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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O REINO PERDIDO DE CAIM



Tenochtilan, a capital asteca, era uma metrópole impressionante quando chegaram os primeiros colonizadores espanhóis. As crônicas dos navegantes descrevem uma cidade grande, maior que a maioria das cidades européias de seu tempo, bem desenhada e administrada. Situava-se em uma ilha do lago Texcoco, em vale central de terras altas, rodeada de águas e cruzada por canais; uma espécie de Veneza do Novo Mundo.

As calçadas amplas, largas, que conectavam a cidade à terra firme impressionaram enormemente os conquistadores assim como as numerosas canoas nos canais, as ruas inundadas de gente, os mercados repletos de mercadores e mercadorias de todo o reino.

O palácio tinha numerosas dependências plenas de riquezas, rodeado de jardins onde havia um viveiro de aves e um zoológico. Uma grande praça funcionava como área de laser, cenário de festas e desfiles militares.

Mas o coração da capital e do Império era seu imponente centro religioso; um imenso retângulo de quase 100m² rodeado por um muro trabalhado para proporcionar o aspecto de serpentes retorcidas. Havia numerosos edifícios dentro deste recinto sagrado. Os mais destacados eram o Grande Templo, com suas duas torres e o templo parcialmente circular de Quetzalcóatl.

Atualmente, a Grande Praça ― el Zócalo ― da Cidade do México e a catedral ocupam parte daquele antigo recinto sagrado. Depois de uma escavação em 1978, agora é possível ver e visitar uma parte importante do Grande Templo e nas últimas décadas, descobriu-se o suficiente para fazer uma reconstrução do prédio tal como era em seus tempos gloriosos.

O Grande Templo tem a forma de uma pirâmide escalonada elevando-se, piso após piso, até uma altura em torno de 50 metros, com uma base de 45×45m. No total eram sete plataformas se sobrepondo umas as outras e todo o edifício era construído sobre outra, menor e ainda mais antiga. Camada por camada, os arqueólogos os arqueólogos descobriram o Templo II, construído em torno de 1.400 d.C., com duas torres gêmeas em sua cúspide.

Simbolizando um curioso culto duplo, a torre do lado norte era um santuário dedicado a Tlaloc, deus das tormentas e dos terremotos. A torre sul era dedicada à divindade tribal asteca Huitzlopochtli, deus da guerra, representado habitualmente com uma arma mágica chamada Serpente de Fuego, com a qual havia derrotado 400 deuses menores. Duas escadas monumentais levavam até a cúspide da pirâmide pelo lado ocidental; uma para cada torre. Ambas estavam decoradas em sua base com duas ferozes cabeças de serpente de pedra, sendo uma delas a Serpente de Fogo de Huitzilopochtli e a outra, a Serpente de Água, símbolo de Tlaloc.

Na base da pirâmide encontra-se um disco de pedra, grande e grosso, em cuja parte superior foi talhada uma representação do corpo desmembrado da deusa Coyolxauhqui. Segundo a tradição popular asteca, ela era irmã de Huitzilopochtli e teve uma séria desavença com ele porque se envolveu na revolta dos 400 deuses. Seu destino foi uma das origens da crença asteca de que "havia de se aplacar a fúria de Huitzilopochtli com a oferenda de corações de vítimas humanas.

O motivo [arquitetônico] das torres gêmeas foi utilizado também na edificação do templo de Quetzalcoalt, que tem a forma pouco habitual de uma pirâmide escalonada retangular, na frente e, atrás, uma estrutura escalonada circular de onde seguia elevando-se até converter-se em uma torre circular com cúpula cônica. Muitos crêem que esse templo servia de observatório solar.



A escatologia dos Astecas é centrada na crença que quatro mundos existiram antes daquele que os espanhóis encontraram ao chegar no Novo Mundo. Os "mundos" passados, Eras ou Sóis, foram destruídos por catástrofes bem como suas "humanidades". Considerando si mesmos como "o povo do sol", os astecas consideravam seu dever manter o equilíbrio do universo e a vitalidade do Sol através da oferenda de sangue e corações humanos.

ESPANHA, AMÉRICA E EGITO

A.F. Aveni (Astronomy in Ancient Mesoamerica) concluiu, em 1974, que nos dias dos equinócios (21 de março e 21 de setembro), quando o sol se levanta no leste exatamente sobre o Equador, o nascer do sol podia ser viso da Torre de Quetzalcoalt justamente entre as torres da cúspide do Grande Templo. Ainda que os espanhóis não se dessem conta dos detalhes sofisticados da arquitetura asteca, as crônicas que deixaram falam de seu assombro por encontrarem uma terra com um povo civilizado, com uma cultura, em muitos pontos, similar à espanhola.

Do outro lado do que fora um "oceano proibido", que se acreditava completamente asilado do mundo civilizado, havia um Estado governado por um rei, tal como na Espanha. Nobres, funcionários e cortesãos compunham a corte real. Havia emissários que iam e vinham. Havia um sistema tributário; os impostos eram cobrados das tribos vassalas e dos fiéis cidadãos. Nos arquivos reais se conservavam registros escritos da riqueza, das dinastias e histórias tribais. Havia um exército com um comando hierárquico.

Também existiam artes e ofícios, música, dança. Festividades relacionadas com as estações e dias sagrados prescritos pela religião; uma religião de Estado, como na Espanha. O centro religioso, com seus templos, capelas e residências era rodeado por um muro, como o Vaticano, em Roma, controlado por uma hierarquia de sacerdotes que eram os guardiões da fé e do conhecimento científico. Entre estes, destacavam-se a astronomia, a astrologia e os mistérios dos calendários, que eram fundamentais.

Alguns cronistas da época, constrangidos com a imposição do colonialismo àqueles que deveriam ser índios selvagens, atribuíram a Cortes uma reprimenda a Montezuma por adorar "ídolos que não são deuses, antes, são demônios malignos", uma influência nefasta que, supostamente, Cortes se oferecia para combater construindo, em cima da pirâmide, um santuário com uma cruz "e a imagem de Nossa Senhora" (BERNAL DIAZ DEL CASTILLO, Historia Verdadera).

