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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Investigação Criminal: A Morte de Cristo

Russian scientists modeled passion of Christ
In Pravda English publicado em 13/09/2006
[Trad. e Adaptação: Ligia Cabus]
[http://english.pravda.ru/science/tech/13-09-2006/84421-shroud-0]

Os mais antigos registros da reportagem a seguir, na internet, remontam a abril de 2002 [Discovery Channel Apud ZOOMInfo]. Em setembro de 2006 o Pravda online, periódico um tanto espetaculoso, especialista em requentar reportagens, especialmente devotado a notícias da ciência fantástica e do sobrenatural,  em sua versão english, voltou a falar no assunto:

Cientistas do Russian Institute of Criminal Investigation e do Russian Federal Security Services [FSS] ─ concluíram uma série de análises do Santo Sudário. A pesquisa foi orientada por Anatoliy Fesenko, doutor em Ciências Técnicas que também dirige o Criminal Investigation Institute.

O trabalho, pioneiro, submeteu a relíquia às técnicas da investigação criminal, contexto em que o Sudário foi considerado como evidência de um fato. Segundo a tradição, o lençol de linho serviu de mortalha, veste funerária, ao Cristo Salvador e, miraculosamente, teria conservado a impressão do corpo e do rosto do fundador do Cristianismo.

Os cientistas trabalharam desprezando toda e qualquer interpretação de natureza religiosa. Segundo Anatoliy Fesenko: Foi uma pesquisa complexa que envolveu numerosos ramos da pesquisa científica: química, biologia, física, matemática etc..

Começamos buscando estabelecer a possível idade do objeto, refazendo o provável processo de envelhecimento do material. Nossas conclusões mostraram que os cientistas norte-americanos erraram em datar o Sudário em cerca de mil anos. De fato, ele tem no mínimo, dois mil anos. Os especialistas do FSS analisaram os vários aspectos dos traços que formam a imagem no tecido a fim de determinar a natureza dos ferimentos do homem doQuinto Evangelho [como também é chamado o Sudário]. As descobertas ajudaram a reconstituir a paixão de Cristo ou seja, o tipo e a ordem dos tormentos físicos aos quais foi submetido.

Na peça de linho, que mede 4,1 por 1,1 metros, estão preservados muitos materiais que evidenciam os abusos que a vítima sofreu. Nas duas faces do lençol, temos a tênue projeção, impressa em tons de amarelo-marrom, do corpo inteiro de um homem despido, nu. O exame cuidadoso dos traços e pontos confirmam que o homem foi açoitado com um chicote de cinco tiras afiadas com ponteiras de chumbo [com pregos fixados nas tiras].

Ombro e espádua direitos sofreram uma extensa e larga lesão indicando que o sujeito carregou um objeto pesado apoiado naquela parte do corpo. O nariz foi quebrado por um soco desferido no lado esquerdo do rosto. Quando foi envolto no sudário, o homem tinha a lado esquerdo do rosto inchado, o que deixou este lado da face mais fortemente impresso que o outro lado, o direito. O mesmo acontece com o queixo, também machucado à esquerda. Também à direita existe uma mancha produzida por perda de sangue; mais uma ferida. O rosto do Sudário é, portanto, assimétrico e as injúrias sofridas pela vítima foram infringidas antes de sua morte.

No pulso esquerdo, mais sangue de uma ferida profunda. O mesmo na base das pernas, chegando aos pés. Os ombros estão alteados, tensos para cima, uma formação característica de uma morte por sufocação.  O pulso direito não pode ser visto, porque a mão esquerda o encobre mas é notável que ambos os pulsos apresentam áreas mais escuras indicando sangramento abundante.

Os pregos ou cravos da paixão foram, realmente, fixados transpassando espaço entre os ossos, nos pulsos e nos pés. As marcas indicam, ainda, que o sangue, nos pulsos e pés, coagulou uma vez, e voltou a fluir mais uma vez, possivelmente no momento da retirada dos cravos. O sangramento posterior, que se sobrepõe ao coagulado antes, deixou manchas mais amplas, que se estendem além das primeiras.
Em outro aspecto da investigação, os especialistas da FSS buscaram refazer o processo de interação entre as fibras do linho em contato com a carne fresca. Mas não uma carne fresca qualquer: antes, a carne de um homem exaurido por uma tremenda aflição física; exausto por uma intensa e prolongada tortura, capaz de produzir a morte por si mesma. Um homem que morreu deste modo e foi sepultado de acordo com os preceitos da tradição judaica.

