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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

RAPANUI: A MISTERIOSA ESCRITA DA ILHA DA PÁSCOA


notícia: antropologia


Moais, as colossais estátuas de pedra da ilha da Páscoa. Sua origem, modo de confecção e destinação são um enigma para os estudiosos. DIREITA: Rongo-rongo, sistema de escrita dos nativos, ainda indecifrado, pode guardar a explicação para o mistério dos Moais.

A Ilha da Páscoa é conhecida pelas estátuas Moai, gigantescas cabeças de pedra que ninguém sabe que povo esculpiu ou com que propósito foram feitas. Entretanto, este não é o único mistério da ilha. O Rongorongo, linguagem escrita local, também intriga os estudiosos. O sistema escrito parece ter surgido subitamente, em época recente, nos anos de 1700. Em dois séculos, o Rapanui, como é chamado pela população, caiu na obscuridade.

O Rongorongo é uma escrita pictográfica, registrada em entalhalhes feitos em tabuletas de madeira e em outros artefatos da ilha. O sistema não é conhecido nas ilhas vizinhas. A explicação corrente é que o Rongorongo foi criado pelos nativos como imitação do sistema que espanhóis ali introduziram no século XVIII, em 1770. Entretanto, apesar desta alegada origem recente, nenhum arqueólogo ou lingüísta conseguiu decifrar os documentos Rapanui.

Quando os primeiros europeus chegaram à ilha da Páscoa, o lugar era um ecossistema praticamente isolado que estava sofrendo os efeitos do desgaste dos recursos naturais, desflorestamento e superpopulação. Nos anos seguintes esta população foi devastada por doenças européias e pelo comércio de escravos. Em 1877, havia pouco mais de 100 habitantes na ilha. [De acordo com o senso de 2002, a Ilha da Páscoa possuia, naquele ano, pouco mais de 3 mil e 700 habitantes]. Neste processo, o Rongorongo quase desapareceu. Os colonizadores decidiram que a escrita fazia parte do paganismo popular e devia ser banida junto com outras tradições "heréticas". Os missionários obrigaram os nativos a destruir a tábuas de Rapanui.

Em 1864, o padre Joseph Eyraud tornou-se o primeiro não-ilhéu a registrar o Rongorongo. Ele escreveu antes do último declínio da sociedade da ilha: "Em todas as casas pode-se encontrar tabuletas de madeira e outros objetos com a escrita hieroglífica." Eyraud não pôde encontrar ninguém que pudesse traduzir os textos; o povo tinha medo de tratar do assunto por causa das proibições dos missionários.

Em 1886, William Thompson, do navio americano USS Mohican, em viagem na ilha, coletando objetos para oNational Museum, de Washington, se interessou pela escrita dos nativos. Ele obteve duas raras tabuletas e conseguiu que um ilhéu traduzisse o texto. A transcrição obtida é um dos poucos documentos que podem servir de parâmetro para decifrar o Rongorongo.


As semelhanças entre os signos rongo-rongo, da ilha da Páscoa e a antiga escrita hindu foram observadas por Wilhelm de Hevesy, em 1932. DIREITA: A Ilha de Páscoa é uma ilha oceânica que pertence ao Chile, famosa por suas enormes estátuas de pedra conhecidas como moais. Faz parte da V Região de Valparaíso. Em rapanui, o idioma local, é denominada Rapa Nui (ilha grande), Te pito o te henúa (umbigo do mundo) e Mata ki te rangi (olhos fixados no céu) WIKIPEDIA-PT - 2006.


Em toda ilha existem cerca 887 estátuas monolíticas (feitas de um só bloco de pedra). Maior estátua construída na ilha tem 10 metros e 90 toneladas. Existem três tipos de estátuas gigantes:

-As primeiras estátuas estão situadas nas praias à borda do mar. Seu número é de mais ou menos 200 à 260 e algumas estão à uma distância de mais de 20 km do canteiro do vulcão onde foram modeladas.

-O segundo grupo é o das eregidas ao pé do "Rano Raraku". São estátuas terminadas, porém diferentes das outras, pois seus corpos estão cobertos por símbolos. As órbitas dos olhos não estão desenhadas e precisam de um chapéu ou "punkao". No entanto estas são mais enigmáticas que as anteriores. -O terceiro grupo há anos a mais conhecida de todas elas "tukuturi", que possui a particularidade de ter pernas, foi comparada as estátuas da arte pré-incaica criando sérias dúvidas sobre a tese comum da origem dessas populações. A ilha porém foi abandonada por alguma razão... Os obreiros abandonaram suas ferramentas e oficinas. Como se suas causas desta paralização tivessem sido provocadas por uma catástrofe de caráter natural, como maremoto, por alguma invasão ou epidemia. [IN ENIGMAS DA HUMANIDADE]

Os estudos continuaram nas décadas seguintes. Em 1932, Wilhelm de Hevesy tentou encontrar uma conexão entre o Rongorongo e a escrita hindu. Ele havia encontrado correlação entre as duas escritas em 40 exemplos de símbolos mas suas conclusões não foram adiante. Em 1950, Thomas Barthel foi o primeiro lingüísta contemporâneo a se interessar pelo Rongorongo. Barthel estabeleceu que o sistema era composto de 120 elementos básicos que, combinados, formavam mil e quinhentos diferentes signos que representam objetos e idéias. A tradução é extremamente difícil porque, um único símbolo pode representar uma frase inteira. Uma grande conquista de Barthel foi identificar um artefato conhecido como Mamri como um calendário lunar.

As pesquisas mais recentes têm sido conduzidas pelo lingüísta Steven Fisher. Entre os muitos exemplares da escrita estudados por ele destaca-se uma peça que pertenceu a um chefe nativo da ilha. O objeto é coberto de pictografias. Estudando essas figuras, Fisher descobriu que as unidades de significação do Rongorongo são tríades, compostas de três signos. Um dos textos logo mostrou ser um canto religioso e o estudo de outros levou o lingüísta à concluir que todos os textos da Páscoa são relacionados a mitos da criação.

A escrita Rongorongo continua instigando os pesquisadores. Hoje, apenas 25 tabuletas e objetos sobreviveram à devastação do tempo. Antropólogos e arqueólogos têm esperança de conseguir traduzir os pictogramas que podem revelar o mistério dos Moais, as estátuas colossais da ilha. Há quem acredite que os Moais foramk erigidos pelosúltikmos remanescentes do continente perdido da Lemúria que, de acordo com a tradição ocultista, abrigou a terceira humanidade ou Terceira Raça Humana, quando os homens eram "gigantes" semelhantes às estátuas.

No mapa, em laranja, as terras do continente Lemuriano. Boa parte da África, sul da europa e da Ásia, América do Sul e do Norte, não existiam. A ilha da Páscoa está lá, no oceano Pacífico na região que hoje é do Chile.

A ILHA DA PÁSCOA NA TEOSOFIA
relação com lemurianos e atlantes


A ilha da Páscoa é uma pequena parte de um antigo continente hoje submerso: as terras da Lemúria. Isso significa que aquelas terras pertenceram à Lemúria. A Lemúria submergiu mas voltou a emergir, não uma mas várias vezes. A Ilha da Páscoa, um dos pontos mais altos do continente lemuriano, está entre os primeiros lugares a "sair das águas" quando há alterações, para baixo, do nível dos oceanos.

As etnias que habitaram a ilha foram representantes dos Atlantes, Quarta Raça. "A ilha da Páscoa é remanescente da Lemúria... Pertence [geologicamente] ao início da civilização da Terceira Raça [enquanto as estátuas pertencem - antropologicamente e historicamente, aos Atlantes, Quarta Raça]." Em meio às revoluções da crosta terrestre, massas de terra, muitas vezes desaparecem no mar para ressurgir, em outra era. A ilha da Páscoa "...emergiu intacta com seu vulcão e suas estátuas..."

Em The Countries of the World, Robert Brown escreve: "Teapi, Rapa-nui ou Ilha da Páscoa é um ponto isolado a quase duas mil milhas da costa sul-americana... Tem cerca de doze milhas de comprimento por quatro de largura... e no seu centro vê-se uma cratera extinta que tem 1.050 pés de altura. A ilha está coberta de crateras há tanto tempo extintas que não há tradição alguma quanto a época de sua atividade."

Para os teósofos, as estátuas da ilha representam homens reais, pertencentes a uma raça extinta de porte notavelmente mais avantajado que os homens atuais. Eram gigantes aqueles que esculpiram as estátuas chamadas Moais.

As relíquias da ilha da Páscoa são as mais assombrosas e eloqüentes memórias dos gigantes primitivos. São elas tão imponentes quanto misteriosas; e basta examinar as cabeças das colossais estátuas... para que se reconheçam as características e o aspecto atribuídos aos gigantes da Quarta Raça. parecem todas feitas segundo o mesmo molde, posto que diferentes as fisionomias - e dão a impressão de um tipo claramente sensual, como o dos Atlantes (os Daityas e Atlanteanos) nos livros esotéricos dos hindus.

[BLAVATSKY, A Doutrina Secreta vol III. Antropogênese - São Paulo: Pensamento, 2001 p 241/242]

As estátuas de Ronororaka são quatro: três profundamente enterradas no solo e uma descansando sobre as espáduas como um homem adormecido. Seus tipos diferem entre si, embora todas tenham a cabeça comprida sendo evidente que representam retratos, pois os narizes, as bocas e os queixos variam muito de forma. A cobertura da cabeça - uma espécie de gorro chato, com uma peça adicional para proteger a nuca - prova que os originais não eram selvagens da Idade da Pedra.

ESQUERDA: A costa do Chile, tal como é hoje, e a ilha da Páscoa, no Pacífico Sul.
DIREITA: Moai submerso no litoral da ilha da Páscoa. O mergulho para observar as estátuas é atração turística.

Num domingo de Páscoa, no quinto dia do mês de abril de 1722, o capitão holandês Jacob Hoggeveen, aportou na ilha. Era o primeiro rosto desconhecido já visto pelos 6.000 habitantes da ilha viam. Algumas décadas depois a população era de apenas 111 sobreviventes... O único povoado da ilha, Hanga Roa, é uma simpática vila cheia de flores, cachorros, cavalos, seus donos e alguns turistas... IN BRASIL MERGULHO

Os Lemurianos construíram cidades colossais. Usavam mármore e lava. "Talhavam suas próprias imagens em tamanho natural e à sua semelhança e as adoravam (BLAVATSKY, 2001 - 334/335). Liderados "reis divinos", cultivaram artes, ciências, conheceram a astronomia, a arquitetura, as matemáticas. Foram os lemurianos dasexta sub-raça que viveram essa civilização.

