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domingo, 27 de novembro de 2011

JÁ OUVIU FALAR DE APOLÔNIO DE TIANA? - NÃO? ENTÃO FICARÁS ADMIRADO!

apolonio-de-tianaApolônio de Tiana

Revista Espírita, outubro de 1862

A exceção dos eruditos, Apolônio de Tiana não é quase conhecido de nome, e ainda seu nome não é popular, por falta de uma história à altura de todos. Dele não existia senão algumas traduções, elas mesmas feitas sobre uma traduçãoo.latina e de um formato incômodo. Deve-se, pois, estar contente com o sábio helenista que vem de pô-lo à luz por uma tradução conscienciosa feita sobre o texto grego original, e aos editores terem, com essa publicação, preenchido uma lacuna lamentável (1-1- Apolônio de Tiana, sua vida, suas viagens, seus prodígios; por Rlostrato, Nova tradução feita sobre o texto grego, pelo Sr. CHASANG, mestre das conferências na Escola normal. -1 vol. in-12 de 500 páginas. Preço, 3 fr 50; casa dos Srs. Didier e Cia., editores, cais do Augustin, 35, em Paris.).

Não há datas precisas sobre a vida de Apolônio. Segundo certos cálculos, teria nascido dois ou três anos antes de Jesus Cristo, e morrido aos noventa e seis anos pelo fim do primeiro século. Nasceu em Tiana, vila grega de Cappadoce, na Ásia Menor. Em boa hora fez prova de uma grande memória, de uma inteligência notável e mostrou um grande ardor pelo estudo. De todas as filosofias que estudou, adotou a de Pitágoras, da qual seguiu rigorosamente os preceitos até a sua morte. Seu pai, um dos mais ricos cidadãos de Tiana, deixou-lhe uma fortuna considerável que ele partilhou entre seus parentes, não se reservando senão uma pequena parte, porque, dizia ele, o sábio deve saber se contentar com pouco. Ele viajou muito para se instruir; percorreu a Assíria, a Cítia, a índia, onde visitou os Bramanes, o Egito, a Grécia, a Itália e a Espanha, ensinando por toda a parte a sabedoria; por toda a parte, querido pela doçura de seu caráter, honrado por suas virtudes e recrutando numerosos discípulos que se apressavam sobre seus passos para ouvi-lo, e dos quais vários o seguiram em suas viagens. Um deles, no entanto, Eufrates, invejoso de sua superioridade e de seu crédito, tornou-se seu detrator e seu inimigo mortal, e não cessou de derramar a calúnia sobre ele para perdê-lo, mas não resultou senão em aviltar a si mesmo; Apolônio com isso jamais se perturbou, e longe de conceber contra ele algum ressentimento, lamentava-o pela sua fraqueza e procurava sempre restituir-lhe o bem para o mal. Damis, ao contrário, jovem Assírio que conheceu em Nínive, ligou-se a ele com uma fidelidade à toda prova, foi o companheiro assíduo de suas viagens, o depositário de sua filosofia, e deixou, sobre ele, a maioria dos conhecimentos que possuímos.

O nome de Apolônio de Tiana se encontra misturado ao de todos os personagens legendários que a imaginação dos homens está pronta a enfeitar com os atrativos do maravilhoso. Qualquer que seja o exagero dos fatos que se lhe atribuem, fica evidente que, ao lado das fábulas, encontra-se um fundo de verdades mais ou menos desnaturadas. Ninguém seguramente saberia pôr em dúvida a existência de Apolônio de Tiana; o que é igualmente certo é que deve ter feito coisas notáveis, sem o que não se teria dele falado. Para que a imperatriz Júlia Domna, mulher de Sétimo-Severo, haja pedido a Filostrato para escrever a sua vida, seria preciso, necessariamente, que houvesse feito falar dele, porque não é provável que ela haja encomendado um romance sobre um homem imaginário ou obscuro. Que Filostrato haja ampliado os fatos, ou que os haja encontrado ampliados, isto é provável e mesmo certo para alguns pelo menos, que estão fora de toda probabilidade; mas o que não é menos certo, é que retirou o fundo de sua relação nos relatos quase contemporâneos e que deviam ter bastante notoriedade para merecerem a atenção da imperatriz. A dificuldade, algumas vezes, é de distinguir a fábula da verdade; neste caso há pessoas que acham mais simples tudo negar.

Os personagens dessa natureza são muito diversamente apreciados; cada um os julga no ponto de vista de suas opiniões, de suas crenças e mesmo de seus interesses. Apolônio de Tiana devia, mais que qualquer outro., dar matéria à controvérsia, pela época em que vivia, e pela natureza de suas faculdades. Atribuíam-lhe, entre outras coisas, o dom de curar, a presciência, a visão à distância, o poder de ler no pensamento, de expulsar demônios, de se transportar, instantaneamente de um lugar para um outro, etc. Poucos filósofos gozaram de maior popularidade quando vivos. Seu prestígio era ainda aumentado pela austeridade de seus costumes, sua doçura, sua simplicidade, seu desinteresse, seu caráter benevolente e sua reputação de sabedoria. O paganismo lançava, então, seus últimos clarões, e se batia contra a invasão do cristianismo nascente: quis dele fazer um deus. As idéias cristãs se misturando com as idéias pagas, alguns dele fizeram um santo; os menos fanáticos não viram nele senão um filósofo; é a opinião mais razoável, e é o único título que ele jamais tomou, porque se defendeu de ser filho de Júpiter, como alguns o pretendiam. Embora contemporâneo do Cristo, não parece dele ter ouvido falar, porque, em sua vida, não faz nenhuma alusão ao que se passava então na Judéia.

Entre os cristãos que o julgaram depois, uns o declararam patife e impostor; outros, não podendo negar os fatos, pretenderam que ele não operava prodígios senão pela assistência do demônio, sem pensar que era confessar esses mesmos prodígios, e fazer de Satã o rival de Deus, pela dificuldade de se distinguirem os prodígios divinos dos prodígios diabólicos. Foram as duas opiniões que prevaleceram na Igreja.

O autor dessa tradução manteve-se numa sábia neutralidade; não esposou nenhuma versão, e, para colocar cada um em condições de apreciar todas, indica com cuidado escrupuloso todas as fontes de onde pôde haurir, deixando cada um livre para tirar, da comparação dos argumentos pró ou contra, tal conseqüência que julgará a propósito, limitando em fazer uma tradução fiel e conscienciosa.

Os fenômenos espíritas, magnéticos e sonambúlicos vêm hoje lançar uma luz toda nova sobre os fatos atribuídos a esse personagem, demonstrando a possibilidade de certos efeitos relegados, até este dia, ao domínio fantástico do maravilhoso, e permitindo-lhes fazer a parte do possível e do impossível.

E primeiro, o que é o maravilhoso? O ceticismo responde: é tudo o que, estando fora das leis da Natureza, é impossível; depois acrescenta: Se os relatos antigos são férteis em fatos desse gênero, isso se prende ao amor do homem pelo maravilhoso. Mas de onde vem esse amor? É o que ele não diz, e é o que vamos tentar explicar; isto não será inútil ao nosso assunto.

O que o homem chama de maravilhoso, o transporta pelo pensamento além dos limites do conhecido, e é aspiração íntima para uma ordem de coisas melhores que lhe faz procurar com avidez o que pode a ela ligá-lo e dar dela uma idéia. Esta aspiração lhe vem da intuição que ele tem de que certa ordem de coisas deve existir; não a encontrando sobre a Terra, procura-a na esfera do desconhecido. Mas esta própria aspiração não é indício providencial de que há alguma coisa, além da vida corpórea? Ela não é dada senão ao homem, porque os animais, que nada esperam, não procuram o maravilhoso. O homem compreende intuitivamente que há, fora do mundo visível, um poder do qual se faz uma idéia mais ou menos justa segundo o desenvolvimento de sua inteligência, e muito naturalmente vê a ação direta desse poder em todos os fenômenos que ele não compreende; também uma multidão de fatos passavam outrora por maravilhosos, que, hoje perfeitamente explicados, entraram no domínio das leis naturais. Disso resulta que todos os homens que possuem faculdades ou conhecimentos superiores ao vulgo passam por ter uma porção desse poder invisível, ou ter dele seu poder; foram chamados mágicos ou feiticeiros. A opinião da Igreja tendo feito prevalecer que esse poder não podia provir senão do Espírito do mau, quando se exercia fora de seu seio, nos tempos de barbárie e de ignorância, queimavam-se os pretensos mágicos ou feiticeiros; o progresso da ciência tomou seu lugar na Humanidade.

Onde encontrais, dizem os incrédulos, mais relatos maravilhosos? Não é na antigüidade, nos povos selvagens, nas classes menos esclarecidas? Não é uma prova de que são o produto da superstição, filha da ignorância? Da ignorância, é incontestável, e isto por uma razão muito simples. Os antigos, que sabiam menos do que nós, não eram menos tocados pelos mesmos fenômenos; conhecendo menos causas verdadeiras, procuravam as causas sobrenaturais para as coisas mais naturais, e, com a ajuda da imaginação, secundada pelo medo de um lado, do outro pelo gênio poético, aumentavam acima dos contos fantásticos amplificados pelo gosto da alegoria particular aos povos do Oriente. Prometeu arrancando o fogo do céu que o consumia, devia passar por um ser sobre-humano punido por sua temeridade, por ter impiedade sobre os direitos de Júpiter; Franklin, o Prometeu moderno, é para nós simplesmente um sábio. Montgolfier, elevando-se nos ares teria sido, nos tempos mitológicos, um ícaro; que teria sido, pois, o Sr. Poitevin se elevando sobre um cavalo?

Tendo a ciência feito reentrar uma multidão de fatos na ordem natural, reduziu muito os fatos maravilhosos. Mas explicou tudo? Conhece todas as leis que regem os mundos? Não tem nada mais a aprender? Cada dia dá um desmentido a essa orgulhosa pretensão. Não tendo, pois, pesquisado todos os segredos de Deus, disso resulta que muitos fatos antigos estão ainda inexplicados; ora, não admitindo como possível o que ela não compreende, acha mais simples chamá-los maravilhosos, fantásticos, quer dizer, inadmissíveis para a razão; aos seus olhos todos os homens que são considerados tê-los produzidos, são mitos ou impostores, e diante desse decreto, Apolônio de Tiana não podia encontrar graça. Ei-lo, pois, condenado pela Igreja, que admite fatos, como um subordinado de Satã, e pelos sábios que não os admitem, como um hábil malabarista.

