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domingo, 18 de outubro de 2009

O ALIEN ANÃO DOS MONTES URAIS I




tradução: Caroline Beck
Fonte: Russian geneticists to reveal alien’s DNA mystery
― PRAVDA ENGLISH




Brevemente os cientistas poderão desvendar o mistério do Alien de Uralian (Alien dos Urais), uma minúscula criatura encontrada perto da cidade de Kyshtym, nos Urais. Foram realizados cinco estudos com a amostra do DNA do pequeno ser. O último estudo conduzido pelo Instituto de Medicina Forense de Moscou produziu resultados sensacionais.

"Um gene descoberto na amostra de DNA não corresponde a nenhum ser humano ou macaco antropóide", disse Vadim Chernobrov, coordenador do centro público de pesquisa de Kosmopoisk. "Nenhuma amostra disponível no laboratório combina com o gene. Especialistas em DNA têm prolongado o exame com a molécula de DNA”, acrescentou Chernobrov.

Cientistas têm procurado uma explicação para o fenômeno de Kyshtym, que já tem mais de dez anos. A história começou no verão de 1996, depois que a pequena criatura foi encontrada na região de Chelyabinsk. O achado foi logo chamado de Alien Kyshtym. Um médico local examinou o corpo numa autópsia e concluiu que poderia ser de um humano ou animal. Ufologistas consideram o anão de Kyshtym um caso claro de extraterrestre. O clero acredita que o anão era um demônio. A criatura ainda estava viva quando foi encontrada por uma senhora. Ela foi a única que deu ao ser um nome humano - Alioshenka (um diminutivo do nome russo "Alexei").

A Maldição de Alioshenka

O anão de Kyshtym não causou nenhum mal a ninguém quando estava na terra onde vivia. Coisas estranhas começaram acontecer depois de sua morte. A senhora que cuidou de Alioshenka morreu atropelada (em 05 de agosto de 1999); foi derrubada por um carro dias antes dos pesquisadores de Moscou chegarem a cidade. Nesse ínterim, o corpo do alienígena desapareceu sem deixar um traço. Um investigador que cuidou do caso, achava que as pessoas que cuidaram do corpo se apropriaram dele.


Não bastava ser ET: tinha de ser achado em um cemitério!

Uma TV japonesa chegou a cidade para fazer um documentário sobre Alioshenka. Os japoneses oferecerão uma recompensa de $200,000 por alguma informação sobre onde estava a criatura roubada. Por outro lado, todos os esforços para localizar o pequeno ser falharam. Um minúsculo pedaço do corpo morto foi a única evidência recuperada. Os Japoneses exibiram o objeto para câmeras.

O acadêmico Mark Milkhiker inspecionou cuidadosamente o fenômeno Kyshtym no local. Ele examinou cuidadosamente a área onde o duende foi achado. Milkhiker ficou seriamente doente depois que retornou a Moscou. Morreu de um ataque cardíaco enquanto estava no hospital. Anteriormente citado Vadim Chernobrov também passou por momentos desagradáveis depois de quatro anos da descoberta do duende. Uma misteriosa doença paralisou ele da cintura para baixo. Os médicos não conseguiram explica a causa de sua doença. Foi Chernobrov que encontrou o pedaço de tecido usado pela senhora para embalar o Alien quando foi encontrado.


Será que todos esses infortúnios coincidências? Será que o alien realmente colocou uma maldição nas pessoas que tentam descobrir seu mistério? É fato que Deguchi Masao, um produtor do documentário japonês sobre Alioshenka caiu em descrédito, o que ele fez? Ele prometeu pagamento para as pessoas do local se elas dividissem as informações sobre o pequeno ser e sua tripulação. Desnecessário dizer que a noticia se espalhou como rastilho de pólvora. Vários fofoqueiros e bêbados fizeram fila na casa onde os japoneses estavam hospedados, onde as "testemunhas" iriam ser entrevistadas. Porém, isso só serviu para torna o evento duvidoso.

Segundo Vladimir Bendlin, uma das principais testemunhas do evento, num dia chuvoso de verão deteve Vladimir Nutdinov por tenta rouba uma cerca elétrica. O policial confiscou um pacote do homem. Removendo o pano vermelho que o envolvia, o policial viu uma pequena múmia de uma estranha criatura. Colocou-a no lugar e a filmou. Ele anunciou logo que a criatura parecia um alien, a criatura parecia uma pedra fria e sem vida, assim disse Bendlin. Bendlin abriu investigações sobre o alien, o corpo encontrado foi envolvido numa investigação policial, a policia tentou determinar causa da morte do estranho ser.

Os Especialistas

Igor Uskov, um urologista do hospital local, estava de plantão no dia. Um telefone tocou no seu escritório ao meio-dia. Ele teve uma crise riso quando o homem do outro lado explicou a razão pela qual necessitava de seus serviços. "O corpo de um alien morto? Parem com essa brincadeira."


"Doutor acho melhor você vir aqui olhar por se mesmo...". Doutor Uskov foi o primeiro médico profissional a examina o corpo. Ele considerou o corpo como sendo de um feto de vinte semanas. Doutor Uskov procurou uma segunda opinião, da ginecologista Irina Ermolayeva. A doutora Ermolayeva concordou que o corpo parecia de um feto mal desenvolvido, expelido de um útero prematuro.

O veredicto dos doutores era música para Bendlin. A estranha criatura não era um alien, era um feto humano; agora era outro o caso, caso de aborto ilegal. O investigador já havia se deparado com outros antes. Mas ele esperava fechar o caso depois do exame da autópsia. Bendlin esperava que o doutor encarregado confirmasse que era um feto natimorto.

Stanislav Samoshkin, o patologista do hospital de Kyshtym, não brincou com hipóteses de alien ou fez piadas, quando Bendlin levou o corpo para ser examinado. Anunciou que o corpo tanto poderia ser de ser humano ou de animal. De acordo com ele parecia uma nova forma de vida. Segundo Samoshkin: "A criatura não apresentava forma de um ser humano. O crânio humano é constituído de seis ossos. O crânio da criatura era feito de quatro ossos. Havia outras diferenças na estrutura do esqueleto. Aquelas anomalias não pareciam nada com as anomalias congênitas conhecidas atualmente."

A VERDADE ESOTÉRICA DO PECADO ORIGINAL



antropologia arcaica

por Ligia Cabus do Nascimento
Mahajah!ck


Adão e Eva, mito judaico-cristão para explicar as agruras da vida ― ou "o Sofrimento". O casal simboliza "A Humanidade"; a Tentação, as Escolhas ― e o Pecado, é a "escolha errada". A primeira tentação é a tentação de SER. O primeiro pecado é ESCOLHER SER HUMANO, ser sujeito de conhecimento, ter percepções e juízos e a penitência, o preço, é sofrer. DIR.: a maçã, supostamente é o fruto proibido porém não nenhuma prova histórica de que seja este o fruto do conhecimento do bem e do mal. EM CIMA: Sir Isaac Newton, segundo a lenda, concebeu a Lei da Gravitação Universal ao observar a queda de uma maçã, de uma macieira, naturalmente... Mais uma vez a maçã envolvida no avanço dos "saberes" dos homens.

Para falar sobre o pecado original seria proveitoso começar apresentando o trabalho minucioso publicado no site www.talkorigins.com que pacientemente relaciona nada menos que 96 histórias míticas de "Dilúvios" pertencentes a tradições pesquisadas em todo o mundo. O "Dilúvio" é, portanto, um mito de todos os povos da Terra. Algumas poucas e básicas histórias são assim; são contadas em todos os cantos do planeta. A essência, sempre a mesma; as palavras, os nomes das personagens podem variar. O mito não. Vê-se de longe que o mito é o mesmo.

O "Pecado Original" é uma dessas histórias recorrentes. Repete-se em todas as línguas, reveste-se de todas as cores mas o pecado permanece. A memória de um grande erro renovando a enorme culpa perplexa e incompreensível. Qual foi, afinal, o grande crime da humanidade? De quantas humanidades? A culpa da humanidade católica, a culpa dos judeus, a culpa dos muçulmanos, as culpa dos brâmanes e dos budistas, a culpa da ignorante massa de hinduístas, de fetichistas curandeiros das tribos incultas da África... O quê fizeram essas multidões para carregarem todas a lembrança de sua incompetência ontológica?