"Uma dessas grandes cidades, de estrutura primitiva, foi toda construída de lava a umas trinta milhas do sítio em que agora a Ilha da Páscoa estende sua estreita faixa de solo estéril; cidade que uma série de erupções destruiu por completo. Os restos mais antigos das construções ciclópicas são obra das últimas sub-raças lemurianas" (IDEM).



AS SETE RAÇAS HUMANAS

A antropogênese teosófica, toda ela fundamentada em antigas escrituras hindus e tibetanas, postula que a espécie humana surgiu, na Terra, em simultâneo ao surgimento do próprio planeta. A espécie, humana, é essencialmente a mesma porém, as Raças, diferem entre si em sua constituição bioquímica sempre em correspondência com seu desenvolvimento espiritual.

As Raças são sete. A Raça atual é a Quinta Raça Humana. Os indivíduos da Primeira Raça, se ainda existissem, teriam a idade da Terra e tal como a Terra em seus primórdios, seus corpos seriam massas gasosa de forma circular oscilante. A Segunda Raça, um pouco mais densa, ainda assim seria etérea; são chamados de "Raça Hiperbórea" e habitaram a região polar norte.

A Terceira Raça, começou sua jornada ontológica também em corpos de matéria sutil; foram chamados de "os sem-ossos" e eram assexuados. A evolução da Terceira Raça produziu, já nas últimas gerações, seres dotados de esqueleto ósseo, dimensões agigantadas - em relação ao sapiens atual, e foram, inicialmente bissexuais passando a ser heterossexuais, divididos em machos e fêmeas, no fim do período. Esses foram os LEMURIANOS, que viveram nas cidades de lava, habitaram um continente vasto que ocupava o atual oceano Pacífico e também áreas do Atlântico. Esse continente submergiu com o fim da civilização da Lemúria, ocasionado por convulções geológicas como terremotos e erupções vulcânicas.

A Quarta Raça é a dos Atlantes, assim chamados em virtude da lenda que fala de uma brilhante civilização localizada onde, hoje, é o oceano Atlântico, ou seja, entre Europa/África e as Américas.

A Quinta Raça é a atual, cujo surgimento arqueologia e a antropologia datam em cerca de um milhão de anos. A Sexta e a Sétima Raças são seres humanos que ainda estão por vir e que tendem a ser mais evoluídos que seus predecessores em todos os aspectos da existência de um indivíduo realmente inteligente.


"Uma das lendas mais antigas da Índia, conservada nos templos por tradição oral e escrita reza que, há várias centenas de mil anos, havia no oceano Pacífico um imenso continente que foi destruído por convulsões geológicas e cujos fragmentos podem ver-se em Madagáscar, Ceilão, Sumatra, Java, Bornéu e ilhas principais da Polinésia. ...

Uma crença religiosa, comum à Malaca e à Polinésia, ou seja, dos dois pontos extremos do mundod a Oceania, afirma que todas essas ilhas formaram em outros tempos dois países [terras atlânticas e terras polinésias] imensos... o oceano... tragou os dois continentes... só os picos das montanhas e as mesetas mais elevadas escaparam da inundação...

No que respeita ao continente polinésio, que desapareceu na época dos grandes cataclismos geológicos, sua existência se funda em provas tais que, dentro da lógica, não podem ser postas em dúvida.

Os três pontos mas altos desse continente as Ilhas Sandwich, a Nova Zelândia e a Ilha da Páscoa estão separados entre si por uma distância de mil e quinhentas a mil e oitocentas léguas, e os grupos das ilhas intermediárias, Viti (Fidji), Samoa, Tonga, Fortuna, Ouvea, as Marquesas, Taiti, Pumuta, as ilhas Gambier, distam daqueles pontos extremos de setecentas ou oitocentas a mil léguas.

Todos os navegantes são unânimes em dizer que os grupos extremos e os grupos centrais não podiam comunicar-se entre si em virtude de sua posição geográfica e dos insuficientes meios de que dispunham. É fisicamente impossível transpor semelhantes distâncias numa piroga... sem uma bússola, e viajas durante meses sem provisões.

Por outra parte, os aborígenes das Ilhas Sandwich, de Viti, da Nova Zelândia, dos grupos centrais de Samoa, de Taiti etc., jamais haviam se conhecido e nunca tinham ouvido falar uns dos outros, antes de chegarem os europeus. No entanto, cada um desses povos afirmava que a sua ilha outrora fazia parte de uma imensa superfície de terras que se estendia para o ocidente em direção à Ásia. Confrontando indivíduos de todos esses povos, viu-se que falavam a mesma língua, tinham os mesmos usos e costumes e adotavam a mesma crença religiosa. E à pergunta: Onde está o berço da vossa raça? - limitavam-se, em resposta, a estender a mão na direção do sol poente".


L'Historie das Vierges: les Peuples et les Continents Disparus - de Louis Jacolliot CITADO por BLAVATSKY em Antropogênese - p 240/241.

FONTES
BLAVATSKY, H.P.. A Doutrina Secreta - vol. III Antropogênese. [Trad. Raymundo Mendes Sobral]. São Paulo: Pensamento, 2006. The Other Mystery of Easter Island - DAMS INTERISTING - publicado em 26/12/2006
WIKIPÉDIA. Ilha de Páscoa - acessado em 31/12/2006.
WIKIPÉDIA II - ENGLISH. Easter Island - acessado em 31/12/2006.

O PARAÍSO NO POLO NORTE




Pólo Norte, único ponto de terra estável do planeta; único lugar que nunca muda, onde o Globo é "imóvel". Durante as eras glaciárias, coberto de gêlo; no ápice do degelo do mundo, é a única "terra seca", quando toda a Terra éum "deserto de águas". Acima, o mapa do pólo norte, do século XVI, do holandês Gerhardus Mercartor.

O doutor em filosofia Valery Dyemin, pesquisador de região Ártica, acredita que o continente Hiperbóreo (além de Bóreas, o vento norte), uma terra mítica que os gregos pensavam estar localizada além da Sítia, existiu de fato. Na entrevista abaixo, Dyemin fala sobre sobre a realidade do mito:

P: Além do senhor, existem outros cientistas que se interessaram pelo mistério do continente Hiperbóreo?

DYEMIN: Sim, existem muitos. Não apenas geógrafos e historiadores mas também lingüístas têm feito relevantes contribuições. O reitor da Universidade de Boston, William Warren, publicou um livro chamadoParadise Found at the North Pole, no fim do século XIX (século 19). O livro teve 11 edições. Warren analisa o grande número de relatos da tradição oral, das lendas relacionadas ao "Paraíso na Terra", o Éden. Segundo esta análise todas a informações contidas nas tradições se referem a vagas recordações de uma terra antiga, perfeita, situada em algum lugar no Ártico.

Que região, mais precisamente, no Ártico?

DYEMIN: Eu acredito que traços dessa civilização podem ser encontrados na Eurásia e no ártico americano além das ilhas e arquipélagos do oceano Ártico, no leito de mares, rios e lagos. Sabe que a Rússia possui um grande números de lugares e achados arqueológicos que podem estar relacionados à terra Hiperbórea. Explorações atuais estão sendo feitas na Kola penísula, na ilha de Vaigach,em Karelia, nos montes Urais, no oeste da Sibéria, Khakasia (Cáucaso), Yakutia e outras regiões como Franz Josef Land, Taimyr e Yamal.

O continente Hiperbóreo pode estar submerso, como outras terras míticas (como Atlântida e Lemúria)?

DYEMIN: O cartógrafo e geógrafo holandês Gerhardus Mercartor tinha um mapa onde aparece um grande continente nas vizinhanças do pólo Norte. Esta terra está disposta como um arquipélago composto de numerosas ilhas limitadas entre si por rios profundos. Uma montanha ocupa o centro do continente. Como esta indicação pode estar em um mapa do século xvI (anos 1500)? Não há qualquer informação sobre este território na região ártica durante a idade Média. O arquipélago localiza-se no centro do oceano Ártico, que é representado sem gêlo. Como podemos explicar isso?

O CONTINENTE HIPERBÓREO NA DOUTRINA SECRETA (TEOSOFIA)
Antropogênese
H.P. Blavatsky

...A região do atual Pólo Norte... (p 344) foi um continente naqueles tempos em que a magnólia florescia onde agora vemos um desero de gelo sem fim... Nos primórdios da vida [humana] a única terra seca ficava no extremo direito da esfera [pólo Norte], ali onde [o Globo] é imóvel. Toda a Terra eraum imenso deserto líquido, e a água era morna... Ali nasceu o homem... Reinava uma eterna primavera nas trevas... Ali repousavam os deuses... (p 417) ...O primeiro continente que veio à existência cobria inteiramente o Pólo Norte (p 419)


O "Hiperbóreo" será o nome escolhido para o Segundo Continente, a terra que estendia seus promontórios ao Sul e ao Oeste a partir do Pólo Norte, para receber a Segunda Raça e que abrangia tudo o que hoje se conhece como Ásia do Norte... Mas historicamente, ou melhor, talvez etnológica e geologicamente, o significado seja diferente. A terra dos hiperbóreos, o país que se estendia além de Bóreas, o deus de coração gelado das neves e dos furacões, que gostava de dormir pesadamente sobre as cordilheiras dos Montes Rifeus, não era um país ideal, como supõem os mitólogos, nem mesmo uma terra nas vizinhanças da Cítia e do Danúbio.* Era um Continente real, uma terra bona fide, que não conhecia o inverno naqueles tempos primitivos e cujos tristes remanescentes não têm, ainda hoje, mais que um dia e uma noite durante o ano.

Juventude Eterna

Se possuímos um mapa tão antigo podemos supor que alguém mais tentou encontrar o continente Hiperbóreo no Ártico?

DYEMIN: Sim, muitos já se debruçaram sobre o mistério do continente desaparecido. A imperatriz da Rússia, Catarina II, obteve informações dessa terra mítica no círculo Ártico atraves da Maçonaria. Ela organizou duas expedições com ajuda de Mikhail Lomonosov. Os trabalhos foram cercados de segredo mas a inicativa fracassou com os navios impossibilitados de seguir adiante por causa do gêlo.