Para assombro dos espanhóis, o símbolo da cruz já era conhecido dos astecas, que o tinham como um símbolo de significado celestial e figurava como emblema do escudo de Queztacoalt [fig. abaixo]. Além disso, em meio ao labiríntico panteão de numerosas divindades podia-se distinguir a crença subjacente em um Deus Supremo, um Criador de Tudo. Algumas das orações dirigidas a esse Deus pareciam mesmo familiares, como na oração asteca abaixo, conservada em espanhol a partir da língua original, náhuatl:


Tu habitas o céu
Tu sustenta as montanhas,
Tu estás em toda parte, eterno
A ti se suplica, se roga
Tua glória eminente

Contudo, ainda que tivessem muitas semelhança, existia uma diferença. Não era somente a idolatria ou o costume bárbaro de arrancar os corações dos prisioneiros e oferecê-los, ainda palpitando, a Huitzilopochtli ― uma prática introduzida pelo predecessor de Montezuma, já em 1486. Era o tipo de desenvolvimento daquela civilização, que mostrava um espécie de "progresso controlado", um verniz de cultura, a imitação de uma matriz superior, como cobertura de luxo sobre conteúdo ordinário.


Os edifícios impressionantes eram genialmente desenhados mas não se construíam com pedras talhadas; a técnica era pouco mais do que a usada em simples construções de adobe. Os blocos, gigantescos, eram fixados com simples argamassa. O comércio era amplo porém era essencialmente baseado em escambo, sistema de troca. Não havia dinheiro. Os impostos eram pagos em espécie, produtos e serviços pessoais.

Os tecidos eram feitos em teares rudimentares. Fiava-se o algodão em fusos de argila, similares ao encontrados no velho mundo, nas ruínas de Tróia (segundo milênio a.C.) e em alguns lugares da Palestina (terceiro milênio a.C.). Tanto em suas ferramentas como em suas armas, os astecas estavam na idade da pedra, inexplicavelmente desprovidos de instrumentos de metal, apesar de conhecerem o ofícios da metalurgia e joalheria da ourivesaria. Para cortar utilizavam fragmentos de obsidiana parecidos com o cristal ― uma dos objetos comuns da época era a lâmina de obsidiana, que usavam para arrancar os corações dos prisioneiros.

Devido ao fato de outros povos da América não conheceram a escrita, os astecas pareciam mais avançados, ao menos neste aspecto, posto que tinham seu sistema de escrita. Mas não era um sistema alfabético nem tão pouco fonético; consistia em uma série de imagens, como as seqüências de desenhos das histórias em quadrinhos.

No Oriente Próximo da antiguidade, onde a escrita apareceu há 5 mil anos em forma de pictogramas, estes se estilizaram com rapidez até converter-se na escrita cuneiforme; avançaram para uma escrita fonética, onde os signos representavam sílabas e, ao final do segundo milênio a.C., apareceu um alfabeto completo. A escrita pictográfica apareceu no Egito quando se instaurou a realeza, em 3.100 a.C. e rapidamente evolucionou para o sistema hieroglífico.

Estudos dos especialistas, como Amelia Hertz (Revue Symthése Hiestorique vol. 35), chagaram à conclusão que a escrita por imagens dos astecas, em 1500, era similar à primitiva escrita egípcia, como a tabuleta de pedra do rei Narmer, que alguns consideram o primeiro rei dinástico egípcio - 4.500 a.C.. Hertz aponta outra curiosa analogia entre o México dos astecas e o Egito das primeiras dinastias: em ambos, apesar da metalurgia do cobre não ter se desenvolvido, a ourivesaria estava tão avançada que os ourives podiam engastar turquesas (pedra muito valorizada também no Egito) nos objetos de ouro.

O Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México ― certamente um dos melhores do mundo em seu campo ― expõe o legado arqueológico do país em um edifício em forma de U. Em uma série de salas ou seções interconectadas, o visitante é levado através do tempo e do espaço, desde as origens pré-históricas até a época dos astecas. A seção central dedicadas aos astecas é o coração e o orgulho da arqueologia nacional mexicana. "Asteca" foi um nome que deu àquele povo modernamente; a si mesmos chamavam-se mexica, dando assim, seu nome preferido não somente à capital (construída onde havia o estado de Tenochtitlán asteca) mas a todo o país.

A sala Mexica, como se chama, é classificada pelo próprio museu como "a sala mais importante... Suas grandiosas dimensões foram projetadas para destacar suficientemente a cultura do povo mexicano." Entre suas monumentais esculturas se inclui o Calendário de Pedra, que pesa 25 toneladas e enormes estátuas de deuses e deusas. Efígies menores, de pedra e argila, utensílios de louça, armas, ornamentos de ouro e outros objetos astecas completam a impressionante sala.

O contraste entre primitivas peças de argila e madeira e efígies grotescas e as poderosas pedras talhadas do monumental recinto sagrado, é assombroso. É inexplicável essa disparidade em quatro séculos de presença asteca no México. Como se podem justificar as diferenças entre duas civilizações tão próximas? Quando se busca uma resposta na história conhecida, os astecas aparecem como um povo nômade, mera tribo de migrantes que se introduziu em um vale povoado por tribos de uma cultura mais avançada.

A princípio, ganhavam a vida servindo às tribos ali estabelecidas; os astecas eram mercenários mas começaram a impor-se às outras nações, tomando sua cultura emprestada e também suas técnicas. Mesmo sendo seguidores de Huitzilopochtli, adotaram o panteão dos vizinhos, incluindo o deus das tempestades Tláloc e o benévolo Quetzacóalt, deus dos ofícios, da escrita, das matemáticas e do cálculo do tempo.

The Wall of Skulls ― Parede de Crânios, em Tenochtitlan, uma arquitetura que causava horror aos conquistadores espanhóis e forneceu argumento para a censura dos jesuítas à religião local, considerada obra de demônios.

AZT-LAN

Mas as lendas, que os estudiosos chamam "mitos migratórios", situam os acontecimento sob uma luz diferente, começando pelo relato de uma época muito mais antiga. As fontes de informação vêm da tradição oral e de diversos livros chamadoscódices. Estes, como o Códice Boturini, dizem que a terra ancestral da tribo asteca se chamava Azt-Lan (Lugar Branco).

Aquele era o lugar do primeiro casal patriarcal, Itzac-mixcóalt (Branca Serpente de Nuvem - Blanca Serpiente Nube) e sua esposa Ilan-cue (vieja Mujer - Velha Mulher); eles engendraram os ancestrais das tribos de fala náhuatl, entre as quais encontram-se os astecas. Os toltecas também era descendentes de Itzac-mixcóalt, mas sua mãe era outra mulher. Toltecas eram, portanto, irmãos dos astecas.