As escrituras mais antigas e tradições orais mais bem preservadas dizem que "o homem pecou", de um pecado que são se limita ao mero erro de conseqüências reversíveis. Ao contrário, cometeu um "erro fatal", escolheu um caminho sem volta. O Gênesis judaico-cristão, em linhas alegóricas gerais, descreve esse erro como uma desobediência: o homem comeu o "fruto proibido". Era proibido comer; comeu, lascou. Não teve remédio. O "homem" acabou com alegria de toda a humanidade de todos os milênios seguintes.

ADÃO & EVA

A história de Adão e Eva, além de ter sido adotada por correntes religiosas periféricas ao judaísmo e ao cristianismo, possui numerosas releituras em todas as nações, caso muito semelhante à "História do Dilúvio de Noé". Tal como Noé, que muda de nome mas a identidade permanece a mesma, Adão e Eva também aparecem sob as mais exóticas roupagens culturais around the world mas sempre cometendo o pecado original.

"Original" porque foi o primeiro, origem da série de pecados que seriam cometidos depois. Antes disso, nos Gênesis, sejam gregos ou católicos, os homens eram "puros", seja lá o que PURO possa significar! Mas eram puros e pelo que se pode deduzir dos relatos, ser puro era algo que incluía a "incapacidade" (?) ou a "não-disposição" e, ainda, talvez, não-habilitação (?) para cometer erros. É uma condição complexa. Não "poder" cometer erros implica não escolher nunca, nada, em hipótese alguma porque a origem do erro está na possibilidade de escolha. Mais ainda, não errar nunca, pressupõe não agir nunca, posto que toda ação é manifestação de escolha. Uma dor de cabeça isso tudo!

Mas o fato é que no modelo padrão judaico-cristão, um homen, com o auxílio do desserviço fundamental de sua mulher, pecou! Eles viviam no Jardim do Éden, o paraíso! Em meio à liberdade do vento nos cabelos saltitando pelas campinas somente uma, uma só proibição havia: não comer do fruto de única árvore em um lugar repleto de jardins e pomares; uma regra apenas, e o jeca (mentecapto, retardado) do Adam conseguiu, na primeira escolha de sua vida eterna (!) optar pela decisão mais que terrivelmente errada!

É de conhecimento amplo que a mulher Eva, começou a derrocada moral do casal quando colheu o fruto e, mais, quando mordeu o fruto, assim o fez com a intenção deliberada de praticar ação contrária à única advertência que o magnânimo Criador fez àqueles que deveriam ser a glória de sua Criação. Eva comeu e, ato contínuo, ofereceu a fruta ao companheiro, instituindo a máxima comportamental que diz: "Quem se ferra tem a incontornável tendência de ferrar o próximo que é para não se ferrar sozinho".

Ora, Adam não tinha nenhuma força coerciva obrigando-o a decidir-se pelo erro. Sim, também ele sabia que comer o fruto daquela árvore era proibido e, no entanto, comeu! Milton, em Paraíso Perdido (um poema enorme!) procura minorar a conduta de flagrante desprezo a um imperativo; o Adam de Milton questiona, considera, medita, se lamenta, faz crochê mas acaba comendo a fruta; e, comeu, danou-se...

O ouvinte primário dessa história perguntar-se-á, a essa altura, que porra de diabo de fruta é essa afinal! Há controvérsias; as versões mais ingênuas acreditam que tratava-se de uma maçã. Todavia, o que há de mais revelador sobre esse fruto é o nome da árvore: trata-se da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Pronto, essa informação singela é suficiente para iluminar todo o mistério dessa alegoria.

Anjo Caído, de Gustave Doré. Os "anjos caídos" estão presentes nas mitologias de civilização de inúmeros povos. Estes "anjos" são sempre instrutores, mestres da humanidade nas artes e na cultura, ciências e tecnologias. Não raro, suas lendas incluem punições, perseguição e culpa justamente por terem dividido os "saberes divinos" com simples mortais. É o caso de Prometeu, o Titã grego e de toda a Legião de seguidores do Lúcifer cristão.

DIR.: Arca de Noé, a imagem mais popular do mais popular dos Dilúvios, dentre as dezenas de "tradições de Dilúvio" que fazem parte das crenças das mais diferentes nações. Uma Arca ou Barca carregando as "sementes" de toda a vida da Terra é uma alegoria que se refere à preservação da herança biológica do planeta Terra através de priscas eras, sobrevivendo, apesar dos mais horrendos cataclismos.

A Arca também é o abrigo dos "justos", os que serão poupados sempre que a iniqüidade dos homens tornar-se tão grande que os "deuses" resolvam exterminar toda uma raça. Contudo, a semente dos justos frutifica depois da treva da tempestade, em um mundo renovado, lavado e "enxaguado" nas águas da terra e do céu. O Dilúvio, os terremotos e outras catástrofes naturais seriam, então, mecanismos naturais de renovação da vida; marcos de fim de ciclo e começo de nova era.

SEXO

O primeiro efeito produzido pela ingestão do fruto proibido foi, de fato, um conhecimento: "conheceram que estavam nus" ― ainda que jamais tivesse visto alguém vestido; foi um "conhecimento inato" de que estavam nus! E pior! Sentiram vergonha! Esconderam-se do Senhor! Essa nudez, assim relacionada com o conhecimento [em si mesmo] + o conhecimento ESPECÍFICO! de que estavam nús + o sentimento de vergonha suscita, imediatamente a pergunta: Vergonha de quê? Resulta na conclusão inevitável que:

1. Sendo a vergonha uma sensação desagradável

2. Sendo constatado que esta vergonha é, obviamente, decorrente do saberem-se nús!

3. Segue-se que EXISTE ALGO na nudez (em si?) que PRODUZ vergonha e se a vergonha é ruim LOGO nudez é ruim. Estar pelado é mal, muito mal! E em algum momento dessa meditação socio-bio-antropológica o Adam e Eve DESCOBRIRAM que o mal da nudez está no SEXO!!!

A nudez expõe o sexo e mais! e pior! A nudez expõe o sexo e as zonas erógenas (parte do corpo cuja estimulação tátil faz a pessoa pensar em sexo)... Expõe às intempéries, à curiosidade seguida de apreciação (ou depreciação) estética de terceiros, expõe a estímulos decorrentes de contato eventual com outras pessoas e coisas e consigo mesmo etc., ou seja, estar, andar por aí pelado é um apelo ao despertar do desejo sexual. Um perigo!

Porque a prática do sexo conduzirá, em algum momento ou circunstância, à ocorrência de gravidez. A gravidez produzirá um terceiro ser humano onde antes havia dois e isso, a reprodução dessa má idéia que é o ser humano, isso foi ― é ― e será um grande erro, um pecado, realmente! Mas esse não é o principal objeto deste ensaio tão delicado; o objetivo aqui é revelar o sentido esotérico, a realidade escondida na alegoria do "pecado original". Uma verdade muito mais significativa do que o mero exercício do instinto de reprodução em um instante fugaz de prazer sensual. [Ui!]

A QUEDA

"Naquele tempo havia anjos sobre a Terra" ― o Livro do Gênesis não foge à regra mitológica global. A tradição de um tempo remoto quando "deuses" viviam entre os homens faz parte do acervo de lendas de todos os povos. Deuses, anjos e outras criaturas fabulosas, personificação de forças da natureza e/ou de valores culturais. Esses deuses da Antiguidade são extremamente humanizados, sofrem paixões, prazeres e angústias.

Os anjos do Gênesis bíblico são pecadores. Não bastasse o pecado da humanidade... Também os deuses sucumbiram à tentação: "enamoraram-se das filhas dos homens". Segundo o poeta Milton, uma reflexão do "Anjo Caído" explica a queda dos Anjos:

O reinar justifica a ambição,
Inda que seja no próprio inferno!
É preferível reinar no inferno
Que servir como escravos no céu!

Mais uma vez, o sexo, o desejo sexual, despertando tais pensamentos, está centro da questão. Esses anjos engendraram uma "Raça" de híbridos, meio-divinos, meio-humanos.

Em teologia cristã há muitas quedas; a primeira "queda" é do homem-humanidade no episódio "Adão e Eva"; a segunda "queda" é a "Queda dos Anjos". A queda de Adão, obra de Satanás [o inimigo dentro da pessoa, a vacilação]; a queda dos anjos, obra da liderança "do mais belo dos anjos". Lúcifer ― o Portador da Luz, conduziu os "anjos rebeldes". No caso de Adão-humanidade, a atitude pecadora ainda pode ser atribuída a uma "perda temporária dos sentidos"... Adão, realmente, não tinha experiência! Mas, no caso dos anjos, foi uma contravenção mesmo, violação de lei, submissão dos divinos ao desejo ― vil, muito vil! ― de "se misturar" com o humano pelo mais intimo [e IMPURO!] modo, a relação sexual.