A lei de gravitação universal abriu um novo caminho para a ciência, e deu conta de uma multidão de fenômenos sobre os quais se construíram teorias absurdas; a lei das afinidades moleculares veio lhe dar um novo passo; a descoberta de um mundo microscópico abriu-lhe novos horizontes; a eletricidade, a seu turno, veio revelar-lhe uma nova força que ela não supunha; a cada uma dessas descobertas, viram-se resolver muitas dificuldades, muitos problemas, muitos mistérios incompreendidos ou falsamente interpretados; mas quantas coisas restam ainda a esclarecer? Não se pode admitir a descoberta de uma nova lei, de uma nova força vindo lançar luz sobre sobre os pontos ainda obscuros? Pois bem! é uma nova força que o Espiritismo vem revelar, e essa força, é a ação do mundo invisível sobre o mundo visível. Mostrando nesta ação uma lei natural, recua ainda os limites do maravilhoso e do sobrenatural, porque explica uma multidão de coisas que pareciam inexplicáveis, como outras pareciam inexplicáveis antes da descoberta da eletricidade.

O Espiritismo limita-se a admitir o mundo invisível como hipótese e como meio de explicação? Não, porque isso seria explicar o desconhecido pelo desconhecido; ele prova a sua existência por fatos patentes, irrecusáveis, como o microscópio provou a existência do mundo dos infinitamente pequenos. Estando, pois, demonstrado que o mundo invisível nos rodeia, que esse mundo é essencialmente inteligente, uma vez que se compõe das almas dos homens que viveram, concebe-se facilmente que ele possa desempenhar um papel ativo no mundo visível, e produzir fenômenos de uma ordem particular. São esses fenômenos que a ciência, não podendo explicar pelas leis conhecidas, chama de maravilhosos. Esses fenômenos, sendo uma lei da Natureza, deveram se produzir em todos os tempos; ora, como repousa sobre a ação de uma força fora da Humanidade, e que todas as religiões têm por princípio a homenagem prestada a essa força, eles serviram de base a todas as religiões; eis porque nos relatos antigos, do mesmo modo que todas as teogonias, formigam alusões e alegorias concernentes às relações do mundo invisível com o mundo visível, e que são ininteligíveis se não se conhecem essas relações; querer explicá-las sem isso, é querer explicar os fenômenos elétricos sem a eletricidade. Esta lei é uma chave que vai abrir a maioria dos santuários misteriosos da antigüidade; uma vez reconhecida, os historiadores, os arqueólogos, os filósofos, vão ver se desenrolar, diante deles, um horizonte inteiramente novo, e a luz se fará sobre os pontos mais obscuros.

Se esta lei ainda encontra oposição, ela tem isso de comum com tudo que é novo; isto se prende, além disso, ao Espírito materialista que domina nossa época, e em segundo lugar porque se faz, do mundo invisível, uma idéia de tal modo falsa, que a incredulidade lhe é a conseqüência. O Espiritismo não só lhe demonstra a existência, mas apresenta-o sob um aspecto de tal modo lógico que a dúvida não tem mais razão de ser naquele que se dá ao trabalho de estudá-lo conscienciosamente.

Não pedimos, no entanto, aos sábios crerem; mas como o Espiritismo é uma filosofia que toma um lugar amplo no mundo, a esse título, fosse ele um sonho oco, ela merece exame, não fosse senão para saber o que ela diz. Não lhes pedimos senão uma coisa, é de estudá-la, mas de estudá-la a fundo, para não lhe fazer dizer o que ela não diz; depois, então, que creiam ou que não creiam, com a ajuda dessa alavanca, tomada como simples hipótese, que tentem resolver os milhares de problemas históricos, arqueológicos, antropológicos, teológicos, psicológicos, morais, sociais, etc., diante dos quais fracassaram, e disso verão o resultado. Não lhes pedir a fé, isso não é muito exigir.

Voltemos a Apolônio, Os Antigos conheciam incontestavelmente o magnetismo: disso se encontra a prova em certas pinturas egípcias; conheciam igualmente o sonambulismo e a segunda vista, uma vez que são fenômenos naturais psicológicos; conheciam as diferentes categorias de Espíritos, que chamavam deuses, e suas relações como os homens; os médiuns curadores, videntes, falantes, audientes, inspirados, etc., deveram se produzir entre eles como em nosso tempo, como se vêem numerosos exemplos entre os Árabes; com a ajuda desses dados e do conhecimento das propriedades do perispírito, envoltório corporal fluídico dos Espíritos, pode-se perfeitamente se dar conta de vários fatos atribuídos a Apolônio de Tiana, sem haver recorrido à magia, à feitiçaria nem ao malabarismo. Dizemos de vários, porque os há dos quais o próprio Espiritismo demonstra a impossibilidade; é nisso que ele serve para fazer a parte da verdade e do erro. Deixamos àqueles que terão feito um estudo sério e completo desta ciência, o cuidado de estabelecer a distinção do possível e do impossível, o que lhes será fácil.

Consideremos, agora, Apolônio sob um outro ponto de vista. Ao lado do médium que dele fazia, naquele tempo, um ser quase sobrenatural, havia nele o filósofo, o sábio. Sua filosofia exalava doçura de seus costumes e de seu caráter, de sua simplicidade em todas as coisas. Pode-se julgá-lo por algumas de suas máximas.

Tendo feito censuras aos Lacedemônios degenerados e efeminados, e tendo estes aproveitado seus conselhos, ele escreveu aos Eforos: "Apolônio aos Éforos, saúde. Os verdadeiros homens não devem cometer faltas; mas não cabe senão aos homens de coração, se cometem faltas, reconhecê-las."

Os Lacedemônios, tendo recebido uma carta de censura do imperador, estando indecisos em saberem se deveriam conjurar sua cólera ou lhe responder com altivez, consultaram Apolônio sobre a forma de sua resposta; este veio à assembléia e não disse senão estas palavras: "Se Palamédio inventou a escrita, não foi somente para que se pudesse escrever, mas a fim de que se saiba quando não é preciso escrever."

Telesino, cônsul romano, interrogando Apolônio, lhe perguntou: "Quando vos aproximais dos altares, qual é a vossa prece? - Peço aos deuses que reine a justiça, que as leis sejam respeitadas, que os sábios sejam pobres, que os outros se enriqueçam, mas por caminhos honestos. - Quê! quando pedis tantas coisas pensais estar satisfeito? - Sem dúvida, porque peço tudo isto em uma só palavra: e, me aproximando dos altares, digo: "Ó deuses! dai-me o que me é devido." Se estou entre os justos, obterei mais do que não disse; se, ao contrário, os deuses me colocam no número dos maus, punir-me-ão, e não poderei fazer censuras aos deuses e, não sendo bom, sou punido."

Vespasiano, conversando com Apolônio sobre a maneira de governar quando fosse imperador, lhe disse: 'Vendo o império aviltado pelos tiranos que acabo de vos nomear, quis tomar vosso conselho sobre a maneira de reabilitá-lo na estima dos homens. -Um dia, disse Apolônio, um tocador de flauta, dos mais hábeis, enviou um de seus alunos entre os piores tocadores de flauta para lhes ensinar como não é preciso tocar. Sabeis, agora, Vespasiano, como não é preciso reinar: vossos predecessores vo-lo ensinaram. Reflitamos agora na maneira de reinar bem."

Estando preso em Roma, sob Domiciano, fez aos prisioneiros um discurso para chamá-los à coragem e à resignação, e lhes disse: "Todos, enquanto somos, estamos na prisão durante a duração do que se chama a vida. Nossa alma, ligada a esse corpo perecível, sofre males numerosos, e é escrava de todas as necessidades de sua condição de homem."

Em sua prisão, respondendo a um emissário de Domiciano, que o convidava a acusar Nerva para obter a sua liberdade, ele disse: "Meu amigo, se fui posto a ferros por ter dito a verdade a Domiciano, o que me aconteceria por ter mentido? O imperador crê que é a franqueza que merece os ferros, e eu creio que é a mentira."

Em uma carta a Eufrates: "Perguntei aos ricos se eles não tinham inquietações. "Como não as teríamos? me disseram. - "E de onde vêm vossas inquietações?-De nossas riquezas." Eufrates, eu vos lamento, porque vindes de vos enriquecer."

Ao mesmo: "Os homens mais sábios são os mais breves em seu discurso. Se os tagarelas sofressem o que fazem os outros sofrerem, não falariam tanto."

Outra a Criton: "Pitágoras disse que a medicina é a mais divina das artes. Se a medicina é a arte mais divina, é preciso que o médico se ocupe da alma ao mesmo tempo que do corpo. Como um ser estaria sadio, quando a parte mais importante de si mesmo estiver doente?"

Outra aos platônicos: "Se oferecem dinheiro a Apolônio, que se lhe pareça estimável, não terá dificuldades em aceitá-lo, por pouco que dele tenha necessidade. Mas um salário para que ele ensine, jamais, mesmo na necessidade, ele não o aceitará."

Outra a Valério: "Ninguém morre, se isso não é em aparência, do mesmo modo que ninguém nasce, se isso não é em aparência. Com efeito, a passagem da essência à substância, eis o que se chama nascer; e o que se chama morrer é, ao contrário, a passagem da substância à essência."

Aos sacrificadores do Olimpo: "Os deuses não têm necessidade de sacrifícios. O que é preciso, pois, fazer para lhes ser agradável? É preciso, se não me engano, procurar adquirir a divina sabedoria, e prestar, tanto quando o pode, serviços àqueles que os merecem: Eis o que os deuses amam. Os ímpios, eles mesmos, podem fazer sacrifícios."