Para esta fase do estudo, um voluntário, que pertencia à equipe de pesquisas, submeteu-se a circunstâncias de extrema exaustão, praticando exercícios físicos até o limite último de suas forças. Neste ponto, seu corpo foi deitado e envolto em um tecido semelhante ao Sudário e colocado em confinamento, no escuro, enfim, sepultado como um judeu por várias horas, mais precisamente, o número de horas que possivelmente o corpo de Cristo passou no Santo Sepulcro, do fim de tarde de uma sexta-feira às primeiras horas da madrugada do domingo seguinte [cerca de 36 horas]. Por motivos óbvios, o voluntário escolhido tinha cabelos longos, barba e bigode.

Esse experimento, com o voluntário, foi analisado em minúcias. Anatoliy Fesenko comentou na época: [O Sudário em si mesmo] é material orgânico que combina porções de lignina e de celulose. Essas substâncias expostas aos ácidos produzidos pelo corpo humano, exsudados, em ambiente aquecido transforma-se em um composto bastante complexo. De volta à temperatura ambiente normal, as partes do linho tocadas pelo corpo mudam de cor, assumindo tons entre o amarelo e o marrom terroso. Se a temperatura subir de novo, a coloração torna-se marrom mais escura.

O corpo do voluntário envolto no sudário experimental produziu uma impressão bastante detalhada, como o negativo de uma fotografia, exatamente como parece ter ocorrido com o Santo Sudário. Descobriu-se que o processo de fixação da imagem no tecido não se deve somente à ação mecânica, mero contato entre rosto e tecido, corpo e tecido; o efeito de impressão em negativo é produzido com auxílio da evaporação de fluídos daquele corpo.

Fonte complementar:  CALCETTI. Giulio. O Santo Sudário: um milagre vivo. [Trad. Ciro Aquino]. São Paulo: Editora Planeta Brasil, 2005. NA INTERNET ─ LINK RELACIONADO: MERTON, H. K.. O Santo Sudário ─ In [http://artedartes.blogspot.com/2009/04/o-santo-sudario.html]


Revelações da Ciência Criminal

O caso do Santo Sudário está longe de ser encerrado. Apesar da pesquisa dos cientistas russos, muitas equipes de cientistas e especialistas isolados continuam refutando a autenticidade da relíquia com o antigo argumento da datação do Carbono 14, que estabelece a origem da peça entre os séculos XIII e XIV.

Ainda hoje [2009], mesmo depois das inúmeras técnicas utilizadas nos também numerosos exames aos quais foi submetida a peça [ou, pedaços dela], a questão principal permanece sem reposta: como, com que método, que pigmento indecifrável produziu a imagem do supliciado?

Entre as hipóteses mais fantásticas já cogitadas, destacam-se: a Teoria da Radiação Desconhecida; a Teoria da Tecnologia Extraterrestre.


O Laudo Laboratorial

Um princípio áureo da criminologia sentencia: A principal testemunha é o cadáver ou, ainda, O cadáver fala. O Sudário pode ser a testemunha que sobreviveu para confirmar as circunstâncias da morte de Cristo ou mais, confirmar a verdade histórica da Paixão de Cristo.

Seja qual for a origem e a idade do Sudário de Turim, é certo que a peça de linho e sua misteriosa estampa contêm inúmeras informações incontestáveis sobre aquilo que ali está representado:

1. O Sudário contém, preservados em suas fibras, restos de sangue, seco, coagulado, tipo AB, característico da etnia semita.

2. A análise dos traços anatômicos, corpo e rosto, do ponto de vista da perícia médica, revela o estado físico aparente esperado em um homem que padeceu torturas.

3. Os ferimentos identificados foram produzidos por dois açoites do tipoflagium, guarnecidos de pontas metálicas, instrumento usado por soldados romanos, manuseados por dois carrascos!

4. Os cientistas contaram indícios de 120 a 140 chibatadas.

5. A ferida no ombro e dorso foi produzida por uma carga áspera de peso bastante superior ao peso do homem que suportou e transportou tal objeto por, no mínimo, 140 minutos, mais de duas horas, portanto.

6. Ele tinha feridas profundas no couro cabeludo e na testa, confirmando o tormento de uma coroa de espinhos.

7. Tinha, ainda, fratura no joelho esquerdo, provável resultado de uma queda e o fêmur direito, maior e mais forte osso do corpo humano, osso da coxa, deslocado.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Fantasmas & Assombrações

por: Fábio Lafaiete

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Seja como protagonistas de um infindável número de crônicas, seja como um importantíssimo “objeto de decoração” dos castelos e das residências antigas, os fantasmas ocupam um enorme espaço no imaginário das pessoas: amedrontam quem neles acredita, encantam e divertem os místicos e céticos. Em todo o mundo, dificilmente haverá um lugar em que não se encontre alguém que conheça alguma estória sobre fantasmas. As assombrações se tornaram o foco de um segmento de mercado que, anualmente, movimenta cifras astronômicas. Basta olhar para as produções cinematográficas, que levam para as salas de exibição milhões de pessoas em busca da sensação de medo que esse tema desperta. É um mercado que atrai os que crêem e os que não crêem.