O pecado original, a queda de Adão é essencialmente igual à queda dos anjos: queda na matéria ou, mais especificamente, queda do status, de SER ESPIRITUAL para SER CARNAL. O espiritual é, a priori, superior ao carnal. Possivelmente isso se deve ao fato da MATÉRIA ESPIRITUAL ser mais resistente, durável, que a MATÉRIA CARNAL, efêmera, deteriorável, pulverizável, putrefável.

Ambas são também chamadas de "queda na geração", porque ao sexo segue-se, eventualmente, a geração de semelhantes, os filhos - ou, a perpetuação da espécie. A procriação sexuada é a decadência da Criação. Mas é decadente no sentido de passar a SER em um grau INFERIOR de MODO DE VIDA ― Vida Carnal. Dizem os esotéricos que esse grau se refere à freqüência de VIBRAÇÃO da ENERGIA que CONSTITUI a matéria ― ou

ALTA FREQÜÊNCIA
► PARA estado de SER ESPÍRITO ............................. [particular, quântico]
BAIXA FREQÜÊNCIA ► PARA estado de SER CARNAL ............................. [orgânico-celular-molecular-atômico]

A Queda significa uma mudança de ESTADO ONTOLÓGICO. Caiu de condição predominantemente espiritual para condição predominantemente carnal. Nas escrituras antigas, essa queda aparece como uma mudança para pior. Mudar é uma escolha dessas unidades energéticas pensantes que são "os espíritos" [ou as mônadas]. A escolha resulta da avaliação das perdas e ganhos implícitos na mudança. Adão-humanidade "tendeu" para a carne. Os "anjos rebeldes" assumiram a disposição de pagar o preço da carne: sofrimento, dor, limitações e outros incômodos.

starway to heaven
A ESCADA QUE VAI AOS CÉUS
É A MESMA QUE DESCE AOS INFERNOS

No Universo, espaço infinito, subir e descer, direita ou esquerda, simplesmente não existem. O que existe é mudança de posição em relação a pontos de referência. A queda, como mudança de estado de ser representa, em termos de ciências naturais, o movimento característico e contínuo de todas-as-coisas. Ao invés de ascensão e decadência, o que acontece é um movimento circular [e, dizem, circular em espiral], de um estado a outro, do denso ao sutil, do sutil para o denso ESPÍRITO ―> MATÉRIA ―> ESPÍRITO. O "pecado" de cair adquire a conotação negativa em função do sofrimento decorrente da mudança de estado de matéria espiritual para ser espiritual-carnal.

Textos religiosos de todo o mundo, com destaque para os orientais-asiáticos, muito antigos, falam da gradação distintiva dos seres, mais ou menos grosseiros. Na teologia cristã a hierarquia reconhece anjos, arcanjos, tronos, potestades, querubins etc.. As tradições indianas e tibetana se refere a esta gradação de seres distinguindo as seguintes categorias: 1. Budas [Iluminados] ― 2. Devas [anjos, deuses] ― 3. Asuras [semi-deuses, heróis e vilões] ― 4. Homens ― 5. Raksashas [demônios, revoltados] ― 6. Pretas [infelizes, almas penadas] ― 7. Vegetais e seres brutos minerais.

O caminho da elevação do SER começa no reino do bruto e do vegetal e ascende à condição de Deva ou, mais refinado ainda, a condição de Buda (ser metafísico em Unidade com o Todo). Cada condição de ser é um degrau dessa escada. Os espíritos levam uma eternidade ou maha-avatara, manvatara, longo período de atividade do TODO ― para percorrer todos degraus. Eventualmente, pode ser necessário fazer um retorno no caminho para avançar com segurança depois.

PECADO NATURAL

O "pecado", a queda na carne, é um fenômeno natural, de caráter noético (espiritual, volitivo, metafísico), bio-fisio-químico e, até onde se sabe, absolutamente inevitável. Homens e anjos caem na matéria densa seguindo o mesmo processo pelo qual, no espaço cósmico, a matéria mais sutil e gasosa, girando em torno de um centro, passa de massa nebular, a esfera ígnea, a planeta hidroterrestre.

Também o espírito-SER HUMANO, começa a existir como massa sutil informe e etérea, condensa-se paulatinamente, "ganha corpo" e depois sutiliza-se novamente retornando à condição de SER ESPÍRITO. No começo do processo era espírito puro e ignorante-inconsciente; no final, deverá ser espírito puro de sabedoria-consciente - em sânscrito, um Bodhisatva [corpo de sabedoria].

Essa teoria ou visão que recusa ao pecado qualidade de maldição faz parte do pensamento teosófico (budismo esotérico ocidental) e da doutrina hindu-budista de uma realidade regulada por uma lei de justa retribuição ou, mais tecnicamente, lei de ação-reação.

O sexo é pecado porque é a principal característica das Humanidades que se encontram no estágio espiritual mais grosseiro; as humanidades encarnadas em corpos orgânicos, pesados, incômodo com seus apelos sensoriais que sugerem necessidades a todo instante. As doutrina arcaica ensina que a antropogênese é-foi simultânea à "cosmogênese" ou melhor dito, a Geogênese; a primeira humanidade começando a existir ao mesmo tempo em o planeta Terra começa a existir.

Ao planeta no modo globo incandescente corresponde o homem informe incandescente ― ETÉREO. A queda na matéria começa pela matéria mais difusa e sutil, leve ― depois despenca mesmo em corpos materiais cada vez mais densos, o homem encarna-se (e ossifica-se) e padece os desconfortos das vidas para finalmente começar a eterizar-se, novamente e novamente... Também os planetas, evaporam-se lentamente... "Do pó ao pó" ― Meditemos.

SOFRO, LOGO EXISTO

O pecado original é original porque é origem da primeiríssima manifestação SER-ESPÍRITO-MATÉRIA. É pecado pela relação entre transformação-mudança-movimento com um sofrer, e sofrer no sentido de experimentar ou, ainda, conhecer.

Conhecer é experimentar; experimentar é sofrer; sofrer é pecar e pecar cansa. Por isso, todo pecador, um dia, vencido pela exaustão, quedar-se-á na imobilidade de um não-ser voluntário que é voltar a ser absolutamente solitário e puro, puríssimo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Pineal - A União do Corpo e da Alma


Paula Calloni de Souza

Freqüentemente, a glândula pineal surge como o centro de nosso relacionamento com outras dimensões, e tem sido assim nas mais variadas correntes religiosas e místicas, há milhares de anos. O especialista no assunto, dr. Sérgio Felipe de Oliveira, conversou conosco sobre o assunto, mostrando os avanços da ciência no sentido de desvendar esse mistério.

O mistério não é recente. Há mais de dois mil anos, a glândula pineal, ou epífise, é tida como a sede da alma. Para os praticantes da ioga, a pineal é o ajna chakra, ou o “terceiro olho”, que leva ao autoconhecimento. O filósofo e matemático francês René Descartes, em Carta a Mersenne, de 1640, afirma que “existiria no cérebro uma glândula que seria o local onde a alma se fixaria mais intensamente”.

Atualmente, as pesquisas científicas parecem ter se voltado definitivamente para o estudo mais atento desta glândula. Estaria a humanidade próxima da comprovação científica da integração entre o corpo e o que se chamaria de alma? Haveria um órgão responsável pela interação entre o homem e o mundo espiritual? Seria a mediunidade, de fato, um atributo biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec?

Para responder a estas e outras perguntas, a revista Espiritismo & Ciência conversou com o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, dr. Sérgio Felipe de Oliveira. Diretor-clínico do Instituto Pineal Mind, e diretor-presidente da AMESP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), Sérgio Felipe de Oliveira é um dos maiores pesquisadores na área de Psicobiofísica da USP, e vem ganhando destaque nos meios de comunicação com suas pesquisas acerca do papel da glândula pineal em fenômenos como a mediunidade.

Fale um pouco sobre seu trabalho à frente da AMESP e do Instituto Pineal Mind.