Aos Efésios do templo de Diana: "Conservastes todos os ritos dos sacrifícios, todo o fausto da realeza. Como banqueteadores e alegres convivas, sois irrepreensíveis; mas quantas censuras não se tem a vos fazer, como vizinhos da deusa noite e dia! Não é de vosso meio que saem os gatunos, os bandidos, os mercadores de escravos, todos os homens injustos e ímpios? O templo é um covil de ladrões."

Aos que se crêem sábios: "Dissestes que sois dos meus discípulos? Pois bem! Acrescentai que ficais sempre em vossa casa, que jamais ides às termas, que não matais animais, que não corneis carne de açougue, que estais livres de todas as paixões, da inveja, da malignidade, do ódio, da calúnia, do ressentimento, que, enfim, sois do número dos homens livres. Não vades fazer como aqueles que, por discursos mentirosos, fazem crer que vivem de um modo, ao passo que vivem de maneira toda oposta."

Ao seu irmão Hestieu: "Por toda a parte sou olhado como um homem divino; em alguns lugares mesmo tomam-me por um deus. Na minha pátria, ao contrário, sou até aqui desconhecido. É preciso com isso se espantar? Vós mesmos, meus irmãos, eu o vejo, não estais convencidos ainda de que sou superior a muitos homens pela palavra e pelos costumes. E como meus concidadãos e meus parentes se enganaram a meu respeito? Ai! esse erro me é muito doloroso, eu sei que é belo considerar toda a Terra como sua pátria e todos os homens como seus irmãos e seus amigos, uma vez que todos descendem de Deus e são de uma mesma natureza, uma vez que todos têm igualmente as mesmas paixões, uma vez que todos são homens igualmente, quer tenham nascido Gregos ou bárbaros."

Estamos em Catânia, na Sicília, numa instrução dada aos seus discípulos, ele disse falando do Etna: "A ouvi-los, sob essa montanha geme acorrentado algum gigante, Tifeu e Enceládio, que, em sua longa agonia, vomita todo esse fogo. Eu concordo que existiram gigantes; porque, em diversos lugares, os túmulos entre-abertos nos fizeram ver as ossadas que indicam homens de um talhe extraordinário; mas eu não podia admitir que tivessem entrado em luta com os deuses; no máximo talvez ultrajaram seus templos e suas estátuas. Mas que hajam escalado o céu e dele tenham expulsado os deuses, é insensato dize-lo, e é insensato nisso crer. Uma outra fábula, que parece menos irreverente para com os deuses, e da qual no entanto não devemos fazer mais caso, é que Vulcano trabalha na forja nas profundezas do Etna, e que isso o faz sem cessar retinir a bigorna. Há, em diversos pontos da Terra, outros vulcões, e não se acha de dizer que haja tantos gigantes e Vulcanos."

Certos leitores teriam achado, talvez, mais interessante que citássemos os prodígios de Apolônio para comentá-los e explicá-los; mas nos mantivemos, antes de tudo, em nele mostrar o filósofo e o sábio antes que o taumaturgo. Pode-se tomar ou rejeitar tudo o que se quiser dos fatos maravilhosos que se lhe atribuem, mas cremos difícil que um homem que disse tais palavras, que professa e pratica tais princípios, seja um malabarista, um patife ou um possuído do demônio.

Quanto aos prodígios, não citaremos deles senão um único que testemunha suficientemente uma das faculdades da qual era dotado.

Depois de um relato detalhado do assassinato de Domiciano, Filostrato acrescenta:

"Enquanto esses fatos se passavam em Roma, Apolônio os via em Êfeso. Domiciano foi atacado por Clemente pelo meio-dia; no mesmo dia, no mesmo momento, Apolônio dissertava nos jardins junto aos xistos. De repente abaixou um pouco a voz, como se estivesse tomado de um pavor súbito. Continuou seu discurso, mas sua linguagem não tinha a sua força ordinária, assim como ocorre àqueles que falam pensando em outra coisa. Depois ele se calou como fazem aqueles que perderam o fio de seu discurso; lançou para a terra olhares assustadores, deu três ou quatro passos adiante, e exclamou: "Fere o tirano! fere!" Dir-se-ia que via não a imagem de um fato num espelho, mas o próprio fato em toda a sua realidade. Os Efêsios (porque Êfeso inteiro assistia ao discurso de Apolônio) foram tomados de espanto. Apolônio deteve-se semelhante a um homem que procura ver o fim de um acontecimento duvidoso. Enfim exclamou: 'Tende boa coragem, Efêsios. O tirano foi morto hoje. Que digo eu hoje? Por Minerva! vem de ser morto neste mesmo instante, enquanto me interrompi." Os Efêsios acreditaram que Apolônio havia perdido o espírito; desejaram vivamente que tivesse dito a verdade, mas temiam que algum perigo não resultasse para eles desse discurso." Eu não me admiro, disse Apolônio, se não crerem em mim ainda: a própria Roma não o sabe por inteira. Mas eis que ela sabe, a novidade se espalha, já milhares de cidadãos a crêem; isso faz saltar de alegria o dobro desses homens, e o quádruplo, e o povo inteiro. O boato disso virá até aqui; podeis adiar, até o momento em que fordes instruídos do fato, o sacrifício que devereis oferecer aos deuses nessa ocasião; quanto a mim, vou dar-lhes graças daquilo que vi. Os Efêsios ficaram em sua incredulidade; mas logo mensageiros vieram lhes anunciar a boa nova e dar testemunho em favor da ciência de Apolônio; porque o assassinato do tirano, o dia em que foi consumado, a hora do meio-dia, o autor da morte que encorajara Apolônio, todos esses detalhes se encontravam perfeitamente conforme àqueles que os deuses lhe tinham mostrado no dia de seu discurso aos Efêsios."

Disso não era preciso mais, nessa época, para se fazer passar por um homem divino. Em nossos dias os nossos sábios tê-lo-iam tratado de visionário; para nós, ele era dotado de uma segunda vista da qual o Espiritismo dá a explicação. (Ver a teoria do sonambulismo e da dupla vista em O Livro dos Espíritos, no 455.)

Sua morte apresentou um outro prodígio. Tendo entrado, uma noite, no templo de Dictinia em Linde, na Creta, malgrado os cães ferozes que lhe guardavam a entrada, e que em lugar de ladrarem à sua chegada, vieram acariciá-lo, foi aprisionado pelos guardas do templo, por esse fato, como mágico e acorrentado. Durante a noite, desapareceu da visão dos guardas, sem deixar traços e sem que se haja encontrado seu corpo. Ouviram-se, então, dizem, vozes de mocinhas que cantavam: "Deixai a Terra; ide ao céu, ide!" Como para convidá-lo a se elevar da Terra para as regiões superiores.

Filostrato termina assim o relato de sua vida:

"Mesmo depois de sua desaparecimento, Apolônio sustentou a imortalidade da alma, e ensinou que o que se disse a esse respeito é verdade. Havia então em Tiana um certo número de jovens apaixonados pela filosofia; a maioria de suas discussões rolava sobre a alma. Um deles não podia admitir que ela fosse imortal. "Eis dez meses, dizia, que peço a Apolônio para me revelar a verdade sobre a imortalidade da alma; mas ele está tão bem morto que minhas preces são vãs, e que não me apareceu, mesmo para me provar que seja imortal. "Cinco dias depois ele falou do mesmo assunto com seus companheiros, depois dormiu no lugar mesmo onde ocorreu a discussão. De repente ele saltou como sendo vítima de um acesso de demência: estava meio adormecido e coberto de suor. "Eu te acredito," gritava. Seus companheiros lhe perguntaram o que havia com ele. "Não vedes, respondeu-lhes, o sábio Apolônio? Ele está em nosso meio, escuta a nossa discussão, e recita sobre a alma cantos melodiosos. - Onde está? disseram os outros, porque não o vemos, e é uma felicidade que preferiríamos a todos os bens da Terra. — Parece que ele veio só para mim: veio instruir-me do que recusava crer. Escutai, pois, escutai os cantos divinos que ele me faz ouvir:

"A alma é imortal; ela não é para vós, ela é para a Providência. Quando o corpo está esgotado, semelhante a um corcel veloz que vence a carreira, a alma se lança e se precipita no meio dos espaços etéreos, cheia de desprezo pela triste e rude escravidão que sofreu. Mas que vos importam essas coisas! Vós as conhecereis quando não fordes mais. Enquanto estais entre os vivos, por que procurar penetrar esses mistérios?"

Tal é o oráculo tão claro que deu Apolônio sobre os destinos da alma; ele quis que, conhecendo a nossa natureza, caminhássemos de coração contente para os objetivos que as Parcas nos fixam."

A aparição de Apolônio depois de sua morte é tratada de alucinação pela maioria de seus comentaristas, cristãos ou outros, que pretenderam que o jovem tivera a imaginação ferida pelo próprio desejo que tinha de vê-lo, o que fez com que acreditasse vê-lo. Entretanto, a Igreja de todos os tempos admitiu essa espécie de aparições; delas cita muitos exemplos que reconhece como autênticos. O Espiritismo vem explicar o fenômeno, fundado sobre as propriedades do perispírito, envoltório ou corpo fluídico do Espírito, que, por uma espécie de condensação, toma uma aparência visível, e pode, como se sabe, tomar uma aparência tangível. Sem o conhecimento da lei constitutiva dos Espíritos, esse fenômeno é maravilhoso; conhecida a lei, o maravilhoso desaparece para dar lugar a um fenômeno natural. (Ver em O Livro dos Médiuns a teoria das manifestações visuais, capítulo VI.) Admitindo que esse jovem foi joguete de uma ilusão, restaria aos negadores explicar as palavras que ele empresta à Apolônio, palavras sublimes e todas opostas à idéias que ele viera de sustentar um instante antes.