Mas, fantasmas existem realmente? Quem são eles? O que procuram? Se existem, até que ponto eles são inofensivos, ou não? Não se pode afirmar, nem mesmo negar, categoricamente a existência dessas formas de manifestações; até porque, os critérios adotados na definição do que é verdade e do que é lenda estão sujeitos à subjetividade. Talvez por isso, qualquer tentativa de provar a existência, ou inexistência, desses seres misteriosos quase não abala as convicções já estabelecidas: em muitos casos, o máximo de efeito que se obtém é fazer com que as pessoas se posicionem numa espécie de “ceticismo cauteloso” (elas podem até admitir um ponto de vista diferente do que já possuíam, mas sempre há lugar para a crença, ainda que muito discreta, em assombrações).

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Crenças (ou descrenças) à parte, o tema “fantasmas” remete aos primórdios da humanidade, quando as primeiras civilizações já narravam manifestações sobrenaturais. Na tentativa de elucidar o assunto, algumas doutrinas religiosas se posicionam de maneira que negam a existência de fantasmas, enquanto que outras doutrinas adotam a certeza dessa existência. Se por um lado há divergência entre as religiões, todas (ou quase todas) concordam que o corpo físico é provisório e que nele reside uma alma que não se deteriora, mas, que transcende para outro plano. As explicações sobre este processo de transição (onde ele começa, onde e como ele termina, etc.) variam de uma religião para a outra; porém, sem discordar que a alma existe e é imortal. É este denominador comum que as religiões encontraram viabiliza a crença em fantasmas.

No entanto, deve-se ter cautela ao abordar o assunto. É preciso considerar fatores que, quando combinados, podem espalhar uma onda de histeria coletiva. Lugares onde, por exemplo, o clima é úmido e tem muita neblina, pode influenciar uma pessoa a acreditar que viu algo que não viu realmente, principalmente se o local tem fama de mal-assombrado. Pessoas sugestionadas por lendas locais estão mais suscetíveis a terem a firme convicção de terem visto um fantasma, quando, na verdade, estavam diante de um forte nevoeiro ou uma construção muito antiga (é muito comum ouvir sons estranhos vindos de construções antigas em virtude de seu estado de conservação, cupins, etc.).

Uma pessoa, nessas condições, convencida de ter visto uma assombração de que pode acabar se deparando com uma – afinal, outras pessoas já viram – ainda que ouvisse um grande número de explicações para o “fenômeno” que tenha presenciado, só aceitaria o que a crença e a boa vontade lhe permitissem, deixando de lado a objetividade científica; pois, quando se fala em manifestações sobrenaturais, todas as explicações deixam algo a desejar. É pouco provável que você, leitor, já tenha visto um fantasma. Também é pouco provável que você conheça alguém que já tenha visto algo desse tipo. Mas, certamente você conhece alguém que, por sua vez, conhece ou tem um amigo que já viu um poltergeist.

Na Inglaterra, onde os casos de aparições são famosos, foram criados centros de estudo e pesquisa desses fenômenos. É óbvio que a comprovação de que relatos ou imagens (todos os dias, milhões de vídeos e fotos sobre fantasmas circulam na Internet) possam não ter autenticidade, não significa fantasmas não existem. Especialistas no assunto costumam classificar os fantasmas como o vestígio de um passado, um acontecimento. Bem como violentos fenômenos físicos – por exemplo, a explosão de uma bomba – deixam marcas de sua ocorrência, da mesma forma, uma pessoa pode deixar traços de sua existência, mesmo após a sua morte.

Uma pessoa acometida de uma morte violenta (um assassinato, um suicídio, um acidente, etc.) pode, no instante da morte, deixar impresso no ambiente onde o óbito ocorreu todo o seu sofrimento, desespero, angústia, etc. Essas impressões podem, posteriormente, ser percebidas por alguém que tenha sensibilidade especial. Essa teoria serve para explicar as narrativas mais comuns sobre fantasmas: fantasmas em lugares onde ocorreram tragédias ou mortes violentas. No entanto, muitos cientistas afirmam que pensamentos e sensações, por mais violentos que eles sejam, não são capazes de permanecer impregnados nas paredes de uma ambiente ou no ar. Esta é uma argumentação que costuma ser rebatida com o fato de que, hoje já se sabe que a mente uma é capaz de manipular a matéria (telecinésia, pirocinésia, etc.).

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Outra teoria muito conhecida, principalmente entre os espíritas, é a de que os espíritos dos mortos tentam se comunicar com o mundo dos vivos e, que eles (os fantasmas) são reais e, na maioria dos casos, inofensivos. De acordo com a doutrina espírita, os fantasmas que vagam por lugares mal-assombrados não são vestígios de um passado, e sim espíritos sofredores em busca de luz. O contato com essas almas é feito através de um médium, ou sensitivo. Os espíritas afirmam ainda que a alma de uma morto pode ser materializada: os espíritos usam a energia dos sensitivos, ou fluidos mentais, para assumir uma forma visível. Daí parte a tese de que espíritos se manifestam a partir do que as próprias pessoas mentalizam.