A AMESP é uma associação de utilidade pública que reúne médicos dedicados ao estudo da relação entre a medicina e a espiritualidade. O Pineal Mind é minha clínica, um instituto de saúde mental, onde fazemos pesquisas e atendemos psicoses, síndromes cerebrovasculares, ansiedades, depressão, psicoses infantis, uso de drogas e álcool. Temos um setor de psiconcologia (psicologia aplicada ao câncer) e estudamos também os aspectos psicossomáticos ligados à cardiologia, etc. Agora, particularmente nas pesquisas comportamentais, eu estudo os estados de transe e a mediunidade. Mas não pesquiso só a glândula pineal; ela é o que eu pesquiso no cérebro, interessado em entender a relação entre corpo e espírito.

O que é psicobiofísica?

É a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.

Quando surgiu seu interesse no aprofundamento do estudo da pineal?

Foi por volta de 1979/80, quando eu estava estudando a obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier. Em Missionários da Luz, a pineal é claramente citada. Nesta mesma época, eu já pleiteava o curso de Medicina. No colégio, estudando Filosofia, fiquei impressionado com a obra de Descartes, que dizia que a alma se ligava ao corpo pela pineal. Quando entrei na faculdade, corri atrás destas questões, do espiritual, da alma e de como isso se integra ao corpo.

O que é a glândula pineal, onde está localizada e qual a sua função no organismo?

A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do Sol e da Lua. A pineal obedece aos chamados Zeitbergers, os elementos externos que regem as noções de tempo. Por exemplo, o Sol é um Zeitberger que influencia a pineal, regendo o ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Existe também o Zeitberger interno, que são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa. Agora, o tempo é uma região do espaço. A dimensão espaço-tempo é a quarta dimensão. Então, a glândula que te dá a noção de tempo está em contato com a quarta dimensão. Faz sentido perguntarmos: “Será que a partir da quarta dimensão já existe vida espiritual?” Nós vivemos em três dimensões e nos relacionamos com a quarta, através do tempo. A pineal é a única estrutura do corpo que transpõe essa dimensão, que é capaz de captar informações que estão além dessa dimensão nossa. A afirmação de Descartes, do ponto em que a alma se liga ao corpo, tem uma lógica até na questão física, que é esta glândula que lida com a outra dimensão, e isso é um fato.

Outros animais possuem a epífise? Ela está relacionada à consciência?

Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios, por exemplo, pois ela sintoniza o campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.

Esta glândula seria resquício de algum órgão que está se atrofiando, ou estaria ligada a uma capacidade psíquica a ser desenvolvida?

Eu acredito que a pineal evoluiu de um órgão fotorreceptor para um órgão neuroendócrino. A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular. Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção. Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana.

A pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos? Isso é comprovado cientificamente?

Sim, isso é comprovado. Quem provou isso foram os cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988.

A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. O dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido “visões” e sentiram presenças espirituais. O dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas. O que o senhor teria a dizer sobre isso?

Veja, o espiritual age pelo campo eletromagnético. Então, dizer que este campo interfere no cérebro não contraria a hipótese de uma influência espiritual. Porque, se há uma interferência espiritual, esta se dá justamente pelo campo eletromagnético. Quando se fala do espiritual, em Deus, a interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza. Se o campo magnético interfere no cérebro, a espiritualidade interfere no cérebro PELO campo magnético. Uma coisa não anula a outra. Pelo contrário, complementam-se.

A mediunidade seria atributo biológico e não um conceito religioso? Existe uma controvérsia no meio científico a esse respeito?

A mediunidade é um atributo biológico, acredito, que acontece pelo funcionamento da pineal, que capta o campo eletromagnético, através do qual a espiritualidade interfere. Não só no espiritismo, mas em qualquer expressão de religiosidade, ativa-se a mediunidade, que é uma ligação com o mundo espiritual. Um hindu, um católico, um judeu ou um protestante que estiver fazendo uma prece, está ativando sua capacidade de sintonizar com um plano espiritual. Isso é o que se chama mediunidade, que é intermediar. Então, isso não é uma bandeira religiosa, mas uma função natural, existente em todas as religiões. E isso deve acontecer através do campo magnético, sem dúvida. Se a espiritualidade interfere, é pelo campo eletromagnético, que depois é convertido, pela pineal, em estímulos eletroneuroquímicos. Não existe controvérsia entre ciência e espiritualidade, porque a ciência não nega a vida após a morte. Não nega a mediunidade. Não nega a existência do espírito. Também não há uma prova final de que tudo isto existe. Não existe oposição entre o espiritual e o científico. Você pode abordar o espiritual com metodologia científica, e o espiritismo sempre vai optar pela ciência. Essa é uma condição precípua do pensamento espírita. Os cientistas materialistas que disserem “esta é minha opinião pessoal”, estarão sendo coerentes. Mas se disserem que a opção materialista é a opinião da ciência, estarão subvertendo aquilo que é a ciência. A American Medical Association, do Ministério da Saúde dos EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade e a glândula pineal. O Hospital das Clínicas sempre teve tradição de pesquisas na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado pela imprensa, mas existe um grupo de psiquiatras lá defendendo teses sobre isso.

Como são feitas as experiências em laboratório?

Existem dois tipos: um, que é a experiência de pesquisa das estruturas do cérebro, responsáveis pela integração espírito/corpo; e outra, que é a pesquisa clínica, das pessoas em transe mediúnico. São testes de hormônios, eletroencefalogramas, tomografias, ressonância magnética, mapeamento cerebral, entre outros. A coleta de hormônios, por exemplo, pode ser feita enquanto o paciente está em estado de transe. E os resultados apresentam alterações significativas.

As alterações em exames de tomografia, por exemplo, são exclusivas ou condizentes com outras patologias? O senhor descarta a hipótese de uma crise convulsiva?

Isso é bem claro: a suspeita de uma interferência espiritual surge quando a alteração nos exames não justifica a dimensão ou a proporção dos sintomas. Por exemplo: o indivíduo tem uma crise convulsiva fortíssima, é feito o eletroencefalograma e aparece uma lesão pequena. Não há, então, uma coerência entre o que está acontecendo e o que o exame está mostrando. A reação não é proporcional à causa. A mediunidade mexe com o sistema nervoso autônomo – descarga de adrenalina, aceleração do ritmo cardíaco, aumento da pressão arterial.

Como o senhor diferencia doença mental de mediunidade?

Na doença mental, o paciente não tem crítica da razão; no transe mediúnico, ele tem essa crítica. Quando o médium diz que incorporou tal entidade espiritual, mas que ele, médium, continua sendo determinada pessoa, ele usou a crítica, julgou racionalmente o que aconteceu. Agora, um indivíduo que diz ser Napoleão Bonaparte? Aí ele perdeu a crítica da razão. Essa é a diferença. O que não quer dizer que o indivíduo que esteja em psicose não possa estar em transe também. A mediunidade se instala no indivíduo são, ou pode dar uma dimensão muito maior a uma doença. A mediunidade sempre vai dar um efeito superlativo. Se a pessoa alimenta bons sentimentos, ela cresce. Se ela tem uma doença, aquela doença pode ficar fora de controle.

É verdade que a pineal se calcifica com a meia-idade? E essa calcificação prejudica a mediunidade?

Não, a pineal não se calcifica; ela forma cristais de apatita, e isso independe da idade. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar o campo eletromagnético. Quando a pessoa tem muito desses cristais e sequestra esse campo magnético, esse campo chega num cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem. É possível visualizar estes cristais na tomografia. Observamos que quando o paciente tem muita facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais.

As crianças teriam mais sensibilidade mediúnica?

A mediunidade na criança é diferente da de um adulto. É uma mediunidade anímica, é de saída. Ela sai do corpo e entra em contato com o mundo espiritual.

A pineal pode ser estimulada com a entoação de mantras, como pregam os místicos?

A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências de vibração. Deve vibrar o líquor, a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica.

Pineal Glândula da Vida Espiritual do Homem




A epífise neural ou glândula pineal ou simplesmente pineal é uma pequena glândula endócrina localizada perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios. Apesar das funções desta glândula serem muito discutidas, parece não haver dúvidas quanto ao importante papel que ela exerce na regulação dos chamados ciclos circadianos,que são os ciclos vitais (principalmente o sono) e no controle das atividades sexuais e de reprodução. Em torno do 4º e 5º mês de vida intra-uterina a glândula Pineal já apresenta células e tecido de sustentação, alcançando 2mm de diâmetro. Durante este período, via de regra o espírito reencarnante começa a perder a consciência atingindo rapidamente a total inconsciência. Na pineal é que as expansões energéticas do perispírito prendem-se mais profundamente, sendo por isto chamada "a glândula da vida espiritual" Não existindo duas pessoas com uma Pineal igual a outra, como nas impressões digitais.