Por quê a imperatriz estava tão interessada no continente Hiperbóreo?

DYEMIN: Acredito que Catarina assim como outros reis e rainhas, estava encantada com a possibilidade de encontrar o "elixir da juventude eterna" que, segundo lendas, teria sido inventado pelos hiperbóreos. Plínio, Herótodo, Virgílio e Cícero escreveram que os habitantes do continente Hiperbóreo viviam milhares de anos felizes.

HISTÓRIA SECRETA DA ATLÂNTIDA




Há 700.000 anos mais ou menos, houve o afundamento da Grande Atlântida - onde todo o continente submergiu. A Segunda Catástrofe ocorreu mais ou menos há 200.000 anos onde restaram as ilhas de Ruta e Daitia. As Américas estavam separadas e o Egito submerso.

No ano 72.025 A.C. Daitia desapareceu e Ruta se reduziu à ilha que se tornou conhecida como POSEIDONIS, situada entre os atuais Estados Unidos e Europa . O último e poderoso império Atlante foi descrito por Platão; afundou em 9.564 a.C. e suas ruínas repousam no fundo mar, incrivelmente preservadas.

In LEMBRANÇAS DA ATLÂNTIDA

Atlântida: este continente perdido, esta lembrança arcaica de tantos povos, continua sendo um mistério. Mistério que se confunde com o enigma da origem da raça humana. Sempre que se fala em Atlântida, a primeira evidência histórica e documental que se apresenta é o escrito de Platão Timeo e Crítias. Desde que o filófoso grego comentou o fim do fabuloso império, muitos têm especulado sobre o assunto: onde se localizava, como se constituía sua sociedade, o quanto era desenvolvida sua ciência.

O escritor inglês John Michell diz que "a Atlântida está ao nosso redor". Ele se refere à presença de numerosos restos arqueológicos e ruínas megalíticas, ciclópicas que se erguem em tantos lugares da Terra, erigidos sob orientação astronômica muito precisas. Supostamente anteriores à chamada Idade da Pedra (Paleolítico e Neolítico) esses monumentos sugerem que uma civilização de grandes astrônomos e engenheiros existiu antes da Pré-história tal como a descreve a ciência ortodoxa.



Manuscritos Tibetanos

Segundo a Doutrina Secreta - que fundamenta a ciência teosófica (tradição tibetana-indiana) - a Atlântida se estendia da atual Groenlândia até a metade da América do Sul e, durante sua existência, suas terras foram habitadas por mais de uma raça humana, como os Lemurianos, que mediam mais de 3,5 metros de altura e deram origem aos Atlantes propriamente ditos.

Os Atlantes, tal como os Lemurianos, foram aniquilados por uma catástrofe natural cujos reflexos, gradualmente, extinguiram territórios para fazer surgir novas terras. Foram tempos conturbados por terremotos, tempestades, tsunamis, furacões. Apanhados pela tragédia geofísica, os atlantes foram dispersados, em sua fuga, por diferentes regiões da Terra. América e Egito teriam sido colonizados por refugiados atlantes.

John A. West demonstrou que a erosão sofrida pela Esfinge de Gizé não se devia ao vento do deserto, mas sim à chuva. Essa descoberta faz recuar a datação da Esfinge para ao menos 9 mil e 500 anos de antigüidade, ao invés de 4 mil, como se acreditava. Uma obra de tal magnitude foi construída com conhecimentos arquitetônicos, astronômicos e matemáticos de uma cultura muito anterior à Egípcia. Algo semelhante poderia se dizer da arquitetura de Tihuanaco, construída, supostamente, pelos Toltecas, na América do Sul.

O ariosofista (estudioso de filosofia ariana) Jörg Lanz Von Liebenfels (1874-1854), que exerceu significativa influência sobre a idologia primitiva do Nacional Socialismo alemão, comparou a antropogênesis da teósofa H.P. Blavatsky com as descobertas da paleontologia contemporânea e concluiu que havia encontrado a "fonte de todo o mal" no mundo.

Lienbenfels entendeu que "queda do homem no pecado" se referia à conduta dos primeiros Lemurianos ANDRÓGINOS que, durante o processo biológico de separação dos sexos em machos e fêmeas, engendraram seres monstruosos com outras espécies animais, que não possuíam inteligência. Esses descendentes monstruosos eram demônios e no alvorecer da quarta Raça, a Atlante, havia duas subespécies humanas: PURAS e BESTIAIS - os primeiros antropóides e os "monos" (símios) antropomorfos. O erro (pecado) fatal dos "Homens-Deuses" foi a miscigenação com os símios.

A paranormal Ingrid Bennet, da Nova Zelândia, fala da vida sexual dos Atlantes: as relações sexuais eram muito importantes. Acreditava-se que era uma prática fundamental para a boa saúde. Alguns tinham relações com animais e com híbridos, meio humanos, meio animais, como os centauros.

A perversão dos costumes na fase da decadência dos Atlantes não se limitou à prática do bestialismo, mas também da magia. Há cerca de 10 mil anos, os dirigentes de Atlântida perderam o interesse no progresso científico e o respeito pelo antigo conhecimento. Passaram a dedicar às práticas da "magia negra" e perverteram completamente as ciências e a religião.

Muitos autores se referem aos da "magia negra" como causa do infortúnio que se abateu sobre os atlantes. Outros, entretanto, atribuem a extinção daquele povo ao descontrole sobre os poderes de uma avançada tecnologia que podia manipular "energias cosmotelúricas". O abuso de tais energias provocou um grave desequilíbrio ecológico.



Toltecas

Scott Elliot escreve que a terceira raça Atlante (cada Raça se subdivide em sete rubraças), eram os Toltecas - e eramgigantes. Sua altura média era 2,5 m. Viviam na fabulosa Cidade das Portas Douradas, um grande centro urbano, com palácios e portos, estruturado em "ilhas" cicundadas por canais artificiais, como o sacerdote egípcio descreveu para o grego Sólon (e Sólon contou a Platão).

Na Cidade das Portas Douradas, o oricalcum era o metal mais precioso. Havia templos dedicados a várias deidades, jardins, piscinas ao ar livre, ginásios, instalações militares, como quartéis e um gigantesco hipódromo.

Não havia muitas grandes cidades na civilização Atlante porque os sábios perceberam que haveria um impacto ambiental.Murry Hope, em Pratical Atlantean Magic (1991), descreve as comunidades como pequenas, constituídas de casas circulares. O paranormal Dale Walker, viu grandes torres que eram faróis apontados para o mar. Nos grandes templos, combinações de luz, cor, sons, magnetismo e energias de pensamento se canalizavam através de cristais.

Walker também fala da medicina dos atlanteanos: os sacerdotes podiam se conectar às mentes dos pacientes e comandar completamente o organismo, acessando o orgão enfermo e promovendo a cura operando diretamente sobre as energias constitutivas das moléculas e células, sem dor, sem sangue, sem trauma.



ATLÂNTIDA por Samel Aun Weor

No velho Egito dos faraós, os sacerdotes de Saís disseram à Sólon que a Atlântida havia sido destruída 9.000 (nove mil) anos antes, de com ele conversarem. A civilização atlante no entanto não poderia ser superada por nossa moderna civilização.
Conheceram a energia atômica e a utilizaram tanto na guerra quanto na paz. A ciência ATLANTE teve a vantagem de estar unida a magia, fabricaram-se extraordinários robôs, dotados assim, de inteligência pareciam seres humanos e serviam fielmente aos seus amos. Qualquer robô podia informar a seu dono dos perigos que o cercavam e geralmente sobre as múltiplas coisas da vida prática...
Possuíam os Atlantes máquinas tão poderosas e maravilhosas como aquela que telepaticamente podia transmitir a mente de qualquer ser humano, preciosa informação intelectual. As lâmpadas atômicas iluminavam os palácios e os templos de paredes transparentes. As naves marítimas e aéreas eram impulsionadas por energia nuclear. Eles aprenderam também a desgravitacionar os corpos à vontade. Com um pequeno aparelho que cabia-lhes na palma da mão podiam levantar qualquer corpo por mais pesado que este fosse...
A famosa história do dilúvio universal, cujas versões encontram-se em todas as tradições humanas, são simples recordações da grande catástrofe atlante. Todos os ensinamentos religiosos da América primitiva, todos sagrados cultos dos Incas, Maias, Astecas, etc. etc., os deuses e deusas dos antigos gregos, fenícios, escandinavos, indostânicos, etc., são de origem atlante.



In MISTÉRIOS DOS ANTIGOS MAIAS - GNOSIS ONLINE


Cristais

Outro vidente muito conhecido, Edgar Cayce, fala do avanço técnico da civilização Atlante, baseado na utilização dos cristais para potencializar a energia da luz. Os cristais eram utilizados para converter energia solar em eletricidade; para controlar a incrível reação entre matéria e antimatéria. Os cristais possibilitaram vôos espaciais. Entretanto, o avanço energético não impediu a inversão dos pólos magnéticos da Terra, as mudanças climáticas, os terremotos, as erupções vulcânicas.

Possuíam "telas mágicas" nas quais podiam ver tudo o que acontecia em qualquer ponto da Terra; esferas de luz que acendiam e apagavam com simples movimento das mãos; carros sem cavalos que lançavam raios de fogo branco e lilás; uma imensa frota de navios e "pássaros de prata" que viajavam pelo céu. Também há indícios de haviam naves espaciais que podiam viajar para a Lua e para outros planetas. A ciência atlante criava seres humanos e usava "máquinas mentais subatômicas". Os cristais também eram usados na medicina: um pequeno cristal colocado na palma da mão do paciente mudava de cor oferecendo o diagnóstico da doença.

ATLÂNTIDA DE PLATÃO



civilizações perdidas
In Plato's History of Atlantis
cap II de Atlantis, The Andiluvian World
de Ignatius Donnelly

tradução: Ligia Cabus (Mahajah!ck)


Atlântida, a ilha, situada a oeste das Colunas de Hércules. "Quando os deuses fizeram a partilha do mundo, a Atlântida coube a Netuno [Poseidon], que ali viveu em companhia de Cleito [ou Clito]. De sua união com a mortal nasceram dez filhos, dos quais o mais velho era Atlas. Atlas recebeu do pai a supremacia da ilha, que dividiu em 10 partes, tomou uma para si e dividiu as restantes entre seus irmãos. "Punida por seus vícios e seu orgulho, a Atlântida foi engolida pelo oceano". DICIONÁRIO DE MITOLOGIA GRECO-ROMANA. São Paulo: Abril Cultural, 1976.