O que faltaria à Apolônio para ser cristão? Bem pouca coisa, como se vê. Não praza a Deus que estabeleçamos um paralelo entre ele e o Cristo! O que prova a incontestável superioridade deste, é a divindade de sua missão, é a revolução produzida no mundo inteiro pela doutrina que ele, obscuro, e seus apóstolos também obscuros quanto ele, pregaram, ao passo que a de Apolônio morreu com ele. Haveria, pois, impiedade em colocá-lo como rival do Cristo! Mas, querendo-se prestar muita atenção ao que foi dito a respeito do culto pagão, ver-se-á que ele condena as formas supersticiosas e lhes dá um golpe terrível para substituir por idéias mais sadias. Se se tivesse falado assim ao tempo de Sócrates, haveria, como este último, pagado com sua vida o que se teria chamado de sua impiedade; mas à época em que ele vivia, as crenças pagas tinham passado seu tempo, e ele era escutado. Pela sua moral, preparou os pagãos, no meio dos quais vivia, para receberem, com menos dificuldade, as idéias cristãs, às quais serviu de transição. Cremos, pois, estar na verdade dizendo que ele serviu de traço de união entre o paganismo e o cristianismo. Sob esse aspecto, talvez, teve também a sua missão. Podia ser escutado pelos Pagãos, e não o teria sido pelos Judeus.

sábado, 26 de novembro de 2011

Persiste o mistério do Triângulo das Bermudas.

 



O Triângulo das Bermudas (também conhecido como Triângulo doDiabo) é uma área que varia, aproximadamente, de 1,1 milhão de km² até 3,95milhões de km². Essa variação ocorre em virtude de fatores Físicos, Químicos,Climáticos, Geográficos e Geofísicos da região, que influem decisivamente nocálculo de sua área, situada no Oceano Atlântico entre as ilhas Bermudas, PortoRico, Fort Lauderdale (Flórida) e as Bahamas. A região notabilizou-se comopalco de diversos desaparecimentos de aviões, barcos de passeio e navios, paraos quais popularizaram-se explicações extrafísicas e/ou sobrenaturais.

Uma das possíveis explicações para estes fenômenos são osdistúrbios que esta região passa, no campo magnético da Terra. Um dos casosmais famosos é o chamado voo 19. Muito embora existam diversos eventosanteriores, os primeiros relatos mais sistemáticos começam a ocorrer entre 1945e 1950. Alguns traçam o mistério até Colombo. Mesmo assim, os incidentes vão de200 a não mais de 1000 nos últimos 500 anos. Howard Rosenberg afirma que em1973 a Guarda Costeira dos EUA respondeu a mais de 8.000 pedidos de ajuda naárea e que mais de 50 navios e 20 aviões se perderam na zona, durante o últimoséculo.
Muitas teorias foram dadas para explicar o extraordináriomistério dos aviões e navios desaparecidos. Extraterrestres, resíduos decristais da Atlântida, humanos com armas antigravidade ou outras tecnologiasesquisitas, vórtices da quarta dimensão, estão entre os favoritos dosescritores de fantasias. Campos magnéticos estranhos, flatulências oceânicas(gás metano do fundo do oceano) são os favoritos dos mais técnicos. O tempo(tempestades, furacões, tsunamis, terremotos, ondas, correntes), e outrascausas naturais e humanas são as favoritas entre os investigadores céticos.




História e evolução

Desde a era das Grandes Navegações, nos séculos XV e XVI, asnaus que viajavam da Europa para as Américas passavam continuamente por estaárea para aproveitar os ventos da Corrente do Golfo. Depois, com odesenvolvimento das máquinas a vapor e dos barcos com motores de combustãointerna, grande parte do tráfego do Atlântico Norte já não passava mais poresta área.
A Corrente do Golfo, uma área com clima instável (conhecidapor seus furacões), também passa pelo triângulo ao sair do Mar do Caribe. Acombinação de um intenso tráfego marítimo e o clima instável pode ter feito comque alguns barcos entrassem em tempestades e se perdessem sem deixar pistas,principalmente antes do desenvolvimento das telecomunicações, do radar e dossatélites no final do século XX.
A primeira obra documentada sobre os desaparecimentos nestaárea foi lançada em 1950, por E. V. W. Jones, jornalista da Associated Press,que escreveu algumas matérias sobre desaparecimentos de barcos no triângulo.Jones disse que os desaparecimentos de barcos, aviões e pequenos botes eram"misteriosos". E deu a esta área o nome de "Triângulo doDiabo".
Em 1952, George X. Sand afirmou em um artigo da Revista doDestino que nesta área aconteciam "estranhos desaparecimentosmarinhos".
Em 1964, o escritor sensacionalista Vincent Gaddis deu otérmino "Triângulo das Bermudas" em um artigo da revista Argosy. Umano depois publicou o livro Invisible Horizons: True Mysteries of the Sea("Horizontes Invisíveis: os Verdadeiros Mistérios do Mar"), ondeincluía um capítulo chamado "O Mortal Triângulo das Bermudas".Geralmente, Gaddis é considerado o "inventor" do Triângulo dasBermudas.
Mas foram dez anos depois, em 1974, que o mistério tornou-semito, através de Charles Berlitz e seu livro "O Triângulo dasBermudas", onde ele pegou alguns textos de Gaddis e recompilou algunscasos de desaparecimentos, misturados com falsidades e flagrantes invenções.
Foi depois da publicação desse livro que os eventos foramconhecidos através da imprensa de uma forma mais abrangente. Após acharem acabeça de um homem no mar todos afirmaram que havia coisas sobrenaturais.
Recentemente um canal de tv americano, especializado emficção científica, produziu uma mini-série para com o nome de The BermudaTriangle: Startling new secrets...(2005).


Possíveisexplicações

Note quealgumas não são cientificamente aceitas.
Anomalias nocampo eletromagnético do planeta Terra.
Restos decristais da Atlântida, a cidade perdida.
Teoriaconspiratória forjada para desenvolver reações no mundo da Guerra Fria
Alienígenas
Monstrosmarinhos
Redemoinhosgigantes
Explicaçõessobrenaturais

Alguns escritores têm usado alguns conceitos sobrenaturaispara explicar os eventos no triângulo. Uma explicação é de uma supostatecnologia do continente perdido de Atlântida. Às vezes conecta-se estahistória à formação rochosa submersa conhecida como Bimini Road ("Estradade Bimini"), perto da ilha de Bimini, nas Bahamas, que está no triânguloem alguns casos. Seguidores do falso psíquico Edgar Cayce tiveram a previsão deque a evidência de Atlântida seria encontrada em 1968, referindo-se à descobertade Bimini Road. Alguns descrevem a formação como uma estrada, uma parede, ououtra estrutura, apesar dos geólogos considerarem isso como sendo de origemnatural. [1]
Outros escritores atribuíram os eventos aos OVNIs. [2] Estaideia foi usada por Steven Spielberg em seu filme de ficção científica ContatosImediatos de Terceiro Grau, que mostra os tripulantes do voo 19 comoalienígenas abduzidos.
Charles Berlitz, neto de um ilustre poliglota e autor devários livros de fenômenos anormais, tem deixado em linha com suaextraordinária explicação, e atribuiu os desaparecimentos no triângulo como umaanomalia ou forças inexplicáveis. [3]
Também tem sido pensado que o triângulo é um buraco deminhoca (um buraco no tempo e espaço).
Explicações naturais
Variações nas bússolas


Os problemas com bússolas são um dos mais citados em váriosincidentes no triângulo. Enquanto alguns têm teorizado que anomalias magnéticaslocais incomuns podem existir nesta área, tais anomalias não têm sido reveladascomo existentes. Também deve ser lembrado que as bússolas têm variaçõesmagnéticas naturais em relação aos polos magnéticos. Por exemplo, nos EstadosUnidos os únicos lugares onde o polo norte magnético e o polo norte geográficosão exatamente os mesmos estão em uma linha passando do Wisconsin até o Golfodo México. Navegadores têm sabido disso por séculos. Mas o público pode nãoestar informado, e as pessoas pensam que lá existe alguma coisa misteriosasobre a "mudança" na bússola sobre uma área tão larga quanto otriângulo, o que naturalmente acontece.
Atos deliberados dedestruição
Os atos deliberados de destruição podem cair em duascategorias: atos de guerra, e atos de pirataria. Registros em arquivos inimigostêm sido checados por numerosas perdas; enquanto vários afundamentos têm sidoatribuídos a invasores na superfície ou submarinos durante as Guerras Mundiaise documentados nos vários livros de comandantes de velocímetros de bordo,muitos outros que têm sido suspeitados como afundados nessa categoria não têmsido provados. É suspeitado que a perda do USS Cyclops em 1918, assim como seusnavios irmãos Proteus e Nereus na Segunda Guerra Mundial, foi atribuída asubmarinos, mas não há ligação que têm sido encontradas nos registros alemães.
A Pirataria, que é definida como a tomada de um navio oubarco pequeno em alto-mar, é um ato que continua até os dias de hoje. Enquantoa pirataria aos cargueiros sequestrados é mais comum no oeste dos OceanosPacífico e Índico, os contrabandos de drogas causam roubos de barcos paraoperações contrabandistas, e podem ter sido envolvidos em desaparições detripulações e iates no Caribe. A Pirataria no Caribe foi comum de 1560 a 1760,e famosos piratas incluindo Edward Teach (Barba Negra) e Jean Lafitte. Laffiteé algumas vezes dito como sendo uma vítima do triângulo.[carece de fontes]