À medida que o desenvolvimento da Pineal se processa cada vez mais se acentua a união com as energias espirituais que impulsionam todo o desenvolvimento fetal modelado pelas matrizes perispirituais.

As modificações que ocorrem na glândula pineal são observáveis até os dois anos de idade. Daí até 6 ou 7 anos, as transformações são muito lentas. É exatamente neste período entre 6 ou 7 anos que a reencarnação poderia ser considerada como definitiva pois o espírito passa a ter fixação completa ao organismo biológico e principalmente à Pineal. A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do sol e da lua. A pineal obedece a estímulos externos e internos.
Por exemplo, o Sol é um estímulo externos que regem as noções de tempo e que influencia a pineal, regendo o ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Os estímulo internos são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa.

Também produz naturalmente traços do químico dimetiltriptamina (ou DMT), que é alucinógeno (encontrado no chá Ayahuasca).

Para termos um sono reparador é necessário que a Melatonina seja secretada adequadamente pela pineal e supõe-se ainda que outras funções sejam exercidas por este hormônio, tais como a de regulação térmica do organismo e alterações do comportamento sexual.

A produção da Melatonina esta diretamente ligada à presença da luz. Quando a luz incide na retina o nervo óptico e as demais conexões neuronais levam até a glândula pineal essas informações inibindo a produção do hormônio. A maior produção da Melatonina ocorre à noite, entre 2:00 e 3:00 horas da manhã, num ritmo de vida normal, e esta produção aumentada produz sono. A glândula pineal é uma estrutura cinza-avermelhada do tamanho aproximado de uma ervilha (8 mm em humanos), facilmente visível em radiografias simples de crânio devido a um tipo de calcificação existente nela. Na verdade, alguns pesquisadores defendem a tese de que a pineal não se calcifica; ela forma cristais de apatita, independente da pessoa. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar campos eletromagnéticos, essas vibrações eletromagnéticas chegam num cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem. Observamos também que quando o paciente tem muita facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais.

Os cristais de apatita (um dos poucos minerais produzidos por sistemas biológicos), vibram conforme as ondas eletromagnéticas que captam, o que explicaria a regulação do ciclo menstrual conforme as fases da lua, ou a orientação de uma andorinha em suas migrações. No ser humano, torna-se capaz de interagir com outras áreas do cérebro como o córtex cerebral, por exemplo, que é capaz de decodificar essas informações. Já nos outros animais, essa interação seria menos desenvolvida. Esta teoria pretende explicar fenômenos paranormais como a clarividência, a telepatia e a mediunidade.
Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios, por exemplo, pois ela sintoniza com este tiopo de campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.
Quando a espiritualidade se comunica é através de emissões eletromagnéticas, essas emissões são captadas pela pineal que depois é convertido, em estímulos eletroneuroquímicos; e apesar dessa alegações de que a pineal seria uma "antena" por onde a alma transmitiria os pensamentos para o cérebro, a extração completa da glândula por cirurgia, realizada em casos de tumores benignos ou malignos, não leva a morte ou qualquer alteração na capacidade de pensamento.
O Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, em seu estudo sobre a pineal, chegou à seguinte conclusão: "A pineal é um sensor capaz de 'ver' o mundo espiritual” É uma glândula, portanto, que 'vive' o dualismo espírito-matéria. O cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal". Outro cientista, Levdig, expressou-se de forma semelhante ao dizer que a glândula Pineal seria o órgão responsável pelo "sexto sentido" .

Com a forma de pinha (ou de grão), é considerada por estas correntes religioso-filosóficas como um terceiro olho devido à sua semelhança estrutural com o órgão visual. Localizada no centro geográfico do cérebro, seria um órgão atrofiado em mutação com relação em nossos ancestrais.

Animais: A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular. Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção. Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana.

Mantras: A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências de vibração. Vibrando o liquido, vibra a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica!

Chakras: Algumas correntes defendem que o Ajna origina-se a partir da glândula pineal, muito embora outras, através do livro Os Chakras, de Leadbeater, fale que na maioria dos indivíduos o vórtice dos Chakras Coronário e Ajna convergem para a glândula pituitária, mas em alguns casos (médiuns? sensitivos?) o Coronário se inclina até a pineal. Confusão estabelecida, a maioria da bibliografia consultada encontramos o seguinte: “a relação dos chakras com glândulas é, segundo conhecimentos mais recentes, e médicos espiritualistas de alto discernimento, uma relação simbólica, por equivalência de funcionalidade. E ainda assim indireta, uma vez que os chakras se ligariam aos plexos, e estes sim às glândulas endócrinas". Então, ao meu ver, parece ser uma questão de discutir o sexo dos anjos, já que a coisa toda é metafísica, energética, e não física. Seja como for, pra explicar de uma forma didática e prática, o Ajna atua sobre a glândula HIPÓFISE (pituitária, embaixo), enquanto o Coronário atua sobre a glândula EPÍFISE (pineal, em cima).O Chakra coronário é a sede da perfeição maior no homem. Nele vivemos e nos sentimos em Deus. Quando o chakra coronário começa a se abrir, você experimenta cada vez mais aqueles momentos em que a separação entre o ser interior e a vdia exterior é anulada. Sua consciência fica totalmente quieta e plena.Com o crescente desdobramento do chakra coronário, esses momentos ocorrem com maior freqüência e se tornam cada vez mais claros, até se transformarem numa realidade permanente, não havendo emtão nenhum retrocesso em sua evolução. Ocorre a Felicidade pura.Quando você não se abre para as realidades espirituais, mantendo esse chakra menos desenvolvido, poderão aparecer sentimentos de insegurança e de desorientação, talvez você sinta uma certa incensatez em sua vida e provável até que surja o medo da morte, impelindo a você criar mecanismos de fuga através de novas atividades, ou se impondo mais responsabilidades.


Bibliografia:
http://www.guia.heu.nom.br/glandula_pineal.htm http://www.ajornada.hpg.ig.com.br/doutrina/mat-0041.htm http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?sec=16&art=254 http://www.ippb.org.br/modules.php?op=modload&name=News&file=article&sid=1900#Topo http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2006/02/pineal_a_morada.html
SHARAMON, Shalila. BAGINSKI, Bodo J. CHAKRAS, Mandalas de Vitalidade e Poder.Editora Pensamento, 1988

VEJA VÍDEOS

Glândula Pineal - Entrevista Dr.Sérgio Felipe de Oliveira - 18 min

Glândula Pineal - Palestra Dr. Sérgio Felipe de Oliveira - 40 min

ANTROPOGÊNESE parte 2




ANTROPOGÊNESE
parte 2

T R E C H O S & C O M E N T Á R I O S

A Doutrina Secreta, v. III
De H. P. Blavatsky
São Paulo: Ed Pensamento

VER
ANTROPOGÊNESE I - AS SETE RAÇAS RAÍZES

Comentário Sobre o Livro
Biografia: H.P. Blavatsky

ESTÁGIOS EXISTENCIAIS

Havendo estado em todas chamadas sete "criações", representadas alegoricamente pelas sete mudanças evolutivas (...) o HOMEM está presente na Terra desde o começo da Ronda atual. Depois de passar por todos os reinos da natureza nas três Rondas precedentes, sua constituição física - adaptada às condições térmicas daquelas primitivas épocas - estava apta para receber o divino Peregrino na aurora da vida humana, isto é, há 18 milhões de anos. Só no meado da Terceira Raça-Raiz foi o homem dotado de Manas. (...) embora os animais inferiores, desde a ameba ao homem, tivessem recebido suas Mônadas, que encerram todas as qualidades superiores potencialmente, estas qualidades têm que permanecer latentes até que o animal alcance a forma humana, antes de cuja fase o Manas (Mente) não se desenvolve. Nos animais, todos os princípios se acham paralisados e num estado comparável ao do feto, excetuando-se o segundo (princípio Vital), o terceiro (princípio Astral) e os rudimentos do quarto, Kâma, que é o desejo, o instinto, cuja intensidade e desenvolvimento variam com as espécies. (p. 272/273)

(...) os ocultistas (...) crêem que a involução espiritual e psíquica segue linha paralela à evolução física - ou seja, que os sentidos internos, inatos nas primeiras raças humanas, se atrofiaram com o desenvolvimento das raças e dos sentidos externos ... (p. 312)