A mitologia ocidental reduz o continente ou Reino Atlante a uma ilha que teria submergido, engolida pelo oceano, nove mil anos antes da época de Sólon. Porém, Platão deixa claro que a ilha, além de ser tão grande quando "Líbia e Ásia juntas", era apenas uma parte do território Atlante, que se estendia em outras partes do mundo. A Atlântida de Platão seria o que restou de um continente muito mais antigo e os Atlantes, foram a quarta Raça humana, que povoou o mundo durante milhões de anos, até que se extinguiu no episódio relatado por Platão.

Platão preservou a história de Atlântida naquele que é, hoje, um dos mais valiosos registros que nos chega da antiguidade. Platão viveu 400 anos antes do nascimento de Cristo, Seu ancestral, Sólon, foi um grande legislador em Atenas 600 anos antes da Era Cristã. Sólon visitou o Egito. Diz Plutarco: "Sólon deixou uma longa descrição em verso ou, melhor dizendo, um fabuloso relato sobre a Atlantic Island (Ilha Atlântica), que ele ouviu dos homens de ciência, em Saís, relato particularmente relacionado com os atenienses."

Platão tencionava produzir uma grandiosa narrativa sobre a "Ilha Atlântica", uma fábula maravilhosa digna do relato de Sólon, uma história como nenhuma outra antes escrita; um deleite para escritor e um prazer ainda maior para o leitor. Mas a vida de Platão terminou antes que ele completasse o trabalho.

Não há dúvida que Sólon esteve no Egito. Sua ausência em Atenas por mais de dez anos é claramente atestada em Plutarco. Há muitas razões para crer que, de fato, Sólon aprendeu muito com os sacerdotes egípcios. Era um homem com uma extraordinária força e pensamento penetrante, como atestam suas leis e seus "ditos". É bem possível que tenha começado em verso a história e a descrição de Atlantis, trabalho que deixou incompleto.

O manuscrito de Sólon, muito possivelmente caiu nas mãos de Platão, seu sucessor e descendente, ele mesmo, Platão, sendo um estudioso, um pensador e um historiador, uma das mentes mais poderosas do mundo antigo. Um sacerdote egípcio teria dito a Sólon: "Vocês [gregos] não tem antiguidade de história [em termos de história] e nem têm a história da antiguidade; e Sólon compreendeu a vasta importância do registro daquele passado histórico, não apenas milhares de anos antes do tempo da civilização grega mas muitos milhares de anos antes do surgimento do Reino do Egito; e ficou [Sólon] muito ansioso para preservar para o seu mundo meio-civilizado ainda, aquela inestimável sabedoria do passado.



Nós percebemos que não há melhor caminho para começar um livro sobre Atlantis do que reproduzindo por inteiro as informações que Platão preservou. É o que se segue:

Crítias: Então, ouça Sócrates, esta estranha narrativa que, no entanto, certamente é verdadeira, bem como Sólon, que contou a história, e que foi o mais sábio entre os sete sábios. Ele era parente e grande amigo de meu avô, Drópidas, como ele mesmo disse em muitos de seus poemas; e Drópidas disse a Crítias, meu pai, que lembrava e nos contava sobre uma antiga e maravilhosa atuação dos atenienses que caiu no esquecimento, ao longo do tempo e da destruição da Raça Humana, e uma, em particular, que era a maior de todas as Raças, e o relato do que se passou será um testemunho adequado da nossa gratidão a vocês...



Sócrates: Muito bom! E o quê é essa antiga e famosa proeza da qual Crítias falou e que não é mera lenda mas uma ação histórica do Estado Ateniense recontada por Sólon!



Crítias: Eu vou contar uma velha história do mundo que ouvi de homem já bastante idoso; Crítias, na época, tinha quase noventa anos e eu dez anos de idade. Era o "dia de Apaturia", também chamado "dia de registro na juventude" [entrada na adolescência] no qual, de acordo com o costume, nossos pais conferiam-nos prêmios pela declamação de poemas e muitos de nós cantavam poemas de Sólon, que eram novidades naquele tempo. Um de nossa tribo, talvez porque fosse sua real opinião, ou talvez porque quisesse agradar Crítias, disse que na sua opinião [dele] Sólon não era apenas o mais sábio dos homens, porém era também o mais nobre dos poetas. O velho homem, eu me lembro bem, iluminou-se diante disso e falou, sorrindo: "Sim, Amynander, se Sólon tivesse, apenas, como outros poetas, feito da poesia o negócio de sua vida e tivesse completado o relato que trouxe com ele do Egito e não se sentisse compelido, em razão de fatos e perturbações que ele encontrou [instabilidade política] quando voltou a este país, empenhando-se, então, em atender a outras tarefas, [se tivesse escrito o poema sobre a coisas fabulosas que aprendeu no Egito] na minha opinião ele teria sido um poeta tão famoso quanto Homero ou Hesíodo.

E sobre o quê era este poema, Crítias? perguntou alguém.



Sobre a mais grandiosa ação já empreendida pelos atenienses e que deveria ser muito famosa mas o tempo e a destruição completa dos atores desse drama impediram que história chegasse até nós. "Conte-nos", disse outra pessoa, "conte-nos a história toda e de quem Sólon ouviu essa tradição".

E ele começou: "No Delta Egípcio, o rio Nilo se divide, existe um certo distrito que é chamado Saís, e uma grande cidade do distrito, também chamada Saís, e essa é a cidade na qual nasceu o rei Amasis. Ali os cidadãos têm uma divindade fundadora: os egípcios a chamam de Neith mas eles dizem que é a mesma chamada pelos atenienses de "Atena". Os cidadãos desta cidade gostam muito dos atenienses e dizem que, de alguma forma, se relacionam com o povo de Atenas.

"Sólon, levado por Thrither [um sacerdote egípcio], foi recebido com grandes honras e perguntou aos sacerdotes qual dos mestres era o mais sábios em antiguidades [história antiga]; Sólon descobriu que nem ele nem qualquer outro heleno sabiam qualquer coisa de real valor sobre os tempos antigos.

Em uma ocasião, quando estavam falando de antiguidades, ele [Sólon] começou a discorrer sobre coisas de outros tempos quando nossa parte do mundo, o Phoroneus, que é chamado "o primeiro", e sobre Níobe e depois sobre o Dilúvio; falou sobre a vida de Deucalião e Pirra e traçou a genealogia de seus descendentes, a linha do tempo, as datas dos eventos aos quais se referia.



Thereupon, um dos sacerdotes, que era muito velho, disse: "Oh, Sólon, Sólon, vocês helenos são como crianças e não há homens velhos entre os helenos." – Diante disso, disse Sólon: "O que você quer dizer com isso?"

– Quero dizer o que disse; que em termos de mentalidade vocês são muito jovens. Não há entre vocês idéias ancoradas em ciências antigas ou antigas tradições; e eu lhes dizer a razão disso: aconteceram e novamente acontecerão muitas destruições da raça humana deflagradas por muitas causas. Existe uma estória que vocês devem ter preservado, sobre Faetonte, o filho de Hélios, que sem saber conduzir os cavalos, tomou a carruagem de seu pai para percorrer o caminho que Hélios fazia todos os dias e provocou um grande desastre, queimando tudo na face da Terra.

Hoje, isso é uma expressão em forma de mito, mas, de fato, significa o declínio dos corpos que se movem em torno da Terra e nos céus; uma conflagração recorrente, que acontece em longos intervalos de tempo; quando isso acontece, aqueles que vivem nas montanhas e em outros lugares secos, estão mais sujeitos à destruição do que aqueles que vivem à margem dos rios, dos lagos ou do mar. Mas, por outro lado, quando os deuses purgam a terra pela água [e não pelo fogo, como Faetonte],então os pastores, os montanheses, são os sobreviventes e perecem os que vivem nas cidades, próximos aos rios e fontes, a beira-mar; são levados pelas enchentes, submergem no oceano. Mas nesse país, nem nesse tempo nem em qualquer outro a água veio do alto sobre os campos, tendo sempre a tendência de vir de baixo, razão pela qual as coisas preservadas aqui são as mais antigas.

O fato é que a Raça Humana, a população, cresce em certas épocas e decresce em outras e o que sempre aconteceu em seu país e no nosso ou em qualquer outra região da qual tenhamos conhecimento, todos os feitos grandes e nobres ou qualquer outro evento memorável, tudo o que tem sido escrito sobre os acontecimentos do passado, está preservado em nossos templos. Enquanto vocês [gregos] e outras nações mantêm escrituras e somente estes registros que interessam ao estado, no momento presente, ignoram que a pestilência [a catástrofe] pode estar vindo dos céus para dizimar todos e deixar apenas aqueles dentre vocês que são destituídos das letras e da educação e assim, deste modo, vocês têm de começar tudo novamente, como crianças, sem nada saber do aconteceu nos tempos mais antigos, entre nós [o Egito] e entre vocês mesmos [gregos].

As genealogias de vocês, gregos, que você Sólon nos tem contado, são relatos de crianças porque, em primeiro lugar, vocês se lembram de um dilúvio apenas, quando existiram muitos deles; em segundo lugar, vocês ignoram que habitaram em sua terra os homens da mais nobre e bela raça que jamais existiu, raça da qual você e seu povo são os descendentes. Isso é desconhecido por vocês porque muitas gerações de sobreviventes da destruição morreram sem deixar qualquer vestígio. Houve um tempo, Sólon, antes do maior dilúvio de todos, quando a cidade que hoje é Atenas era a primeira nas guerras e proeminente pela excelência de suas leis, pelos feitos notáveis, pela constituição magnífica de seus cidadãos.

