mais tarde foi identificado e não era o homem morto. Uma pequena nota no bolso do homem dizia “taman shud“, que é a última linha do Rubaiyat de Omar Khayyam. Havia sido recortada de um livro. Um médico vendo a nota na TV contatou a polícia e disse que o livro havia aparecido no banco de trás de seu carro destrancado. Era o exemplar de onde a nota havia sido removida. Na parte de trás do livro haviam marcas codificadas que ainda não puderam ser decifradas, como a abaixo:

MRGOABABD
MTBIMPANETP
MLIABOAIAQC
ITTMTSAMSTGAB

Um nome na capa do livro levou a polícia até uma mulher que disse ter dado o livro a um homem chamado Boxall durante a Segunda Guerra Mundial. Ao ver um molde de gesso do homem morto ela o identificou como sendo Boxall. Isto pareceu ter solucionado o mistério de quem o homem era, até que Boxall foi descoberto vivo com sua cópia do livro intacta. Coincidentemente, a mulher que identificou o homem viveu em Glenelg – a última cidade visitada pelo homem antes dele viajar de ônibus para o seu destino final. A mulher pediu a polícia que não registrassem seu nome porque estava casada e queria evitar um escândalo – eles tolamente aceitaram e a identidade dela agora também é desconhecida. Este é considerado um dos mistérios mais profundos da Austrália. A Wikipedia em inglês possui informações mais detalhadas sobre esse fascinante caso – veja clicando aqui.

O Sudário de Oviedo

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O Sudário de Oviedo (guardado na Catedral de San Salvador, Oviedo, Espanha) é dito ser o pano que cobriu a cabeça de Jesus após sua crucificação. Assim como o Sudário de Turim, ele possui marcas consistentes com a maneira da morte e outras evidências suportam o fato de que estava, em algum momento, sobre o mesmo corpo que o de Turim. A datação de carbono deu dois diferentes resultados (século 7 e século 14), mas, assim como aconteceu com a mortalha, as áreas testadas foram provalvemente de reparos da idade média. Corroborando com uma datação mais antiga estão os grãos de pólen que datam do século I, provenientes do Oriente Médio. As manchas de sangue em ambos os sudários são as mesmas, e o material dos panos são idênticos. A maioria das manchas no sudário combinam com a região da cabeça da mortalha de Turim. Acredita-se que o Sudário seja o pano mencionado na Bíblia:

E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia não entrou.
Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis,
E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.
(João 20:5-7)

Visitantes em Oviedo podem ver o Sudário em exibição todo ano na Sexta-feira Santa, na Festa do Triunfo da Santa Cruz (14 de Setembro) e em sua oitava (21 de Setembro).

(Patriarca da Etiópia diz ter visto a Arca da Aliança)

Posted by Karina on Saturday June, 20th em Mistérios, Notícias, Religião

O líder cristão Abuna Paulos disse que não pode revelar exatamente onde a arca está

ROMA – O patriarca copta ortodoxo da Etiópia, Abuna Paulos,  garantiu em Roma ter visto a Arca da Aliança, e que o objeto sagrado encontra-se “em bom estado de conservação”.

Paulos fez essa declaração durante a apresentação da construção, na cidade etíope de Axum, do Museu da Arca da Aliança, uma iniciativa de seu pontificado e da fundação  Chrijecllu, presidida por Makonnen Haile Selassie, neto do último imperador etíope.

“A Arca da Aliança está há três mil anos na Etiópia e continua ali, aonde chegou por meio de um milagre e onde continua pela graça de Deus”, afirmou ele a jornalistas.

O patriarca copta acrescentou que não pode dizer onde está a arca, mas que era capaz de garantir que já a havia visto e que ela corresponde à descrição dada na Bíblia.

“Não é feita pela mão do homem, é uma coisa que Deus abençoou para que assim fosse. Vi-a com um sentimento de humildade, não com orgulho”, afirmou o líder religioso.

Paulos acrescentou que convidou o papa Bento XVI a visitar a cidade de Axum.

De acordo com a tradição copa etíope, a Arca, na qual foram guardadas as tábuas da lei dadas por Deus a Moisés, encontra-se na catedral de Tsion Maryam, em Axum.