MACACOS

Para estudar a origem dos antropóides, devemos analisar a parada brusca da evolução de certas sub-raças e seu forçado e violento desvio para uma linha puramente animal, por via de cruzamentos artificiais, em tudo análogos aos processos de hibridação que hoje aprendemos a utilizar nos reinos animal e vegetal. Nesses monstros cobertos de pêlo vermelho, frutos de relações anti-naturais entre homens e animais, não encarnaram os "Senhores da Sabedoria" (...) Assim, uma longa série de transformações devidas a cruzamentos contra a Natureza (...) deu como resultado, com o passar do tempo, o aparecimento de espécimes inferiores da humanidade; e estes, por ulterior bestialidade e como conseqüência de seus primeiros esforços animais de reprodução, engendraram uma espécie que, desenvolvendo-se, passou a ser representada, muitos séculos depois, pelos símios mamíferos. (p. 219)

Quando a Terceira Raça se separou e caiu no pecado, procriando homens-animais, estes (os animais) se tornaram ferozes, e os homens e eles se destruíram mutuamente. Até então não havia pecado, nenhuma vida se destruía. (BLAVATSKY Apud DZYAN, P. 219)

O macaco que conhecemos não é produto natural da evolução, mas um acidente, resultado de cruzamento entre um ser ou forma animal e o homem.(...) foi o animal mudo que inaugurou a união sexual, pois foi o primeiro que se separou em macho e fêmea. (...) Ora, não estava no plano da Natureza que o homem seguisse esse exemplo bestial. (p. 180)

COMENTÁRIO: Parece pouco provável que algo ocorra à parte dos "planos da Natureza." A observação da autora deixa transparecer um certo preconceito enraizado por milênios de cultura antropomórfica.

LILITH E A ORIGEM DOS MACACOS

Os símios apareceram milhões de anos após o ser humano dotado de palavra (...) os Egos dos macacos são entidades obrigadas pelo Carma a encarnar em formas animais, resultantes da bestialidade dos últimos homens da Terceira Raça e do começo da Quarta. (...) As numerosas tradições a respeito de Sátiros não são fábulas, mas recordam uma raça extinta de homens-animais. As "Evas" animais foram seus antepassados maternos, e o "Adões" humanos os paternos.; daí proveio a alegoria cabalística de Lilith ou Lilatu. A primeira esposa de Adão, descrita no Talmud como uma mulher "encantadora", "de cabelos longos e ondulados", isto é, uma fêmea animal peluda de uma espécie hoje desconhecida - mas, em todo caso, uma fêmea animal que, nas alegorias cabalísticas e talmúdicas, é considerada um reflexo feminino de Samael, Samael-Lilith, o homem-animal unido, um ser que, no Zohar tem o nome de Hayo Bishat, a Besta ou Besta Má. Foi essa união contrária à Natureza que deu origem aos macacos atuais. (...) Eis aí como a Ciência Oculta explica a ausência de todo elo [elo como o concebe a evolução darwinista] entre o macaco e o homem, mostrando que é o primeiro que descende do segundo. (p. 180/181)

ATLANTES

As primeiras Raças Humanas com princípios físicos terrenos desenvolvidos e a primeira a praticar a reprodução sexuada foram os Lemurianos (6ª e 7ª sub-raças da 3ª Raça-Raiz) e os primeiros Atlantes (4ª Raça-Raiz).

Estritamente falando, não é senão a partir das raças atlantes gigantescas que se pode fazer referência ao homem, pois só a Quarta Raça foi a primeira espécie humana completa, sem embargo de possuir uma estatura muito maior que a nossa, de hoje. (...) Só depois da chamada QUEDA é que as Raças entraram a desenvolver rapidamente a forma humana. (p. 245/246)

Os primeiros Lêmuro-Atlantes são acusados de haver tomado como esposas mulheres de uma raça inferior, ou seja, a raça dos homens até então desprovidos de mente. Todas as escrituras antigas trazem a mesma lenda ... (p. 300) a Doutrina Secreta os acusa [os Lêmuro-Atlantes] (...) de haverem cometido o abominável crime de procriar com "animais", dando assim ao mundo uma espécie verdadeiramente pitecóide, hoje extinta. (p. 303)

Os Lêmuro-Atlantes não tinham necessidade de descobrir e fixar na memória o que o princípio animador sabia no momento da encarnação. Só o tempo e o adensamento progressivo da Matéria, de que se havia revestido os princípios, puderam, o primeiro, enfraquecer a memória dos conhecimentos pré-natais e, o segundo, entorpecer e até extinguir neles todo o fulgor da centelhaespiritual e divina. Em conseqüência (...) caíram vítimas de suas naturezas animais e procriaram "monstros", isto é, homens de uma variedade diferente. (...) Tinham forma humana, mas com as extremidades inferiores da cintura para baixo, cobertas de pêlos. Talvez a raça dos sátiros. (p. 303)

LEMURIANOS ?

Os Lemurianos pertencem à 6ª e à 7ª sub-raças da 3ª Raça-Raiz. Os Atlantes, representam a 4ª Raça-Raiz. Ambos os tipos coexistiram, misturaram-se, conviveram e ocuparam territórios próprios: a Lemúria e a Atlântida, blocos continentais hoje desaparecidos. Os Lêmuro-Atlantes construíram cidades colossais; talhavam suas próprias imagens em tamanho natural e as adoravam. Cultivaram as Artes e as Ciências, conheceram a Astronomia, a Arquitetura e as Matemáticas. Os Lemurianos das duas últimas sub-raças foram precursores da civilização Lêmuro-Atlante. Foram eles que fundaram a vida coletiva nas primeiras cidades, rochosas, erigidas com pedra e lava. (BLAVATSKY, p. 134/135/136)

MONSTROS E FÁBULAS ?

Então, a Terceira e a Quarta (Raças) cresceram em orgulho: "Somos os reis, somos os deuses. Tomaram esposas de aparência formosa. Esposas escolhidas entre ossem mente, os de cabeça estreita. Procriaram monstros, demônios perversos, machos e fêmeas, e também Khados (Dâkinis), de mente limitada. Edificaram templos para o corpo humano. Adoraram o varão e a fêmea. Então o Terceiro Olho deixou de funcionar.(BLAVATSKY Apud DZYAN, p 289)

Tais foram os primeiros homens verdadeiramente físicos (...) A reminiscência desta Terceira Raça e dos Gigantescos Atlantes transmitiu-se de raça em raça e de geração em geração até a época de Moisés, e encontrou forma objetiva nos gigantes antediluvianos, esses terríveis feiticeiros e magos sobre os quais a Igreja Romana conservou lendas tão vívidas e ao mesmo tempo tão desfiguradas. (p. 289)

Duas figuras mitológicas: à esquerda, dois gigantes. Hércules levanta do solo o gigante Ateu que, segundo a lenda, recebia suas forças diretamente de Gaia, a Terra, pelos pés. Hércules, erguendo o Gigante no ar, venceu a luta titânica. À direita, o Ciclope Polifemo, na concepção do simbolista francês Odilon Redon, observa sua amada, Galatéia, que jamais lhe pertenceu. Fonte das Ilustrações: ARTCYCLOPÉDIA

GIGANTES

Porque, em verdade existiram Gigantes (...) na ordem da criação, encontramos testemunhos que atestam a existência, na flora, das mesmas dimensões proporcionais, variando pari passu com as da fauna. (...) A série evolutiva do mundo animal prova que o mesmo se passou nas raças humanas. (p. 294)

Tertuliano (...) certificou que havia, no seu tempo, um certo número de de gigantes em Cartago (...) jornais de 1858 (...) mencionam o achado de um "sarcófago de gigante" no sítio ocupado por aquela cidade. (...) Filóstrato (...) fala de um esqueleto gigante de 22 côvados, visto por ele próprio no promontório de Sigeu. (p. 196)

Era crença de toda a antiguidade, pagã e cristã, que a humanidade primitiva foi uma raça de Gigantes. Algumas escavações feitas na América (em terraços e cavernas) puseram a descoberto, em casos isolados, grupos de esqueletos com nove e doze pés de altura. Tais esqueletos pertencem a tribos dos primeiros tempos da Quinta Raça [a atual] e cuja estrutura degenerou para a média atual de cinco a seis pés. Podemos admitir sem dificuldade que os Titãs e os Ciclopes das idades primitivas eram realmente da Quarta Raça (a Atlante) ... Ciclopes reais (...) eram mortais dotados de "três olhos". (p. 311)