Maravilhado, Sólon queria saber mais sobre aquela raça e aquele tempo. "Todos vocês são bem-vindos para ouvir sobre eles, Sólon" – disse o sacerdote – "por você mesmo, pela cidade e, sobretudo, pela glória da deusa que é protetora e civilizadora [educadora] de ambas as cidades [Atenas e Saís]. Ela fundou sua cidade mil anos antes da nossa, recebendo da Terra e Efaistos a semente de sua raça; e depois, fundou a nossa, um fato que está preservado em nossos registros sagrados como acontecido há oito mil anos atrás, como ensinaram os cidadãos de nove mil anos atrás. Eu informarei brevemente a você sobre suas leis e a nobreza de seus feitos conforme as escrituras sagradas deles mesmos. Se você comparar estas leis com as suas próprias verá muitas das nossas leis são contrapartida das suas.

Existe uma casta de sacerdotes, que é separada de todas as outras; depois vêm os artesãos, que exercem suas muitas artes e não se misturam com as outras castas; e também existe a classe dos pastores e dos caçadores bem como a dos agricultores. Você observará que os guerreiros no Egito são separados de outras classes e são comandados pela lei da guerra e são equipados com escudos e lanças e a deusa fala primeiro entre vocês, e então, aos países asiáticos e nós, entre os asiáticos, fomos os primeiros a adotar essas leis.

Sabiamente, você notará o cuidado da lei com o mais puro, buscando e compreendendo toda ordem de coisas, da profecia, a medicina e todos os elementos necessários à vida humana e todo tipo de conhecimento relacionado. Essa ordem de coisas foi estabelecida pela deusa e dada a vocês quando estabeleceram sua cidade; e ela escolheu este lugar da Terra, onde você nasceu, porque ali viu o arranjo harmonioso das estações e viu que aquela terra produziria os mais sábios dos homens.

A deusa, que amava a guerra e a sabedoria escolheu aqueles que seriam semelhantes a ela mesma; e ali vocês se estabeleceram com suas leis, que ainda são as melhores, e excedem toda a raça humana nesta virtude e eram os filhos e os discípulos dos deuses. Grandes e maravilhosos feitos de seu Estado foram registrados em nossa história mas um deles supera a todos em grandeza e valor. Foi quando uma força muito poderosa e agressiva levantou-se contra a Europa e Ásia mas sua cidade pôs um fim ao terror.





Esta força veio do oceano Atlântico, naqueles dias em que o Atlântico era navegável; e existia uma ilha situada em frente ao estreito [estreito de Gibraltar] que vocês denominam Colunas de Hércules. A ilha era maior que a Líbia e a Ásia juntas e era o caminho para outras ilhas através das quais era possível atravessar e chegar ao outro lado do continente que era cercado pelo verdadeiro oceano [passando do Mediterrâneo ao Atlântico]. O mar interior do estreito de Hércules (Gibraltar) era apenas um porto com uma entrada estreita; do outro lado, era o verdadeiro mar e a terra, ali, podia verdadeiramente ser chamada de "continente".


Estreito de Gibraltar, ponto de referência na localização do continente-ilha submerso chamado de Atlantis ou Atlântida, segundo Platão. Ligando o mar Mediterrâneo ao oceano Atlântico, a passagem de Gibraltar teria sido aberta pelo mitológico herói grego Hércules e suas margens são as "colunas de Hércules", a última fronteira do mundo para os navegadores do Mediterrâneo na antiguidade clássica.

Então, na ilha de Atlantis existiu um grande e maravilhoso império, que tinha leis vigentes em toda a "ilha-continente" e em muitas outras além de partes da Líbia, "dentro" das colunas de Hércules tão distantes do Egito e da Europa quanto do Tirreno [parte ocidental do mar Mediterrâneo]. O vasto poder [de Atlantis] empenhou-se, então, em subjugar de um só golpe nosso país e os seus [as cidades-estado gregas] e toda a terra nos limites do estreito; e então, Sólon, seu país [Atenas] brilhou à frente de todos, na excelência de sua virtude e força, por sua bravura e perícia militar; [Atenas] liderou os helenos; e quando não havia esperança de trégua, quando compelida a estar sozinha, submetida a um grande perigo, Atenas derrotou e triunfou sobre os invasores e manteve à salvo da escravidão aqueles que ainda não tinham sido subjugados e libertou todos os outros que habitavam os limites de Hércules [área do mediterrâneo, estreito de Gibraltar]. Posteriormente aconteceram terremotos violentos e inundações e em apenas um dia e uma noite de tempestades (chuvas) Atlântida e todo o seu povo foram tragados pelo oceano. Esta é a razão pela qual naquela parte, o mar é inavegável, intransponível, porque está saturado de lama.

E eu gostaria de invocar Mnemosine (Memória) porque parte significativa do que tenho para contar depende do favor da deusa das recordações, para que possa recontar tudo o que disseram os sacerdotes e que Sólon trouxe consigo. Deixem-me começar observando que, os nove mil anos que mencionei são um resumo dos anos que tinham se passado desde o começo da guerra entre os que habitavam para além das coluna de Hércules e aqueles que habitavam "dentro" do estreito. De um lado os combatentes da cidade de Atenas e seus aliados; do outro, os reis da Ilhas de Atlantis, que outrora tinham sob seu poder um território maior que a Líbia e a Ásia; território que desapareceu entre tremores de terra e maremotos que tornaram o Atlântico praticamente inacessível. A história se desenrola e entram em cena numerosas tribos bárbaras e Helenos que existiam então. Mas devo ainda descrever os Atenienses tal como eram naqueles dias e seus inimigos e ainda o poder e a forma de governo de cada um. Comecemos pelos atenienses...

Muitos grandes dilúvios aconteceram durante aqueles nove mil anos... Os deuses repartiram entre si toda a Terra em diferentes porções. Ergueram templos, fizeram sacrifícios. Poseidon recebeu a ilha de Atlantis; o deus tinha filhos com uma mortal e instalou, mulher e filhos, em uma parte da ilha; na costa, voltada para o oceano, existia uma planície muito fértil. Próximo, no centro da ilha, havia uma montanha não muito alta. Nesta montanha habitavam os primeiros mortais deste país: um casal, ele chamado Evanor e ela Leucipa. Tinham uma única filha, Cleito.

Quando a donzela se tornou mulher, seus pais morreram e foi por ela que Poseidon se apaixonou e teve filhos com ela. Ela morava na montanha da planície, que foi cercada de canais circulares e concêntricos, alternando faixas de terra e água. Havia três faixas de água e duas de terra... [Os filhos]... eram cinco pares de gêmeos varões. Atlantis foi dividida em dez regiões: o mais velho do primeiro par, chamado Atlas, ficou com a ilha-colina onde morava sua mãe, que era um lugar magnífico e nomeado de Atlantic [Atlântica ou Atlântida]; e Atlas ficou sendo o rei de todo império. Os outros irmãos foram feitos príncipes por Poseidon. Eles governariam todos os homens. O gêmeo de Atlas, Gades ou Gaderius, ficou com terras interiores das colunas de Hércules.

O segundo par de gêmeos eram Ampheres e Evaernon; o terceiro, Mneseus e Autochthon [Autóctone]; o quarto par de gêmeos, Elasipo e Mestor; e o quinto, Azaes e Diaprepes. Todos estes e seus descendentes foram governantes de numerosas ilhas em mar aberto e também já foi dito que eles migraram para lugares distantes das colunas de Hércules, muito além do Tirreno e do Egito.

Atlas tinha, então, uma família numerosa e honrada e seus descendentes mantiveram o reino por muitas gerações e detinham muitas riquezas, tantas quantas jamais foram possuídas por outros reis e potentados. Muitas especiarias eram trazidas de países estrangeiros mas a ilha era auto-suficiente e fornecia tudo que era necessário a uma vida confortável. O subsolo possuía minerais e um precioso metal do qual hoje só resta o nome: orichalcum.

Também havia florestas abundantes de onde se extraía a madeira e campos que alimentavam pessoas e animais domésticos e selvagens. Havia um grande número de elefantes na ilha Atlântica e outros variados tipos de animais, de lagos e montanhas, rios e planícies. [Os atlânticos possuíam também deliciosas] ... fragrâncias, perfumes, extraídos de raízes, ervas, flores e frutas. [Havia pomares ... e templos, palácios, portos, docas.

[Ainda na ilha]... os palácios no interior da cidadela eram construídos com um templo, dedicado a Cleito e Poseidon no centro, extremamente inacessível e rodeado de ouro; foi o lugar onde nasceram os dez príncipes e onde eram realizados rituais anuais... Todo o exterior do templo era coberto de prata, e os pináculos [torres] de ouro. O interior do templo era de mármore decorado com ouro, prata e orichalcum... estátuas de ouro, como a do próprio deus [Poseidon] em sua carruagem de seis cavalos alados, cercado de Nereidas e golfinhos... Do lado de fora, rodeando o templo, havia vinte estátuas de ouro, representando os príncipes e suas mulheres... Havia fontes de água quente e fria... Havia muitos templos dedicados a muitos deuses... jardins e lugares para o laser. Alguns somente para os homens... [e havia haras, pistas para cavalos]... As docas estavam sempre repletas de naus trirremes e armazéns por onde circulavam mercadores de todo o mundo...
O TEXTO DE PLATÃO TERMINA ABRUPTAMENTE.

AS RUÍNAS SUBMERSAS DE YONAGUNI

japão

por Ligia Cabus (Mahajah!ck)

Equipe do dr. Masaaki Kimura, da Universidade de Ryûkyû, exploram o sítio arqueológico submarino. Escadarias, rampas, terraços, entalhes na rocha e outros indícios da "mão humana", como ferramentas. Yonaguni pode ser o mais antigo consjunto arquitetônico da história.
DIREITA: A Okinawan Rosseta stone, com símbolos que foram encontrados gravados nas pedras das ruínas submersas. A Okinawa Roseta é um achado arqueológico de Okinawa.

No arquipélago de Ryûkyû, a 480 km a sudoeste de Okinawa - Japão, as águas em torno da ilha de Yonaguni escondem um conjunto de misteriosas ruínas magalíticas. O território, de 28,88 km² e uma população de pouco mais de mil e setecentas pessoas, atraiu a atenção de historiadores, arqueólogos e outros cientistas quando, em 1985, um mergulhador descobriu as magníficas estruturas de pedra submersas nas águas que circundam a ilha.