Onde estava situado Aztlán ninguém sabe com certeza. Dos numerosos estudos que tratam desse assunto (entre os quais se incluem teorias de que se tratava da legendária Atlântida) um dos melhores é o de Eduard Seler ― Wo lag Aztlan, die Heimat der Azteken? ― Aztlan era um lugar relacionado ao número sete e, em temposidos, havia se chamado Aztlán de Las Siete Cuevas. Também era descrito nos códices como um lugar reconhecível por seus sete templos: uma grande pirâmide escalonada central rodeada por seis santuários menores.

Em sua elaborada História das Coisas de Nova Espanha, frei Bernardino de Sahagún, usando textos originais na língua nativa ― nahualt, escritos depois da Conquista, fala da muiti-tribal migração desde Aztlán. No total, foram sete tribos que deixaram Aztlán em barcos. Os livros ilustrados mostram as tribos passando junto a um marco cujo pictograma é um enigma. Sahágun relaciona vários nomes para as estações do caminho, chamando o lugar de desembarque de Panotlán, que significa "lugar de chegada por mar", que os especialistas concluíram que é a atual Guatemala.

TENOCHTLÁN

Junto com as tribos viajavam quatro homens sábios para guiarem o povo. Estes sacerdotes levavam consigo manuscritos rituais e conheciam também os segredos do calendário. As tribos se encaminharam para o Lugar da Serpente-Nuvem, onde se dispersaram. Por fim, astecas e toltecas chegaram a um lugar chamado Teotihaucán, onde construíram suas pirâmides, uma para o Sol, outra para a Lua.

Os reis que governaram Teotihaucán foram enterrados ali pois ser enterrado em Teotihaucán era reunir-se com os deuses na outra vida. Não está claro o tempo que se passou até que, novamente, para uma outra viagem migratória mas, em algum momento, as tribos começaram a abandonar a cidade sagrada. Os primeiros foram os toltecas, que se foram para construir sua própria cidade, Tollan. Os últimos a partir foram os astecas. Suas andanças os levavam para vários lugares, mas não encontravam descanso. Durante o tempo de sua última migração, seu líder recebeu o nome de Mexitli, que significa "O Ungido". Neste episódio estaria a origem do nome mexica ―o povo ungido.

A última migração foi uma determinação do deus asteca-mexica Huitzilopochtli que prometeu ao povo uma terra onde havia casas "com ouro e prata", algodão colorido e cacau de muitos tons. Seguiram a direção indicada até que viram "uma águia pousada sobre um cactus que cresceu em uma rocha rodeada de água". Ali deveriam se fixa e se chamariam mexica, pois eram o povo eleito, destinado a governar o resto das tribos.

Assim os astecas chegaram, segundo as lendas, pela segunda vez ao Vale do México. Estavam em Tollan, também conhecida como "Lugar do meio" e seus habitantes, sendo ancestrais dos astecas, receberam bem os imigrantes. Durante dois séculos, os astecas viveram nas margens pantanosas do lago central e, crescendo em forças e conhecimentos, fundaram sua própria cidade, Tenochtilán.

A CIDADE DE TENOCH

Este nome significa "cidade de Tenoch" e, alguns crêem que assim se chamou porque o líder dos astecas de então, o verdadeiro construtor da cidade, se chamava Tenoch. Os astecas se consideravam tenocha ― descendentes de Tenoch, tido como um antepassado tribal, uma figura paternal muito antiga.

A maioria dos especialistas da atualidade sustentam que os mexica ou tenochas chegaram ao Vale em 1140 d.C. e fundaram Tenochtilán em 1325 d.C.. Depois, cresceram em influência graças a uma série de alianças com algumas tribos, e à guerra com outras. Alguns pesquisadores duvidam que os Astecas tenham chegado a criar um verdadeiro império. O certo é que, quando chegaram os espanhóis, os Astecas eram o poder dominante no centro do México, liderando seus aliados e submetendo seus inimigos. Estes últimos, forneciam cativos para os sacrifícios. Essa política sangrenta facilitou a conquista espanhola pois era motivo de insurreição das tribos penalizadas pelos Astecas.

Tal como os hebreus bíblicos, que remontavam suas genealogias aos primeiros casal, até o começo da humanidade, os Astecas, os Toltecas e outras tribos nahuatlacas tinham lendas da criação que seguiam os mesmos temas. Mas enquanto o Antigo Testamento resumia suas detalhadas fontes sumérias idealizando uma única "entidade plural os Elohim, os relatosnahuatlacas conservavam os conceitos egípcio e sumério de vários seres divinos que atuavam, individualmente ou coletivamente.

As crenças tribais predominantes desde o sudoeste dos Estados Unidos até a atual Nicarágua sustentam que, no princípio, havia um Deus Antigo, Criador de todas as coisas do Ceu e da Terra, cuja morada estava no mais alto dos céus, no duodécimo céu. As fontes de Sahagún atribuíam a origem destes conhecimentos aos toltecas:

E os toltecas sabiam que muitos eram os céus. Diziam que havia doze divisões superpostas; ali morava o deus verdadeiro e sua consorte. ELE é o Deus celestial, Senhor da Dualidade; sua consorte é a Dama da Dualidade, a Dama Celestial. Isto é o que significa. Ele é rei, Ele é o Senhor acima do doze céus.

Surpreendentemente, isto parece uma versão das crenças religiosas-celestiais da Mesopotâmia segundo as quais na cabeça do Panteão estava Anu (Senhor do Céu) que, junto com sua consorte, Antu (Dama dos Céus) vivia em um planeta longínquo , o duodécimo membro do nosso sistema Solar.

O Sumérios o descreviam como um radiante planeta cujo símbolo era a cruz. Todos os povos do mundo adotaram este símbolo e o desenvolveram até convertê-lo no onipresente emblema do Disco Alado. O escudo de Quetzalcóalt e outros símbolos que aparecem nos primitivos monumentos do México são estranhamente similares.

Os deuses antigos, sobre os quais os textos nahuatlacas contavam estórias legendárias, eram descritos como homens barbados, como o barbudo Quetzalcóalt. Tal como nas Teogonias mesopotâmicas e egípcias habia relatos de casais divinos e irmãos que se casavam com suas próprias irmãs.