Dessa forma, chegamos a uma terceira teoria, que se resume em: a manifestação de alguma propriedade da mente humana. Ocorre quando um fantasma se manifesta perante duas ou mais pessoas. Os especialistas afirmam que quando um grupo de pessoas presencia uma manifestação desse tipo, está, na verdade, diante de algum tipo de manifestação mental capaz de projetar a imagem de um fantasma e esta, por sua vez. Dessa forma, se atribui ao pensamento uma consistência física, tornando possível a captura dessa imagem por câmeras e filmadoras. Nesse campo de manifestações atua a parapsicologia.

Outra característica comum aos fantasmas é que os indícios de sua existência, quase sempre, dependem dos relatos feitos por outras pessoas, algum tempo depois da aparição. Psicólogos afirmam que pouquíssimas pessoas são capazes de fazer um relato fiel e íntegro de um acontecimento dessa natureza e, que quanto maior for o intervalo entre a aparição e a narração, maior será a união entre os fatos reais e a fabulação da mente. É do conhecimento de todos que o testemunho humano, ainda que honesto e bem intencionado, está sujeito a erros e inconsistências evidentes: testemunhos podem ser distorcidos e a memória pode ser tendenciosa. Por outro lado, se tudo pudesse ser explicado de forma tão simples (afirmar que não passa de fruto da imaginação), por este ponto de vista, bastaria recorrer à psicologia e todos os casos de assombração estariam solucionados.

Para os céticos, os fantasmas poderiam ser levados a sério se os relatos de suas aparições se baseassem em provas mais concretas. Entretanto, a ausência de tais provas não invalida a idéia de que fantasmas existem.  Quem pode garantir que amanhã ou depois a imprensa não será convocada para a divulgação de um caso que não deixe sombra de dúvidas sobre a existência de seres do além? E se isso acontecesse, os céticos mudariam de opinião em relação aos fantasmas? Enquanto isso não acontece, vale lembrar a célebre frase de William Sheakespeare, em Hamlet "há mais mistérios entre o céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia".  O fato é que mesmo sem conseguir provar sua existência, os fantasmas e as assombrações contribuem para tornar nossa vida – e nossa morte – um pouco mais interessante.

TUDO PASSA - LINDA MENSAGEM DE CHICO XAVIER

History Channel - Brasil

Documentário: "Caçadores de Ovnis: Arquivos de Ovnis Perdidos"

sábado, 23 de janeiro de 2010

GIGANTES: MUITO ALÉM DA MITOLOGIA

     por Ligia Cabús (Mahajah!ck)

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Gigantes são, geralmente, considerados como personagens mitológicas; fantasia de estórias infantis ou exagero dos relatos históricos e religiosos, símbolos de poder, figuras criadas pela imaginação dos antigos. Sendo assim, como explicar as peças arqueológicas que remetem à existência destas criaturas? Esqueletos, monumentos ciclópicos, encontrados em todo o mundo, cuja engenharia a ciência contemporânea não consegue explicar? Com tantos registros e evidências não seria absurdo supor que eles existiram e desempenharam um papel muito importante na história da raça humana.
Os cientistas resistem em aceitar essa idéia. A confirmação da existência destes seres provocaria, necessariamente, uma mudança radical em mais de uma área do conhecimento: história, biologia evolucionista, arqueologia, antropologia. Entretanto, a busca da verdade científica exige flexibilidade de pensamento capaz de rever as teorias ortodoxas diante de descobertas inesperadas que, eventualmente, venham a acontecer.
Muitos estudiosos têm defendido a teoria de uma raça pré-Adâmica e a existência de raças humanas que podem ter habitado o planeta em épocas muito remotas. Nessa linha de raciocínio os gigantes são uma hipótese significativa que não pode ser simplesmente descartada sem uma investigação minuciosa; existem mitos numerosos que se referem a eles. Considerar todos esses mitos como mera fantasia é, no mínimo, uma atitude ingênua e preguiçosa daqueles que preferem a ignorância ao trabalho de pesquisa e de possível reformulação de um conjunto de idéias comodamente estabelecido. Um exemplo clássico de referência histórica à existência de gigantes é um texto da Bíblia judaico-cristã:

Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas e escolheram esposas entre elas. O Senhor então disse: "Meu espírito não permanecerá para sempre no homem, porque todo ele é carne, e a duração de sua vida será só de cento e vinte anos. Naquele tempo viviam gigantes na terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis, tão afamados em tempos antigos. [GENESIS 6:1-4]