Quando fotos do lugar foram divulgadas, imediatamente começou a polêmica sobre a origem dos terraços e escadarias. Muitos estudiosos recusaram aceitar que as ruínas sejam de construções feitas por mão humana. As formas geométricas, os ângulos muito certos, foram atribuídos a "agentes naturais". Entretanto, outros pesquisadores afirmam que o fundo do mar de Yonaguni é o túmulo de uma próspera civilização possivelmente mais antiga que Suméria, Egito, Índia ou China.

Em 1997, dr. Masaaki Kimura, professor da Universidade de Ryûkyû, PHD em geologia marinha, publicou A Continent Lost In The Pacific Ocean, onde defende a teoria da civilização submersa; no mesmo ano, uma equipe da universidade empreendeu estudos no sítio arqueológico.

Em 04 de maio de 1998, partes da ilha e das ruínas foram sacudidas por um terremoto. Depois do abalo, foram realizadas filmagens submarinas. Constatou-se que haviam surgido novas estruturas de forma similar aos zigurats da Mesopotâmia. Estes seriam, então, os edifícios mais antigos do mundo. Foram encontradas marcas nas pedras que evidenciam o trabalho feito nelas, incluse entalhes. Também foram achadas ferramentas e uma pequena escadaria. A hipótese de formação natural em Yonaguni tornou-se, então, pouco plausivel.

FOTO: GRAHAM HANCOCK Website

O Enigma da Face
Submersa, 18 metros abaixo da superfície, surge uma cabeça megalítica, um rosto de pedra gasto pela erosão das águas que faz lembrar as cabeças de pedra de outros lugares antigos: Moais, no Pacífico; La Venta, Golfo do México.

Há 6 mil anos, as ruínas eram terras emersas, ligadas ao continente. A elevação do nível dos mares ao longo de eras fez submergir territórios como os da costa de Yonaguni. Há especulações sobre a "identidade" da civilização sepultada naquelas águas. Muitos falam em Atlântida mas, se parte de uma "civilização perdida" repousa no leito daquele mar então o mais certo é que seja a Lemúria ou Mu, ainda mais antiga, chamada pelos esotéricos de civilização da Terceira Raça.

LEMÚRIA





ESQUERDA: Círculo de pedra, em Portugal | Direita: mapa com suposta localização da Lemúria e Atlântida

No meio de minhas investigações em Culturas e Sociedades, passei a pesquisar civilizações antigas (algumas pré-Históricas) avançadíssimas, que construíram pirâmides e artefatos científicos aparentemente elétricos e teriam até contatos com discos voadores! O testmunho destes contatos poderia ser visto hoje nos numerosos monumentos pré-históricos inexplicáveis encontrados em todo o mundo, como em Portugal, onde quatro menires sustentando um disco mostram uma disposição perfeita para dar a impressão de estar voando. Estes destes círculos de pedra, dos quais o mais famoso é o de Stonehenge(Inglaterra), possuem uma arquitetura e engenharia invariavelmente condicionada a uma relação com o mapa celeste do local.

A Lemúria (também chamada continente MU) é citada no prefácio do Livro da Epopéia de Gilgamesh, a narrativa mais antiga da História Ocidental. O livro foi escrito há 5 mil e 500 anos pelos sumérios, a primeira civilização [ocidental] conhecida a inventar a escrita, e faz referências ao Grande Dilúvio de 10 mil anos atrás, ao final da última Era do Gelo em todo o planeta. Dizem as lendas que os sumérios foram os últimos descendentes do legado lemuriano.

É provável que os mediterrâneos [como os gregos] tenham confundido a Lemúria com a Atlântida, pois o Oceano Pacífico não fazia parte do mundo conhecido deles; o Pacífico fica do outro lado da Terra, enquanto o Atlântico fica logo ali. Platão, um dos mais conhecidos filósofos do ocidente que fala da Atlântida, teria associado o continente perdido à destruição da avançadíssima sociedade matriarcal Minóica na Ilha de Creta, devastada por um vulcão e um maremoto.

Alguns dizem que a catástrofe da Lemúria ocorreu há 9 mil anos, com o maior choque da História entre placas tectônicas, que quebraram a base da ilha, ou do continente. É provável que ninguém tenha sobrevivido. Mas antes disso eles teriam se expandido em colônias e feito contato com outras culturas em todo o mundo, nos 5 continentes. Isso, segundo as lendas dos fãs da Lemúria. Pra mim, eles não foram os únicos. Civilizações nascem, crescem e morrem, envenenadas por suas próprias falhas. Cada cultura pode gerar as sementes de sua própria destruição.

A lenda diz que os lemurianos foram a terceira raça; eram super-humanos, de 3 metros de altura [gigantes] e asas, voando como "homens-pássaros". Foram amaldiçoados pelos deuses porque "sabiam demais" (contatos com ETs que chocariam a Humanidade?). Enquanto os atlantes tentaram conquistar a Terra, sendo derrotados pelas Amazonas. Ambas as civilizações destruídas por Hybris, em grego: o pecado da ambição de ser divino. Talvez os avanços deles fossem mesmo um empurrão forte demais para o resto de nós naquela época.


O Continente da Terceira Raça
por Mahajah!ck

Lemúria e Atlântida são dois mistérios geo-histórico-antropológicos. Jamais a ciência oficial encontrou uma evidência inquestionável da existência desses dois continentes porém, a tradição de muitos povos (maias, egípcios, polinésios etc.) se refere a uma fantástica civilização que existiu muito antes dos antigos povos conhecidos terem começado a escrever sua história.

Na bruma desse passado tão remoto, Lemúria e Atlântida, não raro, são confundidas, como se fossem uma só nação ou como se as duas civilizações tivessem sido parte de um mesmo período geológico. Entretanto, para os estudiosos ocultistas não há confusão. Os teósofos, especialmente, distinguem com clareza lemurianos e atlantes como duas raças humanas distintas que se sucederam no processo de evolução da espécie humana. Ambos foram povos fisicamente diferentes dosapiens atual: ambas, foram raças de gigantes em estatura e detentoras de um conhecimento científico tão ou mais avançado que a humanidade atual.

Lemúria na Wikipedia

Lemúria é o nome de uma suposta terra desaparecida, de localização incerta, entre os oceanos Índico e Pacífico. As ciências - história, geologia, arqueologia etc. - não reconhecem sua existência mas a Lemúria é amplamente aceita entre os estudiosos ocultistas e povos como o Tamil, da Índia. O "continente perdido" teria sido engolido pelo mar em um cataclisma geológico. A Lemúria não é o único continente submerso da "história não-oficial" da Terra. Também a terra da Atlântida teria sido engolida pelo oceano.

A palavra "Lemúria" foi cunhada em 1864 pelo geólogo Philip Sclater no artigo The mammals of Madagascar, publicado no The Quarterly Journal of Science. Intrigado com a presença de fósseis de lêmures em Madagascar e na Índia, mas não na África nem no Oriente Médio, Sclater supôs que Madagascar e Índia fossem a parte que sobrou de um extenso continente submerso ao qual denominou "Lemúria" por causa dos seus característicos lêmures. [Atualmente, os lêmures, mamíferos semelhantes aos macacos, somente são encontrados em Madagascar e ilhas adjacentes.]

Sobreviventes da Lemúria:
Em 1894, Frederick Spencer Oliver publicou A Dweller on Two Planets, escrito no qual afirma que sobreviventes da Lemúria viviam no Monte Shasta, a norte daCalifórnia. Habitariam um complexo de túneis dentro da montanha e, ocasionalmente poderiam ser vistos em suas visitas à superfície (vestidos com túnicas brancas).

Em 1930, Guy Warren Ballard fundou a I AM Fundation, uma sociedade que pretendia seguir os Mestres Ascendentes da Grande Irmandade Branca. Atualmente, muitos grupos mais ou menos tradicionais reivindicam a originalidade de seus mestres ascencionados como: Bridge to Freedom (Ponte da Liberdade), Summit Lighthouse, Church Universal and Triumphant, Temple of The Presence e Hearts Center. LEMÚRIA WIKIPEDIA

A referência a "continentes perdidos" e grandes catástrofes planetárias é um dado presente nas tradições de muitos povos antigos. O Gênesis da Bíblia judaico-cristã, mesmo em linhas gerais, descreve um passado cósmico e geológico repleto de notáveis movimentos transformadores da face da Terra; o "Dilúvio" é o mais chamativo destes fenômenos mas a própria criação "em sete dias" se afigura como um processo complexo e longo de formação do ecossistema atual, processo chamadoterraforming (earthforming).

Os "Dilúvios" aparecem ainda entre os Sumérios e a epopéia Gilgamesh, da mitologia sumeriana, é considerada como fonte de onde deriva o texto do Gênesis hebreu. Também na Bíblia há personagens que contradizem a interpretação simplista de uma antropogênese que começa em um "Adão indivíduo". Os anjos e os gigantes são alguns desses personagens intrigantes; indicam que devem ter existido tipos diferentes humanóides antes do homem tal como é bioquímicamente configurado hoje.

Na tradição Maia também aparecem reminiscências que se referem a um continente no Pacífico, destruído por atividade vulcânica. Esta mesma lenda consta dos textos sâncritos chamados Rutas. A literatura Tamil fala de um reino mítico chamadoKumari Kandam, comparável à Lemúria, que submergiu. Ali ficava a cidade de Puhar. Dali eram originários os Drávidas, povo do sul da Índia.


TAMIL: Grupo étnico que vive no sul da Índia e no Sri Lanka que possui registros históricos de mais de dois mil anos. A "identidade Tamil" é essencialmente lingüística pois falam a "primeira linguagem" desde tempos imemoriais: o idioma tamil. São relacionados aos drávidas.


Em outra tradição, a hipótese reptiliana, a Lemúria, um continente submerso no Pacífico, foi o berço de uma raça de criaturas híbridas, répteis-humanos, os nagas ou dragons. É uma crença presente na cultura do Camboja, Austrália, Índia, povos pré-colombianos etc.. Esta foi uma raça que "pecou" pelo uso da magia negra. Para os intérpretes da mitologia, o termo "dragão" e "serpente", são usados de modo simbólico significando a grande sabedoria, o conhecimento avançado deste povo extinto cujas maravilhosas invenções foram lendariamente entendidas como "magia".