Corrente doGolfo
A Corrente do Golfo é uma corrente oceânica que se originano Golfo do México, e então passa através do Estreito da Flórida, indo aoAtlântico Norte. Em essência, é um rio dentro do oceano, e como um rio, pode ecarrega objetos flutuantes. Tem uma velocidade de superfície ao redor de 2,5m/s (6 mph). [4] Um pequeno avião fazendo um pouso na água ou um barco tendoproblema no motor serão carregados para longe da reportada posição pelacorrente, como aconteceu com um cruzeiro chamado Witchcraft em 22 de Dezembrode 1967, quando foi reportado um problema no motor próximo a um marcador deboia a uma milha (1,6 km) da costa, mas o navio não estava lá quando a GuardaCosteira chegou.
Erro humano
Uma das explicações mais citadas em inquirimentos oficiaissão as perdas de qualquer aeronave ou embarcação como sendo erro humano. Sendodeliberado ou acidental, os humanos têm sido conhecidos por cometer errosresultando em catástrofes, e perdas dentro do Triângulo das Bermudas não sãoexceções. Por exemplo, a Guarda Costeira citou uma falta de treinamentoadequado para a limpeza do volátil resíduo de benzeno como a razão para a perdado tanque V.A. Fogg em 1972. A teimosia do ser humano pode ter causado onegociante Harvey Conover a perder seu iate veleiro, o Revonoc, assim que elevelejou ao centro de uma tempestade ao sul da Flórida em 1 de Janeiro de 1958.Muitas perdas permanecem inconclusivas devido a falta de naufrágios quepoderiam ser estudados, um fato citado em muitos registros oficiais.
Furacões
Os Furacões são poderosas tempestades que são geradas emáguas tropicais, e têm historicamente sido responsáveis por milhares de vidasperdidas e bilhões de dólares em prejuízos. O naufrágio da frota espanholaFrancisco de Bobadilla em 1502 foi o primeiro registro de um exemplo de umdestrutivo furacão. Estas tempestades têm no passado causado vários incidentesrelacionados ao triângulo.
Ondasgigantes
Em vários oceanos ao redor do mundo, as ondas gigantes têmcausado o afundamento de navios [5] e a queda de plataformas de petróleo.[6] Estasondas são consideradas como sendo um mistério e até recentemente eramacreditadas como sendo um mito.[7][8] No entanto, as ondas gigantes nãoexplicam a perda de aviões.
Hidratos demetano (Ver artigo principal)
 
Distribuição mundial de sedimentos de hidratos de gásmetano, em 1996.
Fonte: USGS
Uma explicação de algumas das desaparições aponta a presençade várias zonas de hidratos de metano sobre as placas continentais. Em 1981, oUnited States Geological Survey informou a aparição destes hidratos na área deBlake Ridge (no sudeste dos EUA). [9] As erupções frequentes de metano poderiamproduzir regiões de água espumosa que poderiam não dar sustentação suficienteaos barcos. Se formasse uma área deste tipo ao redor de um barco, esteafundaria muito rapidamente sem aviso. Os experimentos no laboratório têmprovado que as bolhas podem realmente afundar um barco em modelo de escala,devido à diminuição da densidade da água.
Falácia
Alguns escritores têm sugerido que este hidrato de metanoliberado repentinamente na forma de bolhas gigantes de gás, com diâmetroscomparáveis ao tamanho de um barco, poderia afundá-lo.[10]
Este fenômeno é fisicamente impossível.
Além disso, se fosse possível que se criasse uma bolha degás metano desde o fundo do oceano, tal como é descrito, essa bolha gigante seromperia devido à grande pressão da água, e se converteria em várias bolhasmenores antes de alcançar a superfície. Ao emergir, estas bolhas formariam umagrande turbulência, mas não tanta como pôr em perigo a sustentabilidade dobarco. Ainda que as bolhas formadas em um tanque de laboratório possam sergrandes comparadas com um barco em modelo de escala, o efeito não pode sercomparado na natureza devido à relação entre as forças de tensão superficial egravidade.
Explicações de quedasde aviões
O gás metano também poderia fazer com que os aviões caíssem.O ar menos denso faria com que os aviões perdessem sustentação.
Além disso, no altímetro do avião (que mede a altitude) émedida a densidade do ar. Como o metano é menos denso, o altímetro indicariaque o avião está subindo. O piloto que viajaria de noite ou entre nuvens (ondenão é possível ver o solo), suporia que o avião está subindo, e reagiriadescendo, fazendo com que o avião colidisse.
Além disso, o metano no motor arruinaria a mistura decombustível e ar. Os motores do avião queimam hidrocarbonetos (como a gasolina)misturados com o oxigênio que provêm do ar. Quando os níveis de oxigênio noambiente diminuem bruscamente, a combustão poderia parar por completo, fazendocom que o motor desligue. Todos estes efeitos do gás metano tem sidodemonstrados experimentalmente.


Listagem deeventos
1840 -Rosalie - embarcação francesa encontrada meses após o seu desaparecimento, naárea do Triângulo das Bermudas, navegando com as velas recolhidas, a cargaintacta, porém sem vestígios de sua tripulação.
1872 - MaryCeleste - Apesar do navio ter sido abandonado na costa de Portugal, ele teriaantes supostamente batido em um recife perto da costa de Bermuda.
1880 -Atlanta - Fragata britânica, desapareceu em Janeiro, com 290 pessoas a bordo.
1902 - Freya- embarcação alemã, ficou um dia desaparecida. Saiu de Manzanillo, em Cuba nodia 3 de outubro. Foi encontrada no dia seguinte, no mesmo local de onde haviasaído, porém sem nenhuma pessoa a bordo: todos os tripulantes desapareceram.
1909 - TheSpray - pequeno iate do aventureiro canadense Joshua Slocum, que desapareceunesta área.
1917 - SSTimandra - embarcação que iria para Buenos Aires que tinha partido de Norfolk(Virgínia) com uma carga de carvão, e uma tripulação de 21 passageiros. Nãoemitiu nenhum sinal de rádio.
1918 -Cyclops - embarcação carregada com 19.000 toneladas de aprovisionamentos para aMarinha Norte-americana, com 309 pessoas a bordo. Desapareceu a 4 de março emmar calmo, sem emitir aviso, mesmo dispondo de rádio.
1921 -Carroll. A. Deering - cargueiro que afundou no cabo Hatteras, cerca de 1000 kma oeste das ilhas Bermudas.
1925 -Raifuku Maru - embarcação que afundou em uma tempestade a cerca de 1000 km aonorte das ilhas Bermudas.
1925 -Cotopaxi - embarcação desaparecida próximo a Cuba.
1926 - SSSuduffco - embarcação que afundou em um furacão no triângulo.
1931 -Stavenger - cargueiro desaparecido com 43 homens a bordo.
1932 - Johnand Mary - embarcação desaparecida em Abril. Foi encontrada posteriormente àderiva, a cerca de 80 quilômetros das ilhas Bermudas.
1938 -Anglo-Australian - embarcação desaparecida em Março, com uma tripulação de 39homens. Pediu socorro quando estava próxima ao Arquipélago dos Açores.
1940 -Gloria Colite - embarcação desaparecida em Fevereiro. Foi encontrada com tudointacto, mas sem a tripulação.
1942 -Surcouf - submarino francês que foi atacado pelo cargueiro norte-americanoThompson Lykes perto do Canal do Panamá, cerca de 1800 km do triângulo
1944 -Rubicon - cargueiro cubano desaparecido em 22 de outubro. Foi encontrado maistarde pela Guarda Costeira Norte-americana próximo à costa da Flórida.
1945 - SuperConstellation - aeronave da Marinha Norte-americana desaparecida em 30 deOutubro, com 42 pessoas a bordo.
1945 - Voo19 ou Missão 19 ("Flight 19") - esquadrilha de cinco aviões TBFAvenger, desaparecida em 5 de Dezembro.
1945 -Martin Mariner - hidroavião enviado na busca do Vôo 19, também desapareceu em 5de dezembro, após 20 minutos de vôo, com 13 tripulantes a bordo.
1947 - C-54- aeronave do Exército dos Estados Unidos, jamais foi encontrado.
1948 - DC-3- aeronave comercial, desaparecida em 28 de dezembro, com 32 passageiros.
1948 - TudorIV Star Tiger - aeronave que desapareceu com 31 passageiros.
1948 - SSSamkey - embarcação que afundou a 4200 km a nordeste do triângulo e a 200 km anordeste dos Açores.
1949 - TudorIV Star Ariel - aeronave que desapareceu no triângulo.
1950 -Sandra - cargueiro transportando inseticida, desapareceu em Junho e jamais foiencontrado.
1950 -GLOBEMASTER - Avião desaparecido em março. Era um avião comercial dos EstadosUnidos.
1952 - YORK- Avião de transporte britânico. Desaparecido em 2 de fevereiro. Tinha 33passageiros a bordo fora a tripulação. Sumiu ao norte do Triângulo dasBermudas.
1954 -Lockheed Constelation - aeronave militar com 42 passageiros a bordo quedesapareceu no triângulo.
1955 -CONNEMARA IV - Desapareceu em setembro e apareceu 640km distante das bermudas,também sem tripulação.
1956 -MARTIN P-5M - Hidroavião desaparecido em 9 de novembro. Fazia a patrulha dacosta dos Estados Unidos. Sumiu com 10 tripulantes a bordo nas proximidades doTriângulo das Bermudas.
1957 - CHASEYC-122 - Desaparecido em 11 de janeiro. Era um avião cargueiro com 4passageiros a bordo.
1962 - Umavião KB-50 desapareceu em 8 de janeiro. Tratava-se de um avião tanque dasForças Aéreas dos Estados Unidos. Desapareceu quando cruzava o Triângulo.
1963 -MARINE SULPHUR QUEEN - Cargueiro que desapareceu em fevereiro sem emitir nenhumpedido de socorro.
1963 -SNO'BOY - Desaparecido em 1º de Julho. Era um pesqueiro com 20 homens a bordo.Nunca foi encontrado.
1963 - 2 STRATOTANKERSKC-135 desapareceram em 28 de agosto. Eram 2 aviões de quatro motores cada,novos, a serviço das forças aéreas americanas. Iam em missão secreta para umabase no Atlântico, mas nunca chegaram no local.
1963 -CARGOMASTER C-132 - Desaparecido em 22 de setembro perto das ilhas Açores.
1965 - FLYNGBOXCAR C-119 - Desaparecido em 5 de junho. Era um avião comercial com 10passageiros a bordo.
1967 -WITCHCRAFT - Desaparecido em 24 de dezembro. Considerado um dos casos maisextraordinários do Triângulo. Tratava-se de uma embarcação que realizavacruzeiros marítimos. Estava amarrado a uma bóia em frente ao porto de Miami,Flórida, a cerca de 1600 metros do solo. Simplesmente desapareceu com suaequipe e um passageiro a bordo.
1970 -Milton Latrides - cargueiro francês que partiu de Nova Orleans em direção àCidade do Cabo. Levava uma carga de azeite vegetal e refrigerante. Afundou notriângulo em Abril.
1973 - ANITA- Desaparecido em março. Era um cargueiro de 20.000 toneladas que estavacirculando próximo ao Triângulo com 32 tripulantes a bordo.
1976 - GrandZenith - petroleiro, afundou com pessoas e bens a bordo. Deixou uma grandemancha de petróleo que, pouco depois, também desapareceu.
1976 - SSSylvia L. Ossa - embarcação que afundou em um furacão a oeste das ilhasBermudas.
1978 - SSHawarden Bridge - embarcação que foi encontrada abandonada no triângulo.
1980 - SSPoet - embarcação que afundou em um furacão no triângulo. Transportava grãospara o Egito.
1995 -Jamanic K - cargueiro que afundou no triângulo, depois de sair de Cap-Haïtien.
1997 - Iate- É encontrado um iate alemão.
1999 -Genesis - cargueiro que afundou depois de sair do porto de São Vicente; suacarga incluía 465 toneladas de tanques de água, tábuas, concreto e tijolos;informou de problemas com uma bomba um pouco antes de perder o contato. Foirealizada uma busca sem sucesso em uma área de 85.000 km² (33.000 milhasquadradas).
 