Os astecas cultuavam principalmente quatro irmãos divinos: Tlatlauhqui, Tzecatlipoca, Quetzalcóalt e Huitzilopochtli, segundo a ordem de nascimento. Eles representavam os quatro pontos cardeais e os quatro elementos primários: Terra, Vento (Ar), Fogo e água, um conceito de "raiz de todas as coisas" bem conhecido no Velho Mundo. Os quatro representavam também... as quatro raças da humanidade, um tema muito representado, (como na primeira página do códice Ferjervary-Mayer) junto com seus símbolos, cores, árvores animais.

MITOLOGIA MESOPOTÂMICA NA AMÉRICA

Os relatos nahuatlacas falam de conflitos e guerra entre deuses. Entre estas, o incidente em que Huitzilopochtli derrotou quatrocentos deuses menores e o combate entre Tezcatlipoca-Yáolt e Quezacóalt. Estas guerras pelo domínio da Terra estão entre os mitos populares de todos os povos da Antiguidade. Relatos hititas e indoeuropeus de guerras entre Teshub ou Indra com seus irmãos chegaram à Grécia através da Ásia Menos.

Os semitas cananeus e fenícios escreveram as guerras de Baal com seus irmãos, no transcurso das quais Baal matou centenas de "filhos dos deuses". E nas terras de Cam, África, os textos egípcios falam do desmembramento de Osiris nas mãos de seu irmão Set e a guerra posterior entre Set e Horus, filho vingador de Osiris.

Acaso os deuses dos mexicanos eram concepções originais ou eram lembranças de crenças e relatos que teriam suas raízes no Oriente Próximo da Antiguidade? A resposta surge à medida que se examinam os aspectos adicionais dos relatosNahuatlacas sobre a criação e a pré-história.

O Criador de todas as coisas dos astecas era um deus que "dá a vida e a morte, a boa e a má fortuna". O cronista Antonio de Herrera Tordesilla (Historia general) comentava que os indígenas "o invocam em suas tribulações, com os olhos postos no céu, onde crêem que Ele está". Esse deus criou primeiro o céu e a Terra, depois, deu forma ao homem e à mulher a partir do barro; mas não duraram muito. Depois de algum esforço mais, criou um casal humano a partir de cinzas e metais e, com eles, povoou o mundo.

Mas todos estes homens e mulheres foram destruídos em uma inundação, salvo certo sacerdote e sua mulher que, junto com sementes e animais, lograram navegar com ajuda de um tronco escavado. O sacerdote. O sacerdote descobriu terra depois de enviar uns pássaros. Segundo outro cronista, frei Gregório Garcia, a inundação durou um ano e um dia durante os quais toda a Terra esteve coberta de água e o mundo desapareceu no caos.

O Calendário de Pedra, onde figuram as quatro Eras ou Sóis, com seus respectivos regentes e representações das quatro calamidades que puseram fim a cada uma das eras ao tempo em que dizimaram a humanidade deixando apenas poucos sobreviventes iniciadores de um novo tempo, matrizes de um nova raça.

A ERA DO QUINTO SOL

O [registro] dos acontecimentos primitivos ou pré-históricos relativos à humanidade e aos progenitores das tribosnahuatlacas se dividem em lendas, representações pictórica e gravação, entalhe em pedra, como o calendário de Pedra, de quatro Eras ou Sóis. Os astecas consideravam sua época como a mais recente de cinco Eras, a Era do Quinto Sol. Cada um dos quatro Sóis anteriores havia terminado com uma catástrofe, as vezes uma catástrofe natural, outras, uma calamidade provocada pelas "guerras entre deuses".

Acredita-se que o Calendário de Pedra (que foi descoberto na zona da cidade sagrada) é uma síntese das cinco Eras. Os símbolos que circundam o painel central e a imagem mesma do centro têm sido objeto de numerosos estudos. O primeiro anel interior representa, com toda clareza, os vinte signos dos vinte dias do mês asteca. Os quatro painéis retangulares que rodeiam o rosto central são reconhecidos como os emblemas que representam as quatro Eras anteriores e a calamidade que acabou com cada uma delas: água, vento, terremotos e tormentas, jaguar.

Os relatos das quatro Eras são valiosos pela informação relativa à duração das Eras e seus principais acontecimentos. Embora as versões variem, o que sugere um longa tradição oral prévia aos registros escritos, todas coincidem que a primeira Era chegou ao fim com um Dilúvio, uma grande inundação que arrasou a Terra. A humanidade sobreviveu graças a um casal: Nene e sua mulher Tata, que abrigaram-se no tronco escavado. Essa foi a primeira ou a Segunda Era dos Gigantes de Cabelos Brancos.

O segundo Sol é lembrado como Tzoncuztique, a Era Dourada; terminou por causa da Serpente do Vento. O Terceiro Sol era presidido por Serpente de Fogo e foi a Era da Gente de Cabelo Roxo. Segundo o cronista Istlil-xochtl, estes foram os sobreviventes da Segunda Era que chegaram de barco, do Oriente até o Novo Mundo fixando-se em Botonchán. Ali se encontraram com gigantes, que também haviam sobrevivido à Segunda Era. Tornaram-se escravos dos gigantes. O Quarto Sol foi a Era da Gente de Cabeça Negra.

QUETZACÓALT

Foi durante a Quarta Era que Quetzacóalt apareceu no México ― estatura alta, semblante luminoso, com barba e vestindo uma longa túnica. Senhor da sabedoria e do conhecimento, introduziu o ensino, os ofícios, as leis e cálculo do tempo segundo um ciclo de 52 anos. Seu báculo, em forma de serpente, estava pintado de negro, branco e roxo e tinha pedras preciosas engastadas, adornado com seis estrelas. (Talvez não seja casualidade que o báculo do bispo Zumá-raga, o primeiro bispo do México, seja muito parecido com o de Quetzacóalt. Foi durante esta Era que se construiu Tollan, a capital tolteca.

Até o final do Quarto Sol teve lugar uma série de guerras entre os deuses. Quetzalcóalt partiu, de volta ao leste, na direção do lugar de onde tinha vindo. As guerras dos deuses causaram estragos no país. Os animais selvagens dizimaram a humanidade e Tollan foi abandonada. Cinco anos mais tarde,chegaram os povos chichime-cas, os Astecas. E começou a Era Asteca, Era do Quinto Sol.