CICLOPES

(...) as ruínas ciclópicas (assim chamadas até hoje) são uma prova da existência dos Ciclopes, aquela raça de gigantes (...) a Quarta Raça Primitiva (...) podia possuir três olhos, sem que o terceiro olho fosse necessariamente no meio da testa ... (p. 312)

O TERCEIRO OLHO

Naqueles remotos tempos de machos-fêmeas (hermafroditas), havia criaturas humanas de quatro braços, uma só cabeça mas três olhos. Podiam ver pela frente e por detrás. Um Kalpa mais tarde, após a separação dos sexos, tendo os homens caído na matéria, tiveram sua vista espiritual enfraquecida, e o Terceiro Olho passou pouco a pouco a perder o seu poder (...) Quando a Terceira Raça atingiu o ponto médio de sua idade, a Visão Interna teve que ser despertada e adquirida por meio de estimulantes artificiais, cujo processo, os sábios antigos conheciam (...) Por sua vez, o Terceiro Olho, petrificando-se gradualmente, não tardou a desaparecer. Os dois rostos converteram-se em um único rosto, e o olho sumiu-se profundamente na cabeça, achando-se agora enterrado sob os cabelos. Durante os instantes de atividade do Homem Interno (durante o êxtase e a visão espiritual) o olho (o Terceiro Olho) infla e se dilata (...) O Lanu sem mácula [o Discípulo, o Chela] não deve temer nenhum perigo; o que não se mantém em estado de pureza [que não é casto] não receberá ajuda do Olho de Deva. (p. 312/313)

Esta expressão "petrificando-se, empregada no lugar de "ossificando-se", é curiosa. O "olho posterior", que, naturalmente outra coisa não é senão a chamada Glândula Pineal, a pequena massa, semelhante a uma ervilha, de matéria cinzenta que adere à parte posterior do terceiro ventrículo do cérebro. Quase sempre se diz que contém "concreções minerais e areia", e "nada mais". (p. 312, NOTA)

O "Olho de Deva" não existe mais para a maioria da humanidade. O Terceiro Olho está morto e já não atua, mas deixou atrás de si um testemunho de sua existência. Esse testemunho é a GLÂNDULA PINEAL. Quanto aos homens de "quatro braços", são os que serviram de protótipos para os deuses hindus de quatro braços... (p. 313)

O desenvolvimento do olho humano confirma a antropologia oculta (...) O olho do embrião humano cresce de dentro para fora - saindo do cérebro, em vez de ser parte da pele, como nos insetos e no molusco chamado choco. (p. 313)

O Professor Lankester (...) sugere a curiosa teoria de que o "nosso" primeiro antecessor vertebrado foi um ser transparente, no qual, por isso, pouca importância tinha a localização do olho! Ensina-se, deste modo, que o homem realmente foi, em certa época, um ser transparente... (p. 313)

ANTROPOGÊNESE parte 1



HELENA PETROVNA BLAVATSKY

trechos e comentários


ANTROPOGÊNESE
parte 1

A Doutrina Secreta, v. III
De H. P. Blavatsky
São Paulo: Ed Pensamento

VER

ANTROPOGÊNESE II

Atlantes & Lemurianos
Gigantes, Macacos, Seres Fantásticos

Comentário Sobre o Livro
Biografia: H.P. Blavatsky

T R E C H O S & C O M E N T Á R I O S

SOBRE A CRIAÇÃO DAS PRIMEIRAS RAÇAS HUMANAS

Eles se despreenderam de suas "Sombras" ou Corpos Astrais - se é que se pode dizer que um ser tão etéreo como um "Espírito Lunar" possui um Corpo Astral, além de outro quase intangível. (... ) os antecessores exalaram o primeiro homem, como (...) Brahma exalou os Suras, ou Deuses, quando se converteram em Asuras (de Asu, sopro). E em um terceiro comentário [dos Livros de Dzyan] se diz que eles, os Homens recém-criados, eram as "Sombras das Sombras". (...) o primeiro grupo humano emanou da própria essência de Seres superiores semidivinos. (p. 100/101)

OS VÁRIOS PLANOS DA EVOLUÇÃO DO HOMEM

(...) o homem não foi "criado" como o ser completo que hoje é, por mais imperfeito que ainda esteja. Houve uma evolução espiritual, uma evolução psíquica [perceptiva], uma evolução intelectual [capacidade de raciocínio] e uma evolução animal, do mais elevado ao mais inferior, assim como um desenvolvimento físico - do simples e homogêneo ao composto e heterogêneo, sem que isto, porém, haja de todo ocorrido segundo as inhas traçadas pelos evolucionistas modernos. (p. 101/102)

SOBRE OS PROGENITORES DO HOMEM

Tendo projetado suas Sombras e formado os homens com um elemento [o éter], os Progenitores remontaram ao Mâha Loka, de onde descem periodicamente, quando o Mundo é renovado, para dar nascimento a novos homens. (p. 106)

AS RAÇAS-HUMANIDADES NA TRADIÇÃO DE DIFERENTES POVOS

Em todas as antigas Cosmogonias se mencionam humanidades diferentes da atual. Platão fala, no Fedro, de uma raça de homens "alados". Aristófanes, no Banquete de Platão, refere-se a uma raça andrógina de corpo arredondado. No Pimandro todo o reino animal possui dois sexos. (...) No antigo documento quichua [povos pré-colombianos] Popol Vuh, publicado pelo falecido abade Brasseur de Bourbourg, os primeiros homens são descritos como uma raça "cujo campo visual era ilimitado e que tinha imediato conhecimento de todas as coisas (...) Nas lendas norueguesas (...) os Ases criam a Terra, os mares, o céu e as nuvens, todo o mundo visível, com os restos do gigante decapitado Ymir; mas não criam o homem, criam apenas sua forma (...) É Odin quem lhes confere vida e alma, depois que Lodur lhe deu o sangue e os ossos, e é finalmente Hönir quem lhe proporciona o intelecto (Manas) e os sentidos conscientes. (p. 110/111)

A PRIMEIRA RAÇA

COMENTÁRIO: A primeira Raça teria surgido há 1 trilhão, 664 milhões, 500 mil e 987 anos terrenos atrás, de acordo com a Cronologia dos Bâmanes. Esta teoria ou hipótese sugere que a origem dos seres humanos neste planeta é contemporânea ao surgimento da Terra no Cosmos. (p. 82)

(...) o homem primitivo. Quando apareceu, era somente um Bhûta sem entendimento, ou um "fantasma" (...) a palavra [Bhûta] significa hoje, na Índia, "espectros", fantasmas mentais, algo formado de essência atenuada, não composta e, em sentido específico, o Duplo astral de todo homem ou animal. Neste caso, esses homens primitivos são os Duplos dos primeiros Dhyânis etéreos ou Pitris. (p.116)

Os homens da Primeira Raça foram, pois, simplesmente as Imagens, os Duplos Astrais de seus Pais, que eram os vanguardeiros ou as Entidades mais avançadas da esfera anterior (...) cujo cascão, hoje, é a Lua. Este cascão é, porém, todo potencial, visto que a Lua, tendo engendrado a Terra, seu fantasma [Terra como "fantasma" projetado pela Lua], e atraída por uma afinidade magnética, tratou de formar os primeiros habitantes do nosso Globo, os monstro pré-humanos. (p. 131)

COMENTÁRIO: Os teósofos crêem que a Lua é mais antiga que a Terra. A Lua, seria um astro pertencente à uma outra "Cadeia Planetária", paralela à Cadeia Planetária à qual pertence a Terra. A Lua seria antes um planeta hoje morto cuja "alma" reencarnou na Terra, a nova morada que a Lua moribunda "engendrou" para abrigar a vida que nela residia e que se via despejada pelo desgaste do "veículo" físico que ocupava, justamente, a esfera hoje, por nós, chamada Lunar.

