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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Reencarnação no Catolicismo

Agostinho, o Santo Agostinho dos Católicos (354 - 430 D.C)

  • Em sua autobiografia "Confissões", 1:6, faz esta pergunta: "Não terei eu vivido em outro corpo, em alguma outra parte, antes de entrar no útero de minha mãe?"  

  • É dele também a assertiva contida na mesma Obra: "Dizei-me, eu vo-lo suplico, ó Deus, misericordioso para comigo, que sou miserável, dizei se a minha infância sucedeu a outra idade já morta, ou se tal idade foi a que levei no seio de minha mãe? (...) E antes desse tempo, quem era eu, minha doçura, meu Deus? Existi, porventura, em qualquer parte? Era Eu, por acaso, alguém?"

http://www.geocities.com/jeffersonhpbr/evan-catolic-espirit.html

A reencarnação sempre foi proclamada pelas culturas religiosas orientais, mesmo antes do Cristianismo. O próprio Cristo falava abertamente da reencarnação, consoante se vê, por exemplo, em Mateus 11:14. Infelizmente, de um modo geral, sempre a verdade, principalmente a religiosa, esteve submetida a caprichos e interesses humanos, muitos destes justificados pela vaidade ou pelo jogo político de poder.

          Assim, Teodora, esposa do imperador Justiniano, escravocrata desumana e muito preconceituosa, temia que pudesse reencarnar como negra e escrava, por isso pressiona o papa Virgílio, que ascendera ao pontificado pela intervenção do general Belisário, a fim de que fosse excluído o princípio da reencarnação no Catolicismo.

            Era, então, meado do século VI, no ano de 553, quando o segundo Concílio de Constantinopla, atual Istambul, na Turquia, em decisão política, para agradar o Império Bizantino, resolveu abolir tal certeza, cientificamente justificada, substituindo-a pela palavra ressurreição, que ataca toda ordem natural do processo da vida neste planeta.

            A Igreja de Roma rejeita todo o pensamento de Orígenes de Alexandria, um dos maiores teólogos de todos os tempos, e execra nessa assembléia dos bispos o princípio dareencarnação.

José Medrado - medrado@cidadedaluz.com.br

http://www.panoramaespirita.com.br/artigos/artigos_04.html

        A doutrina das vidas sucessivas, que foi também doutrina de Platão e da Escola de Alexandria, impregnava inteiramente o Cristianismo primitivo. Todas as correntes do pensamento oriental se reuniam para inocular em a religião que surgia uma vida nova e ardente. Nessas fontes bebiam os cristãos mais ilustres os elementos da sua ciência e do seu gênio. Orígenes, Clemente, a maior parte dos padres gregos ensinavam a pluralidade das existências da alma. Ainda no século IV São Jerônimo, na sua controvérsia com Vigilantius, reconhecia que a crença nas vidas sucessivas era a da maioria dos cristãos do seu tempo.Origenes, sobre esse ponto de doutrina, não foi condenado pela Igreja, como o supôe o padre Coubé. O Concilio de Calcedônia e o quinto de Constantinopla rejeitaram, não a crença na pluralidade das vidas da alma, mas simplesmente a opinião de Origenes de que...

  • a união do espírito com o corpo é sempre uma punição (Ver: Expiação)
  • e a de que a alma viveu primeiro no estado angélico.

        Este ilustre pensador, que São Jerônimo considerava como «o maior dos cristãos depois dos Apóstolos», não levava muito em conta a lei de educação e de evolução dos seres.
        Na realidade, a Igreja nunca se pronunciou sobre a questão das existências sucessivas, que continua aberta às possibilidades do futuro. Em todas as épocas, membros eminentes do clero católico adotaram essa crença e a afirmaram publicamente.
        No século décimo quinto, o cardeal Nicolau de Ousa sustentou, em pleno Vaticano, a teoria da pluralidade das existências da alma e a dos mundos habitados, não só com o assentimento, mas com os aplausos sucessivos de dois papas: Eugénio IV e Nicolau V.
        Eis aqui outros testemunhos mais recentes:

  • Em 1843, no seu mandamento, monsenhor de Montal, bispo de Chartres, falava nestes termos da preexistência e das reencarnações: «Pois que não é defeso crer na preexistência das almas, quem pode saber o que se terá passado, nas idades longínquas, entre Inteligências?»