Outros eventos:
 
Um Cessna 172 é "caçado" por uma nuvem, o que resultaem funcionamento defeituoso de seus instrumentos, com conseqüente perda deposição e morte do piloto, como informaram os passageiros sobreviventes.
Um Beechcraft Bonanza voa para dentro de uma monstruosanuvem cúmulo ao largo de Andros, perde o contato pelo rádio e logo recupera-o,quatro minutos depois, mas descobre que agora está sobre Miami, com mais vintee cinco galões de gasolina do que deveria ter-quase exatamente a quantidade degasolina que seria gasta pelo aparelho numa viagem Andros-Miami.
Um 727 da National Airlines fica sem radar durante dezminutos, tempo em que o piloto informa estar voando através de um levenevoeiro. Na hora de aterrissar, descobre-se que todos os relógios a bordo e ocronômetro do avião perderam exatamente dez minutos, apesar de uma verificaçãoda hora cerca de trinta minutos antes da aterrissagem.
 
Fonte: Wikipédia

Príncipes Alienígenas en la Araucanía

Desde hace más de 52.000 años se vienen registrando indicios de Visitas Alienígenas, através de las pinturas rupestres. El Dr. Victor Tiznado Rosas lleva 7 años escribiendo al respecto.


Víctor Tiznado Rosas, médico de la Universidad de Chile, poeta y cuentista de Osorno, realizó un postgrado en Biología Clínica en la Universidad Libre de Bruselas. A los 14 años inició su curiosidad por investigar el desarrollo científico que había en tiempos remotos como el de los faraones.
A través de un enfoque científico, histórico y biológico, su libro «Los Príncipes de la Indómita Araucanía», trata de ver cuándo se produce el desarrollo artístico e inteligente del ser humano y cómo está relacionado con la biología.
«Simplemente, porque tiene que haber aparecido la inteligencia para empezar el desarrollo de la humanidad», explica el Dr. Tiznado.
Con este libro, Tiznado pretende abordar de manera científica a los Extraterrestres. En él explica que seres extraños que visitaron la Tierra quedaron esculpidos en pinturas rupestres.
«Ellos están dibujados desde el año 50.000 antes de Cristo en las cuevas de África, Europa, incluso de Chile. En todos los continentes se da la misma situación: aparecen individuos que son antropoides, tienen un aspecto humano desproporcionado y cuatro dedos en las manos, y eso se repite hasta en las cuevas más escondidas, como en el sur de Chile», afirma.
Esta declaración es interesante, puesto que el Dr. Zecharia Sitchin, en base a sus estudios de los textos sumerios, afirma que, a partir de esta misma fecha de 50.000 AEC, o 52.000 años atrás, los Igigi o Vigilantes (un grupo de Dioses emparentados con los Anunnaki) llegaron a la Tierra a tomar esposas de entre las mujeres de la Tierra, para formar familias con ellas.
La investigación del Dr. Tiznado está basada en la historia del arte que ayuda a recuperar mensajes plasmados en esas pinturas. Su investigación explica de manera integral la Actividad Alienígena mediante testimonios que han sido documentados a lo largo de la historia a través del arte, ya que demuestra la existencia prehistórica de Alienígenas Antropomorfos y su probable mezcla con la Raza Humana.
«Como humanos no somos exclusivos. El Génoma Humano se descifró hace pocos años y se concentraron en él 223 genes que no corresponden a la evolución natural del ser humano. Entonces, lo más probable es que vino un traspaso transversal desde la bacteria, o bien, por relaciones sexuales. Eso cambia la historia», afirma.
En el libro, el Dr. Tiznado explica cómo los Extraterrestres viajaron hace 52.000 años, dejando su huella en los nombres de los lugares por los que pasaron.
«Ellos pensaron en explorar algún planeta cercano, tal como nosotros lo haríamos si existiera el avance. En el libro se plantea que ellos venían de Venus, ya que éste es un planeta que aparece en todas las culturas y que además posee elementos similares a los de la Tierra», explica.
RELACIÓN CON LA CULTURA MAPUCHE
El Dr. Tiznado investigó el Diluvio Universal —ocurrido hace más de 12.000 años—, y su relación con los mapuches, cuando se produjo una extinción de animales en toda la Tierra.
«Los mapuches cuentan que tuvieron ayuda de seres extraordinarios que los llevaron a la cordillera para salvarse. Ahora se acaba de encontrar en Monte Verde, cerca de Puerto Montt, un sitio arqueológico que demuestra que el primer lugar de asentamiento americano de los seres humanos fue Sudamérica. Además, los mapuches recuerdan a sus ancestros con un aspecto desproporcionado: con cuatro dedos y con cara de animal», comparte Tiznado.
PRUEBAS Y OBSTÁCULOS
Como hay una tendencia a desacreditar estos temas, el Dr. Tiznado comenzó el libro con los antecedentes que vienen desde la prehistoria hacia adelante de naves que hubiesen llegado a la Tierra.
«Son cosas que no digo yo. Todo es parte de contar lo que ha pasado en la historia. Todavía no hay pruebas totalmente concluyentes, aunque en las cuevas se pueden ver esas pinturas, pero algunos esperan que llegue una nave y que puedan ver para creer», señala.
«La propia Isla de Pascua es un enigma y nadie es capaz de decir lo que pasó ahí. En biología, lo mismo, nosotros tenemos 5 tipos de raza, de distinto color de piel. La biología todavía no es capaz todavía de decir cómo apareció la raza amarilla, por ejemplo. Hay enigmas como el de los grupos sanguíneos. Si el hombre viene del mono y todos éramos inicialmente africanos. Si se cruzan especies distintas aparecen anomalías que están descritas desde la prehistoria porque verdaderamente ocurrieron relaciones entre especies distintas», cuenta.
El ancestro más antiguo que se ha encontrado tiene 7 millones de años de edad durante el cual, explica Tiznado, tuvo un desarrollo intelectual muy lento.
«Luego, en el año 40.000 a.C, apareció la inteligencia, casi súbitamente, y el hombre empieza a hacer cosas extraordinarias como las pinturas rupestres que han durado más de 30.000 años. No hemos sido capaces de replicar esos materiales. Todo esto aparece bruscamente y desde ahí el hombre empieza a ser un híbrido. Si hubo mezcla de razas extraterrestres con humanos, es la única manera de entender de dónde viene nuestro desarrollo inteligente».

FUENTE: Revista «Muy Interesante» Nº 291 (Octubre del 2011).
(El párrafo con la referencia a Zecharia Sitchin fue agregado de Xentor Xentinel).

Publicado por Xentor Xentinel en 13:54 0 comentarios

Etiquetas: Antiguos Alienígenas, Antiguos Astronautas, Astroarqueología, Chile, Extraterrestres, Los Príncipes de la Indómita Araucanía, Mapuches, Paleoastronáutica, Víctor Tiznado Rosas

martes 1 de noviembre de 2011

Lanzamiento del libro: «Friendship: Entre el Cielo y la Tierra»

El 2009, fue publicado el libro «Friendship: ¿Evidencias de Contacto Extraterrestre», del Sr. Octavio Ortiz, conocido por sus conversaciones con los habitantes de la Isla Friendship. El lanzamiento del libro se hizo en España. Aparentemente, el libro nunca llegó a Chile, y muchos chilenos se quedaron con las ganas de adquirir un ejemplar.
Traigo buenas noticias: Octavio está por relanzar su libro, y esta vez en Chile. Viene con otras fotos, nuevos capítulos y nuevo título: «Friendship: Entre el Cielo y la Tierra». Aparentemente, el libro sería lanzado éste Sábado 5 de Noviembre en la Feria del Libro, en la Estación Mapocho. El autor estaría ahí, para firmar los libros.
El E-mail y teléfonos, para cualquier duda o consulta son:

nostradamus2019@gmail.com
893 999 66
97 500 005
Y el Sitio Web oficial del libro es éste:
http://www.islafriendship.supersitio.net/

JUAN XXIII: Contactado por Extraterrestres

Por Camilo Valdivieso
Rescatado del Sitio Web, hoy desaparecido, «Andesenios».
Se comenta hace tiempo que en una caminata veraniega en la estancia de Castelgandolfo en el año 1961, el Papa Bueno habría recibido la visita de un ser extraterrestre que le entregó importante información sobre el futuro de la Humanidad. Aunque era un secreto a voces, su secretario personal decidió hacerla oficial 20 años después de la muerte del prelado, señalando que tanto él como el Pontífice, lo consideraron un acontecimiento celestial. El Papa también habría recibido importantes mensajes de la Virgen María, los que fueron consignados en un diario.