Por quê a duração das eras é chamada de "Sol"? O motivo não está claro e a duração das Eras não é certa. Um dos documentos mais confiáveis e, tal mostraremos, assombrosamente plausível, é o Códice Vaticano-Latino 3738. Ali diz que o primeiro Sol durou 4.008 anos, o segundo, 4.010 e o terceiro 4.081. O quarto sol começou "fazem 5.042 anos" mas não se especifica o momento de seu final. De todo modo temos aqui um relato dos acontecimentos que remonta 17.141 anos a partir do momento em os relatos foram registrados.

É um lapso de tempo demasiado longo para que se possa recordar algo e os estudiosos, embora aceitem os acontecimentos do Quarto Sol como dotado de conteúdos históricos tendem a considerar tudo que é relativo às Eras anteriores como meros mitos. Como explicar, então, os relatos de Adão e Eva, um Dilúvio global e a sobrevivência de um casal ― episódios que, segundo H.B.Alexander (Latin American Mythology) são "surpreendentemente evocadores do relato da criação do Gênesis e da cosmogonia babilônica"?

MESOPOTÂMIA

Alguns alegam que os textos nahuatlacas refletem, de algum modo, o que os indígenas haviam escutado nos sermões bíblicos dos espanhóis. Porém, posto que nem todos os códices são posteriores à Conquista, as similitudes bíblico-babilônicas somente se podem explicar admitindo-se que as tribos mexicanas tinham laços ancestrais com a Mesopotâmia.

Ademais, a cronologia mexica-nahuat se correlaciona com acontecimentos e momentos com uma precisão científica e histórica que deveria levar mais de um a deter-se refletir. O Dilúvio fecha a primeira Era, cerca de 13,133 anos antes do momento em que se escreveu o códice, ou seja, há 11.600 anos a.C.. Em 12° Planeta (livro de Zecharia Sitchin) chegamos à conclusão de que um Dilúvio certamente arrasou a Terra por volta de 11.000. As correspondências entre os relatos e a cronologia sugerem que há algo mais que mitologia nos relatos dos Astecas.

Também intriga a afirmação dos relatos de que a Quarta Era foi a época da Gente de Cabeça Negra (as Eras anteriores foram a do Gigante de cabelo Branco e a Gente de cabelo Roxo). Cabeça Negra é precisamente o termo pelo qual se chamavam os sumérios em seus textos. Acaso os relatos astecas sugerem que o Quarto Sol foi a época em aparecem os sumérios?... Os povos nahuatlacas deviam conhecer os relatos que aparecem no Gênesis a partir de suas próprias fontes ancestrais.

AS TRIBOS DE ISRAEL

Os espanhóis ficaram desconcertados por haver descoberto na Terra uma civilização, um novo Mundo tão similar à Europa, com população tão numerosa. Mais espantados ficaram com as conexões bíblicas dos relatos Astecas. Buscando uma explicação, ocorreu-lhes que aqueles deviam ser os descendentes das Tribos Perdidas de Israel, que foram exiladas pelos Assírios em 722 a.C. e desapareceram sem deixar rastro.

O primeiro a expor esta idéia em um detalhado manuscrito foi o frei dominicano Diego Duran, que foi levado a Nova Espanha em 1542, aos cinco anos deidade. Seus dois livros, um deles conhecido em inglês ― Book of the Gods and Rites and the Ancient Calendar e História de las Índias de Nueva España. No segundo livro, Duran, fazendo uma exposição das muitas similitudes, afirmava enfaticamente sua conclusão de que "os nativos das Índias e do continente do Novo Mundo [...] são judeus e gente hebreia. Segundo ele, sua teoria estava confirmada. Segundo ele: "por sua natureza, estes nativos são parte das dez Tribos de Israel que Salmanasar, capturou e levou para a Assíria.

Suas transcrições de conversas com velhos indígenas resultou em uma coleção de lendas tribais de uma época em que haviam existido "homens de monstruosa estatura que apareceram e tomaram o país... E estes gigantes,buscando encontrar a forma de chegar ao sol decidiram construir uma torre tão alta que sua cúspide chegaria ao céu." Este relato, que se parece com o relato bíblico da Torre de Babel, iguala em importância outro relato referente a uma migração similar ao Êxodo.

Não é de se estranhar que com a difusão deste tipo de teoria, a teoria da Dez Tribos Perdidas, se converteu na favorita dos séculos XVI e XVII. supunha-se que, de algum modo, indo em direção leste através dos domínios Assírios e, mais além, os israelitas haviam alcançado as Américas. A teoria, que em seu auge de popularidade recebeu o respaldo das cortes reais européias, terminou, posteriormente,sendo ridicularizada pelos estudiosos.

As teorias atuais sustentam que o homem chegou ao Novo Mundo proveniente da Ásia, através de uma "ponte" de gelo, pelo Alaska, há 20 ou 30 mil anos atrás, alcançando pouco a pouco a região mais ao sul. Existem evidências consideráveis quanto a objetos, língua e valores etnológicos e antropológicos que indicam influências do pacífico, hindus, do sudeste asiático, China, Japão e ilhas Polinésias. Pesquisadores explicam que os deslocamentos foram periódicos e insistem muito que isso ocorreu durante a era Cristã, somente alguns séculos antes da conquista e nunca antes de Cristo.

Os acadêmicos conservadores ao tempo em que minimizam toda evidência de contatos transatlânticos entre o Velho e o Novo Mundo, fazem uma concessão para os contatos transpacíficos relativamente recentes como explicação dos relatos similares aos do Gênesis que existem nas Américas. Esquecem que as lendas sobre um Dilúvio global e da criação do homem a partir da argila... são temas comuns às mitologias de todo o mundo e uma possível rota entre Américas e Oriente Próximo (onde se originaram os relatos) poderia ter sido estabelecida através do sudeste asiáticos e das ilhas do Pacífico.

Mas existem elementos nas versões nahuatl que indicam uma fonte muito primitiva. É uma versão mesopotâmica do Gênesis mais antiga. A Bíblia, de fato, não tem apenas uma versão do livro da criação; tem duas, ambas extraídas de primitivas versões mesopotâmicas. Ambas ignoram uma terceira versão, possivelmente ainda mais velha, na qual a humanidade não se fez de argila somente, mas com o sangue de um deus. No texto sumério em que se baseia esta versão, o deus Ea, em colaboração com a deusa Ninti "preparou um banho purificador: "Que se sangre para um deus, ele ordenou; e sua carne e seu sangue, Ninte misture com argila." A partir dessa mistura criaram-se homens e mulheres.