A tradição etíope diz que o artefato foi levado a Axum pelo imperador etíope Menelik I, o lendário filho do rei Salomão com a rainha de Sabá.

Fonte: Estadão/EFE

A verdade sobre o “mistério” do Lago Anjikuni

Posted by Karina on Sunday May, 31st em Mistérios, Ufologia

Enquanto pesquisava alguns artigos para outro post, me deparei com vários sites sobre Mistérios e Ufologia que falam sobre o famoso caso do desaparecimento de uma vila “esquimó” inteira, nos arredores do Lago Anjikuni. O relato é realmente intrigante, e em inglês já há vários sites contando esse caso. Em português a história também está se proliferando pela internet, mas, como sempre, um site copia do outro, e portanto é sempre complicado chegar na “origem”. Uma pena que nem todo mundo que se interessa por ler esses assuntos também se interessa por pesquisar melhor os dados… Por isso, resolvi esclarecer neste post o “outro lado” dessa lenda.

Para quem não conhece essa história, basicamente o mistério é o seguinte:

“Talvez o mais fantástico entre todos os casos contemporâneos seja o desaparecimento de uma vila esquimó inteira, às margens do lago Anjikuni, em 1930.”

Até hoje as autoridades canadenses não foram capazes de resolver esse enigma ou entrar em contato com membros ou descendentes daquela tribo. É praticamente como se ela jamais tivesse existido.

O mistério surgiu em novembro de 1930, quando um caçador de peles valiosas de nome Joe Labelle entrou, caminhando pela neve, na familiar vila de barracas, completamente deserta.Apenas duas semanas antes, a última vez em que Labelle estivera lá, a vila era um assentamento agitado e cheio de vida, com crianças correndo e fazendo algazarra, velhas carregando roupas, homens carregando madeira e conversando nos alpendres.

Agora ao invés das amigáveis saudações de acolhimento, Labelle foi recebido por um silêncio sobrenatural.Sem encontrar viva alma, o caçador procurou desesperadamente por pistas que o levassem a explicar a situação. Absolutamente em vão. Os caiaques dos esquimós continuavam ancorados como de costume, suas casas guardavam os artigos essenciais dos habitantes da vila: seus tapetes e rifles. Nas fogueiras apagadas do acampamento, encontravam-se os familiares potes de cozido de carne de caribus (cervo) congelados, que consistiam no prato rotineiro da tribo.

Tudo estava no lugar certo, com exceção das pessoas. Era como se a comunidade inteira de duas mil pessoas tivesse deixado subitamente as suas casas no meio de um dia normal. Mas havia outro detalhe diretamente relacionado à sua ausência: Labelle verificou, profundamente estarrecido, que não havia rastros no chão indicando que as pessoas saíram do acampamento.

Tomado por um estranho e mórbido sentimento de terror o caçador dirigiu-se ao escritório telegráfico do distrito mais próximo e alertou a Real Polícia Montada do Canadá. Os mounties nunca tinham ouvido história parecida. Uma expedição foi imediatamente organizada a fim de investigar a vila, sendo também empreendida uma busca ao longo das margens do lago Anjikuni. Não foi possível localizar a tribo perdida e a expedição só serviu para agravar o mistério. Ao chegar no acampamento deserto, os mounties canadenses encontraram duas gélidas provas que insinuavam  definitivamente a possibilidade de que houvesse ocorrido um evento sobrenatural.

Em primeiro lugar, descobriram que os esquimós não levaram os seus trenós puxados por cachorros, como Joe Labelle afirmou de início. Além disso, as carcaças dos huskies foram encontradas cobertas de neve acumulada pelo vento nas cercanias do acampamento. Eles morreram de inanição. Em segundo lugar, e em alguns aspectos o mais inacreditável, foi a descoberta de que  as sepulturas dos ancestrais da tribo haviam sido profanadas e os restos mortais, removidos, ou seja, apenas os humanos, incluindo os mortos foram retirados da tribo. “Por quem e por quê, ninguém sabe”.