Se dice que en el año 1935, mientras se celebraba un ritual de iniciación en un templo Rosacruz, uno de los allí presentes se puso a hablar con una voz que no era la suya. El gran canciller de la Orden transcribió todo lo que el hermano decía, y que en 1976 se publicó en un libro titulado «Le profezie di Papa Giovanni». El hermano no era otro que Angelo Roncalli, arzobispo de Mesembria, que más tarde accedería al pontificio con el nombre de Juan XXIII.
Juan XXIII ha sido considerado uno de los Papas más queridos de la Iglesia. Este pensador y estadista comprendió que la estructura de poder del Vaticano estaba totalmente obsoleta, y que la misma economía dentro de este Estado independiente llegaba a ser poco transparente. Sin embargo, el esfuerzo que hizo fue en vano, ya que antes de establecer nuevas guías, falleció.
El día antes de ser ordenado sacerdote y de ser ungido como tal, el entonces joven Angelo Roncalli hizo en Roma algo muy extraño. Con el padre Luigi del Rosario, recorrió la ciudad en un largo peregrinaje. Visitó primeramente San Juan de Letrán, la basílica de los misterios; allí subió de rodillas la escalinata santa, la que subió Jesucristo para presentarse a Pilatos, y que Elena, la madre del emperador Constantino, mandó trasladar de Jerusalén a Roma.
Sin embargo, uno de los eventos que más han marcado la vida de Juan XXIII fue una extraña experiencia vivida en su estancia veraniega de Castel Gandolfo, en el año 1961. Aunque era un secreto a voces, su secretario personal decidió hacerla oficial 20 años después de la muerta del prelado.
«El Papa y yo estábamos caminando a través del jardín una noche del mes de julio de 1961, cuando observamos sobre nuestras cabezas una nave muy luminosa. Era de forma oval y tenía luces intermitentes, de un color azul y ámbar. La nave pareció sobrevolar nuestras cabezas por unos minutos, para luego aterrizar sobre el césped, en el lado sur del jardín», narró el secretario.
«Un extraño ser salió de la nave; tenía forma humana, a excepción de que su cuerpo estaba rodeado de una luz dorada y tenía orejas más alargadas que las nuestras. Su Santidad y yo nos arrodillamos. No sabíamos lo que estábamos viendo, pero supimos que lo que fuese no era de este mundo, por lo tanto, debía ser un acontecimiento celestial».
«Rezamos, y cuando levantamos nuestras cabezas, el ser todavía estaba allí. Esto nos comprobó que no era una visión lo que vimos. El Santo Padre se levantó y caminó hacia el ser», añadió el asistente.
«Los dos estuvieron alrededor de 20 minutos uno frente al otro; se los veía gesticular, como si hablaran, pero no se sentían sonidos de voces. Ellos no me llamaron, por lo que permanecí donde estaba y no pude oír nada de lo que hablaron».
Prosige diciendo que «luego, el ser se dio la vuelta y caminó hacia su nave y enseguida se elevó. Su Santidad dio media vuelta hacia mí y me dijo: "¡Los hijos de Dios están en todas partes; aunque algunas veces tenemos dificultades en reconocer a nuestros propios hermanos!"».
Aunque la experiencia parece increíble, el secretario nunca supo qué fué lo que habló Juan XXIII con este misterioso personaje, y siempre se ha especulado con algunas revelaciones que le habría hecho el visitante cósmico.
Cabe destacar también que luego de aquella experiencia, eran continuas las manifestaciones de luces en los cielos mientras el Papa y su asistente hacían sus paseos nocturnos. Al parecer, había una conexión muy directa entre estos seres y el monarca papal.
APARICIONES DIVINAS
Aunque la experiencia que lo relaciona con extraterrestres es la más llamativa, se sabe que este místico Papa también habría experimentado ciertos estados de éxtasis en los que supuestamente vio a la Virgen María.
El primer encuentro entre Dios y Juan XXIII ocurrió el 12 de febrero de 1959, luego recibió otras visitas en donde Dios y la Virgen hacían una revelación sobre el trágico futuro que le esperaba a la humanidad. Todo fue consignado en un diario.
En él, el Papa habla del asesinato de un líder político muy importante y de la entrada de un país muy poderoso en una guerra que nunca ganaría. También habla de los conflictos entre Israel y Palestina. Juan XXIII también menciona que Dios le obligó a guardar silencio hasta que llegue el momento adecuado.
Habla también de la caída del comunismo, de las guerras en varias naciones de la Europa del Este, de la terrible hambruna que asolará el planeta después de los años 90, y de una nueva y terrible enfermedad que devastará el mundo a partir de 1984 (el Sida).
El 2 de julio de 1962, Juan XXIII recibió la ultima visita de la Virgen, quien le dio noticias alentadoras para un mundo destruido. Le comunicó que la alegría sería traída por extraños visitantes que aparecerán en la Tierra venidos de otros planetas a sembrar la paz. También le anunció que se podrá ver en el cielo la imagen del Mesías, y anunció el comienzo de un segundo paraíso en el planeta Tierra.
Mientras tanto, la Iglesia no se pronuncia.

El Encuentro Cercano de Juan XXIII

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

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NEUROFISIOLOGIA DA MEDIUNIDADE–Excelente

Dr. Nubor Orlando Facure

Para Allan Kardec, no Livro dos Médiuns, em diversas citações os espíritos esclareceram que, todos os fenômenos mediúnicos de efeito inteligente se processam através do cérebro do médium.
O desenvolvimento da neuropsicologia apoiada por recursos propedêuticos sofisticados como a tomografia computadorizada, a ressonância magnética e a tomografia por emissão de pósitrons, têm permitido uma compreensão cada vez maior dos mecanismos envolvidos na fisiologia do cérebro.
Com base nesses achados, têm surgido novas interpretações para os quadros mentais das demências, das psicoses e até dos distúrbios do comportamento.
Atualmente, a medicina admite que a atividade mental é resultante, em termos neurológicos, de um concerto de um grupo de áreas cerebrais que interagem mutuamente constituindo um "sistema funcional complexo".
Com o conhecimento espírita aprendemos, porém, que os processos mentais são expressões da atividade espiritual com repercussões na estrutura física cerebral. A participação do cérebro é meramente instrumental.
Sabemos também que a ação do espírito sobre o cérebro, ao integrar elementos de classes diferentes (mente e matéria), implica a existência de um terceiro elemento, transdutor desse processo, que transmite e transfere as "idéias" geradas pelo espírito em fluxo de pensamento expresso pelo cérebro.
Esse elemento intermediário que imprime ao corpo físico as diretrizes definidas pelo espírito, constitui nosso corpo espiritual ou perispírito.
Após a morte, o espírito permanece com seu corpo espiritual, o qual permite sua integração no ambiente espiritual onde vive. É por esse corpo semi-material, de que dispõe também os espíritos desencarnados, que se tornam possíveis as chamadas comunicações mediúnicas.
Para Allan Kardec, no Livro dos Médiuns, em diversas citações os espíritos esclareceram, mais de uma vez, que todos os fenômenos mediúnicos de efeito inteligente se processam através do cérebro do médium.
No estágio atual do conhecimento que nos fornece a neurologia, seria oportuno indagarmos se é possível uma maior compreensão do fenômeno mediúnico, procurando-se identificar no cérebro as áreas e as funções que estariam envolvidas nesses processos.
Os espíritos desencarnados devem, de alguma maneira, co-participarem das funções cerebrais dos médiuns seguindo regras compatíveis com os recursos da fisiologia cerebral.
Podemos correlacionar, pelo menos hipoteticamente, quais as funções cerebrais já conhecidas que podem se prestar para a exteriorização da comunicação mediúnica.

O CÓRTEX CEREBRAL
No córtex cerebral origina-se a atividade motora, voluntária e consciente. Nele são codificadas também todas as percepções sensitivas que chegam ao cérebro e são organizadas as funções cognitivas complexas.
A atividade cerebral, para se expressar conscientemente, estabelece uma interação entre o córtex cerebral, o tálamo e a substância reticular ponto-mesencefálica. É nessa substância reticular do tronco cerebral e do diencéfalo que se situa a sede de nossa consciência. Uma lesão nessa área provoca o estado de coma.
A partir da substância reticular, integrando o tálamo e o córtex cerebral, projetam-se estímulos neuronais que ativam ou inibem atividade cerebral como um todo, levando a um maior ou menor estado de atenção, alerta ou sonolência.
Pelo exposto, podemos compreender que fenômenos como a psicografia, a vidência, a audiência e a fala mediúnica, devem implicar uma participação do córtex do médium já que aqui se situam áreas para a escrita, a visão, a audição e a fala.
Se o espírito comunicante e o médium não disciplinarem seu intercâmbio para promoverem um bloqueio no sistema reticular ativador ascendente, as mensagens serão sempre conscientes e o médium, além de acrescentar sua participação intelectual na comunicação, poderá pôr em dúvida a autenticidade da participação espiritual do fenômeno.
Por outro lado, nenhuma mensagem poderá ser totalmente inconsciente, visto que em todas há participação do córtex do médium e, se por acaso este não se recordar dos eventos que se sucederam durante a comunicação, o esquecimento deve ser atribuído à ocorrência de uma simples amnésia.
Considera-se, portanto, que o processo mediúnico transcorre sempre em parceria, com assimilação das idéias do espírito comunicante e a participação cognitiva do médium. Sendo comum uma amnésia que ocorre logo após a rotura da ligação fluídica (interação de campos de força), entre o médium e a entidade espiritual.
É do conhecimento dos pesquisadores do fenômeno mediúnico que a clarividência, a telepatia e a capacidade de desenhar objetos fora do alcance da visão do médium, ocorrem com características muito semelhantes á organização de noção geométrica e espacial que, ultimamente, tem-se intensificado na fisiologia normal do hemisfério cerebral direito.
Quando ocorrem lesões no hemisfério cerebral direito as falhas nos desenhos são muito características. Os objetos são esquematizados com negligência de detalhes, ficando as figuras incompletas. Um óculos, por exemplo, é desenhado sem uma das hastes e uma casa pode ser rabiscada sem um dos seus lados ou sem o telhado.
Os médiuns que captam as informações à distância ou registram visões imateriais, também costumam descrever suas percepções com falta de detalhes ou amputações das imagens de maneira muito semelhante à negligência observada nas síndromes do hemisfério direito.
É possível que esses médiuns registrem as imagens utilizando as áreas corticais específicas para funções visuais e gnósticas (de reconhecimento) do hemisfério direito do cérebro. O grau de distorção ou de falta de detalhes mais precisos deve depender do maior ou menor grau de desenvolvimento mediúnico.