É muito significativo que seja esta versão que não está na Bíblia a que se repete no mito asteca. O texto é conhecido como Manuscrito 1558 e conta que do calamitoso fim do Quarto sol, os deuses se reunirão em Teotihuacán. Tão logo os deuses estavam reunidos, disseram:

Quem habitará a Terra
O céu já está estabelecido
a Terra está preparada
Mas quem, oh deuses! viverá na Terra?

Os deuses reunidos ficaram desanimados. Foi então que Quetzalcóalt, o deus da sabedoria e ciência, teve uma idéia. Foi a Mictlán, a Terra dos Mortos e explicou ao casal de deuses que governava aquele mundo: "Venho pelos preciosos ossos que guardais aqui." ― E superando todas as objeções e contratempos, Quetzalcoóalt conseguiu os ossos:

Reuniu os ossos;
e os ossos do homem
colocou de um lado
e os da mulher de outro
e os reuniu em feixes

Levou os ossos secos a Tamoanchán, "nosso lugar de origem, de onde descendemos". Ele deu os ossos à deusa Cihuacóalt (Mulher Serpente), uma deusa da magia. Enquanto os deuses observavam, ela misturou os ossos pulverizados com o sangue do deus [Ea]; e dessa mistura argilosa foram criados os macehuales. A humanidade tinha sido criada!

Nos relatos sumérios, os criadores do homem foram os deuses Ea ("cujo lugar é a água"), também conhecido com Enki("Senhor da Terra"), cujos epítetos e símbolos referem-se à habilidade de metalúrgico e todas as palavras que encontram seu equivalente lingüístico com o termo "serpente". Sua companheira na façanha, Ninti ("a que dá a vida") era a deusa da medicina, um ofício cujo símbolo, desde a antiguidade são as serpentes entrelaçadas. As representação sumérias em selos cilíndricos mostram os dois deuses em um lugar algo parecido com um laboratório [figura abaixo].


Junto com outros dados relacionados aos sumérios e à terminologia, existem indícios de contatos em época bastante recuada. Ao que parece, as evidências desafiam também as teorias atuais acerca da primeiras migrações do homem para as Américas. Com isto, estamos sugerindo que a migração não aconteceu através do estreito de Bering, pelo norte mas sim, desde a Austrália e Nova Zelândia através até o descobrimento do Chile. Na fronteira com o Peru foram achadas múmias de 9 mil anos.

As teorias que contemplam as rotas via norte ou via Antártida, rejeitando uma primeira chegadas em terras chilenas têm a desvantagem de supor um trajeto longo demais para um grupo numeroso, com mulheres e crianças em território gelado, fosse no estremo norte ou sul. Por quê viajariam milhares de quilômetros em terras geladas a menos que soubessem da existência de uma Terra Prometida após o gelo? E como poderiam saber tal coisa se por definição foram "os primeiros" as chegar na América?

No relato bíblico do Êxodo do Egito, o Senhor descreve a Terra Prometida como uma terra de trigo, cevada, vinho e figueiras, uma terra "onde corriam o azeite [de oliva] e o mel. Uma terra cujas pedras são de ferro e as montanhas, ricas em cobre. O deus dos Astecas também descreveu sua Terra Prometida como uma terra de "casa com ouro e prata, algodão multicolorido e cacau de muitos tons".

Acaso aqueles primitivos emigrantes haviam se lançado naquela incrível caminhada sem alguém ― seu deus ― para guiá-los? E se essa divindade não fosse simplesmente uma entidade teológica e sim um ser fisicamente presente na Terra? Poderia ter ajudado os emigrantes a vencer os obstáculos da viagem do mesmo modo de o "Senhor de Israel" havia feito com os judeus.

É com pensamentos desse tipo, de por quê e como poderia ter sido empreendida uma viagem tão penosa que temos lido relido os relatos nahuatlacas sobre a migrações e as quatro Eras. Dado que o primeiro sol havia terminado com um Dilúvio essa deveria se a fase final da última glaciação pois, tal como concluímos em 12° Planeta [livro do autor deste texto], o Dilúvio foi provocado pelo deslizamento da capa de gelo antártico, aumentando o volume das águas dos oceanos há 11 anos antes de Cristo.

LUGAR BRANCO

Acaso o lugar original dos povos nahuatlacas, o legendário Aztlán ― "o lugar branco" assim se chamava pela simples razão de que branco era? Uma terra branca, uma terra coberta de neve. Seria esse o motivo pelo qual, sobre a Primeira Era do Primeiro Sol se diz que foi a "Era dos "Gigantes de Cabelos Brancos"? É possível que as recordações históricas dos Astecas, rememorando o Primeiro Sol, há 17.141 anos arás contavam, em realidade, uma migração para a América 15 mil anos antes de Cristo quando o gelo formava uma ponte com o Velho Mundo? E, por outro lado, seria possível que a travessia não tivesse sido feita por uma "ponte de gelo" e sim em barcos através do oceano Pacífico, tal como relatam as lendas náhuatl? [As lendas falam em travessia de barcos, e barcos toscos].

As lendas de um desembarque pré-histórico na costa do Pacífico não se limitam aos povos mexicanos. Mais ao sul, os povos andinos conservam tradições de natureza [conteúdo] similar, relatados como lendas. Uma delas, a Lenda de Naymlap possivelmente remete aos primeiros assentamentos de gente de outro lugar naquele litoral. Esta lenda fala da chegada de uma grande frota de balsas de junco. Na balsa que liderava a frota havia uma pedra verde que falava; dizia as "palavras de deus" ao povo; dava indicações ao chefe dos migrantes, Naymlap, para levá-los até a praia escolhida. A divindade, falando através do ídolo verde, posteriormente, instruiu o povo nas artes da agricultura, nas ciências das edificações e no artesanato.