Para os teósofos estudiosos da Doutrina Secreta de H.P. Blavatsky, os lemurianos foram os "homens da terceira raça", gigantes e hermafroditas, mentalmente pouco desenvolvidos (e por isso também chamado "SEM-MENTE") e espiritualmente puros até a metade de seu ciclo de existência, quando seus descendentes começaram a nascer heterosexuais, homens e mulheres. Este foi o primeiro passo para um tipo de reprodução que iria se desenvolver dali por diante: a reprodução sexuada (os modos anteriores foram a EXUDAÇÃO e o BROTAMENTO). Este episódio é compreendido pelos ocultistas como a verdadeira "queda"; queda do ser humano na matéria.

Atlantes e Lemurianos foram contemporâneos somente por um tempo da história. Os Atlantes, homens da quarta raça, também foram gigantes, menos espiritualizados e mais materializados. Sobreviveram aos Lemurianos, que foram extintos com seus territórios, engolidos por uma catástrofe geológica que envolveu terremotos e erupções vulcânicas. Na época da extinção dos lemurianos a Atlântida era uma civilização florescente. O que restou de ambos os povos está perdido, soterrado por camadas de solo multimilenares ou submerso, sob as águas do Pacífico e do Atlântico.

O SIMBOLISMO DA SERPENTE

arqueoastronomia

O SIMBOLISMO DA SERPENTE
de William Henri (inglês)
tradução: (espanhol) - Adela Kaufman
tradução (português) por Carol Beck

A profecia maia diz que uma "escada" surgirá no centro da Via Láctea no ano de 2012; da escada "descerá" uma serpente, o deus Quetzalcoalt. Essa escada é uma imagem representativa de um fenômeno celeste, uma tentativa de explicar ou definir uma "abertura" que se forma no espaço por onde passam viajantes interestelares com destino à Terra. Em outras palavras, a escada é uma alegoria para os hoje conhecidos worm holes (buracos de minhoca). A serpente enrodilhada também pode ser interpretada da mesma maneira: seu corpo dobrado sobre si mesmo parece uma espiral. A serpente que morde a própria cauda é um antigo símbolo do infinito que, estilizado, assemelha-se a um "8" deitado - ; é o Leminiscato, figuração do Infinito.

Os Maias dizem que em 2012 um grande basilisco vai surgir no centro da nossa galáxia, a Via Láctea; virá para liquidar esta humanidade, para que os homens alcancem a iluminação. O pesquisador John Major Jenkins propôs que o termo arcaico "a grande serpente" representa um intercâmbio com termo científico moderno de "buraco de verme", "buraco de minhoca" ou, ainda, "porta estrelar" (worm hole) que uma formação cósmica semelhante a um túnel que une duas regiões do espaço. Se Jenkins estiver certo então a simbologia da serpente é mais um forte indício de que em remoto passado, a Terra foi visitada por seres de outro planeta.

Uma das principais razões dos detratores, que dizem que é impossível contato com civilizações extraterrestres, são as imensas distâncias que separam a Terra do planeta habitável mais próximo. O Dr.Carl Sagan era um deles; se há um milhão de civilizações tecnológicas viáveis em uma galáxia semelhante à Via Láctea, a uma distância aproximadamente de uns 300 anos luz - que é tempo que a luz viaja em um ano (um pouco menos de seis trilhões de milhas) - isto significa que o tempo de trânsito em sentido único de uma comunicação interestrelar para uma civilização mais próxima será de 300 anos.

Em seu livro Contato, sobre o primeiro contato com uma civilização extraterrestre, Sagan propõe uma porta estrelar ou buraco espiralado como uma maneira cientifica válida, enquanto hipótese, de uma "civilização tecnologicamente avançada" viajar para Terra. O Dr. Paul Davis, em artigo publicado na Scientific American, nota que há dois tipos possíveis de portais estrelares: aqueles que ocorrem naturalmente, que são conseqüências o Big Bang e os subatômicos que são abertos com aceleradores de partículas.

Na Índia, os Nagas são criaturas reptilianas, cobras
[ou dragões, na China] e simbolizam a Sabedoria.

Serpentes - Um símbolo que se repete em mitologias antigas é a Serpente. Zecharia Sitchin, especialista em escrita cuneiforme e que estuda hipótese da colonização da Terra por viajantes de outro planeta, identifica a serpente como um símbolo que remete ao mítico Nibiru, o mundo dos Anunaki, que teriam produzido a raça humana em laboratórios de genética, implantado os princípios da civilização entre suas criaturas (os homo sapiens) e, finalmente, teriam voltado para Nibiru deixando a expectativa de um retorno próximo entre os povos da Mesopotâmia de mais de cinco mil anos atrás.

René Guenon, místico francês diz que é a Espada Flamejante é uma porta em direção ao céu. Entre as páginas desses dois estudiosos podemos encontrar visões assombrosas. "Nibiru" (mais corretamente transcrita como "neberu") pode significar várias coisas e há várias histórias sobre a serpente emplumada dos Maias (e a espada flamejante da porta do Éden).

Para os sumérios Nibiru era um criador de vida. Era o "o criador dos grãos e das ervas que causa o crescimento da vegetação... quem abre os poços, proporcionando água em abundância" - o irrigador do céu e da terra". Nibiru era o A.SAR.U.LU.DU que significa " rei corpulento, alto, luminoso cuja luz é abundante". As pinturas mostram-no com um raio saindo do corpo, segundo Sitchin.

Os editores do Dicionário Assírio de Chicago (CAD), localizaram e compilaram todos os lugares em que aparece a palavra "nibiru" e formas relacionadas a essa palavra nas tábuas existentes. Uma olhada no CAD (volume N-2, p 145-147) nos diz imediatamente que a palavra tem uma variedade de significados, todos relacionados com a idéia de "cruzamento" ou sendo alguma classe ligada de "marcador de cruz" ou "ponto de cruz".

Entre os maias, a serpente, a escada e a espiral aparecem com freqüência com as formas estilizadas em totens e pirâmides. O deus e Salvador dos Maia , Quetzocoalt, é a Serpente Emplumada; emplumada porque associada aos pássaros; porque voa! Na Índia, os Nagas são criaturas reptilianas, cobras (ou dragões, na China) e simbolizam a Sabedoria.


A cruz é o símbolo do Deus supremo Annunaki, Anu, e Annu é o lugar no Egito onde o equinócio se cruza, também de Anit (Neith, Isis, Issa e Mary), quem trás o menino diante da cruz. A "idéia raiz" do grupo de palavras nibiru e suas formas quase sempre significa algo como "cruzando", "a porta".

"Permita a Nibiru ser o possuidor do cruzamento entre o céu e a terra" - diz um texto. No Épico de Gilgamesh, por exemplo, nós lemos a frase (repetida mais tarde por Jesus no Sermão da Montanha): "Preciso de um ponto de cruzamento (nibiru;uma entrada), e esse trecho é o caminho para ele."

"A Barca, o transporte"; "o meio de transporte";" "(el acto) de transportar" também são definições de Nibiru. Esta é a mesma definição de Makara. Quando se classificam os significados acumulados de Nibiru, podemos interpretar a palavra como referindo-se a uma "estrela, porta, ponto de cruzamento."

Nibiru é um Planeta Ponte, que conecta o material, o lado mortal da humanidade com a nossa mais alta natureza imortal e espiritual. O lugar oposto à Terra é o Jardim do Edén, com centenas de milhões de galáxias, similares com a nossa, e isso compreende o universo conhecido.

Os sumérios e babilônicos celebram a nave serpente como veiculo de EA (o Kronos/Saturno grego). Os sacerdotes de Lagash o conhecem como Ningirsu, "a nave querida"; "um veiculo celestial que sobe até o dique mais profundo". De resto a nave de EA, chamada de o barco-Magur e estimado como "Grande Barco do Céu", é uma das imagens mais representadas pela arte Mesopotâmica. Tão estreitamente está E.A.(Enki) conectado com este barco serpente do céu que ele aparece retratado no barco serpente.



Compare a imagem artística do barco serpente com a imagem egípcia do Livro dos Mortos. Ambos retratam o barco serpente navegado sobre outra serpente. Nos detalhes na ilustração do Livro dos Mortos vemos que a nave serpente (buraco vermifugado), na forma de uma dupla serpente, descansa sobre a montanha do mundo, a Colina Pristina, representada em primeira instância como um pilar de apoio, e em segunda instância uma coluna de água.

Caracterizado como o Escaravelho do Céu, o vôo mitológico dos degraus, a conexão entre a nave e a escada é palavra khet - egípcia que significa "degraus" e também "mastro da nave". "O Mastro da Nave" é o Escaravelho do Céu por que a própria nave é o condutor entre a Terra e o Céu.

A evidência pictórica se complementa com os textos que mostram o tema de uma nave girando, lembrando um cruzamento num círculo ao redor da proteção do pilar cósmico, a montanha do mundo. É o mito da garça cruzando as águas da vida na Barca ou a Arca de Milhões de anos. Em sua pintura mostrada, a garça senta em cima desta Arca - a nave serpente de duas cabeças - o escaravelho do céu. Duas garças sentam em cima dos degraus da Arca empoleiradas no pilar. Os quatro ventos de Hórus estão embaixo delas. Como podemos ver, o simbolismo sumério, egípcio e maia retratam o mesmo conceito. A nave serpente dos Deuses se transforma em um homem serpente barbado na terra.

O MISTÉRIO DA ILHA POHNPEI




realismo fantástico
O MISTÉRIO DA ILHA POHNPEI

por Andrea Faver-Kaiser, 1991
tradução (português) por Carol Beck


São 58 as ilhas que fazem parte do chamado "setor mortuário" das ruínas de Nan Madol. A maioria delas foi ocupada pelas residências dos sacerdotes Iniciados. Outras, serviam a propósitos bem específicos: a comida era preparada em Usennamw; as canoas, feitas em Dapahu; o óleo de coco, extraído em Peinering. As grandes sepulturas, caracterizadas por altas paredes, ficam nas ilhotas de Peinkitel, Nandauuwas, Karian e Lemenkou.

Em Pohnpei, ilha situada ao norte do oceano Pacífico, uma tradição antiga e fantástica repousa sob as águas do litoral e nas ilhotas-satélite, ilhas artificiais, feitas de rocha vulcânica, edificadas sobre bancos de coral. Na vista aérea, os terraços, quadrangulares, distinguem-se claramente nas imediações de um maciço rochoso principal. Ali, ruínas de uma cidade megalítica guarda segredos que os arqueólogos ainda não conseguiram desvendar.