O texto acima refere-se gigantes vivendo em uma época antes do dilúvio de Noé e depois desta grande inundação. Freqüentemente, são denominados Nephilim e relacionados aos "anjos caídos". Adão, tal como aparece no texto bíblico, é considerado o primeiro ser humano criado por Deus. Seria, então, um indivíduo. Entretanto, é de senso comum que a maior parte do Gênesis é uma escritura essencialmente alegórica e, portanto, Adão pode ser entendido como um nome genérico designativo de toda uma geração de humanos pertencente a uma raça anterior ao surgimento do homo sapiens, a espécie humana conhecida atualmente. Essa concepção abre espaço teórico para a admissão da raça ou raças pré-adâmicas. Seguindo a mesma lógica e considerando o conhecimento contemporâneo da geologia, é perfeitamente admissível que catástrofes naturais como o dilúvio não tenham ocorrido somente uma vez na história do planeta; ao contrário, vários cataclismas mudaram a face da Terra aos longo das eras.
Estes episódios são mencionados em numerosos textos das mais diferentes culturas. Os registros sobre os gigantes aparecem sempre relacionados a uma época bem anterior ao "Adão bíblico". Muitos estudiosos, entre os quais o mais popular é autor de best sellers Eric Von Daniken (Eram os Deuses Astronautas e outros), têm interpretado os "anjos caídos" ou a "queda dos anjos" como uma visita de seres extraterrestres que chegaram a este planeta em um tempo que a ciência denomina de pré-história. Tais seres teriam realizado um mega-processo de colonização da Terra que incluiu interferências na atmosfera e experiências genéticas cujo resultado foi a espécie humana; uma espécie que evoluiu através de diferentes tipologias cuja descêndencia é a humanidade contemporânea.
Uma das "pistas" mais citadas para a interpretação das personas angélicas com seres de outros planetas é a palavra "elohim", que também aparece no Gênesis bíblico referindo-se ao "Criador de todas as coisas", o "o Senhor". Ocorre que "elohim" é uma plural que significa "deuses", em contraposição ao singular "Elohi". Outra palavra que sugere um Criador ou uma criatura humanóide é "Jeová", cuja análise etmológica revela a contração de dois vocábulos hebraicos "Yod + Eva", mais precisamente, "Jah-Hovah" ou ainda "Jod-Hoavah", duas palavras que se referem a "macho" e fêmea", respectivamente, ou seja, um ser hermafrodita.
o Hermafroditismo teria sido uma característica das primeiras raças humanas tal como aparece na estrutura biológica de alguns organismos que existem até hoje, especialmente entre criaturas microscópicas, planta ou em vermes, como a minhoca. A Doutrina Secreta defendida pelos adeptos da Teosofia apresenta uma teoria completa da evolução das raças humanas ou Antropogênese, começando por seres etéreos e assexuados, passando por densificação dos corpos, da forma, pelo hermafroditismo chegando, finalmente, às primeiras raças sexuadas com indivíduos machos e fêmeas. A Teosofia mantém essa hipótese sem nenhum recurso à interferência de extraterrestres, atendo-se apenas a concepção de evolução humana em tempo simultâneo ao próprio surgimento da Terra, em seus primórdios, como esfera em estado de fusão e densidade mais próxima da matéria líquido-gasosa (estado crítico) que se torna matéria sólida ao longo de trilhões de anos.
Os gigantes, uma raça de humanos desaparecida, seja como fruto de experiências genéticas de extraterestres ou uma raça arcaica, seraim, então, parte de uma cadeia de tipos humanos criados em um ciclo natural de evolução da natureza terrena e poderiam, de fato, ter existido. Mitologias de muitos povos falam desses homens colossais. Ainda na Bíblia, um deles chega a ser explicitamente nomeado: Golias, um guerreiro filisteu, aquele que foi derrotado pelo pequeno Davi, segundo rei dos judeus. Também os gregos contam histórias de gigantes referindo-se a eles como uma primeria geração de filhos de deuses, nascidos da união da Terra (Gaia) com o Céu (Urano):

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Prometeu, o Titã, acorrentado, sofre o castigo de Zeus por ter roubado o fogo dos deuses para entregá-lo aos homens. A águia come o fígado do Titã que se recompõe eternamente para ser novamente devorado. Prometeu foi salvo por Hércules. ILUSTRAÇÃO: Rubens.