Algumas versões da lenda do ídolo verde identificam o cabo de Santa Helena, no Equador, como lugar de desembarque. Ali, continente sul-americano se projeta mais a oeste, no Pacífico. Vários cronistas, entre eles Juan Velasco, documentaram lendas nativas de falavam que os primeiros povoadores das regiões equatoriais foram gigantes; adoravam o sol e a lua além de um panteão de deuses e, onde hoje situa-se a capital do Equador, segundo Velasco, os povoadores construíram templos, um em frente ao outro. O templo dedicado ao sol tinha, em frente à porta, duas colunas de pedra e, no pátio, outros doze pilares de pedra dispostos em círculo.

Ao completar sua missão, Maymlap partiu. Ele não morreu, como aconteceu com seus sucessores; ganhou asas e se foi voando para não voltar mais e levando consigo a pedra falante. Os indígenas americanos não estavam sozinhos na crença de que podiam receber instruções divinas através de uma pedra falante: todos os povos antigos do Velho Mundo falavam com pedras oraculares e criam acreditavam nelas. A Arca que os israelitas levavam durante o Êxodo tinha, na parte superior, oDvir literalmente "falador", um instrumento portátil através do qual Moisés podia escutar as instruções do Senhor.

O episódio da partida de Naymlap, que foi "levado aos céus" também tem seus paralelismos bíblicos. No capítulo 5 do Gênesis está escrito que na sétima geração de Adão, através de Set, o patriarca foi Enoch que, ao chegar à idade de 365 anos "se foi" da Terra, pois o Senhor o levou para o Céu.

Os especialistas têm problema com a idéia de cruzar o Pacífico em barcos há 15 ou 20 mil anos. O homem, dizem, era demasiado primitivo naquele tempo para ter barcos oceânicos e navegar em alto mar. Foi por volta do 4º milênio a.C. que a humanidade teria conseguido meios terrestres (veículos com rodas) e aquáticos (barcos) de transporte em longas distâncias.

Segundo os sumérios, havia existido uma avançada civilização sobre a Terra antes do Dilúvio; uma civilização fundada por aqueles que tinham tinham vindo do planeta Anu e que se havia prolongado através de uma linhagem de "semideuses" de longa vida, os descendentes da miscigenação entre os extraterrestres (os bíblicos nefilim) e as "filhas dos homens". As crônicas egípcias, como os escritos do sacerdote Manetón seguiam a mesma idéia e, mesmo na bíblia, existe a descrição de uma civilização tanto rural (agricultura e pastoreio) como urbana (cidades, metalurgia) antes do Dilúvio. O Dilúvio exterminou tudo o que havia sido feito pelo homem na face da Terra e tudo teve de recomeçar do princípio.


CAIM

O relato do criação do Gênesis é uma versão resumida dos relatos muitos mais detalhados dos textos sumérios. Nestes, se fala constantemente de Adão, literalmente, "o terrestre" [terráqueo?]. Lá está toda a genealogia de Adão: "Este é o livro das gerações de Adão". No começo, Adão teve dois filhos: Caim e Abel. Caim matou seu irmão e por isso foi desterrado por Yavé (Javé, Iavé ou Jeová): "E Adão conheceu sua mulher de novo e ela lhe deu um filho que foi chamado Set." É através da linhagem de Set que a Bíblia segue uma genealogia de patriarcas até Noé, o protagonista da história do Dilúvio. Depois, o relato se concentra nos povos asiáticos, africanos e europeus.

Mas, o que aconteceu com a linhagem de Caim? A Bíblia tem uma dúzia de versículos sobre isso. Iavé condenou Caim a viver como nômade, "fugitivo e vagabundo sobre a Terra":

E Caim saiu da presença de Iavé
e habitou a Terra de Nod, a este do Éden
E Caim conheceu sua mulher
e com ela engendrou Enoch
E ele construiu uma cidade
e pôs na cidade o nome de seu filho, Enoch

Várias gerações depois nasceu Lamek. Este, tev
e duas esposas; de uma delas teve Yabal: 'Ele foi pai dos que habitam em tendas e têm gado"; da outra esposa, teve dois filhos; um Yubal, que foi o "pai dos que tocam flauta". O outro filho, Tubal Caim, foi forjador de ouro, cobre e ferro.

A essa escassa informação bíblica é acrescentado o pseudo-epigráfico Livro dos Jubileus que, acredita-se, foi escrito no século II a.C. a partir de fontes mais antigas. Relacionando os acontecimentos com a passagem dos Jubileus, ali diz:

"Caim tomou sua irmã Awan (Avan) para que fosse sua esposa e ela lhe deu Enoch no final do quarto jubileu. E na primeira semana do quinto Jubileu, se construíram casa na terra e Caim construiu uma cidade e lhe pôs o nome de seu filho Enoch."

Os eruditos bíblicos ficam desconcertados com o nome de Enoch, que significa "fundamento" "fundação" e que se aplica tanto a um descendente de Adão através de Set como a outro descendente, através de Caim assim como outras similitudes nos nomes dos descendentes. Seja qual for o motivo, é evidente que as fontes sobre as quais se basearam os compiladores da Bíblia atribuem façanhas extraordinárias a ambos "Enochs" que, talvez, seja uma só e mesma pessoa pré-histórica.

O livro dos Jubileus afirma que: "Enoch foi o primeiro entre os homens que nasceu na Terra que aprendeu a escrever, aprendeu os conhecimentos e a sabedoria e que escrevia o sinais dos céus, segundo os meses, em um livro." Segundo o Livro de Enoch, a este patriarca foram ensinadas, durante uma "viagem celestial" as matemáticas e o conhecimento dos planetas assim como o calendário e a localização das "Sete Montanhas de Metal" na Terra, a oeste.

Os textos pré-bíblicos sumérios, conhecidos como as Listas dos Reis relatam também a história de um soberano antediluviano a quem os deuses ensinaram todo tipo de conhecimento. Seu nome-epíteto era "En-Me-Dur.An.Ki (Senhor do Conhecimento e dos Fundamentos do Céu e da Terra) e é muito provável que seja um protótipo dos Enochs bíblicos.

Os relatos nahuatlacas das andanças e chegada a um destino final, do assentamento e de construção de uma cidade; de um patriarca com duas esposas. cujos filhos são a origem dos povos; de um que se tornou famoso por ser forjador de metais, são demasiado semelhantes aos relatos bíblicos. Incluindo a importância que os náhuatl dão ao número sete, tal como na Bíblia. O sétimo descendente da linhagem de Caim, Lamek, proclamou enigmaticamente que "até sete vezes sete será vingado Caim; e Lamek, setenta vezes sete". Não seriam essas lendas as recordações da desterrada linhagem de Caim e seu filho Enoch?