Sob os mar do litoral da Ilha de Pohnpei (ou Ponape), no Oceano Pacífico, se esconde uma página da história da humanidade. Por esta razão, os Iniciados da Irmandade dos Tsamoro, dão a esta ilha este nome: "Sobre o segredo". Um lugar que parece esconder os mais fantásticos segredos. Em frente à costa, estão as ruínas enigmáticas da cidade aquática de Nan Matol, construída - não se quando nem por quem - com gigantescos blocos de basalto, sobre 91 ilhas artificiais.

Invadida pela mata e mangues, continua sendo para os nativos uma cidade proibida, onde - de acordo com sua tradição - a morte espreita quem fica depois que o sol se põe. Em 1939 apareceu na imprensa alemã uma notícia curiosa: mergulhadores japoneses haviam efetuado mergulhos na Ilha Carolina de Ponape (a antiga Pohnpei) a fim de explorar uma camada de destroços de platina. Não era uma formação natural coberta de coral; era um tesouro submarino. Notícias posteriores afirmam que na costa oriental de Pohnpei se encontram dispersadas, em uma ampla área, misteriosas construções cobertas pela floresta: um sistema de canais, muros ciclópicos, ruínas de fortificações, ruínas de palácios.



Uma Cidade Submersa

Muito antes da Primeira Guerra - explicarão os nativos - coletores de pérolas e comerciantes japoneses sondaram clandestinamente o fundo do mar. Os mergulhadores regressaram com narrações fabulosas: ali embaixo podiam se encontrar, ruas totalmente conservadas, recobertas por moluscos, colônias de coral e outros habitantes marinhos. Desconcertante havia sido, segundo eles, a visão de numerosas abóbadas de pedra, colunas e monolitos.

Esta misteriosa cidade submersa guarda tesouros concretos que podemos chamar de panteon dos nobres do lugar pois suas múmias se encontram ali. Mas o assombroso é que cada uma dessas múmias estaria encerrada em sarcófagos de platina. Foram estes sarcófagos que - na época da dominação japonesa, entre as duas guerras mundiais - os mergulhadores japoneses os haviam localizado. De acordo com testemunhas, os mergulhadores iam extrair a platina das relíquias contudo eles não voltaram mais a partir daquele momento. Desapareceram sem deixar rastro, levando consigo seu moderno equipamento de mergulho e de trabalho: nunca mais foram vistos.



Seus antepassados aplicam tecnologias mágicas

O principal enigma que se apresenta são as ruínas de Nan Matol. Com respeito a elas a arqueologia oficial reconhece abertamente seu desconhecimento absoluto sobre a finalidade das mais impressionantes ruínas do Oceano Pacífico; e além do mais é a única cidade em ruínas que se pode visitar nos 166 milhões km² do leito daquele do oceano. Existe um foco mágico, oculto na abrupta espessura de floresta de Salapwuk, nas altas montanhas do reino de Kiti, em sudoeste de Pohnpei. Ali e em outros pontos da ilha, na memória dos pohnpeyanos, continua perpetuada a recordação dos gigantes, de pessoas que sabiam voar, de uma raça dotada de assombrosos poderes mágicos que permitiam transporte aéreo de grandes blocos de pedra. A recordação clara de uma conexão entre a mítica universal e a realidade fantasticamente possível, na antiguidade e nos dias atuais.


Uma rede de canais estabelece a comunicação entre as ilhotas artificiais de Nal Madol; paredões de pedra funcionam como represas que contêm a violência das ondas do Pacífico. Na ilha mortuária de Nandauwas, segundo a lenda, encontra-se a tumba de um herói local chamado Isokelekel (acima/esq.).



Origens

Pensile Lawrence, um dos transmissores vivos da história esotérica de Pohnpei, relata a tradição:

Nove casais - nove homens e nove mulheres - entram numa canoa e lançaram-se em alto mar, buscando uma terra nova para se estabelecer. Pensando nisto eles toparam com o polvo fêmea de nome Letakika, que averiguou o motivo de sua viagem e lhes indicou um lugar no oceano em que havia uma rocha surgindo em cima das ondas. O casal prosseguiu seu caminho e acharam a rocha. Sobre ela começaram a construir uma ilha. Quando ficou pronta, um casal ali fixou sua moradia; depois disso os outros casais continuaram seu caminho e, sucessivamente, construíram ilhas até que os nove casais ocuparam nove ilhas. O nome do homem não tinha importância, não tinha nome. Quem tinha nome era a mulher, que se chamava Lemueto. Lemueto é a primeira mulher de Pohnpei cujo povoamento se deu através de um matriarcado.

O relato é claramente alegórico. O número nove aparece como um signo representativo de nascimento. Os casais e canoa, ou nave também são imagens recorrentes, que aparecem em mitologias de diferentes povos, em todo o mundo. A nave-canoa remete ao bíblico "dilúvio de Nóe". Os casais micronésios de Pohnpei também levavam alimentos e sementes para cultivar na "nova terra". A lembrança dessa simbologia durou muitas eras. A cada nove meses, os antigos ilhéus costumavam se reunir em Salapwyk (uma das ilhotas) que, segundo a tradição, foi a primeira ilha "edificada", onde se localiza a "pedra fundamental" de Pohnpei. É o principal lugar de culto onde os "inicados" realizam suas cerimônias, rigorosamente vetadas para estranhos.

Iniciados

Como muitos outros povos indígenas, os ilhéus de Pohnpei também têm uma lenda sobre um instrutor divino, que transmitiu aos antepassados uma série de conhecimentos práticos, da agricultura à magia. Esses instrutores são ali chamados de Sau Rakim e preservavam seus segredos sob compromisso de pena de morte para aquele que violasse o silêncio. Esses instrutores conheciam as antigas histórias de Pohnpei. Quando morriam, começava a chover, a relampejar e trovejar.

Os Sau Rakim eram os iniciados mais graduados. Abaixo deles estavam os membros da sociedade secreta dos Tsamoro. Os chefes de tribo eram, automaticamente, membros dessa sociedade; outros, não-chefes, para entrar na sociedade passavam anos sendo submetidos a provas antes da admissão. Entre as provas, era preciso dominar a língua da sociedade, diferente da língua do povo. Chamada argot, esta língua é considerada por alguns estudioso como a "língua dos argonautas" (míticos navegantes e heróis gregos. Uma vez por ano, durante quatro dias, os Tsamoro se reuniam em um local sagrado, rodeado de muros de pedra. Durante essas reuniões, era consumido o sakau, bebida sagrada dos "seres superiores". A sede dosTsamoro localizava-se nas matas dos montes de Salapwuk.



Pai Extraterrestre e Mãe Terrestre

A conexão celestial dos pohnpeyanos começou com um homem chamado Kanekin Zapatan, descido das alturas, de um lugar desconhecido, a Ponhpei, acompanhado de um grupo de pessoas que sabiam voar. Kanekin Zapatan se casa com uma filha de um chefe nativo. Teremos assim um homem que desceu do céu que se casa com mulher terrestre. (Situação semelhante à "queda dos anjos" narrada no Gênesis bíblico: os anjos "enamoraram-se" das filhas dos homens.) Depois disso, Zapatan se junta aos seus companheiros levantando vôo. Acompanha-o também sua mulher e literalmente disse a tradição: "Meticulosa, a mulher em seu cabelo e ao redor ajusta o nó".

Cabia naquela época remota melhor indicação para a colocação de um capacete? Indispensável para voar? Logo após a filha do nativo, no trajeto, dá a luz um filho distinto; dotado de grandes poderes mágicos. Este menino se chamava Luk, que deixam na terra entretanto eles prosseguem vôo. Mais adiante Luk acende uma fogueira, o fumo sob um tambor, e sobe ao céu, imagem esta que pode equiparar-se a decolagem de um foguete portador de uma cápsula tripulada. Ao reencontrar-se com seus pais se recorda que "me geraram na terra". A narração também afirma que "sabia andar sobre o mar".



Dominando a Técnica do Vôo

"Naquela época - comenta Masao - a raça dos homens era diferente. Eram mais dotados, capazes de transformar a pedra e de efetuar trabalhos muito difíceis na mesma, porém essa gente habilidosa não existe mais em Pohnpei. Hoje não somos como as pessoas de antes que possuíam poderes mágicos e eram fortes."

Um curioso invento aparece nos relatos de tempos antigos, os sacos voadores. Se trata de veículos voadores de grande mobilidade com capacidade para um só tripulante. Também existem narrações que se referem a combates entre vários sacos voadores. Em relação a este tema perguntas perduram em eterna dúvida: Homens voadores? Não. Não propriamente, mas também penetravam em grandes pássaros, pronunciavam palavras mágicas, o pássaro se levantava e voava céu afora. Construíam pássaros voadores com árvores."



Dois Irmãos com Poderes Mágicos

Para começar a decifrar o enigma da cidade morta de Nan Matol é preciso contar a história de Olosipe e Olosaupa (outra mitologia recorrente: Castor e Pólux, na Grécia; os deuses gêmeos pré-colombianos). Com eles começa o mistério da cidade de Nan Matol. A única recordação ancestral que os nativos conservam sobre a construção da cidade que se refere a sua origem é a atuação desses dois personagens. Nada se sabe de onde vieram; chegaram em uma nuvem, na parte norte da ilha. Eram construtores, engenheiros, arquitetos extraordinariamente inteligentes e dotados de poderes mágicos. Foram sarcedotes e instrutores que ensinaram os princípios da cultura e da civilização aos phnopeyanos.

Chegaram a Pohnpei para construir um santuário consagrado a um protetor da terra e do mar: a enguia, desde então animal totêmico por excelência em Pohnpei. Para o pohnpeyano, o corpo da enguia é habitado por uma divindade. Como a serpente para os aborígines da Australianos e para os povos meso-americanos, entre outros. E porque em Pohnpei não aparece a figura da serpente, cobrando vigor, e em seu lugar, o da enguia? Pois que é o único animal nativo da região que pode se assimilar a uma imagem de uma serpente; por uma simples razão: na pequena ilha não existem serpentes. Voltamos ao propósito de Olisipe e Olisaupa: erguer um santuário para a serpente sagrada. Sendo a enguia uma cobra aquática, o santuário devia se erguer em um lugar que reunisse mar e terra: o recife de coral que rodeia a ilha, fundação natural de Nan Matol.