Fecundada por ele [Urano], Gaia dá à luz os Titãs, os Ciclopes e os Hecatônquiros (gigantes de cem braços e cinquenta cabeças)... A lenda cosmogônica de Hesíodo mostra Cronos [um Titã], o Tempo, indomável filho de Gaia e Urano, revoltado contra o pai por este fecundar incessantemente a mãe... Para que Gaia não continue gerando infinitamente, Cronos corta aos testículos do pai... Ao cair sobre a Terra, o sangue de Urano ainda uma vez a fecunda, gerando as Erínias.. os Gigantes e as Melíades, ninfas das árvores. (Mitologia, vol. III)

Entre os povos nórdicos, também chamados vikings, os gigantes são personagens de inúmeras lendas, a começar pela Antropogênese, tal como na Grécia. Ali, nas regiões geladas do norte europeu, o Gigante de neve Ymir deu origem a todos os outros gigantes do mundo. Somente depois dos gigantes é surge a raça de humanos tal como a conhecemos hoje, criada por deuses. Na mitologia viking, gigantes, homens comuns e deuses conviveram e muitas estórias falam de episódios envolvendo as três raças, como a união entre o deus Freyr e a gigante Gerd.
Também são famosos gigantes como Kvasir, de cujo sangue foi feito o hidromel, uma espécie de vinho que confere a quem o bebe a inspiração para criar poesias magníficas. O hidromel era guardado por outro gigante, Suttung. Odin (um deus), seduzindo a filha de Suttung, Gunnlod, também gigante, roubou a bebida mágica que, desde então, tornou-se exclusiva para o consumo dos deuses.
Vários trechos de A Doutrina Secreta (obra teosófica), no volume denominado Antropogênese, de H.P. Blavatsky, transcendem a esfera da lenda fazendo referências históricas à existência dessas criaturas fantásticas:

Porque, em verdade existiram Gigantes (...) na ordem da criação, encontramos testemunhos que atestam a existência, na flora, das mesmas dimensões proporcionais, variando pari passu com as da fauna. (...) A série evolutiva do mundo animal prova que o mesmo se passou nas raças humanas. (p. 294)
Tertuliano (...) certificou que havia, no seu tempo, um certo número de de gigantes em Cartago (...) jornais de 1858 (...) mencionam o achado de um "sarcófago de gigante" no sítio ocupado por aquela cidade. (...) Filóstrato (...) fala de um esqueleto gigante de 22 côvados, visto por ele próprio no promontório de Sigeu. (p. 196)
Era crença de toda a antiguidade, pagã e cristã, que a humanidade primitiva foi uma raça de Gigantes. Algumas escavações feitas na América (em terraços e cavernas) puseram a descoberto, em casos isolados, grupos de esqueletos com nove e doze pés de altura. Tais esqueletos pertencem a tribos dos primeiros tempos da Quinta Raça [a atual] e cuja estrutura degenerou para a média atual de cinco a seis pés. Podemos admitir sem dificuldade que os Titãs e os Ciclopes das idades primitivas eram realmente da Quarta Raça (a Atlante) ... Ciclopes reais (...) eram mortais dotados de "três olhos". (p. 311)
CICLOPES (...) as ruínas ciclópicas (assim chamadas até hoje) são uma prova da existência dos Ciclopes, aquela raça de gigantes (...) a Quarta Raça Primitiva (...) podia possuir três olhos, sem que o terceiro olho fosse necessariamente no meio da testa ... (p. 312)

 

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Os "buddhas" do Vale Bamiyan, Afeganistão, hoje destruídos pela ação da milícia taleban. As estátuas maiores têm proporções colossais: 55 metros e 38 metros de altura, respectivamente.

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A Antropogênese teosófica defende a existência dos gigantes, em um passado remoto, com argumentos colhidos nas mais diferentes culturas do mundo. A Bíblia é um referencial dos menos importantes diante de outros exemplos que são mencionados. Nos textos indianos e tibetanos essa raça de gigantes, em estágio evolutivo em que os sexos já haviam se separado em machos e fêmeas, é denominada Dânavas.
Esses gigantes, cujo corpo e metabolismo ainda não eram inteiramente densificados na matéria física atual, engendraram descendência com animais gerando monstros hoje conhecidos, também através de relatos lendários, como criaturas cuja aparência misturava características antropomórficas e zoomórficas: sátiros, faunos, centauros, são os exemplos mais conhecidos.
Entre os testemunhos arqueológico-arquitetônicos da realidade de uma raça de gigantes, os teósofos mencionam monumentos colossais bastante conhecidos: pirâmides, que no passado foram consideradas como peculiaridade da civilização egípcia, hoje espantam o mundo com suas similares; primeiro as descobertas na América pré-colombiana e mais recentemente, pirâmides na Bósnia, na Ucrânia e na China. Os círculos de pedras como Stonehenge (Inglaterra), que possuem seus "aparentados" em vários lugares do mundo sendo que última ruína deste tipo foi descoberta em território brasileiro, no estado do Amazonas.