GÂNGLIOS DA BASE
As estruturas nucleares constituídas por aglomerados de neurônios situadas na profundidade da substância branca cerebral são denominadas de gânglios ou núcleos da base. Eles são responsáveis por uma série de funções motoras automáticas e involuntárias, fazendo parte do chamado sistema extrapiramidal.
Os gânglios da base controlam o tônus muscular, a postura corporal e uma série enorme de movimentos gestuais que complementam nossa movimentação voluntária.
Após o nascimento, a gesticulação de uma criança é visivelmente reflexa e automatizada. Progressivamente vão surgindo os movimentos intencionais (voluntários), projetados a partir do córtex piramidal (área motora principal). No processo de aprendizado, a criança vai repetindo gestos para pegar os objetos, para se levantar, para engatinhar e andar até que, progressivamente, esses movimentos vão se sucedendo com maior facilidade, passando a se realizarem automaticamente.
A mímica, a mastigação, a marcha, são automatismos aprendidos no decorrer do desenvolvimento da criança.
Posteriormente, uma série de automatismos mais complexos vão se desenvolvendo, como, por exemplo, quando aprendemos a dirigir um automóvel, a tocar piano ou a nadar.
Depois de uma certa idade, é possível de se ver facilmente que, qualquer movimento voluntário que realizamos conscientemente, é enriquecido com uma constelação de gestos automáticos e involuntários que dão um colorido característico, individual e identificador do nosso modo de ser.
Esses nossos pequenos gestos estão, freqüentemente, muito bem fixados na imagem que nossos amigos fazem de nós. Por isto dissemos acima que eles servem também para nos identificar.
Convém ficar claro essa noção de que nossos movimentos podem ser voluntários e involuntários. No primeiro caso, quando são conscientes e intencionais, como, por exemplo, quando estendemos a mão para pegar um lápis. No segundo caso, quando o movimento é semi-consciente, automático, muito menos cansativo que o primeiro. Os movimentos automáticos podem ser mais simples como mastigar e deglutir ou mais complexos como, por exemplo, para dirigir automóvel, nadar ou tocar um instrumento musical.
A execução de um ato automobilístico mobiliza os gânglios da base e as áreas motoras complementares do lobo frontal. Mesmo os mais complexos como, por exemplo, tocar uma partitura bem decorada ao piano, nos permite perceber que ficam livres funções do cérebro, particularmente nossa consciência e todas as demais capacidades cognitivas do cérebro. Assim, mesmo tocando ao piano ou dirigindo um automóvel podemos manter livremente uma conversação.
Considerando o fenômeno mediúnico da psicografia e da fala mediúnica, podemos observar corriqueiramente que os médiuns ao discursarem ou psicografarem um texto sob influência do espírito comunicante, o fazem revelando gestos, posturas e expressões mais ou menos comuns a todos eles.
PSICOGRAFIA
No caso da psicografia, a escrita se processa freqüentemente com muita rapidez, as palavras podem aparecer escritas com pouca clareza, as letras às vezes são grandes, provavelmente para facilitar a escrita rápida, a caligrafia tem pouco capricho, não há necessidade do médium acompanhar o que escreve e pode ocorrer escrita em espelho.

COMUNICAÇÃO ORAL
Na comunicação oral, o médium se expressa com vozes de características variadas, o sotaque pode ser pausado como que feito com esforço, mas, em médiuns mais preparados, a fala costuma ser fluente, muito rápida, parecendo se tratar de um discurso previamente preparado ou muito bem decorado. Nota-se também que, durante a comunicação, o médium assume posturas e gestos incomuns ao seu modo habitual de se expressar.
Quando interrogamos os médiuns conscientes, esses dizem que, no decorrer do fenômeno, são levados a falar ou escrever como se isso não dependesse da vontade deles.
Correlacionando agora o que vimos em termos neurológicos para a fisiologia do sistema extrapiramidal (gânglios da base e área cortical pré-motora) com as características da comunicação mediúnica, temos a impressão que a entidade comunicante se utiliza desse sistema automático para se manifestar com maior rapidez, com o mínimo de dispêndio de energia, com menor interferência da consciência do médium e com maior possibilidade de se suceder uma amnésia.
Resumidamente, poderíamos enquadrar esse tipo de comunicação mediúnica como uma constelação de automatismos complexos, desempenhados pelo sistema extrapiramidal do médium, mas com a co-autoria do espírito comunicante.
Já vimos também que, durante nossos atos automáticos, nossa consciência está livre para a execução de atos voluntários e intencionais podendo com eles interromper ou modificar nossos automatismos. Por isso, podemos dizer e concluir que a manifestação mediúnica, em se tratando de gestos automatizados, sofre o controle e a ingerência da consciência do médium. O que não deixa de ser um fator inibidor, mas necessário para a própria "disciplina" da entidade comunicante, quando isso se fizer necessário.
O TÁLAMO
O tálamo é um núcleo sensitivo por excelência. Ele exerce um papel receptor, centralizado e seletor das informações sensitivas que se dirigem ao cérebro.
Os estímulos externos do tipo dor, tato, temperatura e pressão percebidos em toda a extensão do nosso corpo percorrem vias neurais que terminam no tálamo (no centro do cérebro). A partir daí, esses estímulos são priorizados e selecionados para que cheguem ao cérebro apenas os estímulos convencionais, principalmente os mais urgentes, como é o caso dos estímulos nocivos, que exigem uma rápida retirada. É ocaso de retirarmos logo a mão de um objeto que está muito quente.
Por outro lado, mesmo para estímulos de pouca importância, o tálamo pode fornecer para a consciência as informações desejadas, quando elas forem requeridas para o córtex. É o caso de, a qualquer momento, mesmo de olhos fechados, querermos saber se estamos ou não usando uma aliança no dedo ou uma meia-calça nos pés.
Portanto, as informações sensitivas são percebidas no tálamo e este exerce um papel bloqueador interrompendo o caminho até o córtex cerebral; que só será alcançado quando a informação for nova ou quando despertar interesse ou risco.
As informações monótonas e rotineiras ficam permanentemente inibidas no tálamo. Mesmo porque seria muito inconveniente estarmos ligados permanentemente a todas as informações que tocam, por exemplo, a nossa pele.
É possível que muitas das sensações somáticas referidas pelos médiuns, que dizem perceber a aproximação de entidades espirituais, como se estes lhes estivessem tocando o corpo, seja efeito de estímulos talâmicos.
Nesse caso, pela ação do córtex do médium os estímulos espirituais podem ser facilitados ou inibidos pela aceitação ou pela desatenção do médium, bem como por efeito de estados emocionais não disciplinados pelo médium.
A GLÂNDULA PINEAL
A estrutura e as funções da glândula pineal passaram a ser estudadas com maior ênfase após a descoberta da melatonina por Lerner, em 1958.
Embora a pineal já fosse conhecida desde 300 anos d.C. (foi descoberta por Herophilus), só após a descoberta da melatonina se conheceu sua relação com a luminosidade e a escuridão.
Ficou demonstrado experimentalmente que a luz interfere na função da pineal através da retina, atingindo o quiasma óptico, o hipotálamo, o tronco cerebral, a medula espinhal, o gânglio cervical superior, chegando, finalmente, ao nervo coronário na tenda do cerebelo. Entre a pineal e o restante do cérebro não há uma via nervosa direta. A ação da pineal no cérebro se faz pelas repercussões químicas das substâncias que produz;
Hoje já se identificou um efeito dramático da pineal (por ação da melatonina), na reprodução dos mamíferos, na caracterização dos órgãos sexuais externos e na pigmentação da pele.
Investigações recentes demonstram uma relação direta da melatonina com uma série de doenças neurológicas que provocam epilepsia, insônia, depressão e distúrbios de movimento.
Animais injetados com altas doses de melatonina desenvolvem incoordenação motora, perda de motricidade voluntária, relaxamento muscular, queda das pálpebras, piloereção, vasodilatação rias extremidades, redução da temperatura, além de respiração agânica.
Descobriu-se também que a melatonina interage com os neurônios serotoninérgicos e com os receptores bendiazepínicos do cérebro tendo, portanto, um efeito sedativo e anticonvulsante.
Pacientes portadores de tumores da pineal podem desenvolver epilepsia por depleção da produção de melatonina.
A melatonina parece ler também um papel importante na gênese de doenças psiquiátricas como depressão e esquizofrenia.
Outros estudos confirmam uma propriedade analgésica central da melatonina, integrando a pineal à analgesia opiácea endógena.
A literatura espiritual há muito vem dando destaque para o papel da pineal como núcleo gerador de irradiação luminosa servindo como porta de entrada para a recepção mediúnica.
Como a pineal é sensível à luz, não será de estranhar que possa ser mais sensível ainda à vibração eletromagnética Sabemos que a irradiação espiritual é essencialmente semelhante à onda eletromagnética que conhecemos, compreendendo- se, assim, sua ação direta sobre a pineal.
Podemos supor que este primeiro contato da entidade espiritual com a pineal do médium possibilitaria a liberação de melatonina predispondo o restante do cérebro ao "domínio" do espírito comunicante. Essa participação química ao fenômeno mediúnico poderia nos explicar as flutuações da intensidade e da freqüência com que se observa a mediunidade.
Até o presente, a espécie humana recebe a mediunidade como uma carga pesada de provas e sacrifícios. Raras vezes como oportunidade bem aproveitada para prestação de serviço e engrandecimento espiritual
A evolução, no entanto, caminha acumulando experiências, repetindo aprendizados. Aos poucos, iremos acumulando tanto espiritual, como fisicamente, modificações no nosso cérebro. O homem do futuro deverá dispor da mediunidade como dispõe hoje da inteligência. Confiamos que a misericórdia de Deus nos conceda a bênção de usar bem as duas a partir de hoje.
Nota: (Extraído da Revista Cristã de Espiritismo nº 01, páginas 10-15)

Este texto pode ser encontrado nestes endereços eletrônicos:
*Nubor Orlando Facure - Ex-Professor Titular de Neurocirurgia UNICAMP.
Diretor do Instituto do Cérebro Prof. Dr. Nubor Orlando Facure (Campinas,SP)
 
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