REPRODUÇÃO

A Segunda Raça foi produzida por brotamento e expansão, a Assexual procedente da Sem-Sexo. Assim, ó Lanu! Foi produzida a Segunda Raça. (...) Será de maior contestação, por parte das autoridades científicas, a existência desta Raça Assexual, a Segunda, constituída pelos Pais dos chamados "Nascidos do Suor"; e mais ainda, talvez, a Terceira Raça, a dos Andróginos "Nascidos do Ôvo". (...) os Chhâyas (...) deram origem à Segunda Raça de modo inconsciente, como o fazem certas plantas, ou talvez como a ameba, só que uma escala mais etérea ... (p. 132)

EVOLUÇÃO

A antiga Raça ou Raça Primitiva, fundiu-se com a Segunda Raça e ambas se tornaram uma só. Trata-se do misterioso processo detransformação e evolução da humanidade. O material das primeiras Formas - nebuloso, etéreo e negativo - foi atraído pelas Formas da Segunda Raça e por elas absorvido, tornando-se deste modo o seu complemento. (...) sendo a Primeira Raça constituída tão-somente de Sombras Astrais dos Progenitores Criadores, e não tendo (...) corpos astrais e físicos próprios , a Raça nunca morreu. Seus "Homens" dissolveram-se gradualmente e foram absorvidos pelos corpos de sua progênie, os "Nascidos do Suor", que eram mais densos que os deles [mais densos que os corpos de seus pais]. A antiga forma se desvaneceu; foi absorvida pela nova Forma, desaparecendo nela. Não havia morte naqueles dias (...) o material primitivo ou paterno era utilizado para a formação do novo ser, a fim de constituir o Corpo e até mesmo os Princípios ou Corpos internos, ou inferiores, da progênie. (p. 137)

COMENTÁRIO: A evolução teosófica difere da evolução biológica convencional porque considera diferentes qualidades de matéria como constituintes da criatura humana. Essa diferentes qualidades de matéria distinguem-se entre si pelos graus de sutileza que se definem em função das densidades (maiores e e menores). Quanto mais densa a substância constituinte, mais se presta à diferenciação funcional (organismo, órgãos) do organismo complexo. Os teósofos reconhecem sete diferentes estruturas no homem entre físicas e metafísicas: são 3 corpos sutis e 4 corpos densos, incluindo o organismo denso e palpável que mais se destaca para a percepção consciente. A Primeira Raça possuía apenas o mais simples e indiferenciado destes corpos: o corpo etéreo, perfeito para a existência em planos elevados de consciência, mais inoperante intelectualmente e mecanicamente no plano material que é vivenciado no plano cósmico de consciência onde se localiza o Planeta Terra.

Tendo a Primeira Raça criado a Segunda por "brotamento" (...) a Segunda Raça deu nascimento à Terceira (...)

COMENTÁRIO: A Teosofia ensina ainda que, seguindo o princípio setenário, de uma natureza que obedece a ciclos regidos por uma freqüência baseada em períodos de sete intervalos, também as raças são subdivididas. Cada Raça compreende 7 SUBRAÇAS.

HERMAFRODITAS

Os hermafroditas humanos são um fato da Natureza bastante conhecido dos antigos, e constituem uma das maiores perplexidades de Darwin. (p. 133)

ASSEXUADOS E ANDRÓGINOS: A SEPARAÇÃO DOS SEXOS

Enquanto as primeiras su-braças da Terceira Humanidade procriavam suas espécies por uma exsudação de suco ou fluido vital, cujas gotas, congelando-se, formavam uma bola ovóide, digamos mesmo um ovo, que servia como veículo exterior para o feto ou criatura ali gerada, o método de procriação das sub-raças posteriores mudou, pelo menos em seus resultados. As crianças das primeiras sub-raças eram inteiramente sem sexo - mas as duas sub-raças subseqüentes vieram ao mundo andróginas. A separação dos sexos deu-se na Terceira Raça. De assexual que era a princípio, a Humanidade passou a ser hermafrodita ou bissexual, e finalmente o Ôvo humano começou a dar nascimento, de modo gradual e quase imperceptível em seu processo evolutivo, primeiramente a seres nos quais predominava um dos dois sexos, e por último a homens e mulheres diferenciados. (p. 148)

COMENTÁRIO: A separação dos sexos teria ocorrido há 300 milhões de anos (BLAVATSKY, p. 165), ou seja, ainda quando a estrutura física etérea predominava sobre a estrutura física mais densa.

MEIO AMBIENTE ARQUEOLÓGICO

Porque não existiam então, para o Homem Primitivo etéreo dos Ensinamento Ocultos, as dificuldades geológicas e físicas que hoje se oporiam à teoria. Toda a solução da controvérsia entre a ciência profana e a ciência esotérica gira em torno da crença e da prova da existência de um Corpo Astral dentro do corpo físico. (...) Os ocultistas (...) sustentam que mesmo durante os períodos em que o calor devia ser intolerável, inclusive em ambos os Pólos, com sucessivos dilúvios, levantamentos de vales e freqüentes transposições das grandes águas e dos mares, nenhuma dessas circunstâncias podia constituir obstáculo à vida e à organização humanas (...) Nem as condições heterogêneas do ambiente, cheio de gases deletérios, nem os perigos de uma crosta mal consolidada podiam impedir o aparecimento da Primeira e da Segunda Raça da Humanidade, até mesmo durante o período carbonífero ou siluriano. (p. 165/166)

(...) as condições necessárias à existência da Primeira Raça Humana não exigiam a presença de elementos, fossem simples ou compostos. (...) A entidade espiritual e etérea, que vivia nos espaços desconhecidos da Terra, antes que o primeiro "ponto gelatinoso" sideral se houvesse desenvolvido no Oceano da Matéria Cósmica informe - bilhões ou trilhões de anos antes que o nosso ponto globular no infinito, a que chamamos Terra, principiasse a existir e a gerar Moneras em suas gotas de água, denominadas oceanos - essa entidade, dizíamos, não necessitava de elementos. O "Manu de ossos brandos" podia perfeitamente passar sem fosfato de cálcio, porque não tinha ossos ... (p. 176)

Lá para o fim da 4ª sub-raça da Terceira Raça, cessou a faculdade que tinha o menino de caminhar assim que saía de sua casca, e já nos últimos tempos 5ª sub-raça principiou a humanidade a nascer em condições iguais às de nossas gerações históricas e por idêntico processo. Isso exigiu, naturalmente, milhões de anos. (p. 216)

A Queda do homem na geração ocorreu durante a primeira parte da era que a Ciência denomina Mesozóica, ou era dos répteis ... (p. 222)

EVOLUÇÃO MENTAL

A Primeira Raça, os "Nascidos por Si Mesmos", eram as Sombras Astrais de seus Progenitores. O Corpo era desprovido de todo entendimento [mente, inteligência, vontade]. O ser Interno [ou Eu Superior ou Mônada], conquanto estivesse dentro da forma terrestre, não tinha relação com ela. O Manas, ainda não estava presente. Da Primeira Raça emanou a Segunda, a dos "Nascidos do Suor" e "Sem Ossos". Esta é a Segunda Raça-Raiz, dotada pelos Preservadores (Râkshasas) e pelos Deuses que se encarnam [Asuras e Kumaras] com a débil Chispa primitiva [o germe da inteligência]. A Terceira Raça-Raiz, a dos Andróginos (...) são Cascões até que o último (ramo ou sub-raça) é "habitado" [isto é, animado] pelos Dhyânis. (p. 181)

MONSTROS & TRANSIÇÕES ENTRE RAÇAS

Durante o período inicial da Quarta Evolução [4ª sub-raça] do homem [época da 3ª Raça], o reino humano ramificou-se em várias direções diferentes. A forma exterior de seus primeiros exemplares não era uniforme, pois os veículos [as cascas externas ovóides, nas quais se processava a gestação do futuro homem plenamente físico], antes de se endurecerem, foram com freqüência corrompidas por enormes animais, de espécie hoje desconhecidas (...) Daí surgiram raças intermediárias de monstros, meio-homens, meio-animais. Mas, porque representavam falhas, não lhes foi permitido respirar e viver por muito tempo (...) mais tarde, depois de se terem gradualmente equilibrado, as espécies animais e as raças humanas se separaram, e não voltaram a unir-se umas com as outras. Deixando de criar, o homem passou a engendrar. Mas não só engendrou homens, como também animais, naqueles remotos tempos. (...) Ainda em épocas posteriores havia homens animais de rosto vermelho e de rosto azul. (...) Homens de pele trigueira e cabelos vermelhos, que andavam de quatro patas e se endireitavam [punham-se de pé e voltavam a cair sobre as mãos], que falavam como seus antepassados, e corriam sobre as mãos como seus gigantescos antepassados fêmeas. (BLAVATSKY Apud DZYAN, p. 210/211)

(...) existiram raças de seres diferentes das nossas, em períodos geológicos remotíssimos; raças de Homens etéreos com forma, mas sem substância sólida, que sucederam a Homens incorpóreos; gigantes que precederam aos pigmeus que nós somos ... (p. 212)