  

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Os Gigantes da Ilha de Páscoa

As estátuas inexplicáveis e gigantescas da Ilha da Páscoa (ilustração acima); os "budas" do Afeganistão, destruídos pelo fanatismo religioso dos Talebans, muçulmanos que dominaram aquele país até pouco tempo, quando foram destituídos pela intervenção bélica norte-americana. Estes cinco "budas" seriam, na verdade, representantes das cinco raças humanas; quatro já extintas sendo a quinta, a raça atual.
Eram estátuas de tamanhos diferentes; a maior era colossal, ou seja, uma referência às dimensões gigantescas dos homens entre a primeira e a quarta raça. A raça contemporânea, de hoje, a quinta raça, de menor estatura, foi precedida pelos gigantes Atlantes (quarta Raça) e Lemurianos (Terceira Raça). A primeira e a segunda Raças, formadas por indivíduos de proporções também colossais não eram, porém, dotadas de corpos densos sendo por isso denominadas de "os sem ossos". O evolucionismo teosófico, que em tudo se contrapõe ao darwinismo e à antropologia acadêmica ortodoxa, sustenta-se também recorrendo a elementos da geologia e da bioquímica:

Até mesmo a simples forma física e a evolução das espécies mostram como procede a Natureza. O gigantesco Sáurio coberto de escamas, o Pterodáctilo, o Megalossauro e o Iguanodonte... todos esses monstros "antediluvianos"... apareceram sob a forma de infusórios filamentosos, sem carapaça nem concha, sem nervos, músculos e orgãos, nem sexo, reproduzindo suas espécies por gemação, como o fazem também os animais microscópicos... Por que então não podia suceder o mesmo ao homem? Por que não haveria ele, em seu desenvolvimento, isto é, em gradual condensação, de conformar-se à mesma lei? Todas as pessoas isentas de preconceitos hão de preferir acreditar que a Humanidade Primitiva tinha uma forma etérea - ou... uma forma imensa, filamentosa, de aspecto gelatinoso que sob a ação de Deuses ou "Forças" naturais evolucionou e se condensou durante milhões de séculos e que, em seu impulso e tendência físicos chegou a assumir gigantescas proporções até ganhar estabilidade com enorme forma física do homem da Quarta Raça [Atlantes]... (p 167/168)
Se podemos conceber uma bola de "névoa ígnea" que se converte pouco a pouco - à medida que gira nos espaços interestelares durante evos e evos - em um planeta, em um globo com luz própria para finalmente ser um Mundo ou uma Terra povoada de homens, havendo assim passado de corpo plástico e mole para um Globo rochoso; se vemos tudo evolucionar neste Globo desde o ponto gelatinoso... Protoplasma, Monera, que logo passa do seu estado de protista à forma animal para depois crescer e tornar-se um gigantesco e monstruoso réptil... e mais tarde diminuir gradativamente até o tamanho do crocodilo... como só o homem, então, poderia subtrarir-se à lei geral? ... A crença nos Titãs tem por fundamento um fato antropológico e fisológico.(p 170)

Há muito o homem contemporâneo acostumou-se a pensar em gigantes, centauros, sereias e outros seres fantásticos como personagens mitológicos, figuras simbólicas, alegorias cuja existência objetiva seria completamente impossível. Os relatos dos povos antigos são considerados como uma incrível proeza de imaginação que, entretanto, de alguma forma, deve ter-se perdido posto que a humanidade atual não é capaz de conceber nem sequer uma pequena fração dessas fábulas por conta própria.
É o caso de se perguntar como e por quê, na Antiguidade, a psique de sociedades inteiras perdia-se em tão exóticas criações. Talvez, se hipóteses de estudiosos como Eric von Daniken ou as teorias teosóficas fossem examinadas com mais seriedade pela ciência pós-moderna descobertas surpreendentes pudessem acontecer. Os antigos não seriam, então, tão alucinados e suas histórias e mitos poderiam ser explicados como relatos verdadeiros baseados em fatos e criaturas extintas mas que um dia, foram reais. Meditemos...
BIbliografia
Bíblia Sagrada. São Paulo: Ed. Claretiana, 2005.
BLAVATSKY, H.P.. A Doutrina Secreta vol III - Antropogênese. [Trad. Raymundo Mendes Sobral] São Paulo: Pensamento, 2001.
Giants - A Result of Genetic Warfare - IN TOHTH WEB
Mitologia Greco-Romana - vol I. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
Os Viquingues vol I. (coleção Grandes Impérios e Civilizações). Madrid: Ed. del Prado, 1997.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O CASO TRAVIS WALTON, ABDUZIDO

Programa "Fenômeno UFO" com Luiz Ricardo Geddo, exibido pela TV Mundo Maior.
www.tvmundomaior.com.br
A história do lenhador, Travis Walton, que foi abduzido depois de ser atingido por um raio de uma espaçonave.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

EVOLUÇÃO HUMANA A CAMINHO DA LUZ

Enquanto as penosas transições do século XX se anunciam ao tinido sinistro das armas, as forças espirituais se reúnem para as grandes reconstruções do porvir.

        Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um mundo novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e desapareceram, evocando os grandes períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos os fenômenos transitórios da matéria.

        Esse esforço de síntese será o da reclamando a sua posição em face da ciência_dos_ homens, e ante as religiões da separatividade, como a bússola da verdadeira sabedoria.

  • Diante dos nossos olhos de espírito passam os fantasmas das civilizações mortas, como se permanecêssemos diante de um "écran" maravilhoso.

  • As almas_mudam_a_indumentária_carnal, no curso incessante dos séculos; constroem o edifício milenar da evolução_humana com as suas lágrimas e sofrimentos, e até nossos ouvidos chegam os ecos dolorosos de suas aflições.

  • Passam as primeiras organizações do homem e passam as suas grandes cidades, transformadas em ossuários silenciosos.

  • O tempo, como patrimônio divino do espírito, renova as inquietações e angústias de cada século, no sentido de aclarar o caminho das experiências humanas.

  • Passam as raças e as gerações, as línguas e os povos, os países e as fronteiras, as ciências e as religiões.

  • Um sopro divino faz movimentar todas as coisas nesse torvelinho maravilhoso. Estabelece-se, então, a ordem equilibrando todos os fenômenos e movimentos do edifício planetário, vitalizando os laços eternos que reúnem a sua grande família.

        Vê-se, então, o fio inquebrantável que sustenta os séculos das experiências terrestres, reunindo-as, harmoniosamente, umas às outras, a fim de que constituam o tesouro imortal da alma humana em sua gloriosa ascensão para o Infinito.

  • As raças são substituídas pelas almas e as gerações constituem fases do seu aprendizado e aproveitamento;
  • as línguas são formas de expressão, caminhando para a expressão única da fraternidade e do amor,
  • e os povos são os membros dispersos de uma grande família trabalhando para o estabelecimento definitivo de sua comunidade universal.

        Seus filhos_mais_eminentes, no plano dos valores espirituais, são agraciados pela Justiça Suprema, que legisla no Alto para todos os mundos do Universo, e podem visitar as outras pátrias siderais, regressando ao orbe, no esforço abençoado de missões regeneradoras dentro das igrejas e das academias terrenas.

        Na tela mágica dos nossos estudos, destacam-se esses missionários que o mundo muitas vezes crucificou na incompreensão das almas vulgares, mas, em tudo e sobre todos, irradia-se a luz desse fio de espiritualidade que diviniza a matéria, encadeando o trabalho das civilizações, e, mais acima, ofuscando o "écran" das nossas observações e dos nossos estudos, vemos a fonte de extraordinária luz, de onde parte o primeiro ponto geométrico desse fio de vida e de harmonia, que equilibra e satura toda a Terra numa apoteose de movimento e divinas claridades.

        Nossos pobres olhos não podem divisar particularidades nesse deslumbramento, mas sabemos que o fio da luz e da vida está nas suas mãos. É Ele quem sustenta todos os elementos ativos e passivos da existência planetária. No seu coração augusto e misericordioso está o Verbo do princípio. Um sopro de sua vontade pode renovar todas as coisas, e um gesto seu pode transformar a fisionomia de todos os horizontes terrestres.

        Passaram as gerações de todos os tempos, com as suas inquietações e angústias. As guerras ensangüentaram o roteiro dos povos nas suas peregrinações incessantes para o conhecimento superior. Caíram os tronos dos reis e esfacelaram-se coroas milenárias. Os príncipes do mundo voltaram ao teatro de sua vaidade orgulhosa, no indumento humilde dos escravos, e, em vão, os ditadores conclamaram, e conclamam ainda, os povos da Terra, para o morticínio e para a destruição.

        O determinismo do amor e do bem é a lei de todo o Universo e a alma humana emerge de todas as catástrofes em busca de uma vida melhor.

        Só Jesus não passou, na caminhada dolorosa das raças, objetivando a dilaceração de todas as fronteiras para o amplexo universal. Ele é a Luz do Principio e nas suas mãos misericordiosas repousam os destinos do mundo. Seu coração magnânimo é a fonte da vida para toda a Humanidade terrestre. Sua mensagem de amor, no Evangelho, é a eterna palavra da ressurreição e da justiça, da fraternidade e da misericórdia. Todas as coisas humanas passaram, todas as coisas humanas se modificarão. Ele, porém, é a Luz de todas as vidas terrestres, inacessível ao tempo e à destruição.

        Enquanto falamos da missão do século XX, contemplando os ditadores da atualidade, que se arvoram em verdugos das multidões, cumpre-nos voltar os olhos súplices para a infinita misericórdia do Senhor, implorando-lhe paz e amor para todos os corações.

Francisco Cândido Xavier

Ditada pelo Espírito EMMANUEL 

(Mensagem recebida em 17- 8 -1938.)