Esses dois fatos deixaram as autoridades perplexas. Os esquimós não poderiam de maneira alguma ter viajado sem um dos seus meios de transporte típicos, os trenós ou os caiaques.E jamais deixariam seus fiéis servos caninos morrerem de uma forma tão lenta e dolorosa.
Ainda assim, eles partiram, e os cachorros foram deixados à sorte.

O segundo enigma, as sepulturas abertas, era o bastante para os etnólogos familiarizados com o comportamento da tribo, uma vez que a profanação de tumbas era desconhecida entre os esquimós. Além disso, o solo estava tão congelado que parecia petrificado e seria impossível escavá-lo à mão.Como afirmou um oficial mounty na ocasião: “Esse acontecimento é, de um modo geral, “fisicamente improvável”.

Mais de meio século depois, esse veredicto ainda é verdadeiro…

Procurando no Google em português sobre esse caso, provavelmente o que você irá encontrar será esse mesmo texto aí em cima, salvo algumas alterações.

A história realmente pega por que possui bastante detalhes. É especificado o local – Lago Anjikuni, Canadá -, a pessoa que identificou a “anomalia” – Joe Labelle -, o ano – 1930 -, os investigadores do mistério – a Polícia Real Montada do Canadá e as características do local após o suposto desaparecimento.

Em inglês, essa história é contada com alguns detalhes a mais. Em algumas versões, foram 1.200 pessoas que desapareceram do nada. Em outras, 2.000. Em alguns textos também é especificado o nome “Inuit“, que seria a designação correta para os povos que habitam os Territórios do Noroeste, entre outras regiões do Canadá, incluindo a do Lago Anjikuni. Porém os inuítes não gostam de serem chamados de “esquimós”.

Saiba mais sobre os Inuit, pelo o site do governo canadense clicando aqui.

Os Inuits na Wikipédia.

O imenso Lago Angikuni:

O imenso lago Angikuni

Em algumas versões da história em inglês, é especificado inclusive o nome de um oficial da RCMP (Royal Canadian Mounted Police): Pierre Menard. Em um site norte-americano encontrei até um suposto artigo dos arquivos do jornal canadense Toronto Daily Star, datado de 23 de novembro de 1930:

Archived Record:
The Toronto Daily Star,
November 23, 1930

Lake Territory, Nov. 23. The Inspector for the Royal Canadian Mounted Police returned today to confirm the disappearance of an Eskimo village in the Northern Lakes region. Ten days ago, fur trapper, Joe LaBelle, contacted the RCMP to report a chilling discovery. While running a trap line, LaBelle snow-shoed out to an isolated Eskimo village on the shores of Lake Anjikuni, only to discover every inhabitant—man, woman, and child—had vanished from their huts and storehouses. “It was as if every one of them poor folk up and took off with no more than the shirts on their backs.”

Inspector Pierre Menard of the RCMP returned with his team’s findings today and confirmed the trapper’s story. The village had indeed been found abandoned under most strange circumstances. “In our search, we discovered undisturbed foodstuff, gear, and provisions but no sign of the villagers. Not a single footprint or track.” Even the Eskimos’ sled dogs were found buried under the snow, starved to death. But the most disturbing discovery of all was reported at the end: the Eskimos’ ancestral graves were found excavated and emptied.

The RCMP promises to continue the search, but for now the fate of the villagers remains a mystery.

Basicamente o que o artigo diz é que o inspetor da RCMP retornou de uma investigação no local do desaparecimento e confirma o acontecido. É contada resumidamente a estranha história de Joe Labelle, e conclui-se que as buscas continuarão, mas que por enquanto o destino daqueles inuítes continuava um mistério. Esse excerto aparece em diversas versões do caso. Se é real ou não, é outro mistério!

Uma família Inuit - 100 anos atrás

Uma família Inuit - 100 anos atrás

Uma rápida busca no Google por Pierre Menard e nada de novo ou significativo pode ser encontrado. A mesma coisa buscando por Joe Labelle.