  • G. Calderone, diretor da «Filosofia della Scienza», de Palermo, que abriu um largo inquérito sobre as idéias dos nossos contemporâneos acerca da reencarnação, publicou algumas cartas trocadas entre monsenhor L. Passavalli, arcebispo vigário da basílica de S. Pedro, em Roma, e o Sr. Tancredi Canonico, senador do Reino, Guarda dos Selos, presidente da Suprema Corte de Cassação da Itália e católico convencido.

        Citemos duas passagens de uma carta de monsenhor Passavalli:

  • «De meu espírito desapareceram para sempre as dificuldades que me perturbavam quando Estanislau, «de santa memória» (monsenhor Estanislau Fialokwsky, morto em Cracóvia a 18 de janeiro de 1885), a cujo espirito atribuo em grande parte esta nova luz que me ilumina, me anunciava pela primeira vez — a doutrina da pluralidade das vidas do homem. Sintome feliz por haver podido verificar o efeito salutar dessa verdade sobre a alma de meu irmao.»
  • «Parece-me que se fosse possível propagar a idéia da pluralidade das existéncias da alma, quer neste mundo, quer no outro, como meio de realizar a expiação e a purificação_do_homem, com o objetivo de torná-lo finalmente digno de si e da vida imortal dos céus, já se teria dado um grande passo, pois isso bastaria para resolver os problemas mais intrincados e mais árduos que atualmente agitam as inteligências humanas. Quanto mais penso nessa verdade, mais ela se me mostra grande e fecunda de conseqüências práticas para a religião e para a sociedade.» (a) Luís, arcebispo.

    Da correspondência inédita de T. Canonico, publicada ultimamente em Turim, resulta que ele próprio fora iniciado na crença da reencarnação por Towiansky, escritor católico muito conhecido. Numa extensa carta, que traz a data de 30 de dezembro de 1884, ele expõe as razões pelas quais acha que essa crença nada tem de contrária à Religião_Católica, apoiando-se em muitas citações das Santas Escrituras. (*)

(*) Ver Annales des Sciences Psychiques, setembro de 1912.

 - Léon Denis

A Reencarnação nos Primeiros Séculos do Cristianismo:

...A doutrina da reencarnação é uma constante em Orígines, como o fora anteriormente para Pitágoras, Sócrates, e toda a tradição órifca grega até Plotino.

Orígene tinha consciência de indícios desta doutrina no próprio evangelho, como em:

  • Lucas 1:13-17;

  • Mateus 17:9-13

  • e em João, 3:1-15.

        Igualmente, com os mistérios gregos, admitia que nosso universo é constituído por uma série de habitados, onde a alma se aperfeiçoa (isto séculos antes de Giordano Bruno e de Kardec). Diz-nos Orígines: "Deus não começou a agir pela primeira vez quando criou este nosso mundo visível. Acreditamos que (...) antes deste houve muitos outros". Tal concepção nos lembra, e muito, a concepção de Pierre Teilhard Chardin. Orígines, como Chardin, acredita que tudo no universo tende a voltar a Deus, o ponto ômega. Todos os espíritos se purificarão em sua marcha progressivapela eternidade em direção a Deus, uma marcha longa e gradual, de correção e expiação, passando, portanto, por inúmeras reencarnações neste e em outros mundos! (Reale & Antiseri, 1990). DizOrígines: "Devemos crer que (...) todas as coisas serão reintegradas em Deus (...). Isso, porém, não acontecerá num momento, mas lenta e gradualmente, através de infinitos séculos, já que a correção e a purificação advirão pouco a pouco e singularmente: enquanto alguns com ritmo mais veloz se apressarão como primeiros na meta, outros os seguirão de perto e outros ainda ficarão muito para trás. E assim, através de inumeráveis ordens (...)"

Um pai da Igreja que acreditava na Reencarnação - Orígenes

http://geocities.yahoo.com.br/carlos.guimaraes/origenes.html

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