Mas o mais interessante sobre essa história toda, é como ela tem evoluído ao longo do tempo. Segundo um artigo de  Randy Freeman para a revista canadense UpHere, a lenda do desaparecimento do vilarejo Inuit só é crível para aqueles que não conhecem o norte do Canadá. No artigo, ele reconta a história, e traz mais alguns detalhes que parecem ter se perdido ao longo dos anos: Joe Labelle vai até o vilarejo dos Inuit por que havia ouvido de seu amigo Arnaud Laurent que uma “estranha luz” havia sido vista cruzando o céu por sobre o lago Anjikuni. Labelle vai até o local para saber o que era essa luz. A partir daí a história permanece mais ou menos a mesma, a não ser por alguns dados diferentes, como eu já especifiquei anteriormente.

Um outro detalhe é apontado por Freeman: existe sim um lago Angikuni no Canadá, porém o nome é escrito com G e não J como aparece em 100% dos relatos do “mistério”. É preciso também ressaltar que os Inuits eram ainda um povo semi-nômade no início do século XX (quando isso supostamente ocorreu), e se mudavam de acordo com o ciclo dos animais e peixes. Então, seria mais do que normal encontrar um vilarejo inuit abandonado…

Mas a história não pára por aí. Antes de essa lenda chegar à internet, ela havia sido publicada originalmente em dois livros. Em um, de 1976, entitulado: “Disaster Illustrated: 200 Years of American Misfortune“, os autores, Woody Gelman e Barbara Jackson contam a história de uma maneira bem diferente. Nela, apenas 30 pessoas (mulheres, homens e crianças) desapareceram, e apenas um único túmulo havia sido aberto e esvaziado. Esses detalhes também podem ser encontrados no livro de 1959, “Stranger Than Science“, de Frank Edwards. Foi com o relato que ele escreveu em seu livro que a parte da investigação da RCMP entrou na história. E é também atribuído a ele a ideia de que UFOs teriam abduzido todo o vilarejo.

Inuits em um caiaque

Inuits em um caiaque

Porém, a história toda não é invenção de Frank. Ele se baseou em um artigo que apareceu em diversos jornais do Canadá e EUA na primeira semana de Dezembro de 1930. O tal artigo, entitulado “Tribe Lost in Barrens of North: Village of Dead Found by Wandering Trapper, Joe Labelle” é de autoria de Emmett E. Kelleher. Entretanto, a RCMP só entrou na confusão para investigar os dois autores da história: Labelle e Kelleher. Em 1931, a polícia canadense encerrou o caso dizendo que “nada havia acontecido”.

No próprio site da Polícia Real Canadense, fazendo uma busca pela palavra “Anjikuni”, o que se encontra é o seguinte:

The story about the disappearance in the 1930’s of an Inuit village near Lake Anjikuni is not true. An American author by the name of Frank Edwards is purported to have started this story in his book Stranger than Science. It has become a popular piece of journalism, repeatedly published and referred to in books and magazines. There is no evidence however to support such a story. A village with such a large population would not have existed in such a remote area of the Northwest Territories (62 degrees north and 100 degrees west, about 100 km west of Eskimo Point). Furthermore, the Mounted Police who patrolled the area recorded no untoward events of any kind and neither did local trappers or missionaries.

Resumidamente, o que a nota diz é que o caso do desaparecimento de uma vila Inuit nos arredores do lago Anjikuni não é verdade. A história teria sido criada por Frank Edwards, e não há qualquer evidência que fundamente o relato. A polícia teria patrulhado a área em que supostamente haveria ocorrido o desaparecimento, não tendo encontrado nada. O próprio local onde se afirma que havia um vilarejo não pode ser verdadeiro pelo simples fato de estar localizado em uma área remota demais nos territórios do noroeste.

Essa lenda também havia sido esclarecida em um artigo de 1976 da revista Fate, e novamente em 1988, no livro de John Colombo: “Mysterious Canada“.

Concluindo: por falta de detalhes, evidências e testemunhos consistentes, o desaparecimento misterioso de uma grande vila Inuit nos arredores do Lago Anjikuni, na melhor das hipóteses, é mentira.

A versão do livro “Disaster Illustrated: 200 Years of American Misfortune” (do sumiço de apenas 30 pessoas) poderia até ser tomada como verdadeira, porém também carece de mais dados até para ser considerada misteriosa…

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