Os Astecas chamaram sua cidade de Tenochtitlán, a Cidade de Tenoch, assim denominada em honra a seu antepassado. Se levarmos em conta que, em seu dialeto, os Astecas assinalavam muitas palavras com o som "T", Tenoch poderia ter tido origem em "Enoch".

Um texto babilônico baseado, segundo especialistas, em um primitivo texto sumério do terceiro milênio a.C., conta, enigmaticamente, uma disputa que termina com um assassinato, entre um lavrador e seu irmão pastor, iguais aos bíblicos Caim e Abel. condenado a "vagar com pesar", o infrator, chamado Ka'in, emigrou para a terra Dunns e ali "construiu uma cidade com torres gêmeas.

As torres gêmeas na cúspide das pirâmides é um signo distintivo da arquitetura asteca. Seria esse "estilo" uma herança da engenharia de Ka'in, uma cidade com torres gêmeas? E Tenochtitlán, a "cidade de Tenoch", não deve seu nome devido à história de Caim que, milênios atrás "construiu uma cidade e lhe pôs o nome de seu filho, Enoch"? Não seria essa cultura da América Central o Reino Perdido de Caim? É uma possibilidade que responde a questões relacionadas aos primórdios do homem nestes territórios.

A hipótese pode esclarecer outros enigmas, como "a marca de Caim", que pode ser um traço hereditário marcante dos ameríndios: a ausência de pelos no rosto. Segundo o relato bíblico, Caim, depois de ser desterrado e condenado a vagar pelo Oriente começou a preocupar-se com a possibilidade de ser assassinado por alguém buscando vingança. O Senhor, então, "pôs um sinal em Caim" para que fosse reconhecido como estando sob a proteção do Senhor.

Ainda que ninguém saiba em que pode se constituir esse sinal, geralmente se aceita que foi algum tipo de tatuagem à vista. Mas a Bíblia diz que o sinal valerá como proteção até a sétima geração e mais além. Um, sinal como esse tem de ser uma marca genética, algo que se transmite hereditariamente. Os ameríndios não têm barba. Talvez sejam eles os descendentes de Caim e o Novo Mundo, seria o reino Perdido de Caim.

de Zecharia Sitchin

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um remédio doado pelos Espíritos


Revista Espírita, 1862/novembro

Este título vai fazer os incrédulos sorrirem; que importa! ri-se de muitas outras coisas, o que não impede dessas coisas serem reconhecidas por verdades. Os bons Espíritos se interessam pelos sofrimentos da Humanidade; não é, pois, de se admirar que procurem aliviá-los, e, em muitas ocasiões, provaram que o podem, quando são bastante elevados para terem os conhecimentos necessários, porque eles vêem o que os olhos do corpo não podem ver; prevêem o que o homem não pode prever.

O remédio que está aqui em questão foi dado nas circunstâncias seguintes, à senhorita Hermance Dufaux (Médium que escreveu a história de Jeanne D'Arc.), que nos remeteu a fórmula com autorização de publicá-la para o bem daqueles que poderiam dela ter

necessidade. Um de seus parentes, morto há bastante tempo, havia trazido da América a receita de um ungüento, ou melhor, de uma pomada de uma maravilhosa eficácia para toda espécie de chaga ou ferida. Com sua morte, essa receita foi perdida; ele não a havia

comunicado. A senhorita Dufaux estava afetada de um mal nas pernas, muito grave e muito antigo, e que havia resistido a todos os tratamentos; cansada de ter inutilmente empregado tantos remédios, pediu um dia ao seu Espírito protetor se não havia para ela cura possível.

"Sim, respondeu ele, serve-te da pomada de teu tio. - Mas sabeis que a receita foi perdida.

- Eu vou tá dar," disse o Espírito; depois lhe ditou o que segue:

Açafrão................................... 20 centigramas

Cominho................................. 4 gramas

Cera amarela........................... 31 a 32 gramas

Óleo de amêndoas doces........... uma colher

Fundir a cera e colocar em seguida o óleo de amêndoas doces; acrescentar o cominho e o açafrão fechados num pequeno saquinho de pano fino, ferver, num fogo brando, durante dez minutos. Para uso, estende-se essa pomada sobre um pedaço de tela e a aplica sobre a parte doente, renovando-a todos os dias, mas antes da aplicação do ungüento, é preciso lavar cuidadosamente a ferida com água de altéia, ou outra loção suavizante.

A senhorita Dufaux, tendo seguido essa prescrição, sua perna foi cicatrizada em pouco tempo, a pele se reformou, e desde então está muito bem e nenhum acidente sobreveio.

Sua lavadeira foi curada felizmente de um mal análogo.

Um operário feriu-se com um fragmento de foice que entrou profundamente na ferida, e havia produzido inchação e supuração. Falava-se de fazer a amputação. Pelo emprego dessa pomada o inchaço desapareceu, a supuração terminou e o pedaço de ferro saiu da ferida. Em oito dias esse homem estava de pé e pôde retomar o seu trabalho.

Aplicada sobre os furúnculos, os abscessos, panarícios ela faz chegar em pouco tempo e cicatriza logo. Age atraindo os princípios mórbidos para fora da ferida saneando-a, e provocando-lhe, se for o caso, a saída de corpos estranhos, tais como as lascas de osso, de madeira, etc.

Parece que ela é igualmente muito eficaz para os dartros e, em geral, para todas as afecções da pele.

Sua composição, como se vê, é muito simples, fácil, e em todos os casos muito inofensiva; pode-se, pois, sempre tentar sem medo.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Os anjos guardiães


Revista Espírita, janeiro de 1859

Comunicação espontânea obtida pelo senhor L.., um dos médiuns da Sociedade.

É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos pelo seu encanto e pela sua doçura:
a dos anjos guardiães. Pensar que se tem, junto de si, seres que vos são superiores, que
estão sempre aí para vos aconselhar, vos sustentar, para vos ajudar a escalar a áspera
montanha do bem, que são amigos mais seguros e mais devotados que as mais íntimas
ligações que se possa contrair nesta Terra, não é uma idéia bem consoladora? Esses seres
estão aí por ordem de Deus; foi ele quem os colocou junto de nós, e estão aí pelo amor dele,
e cumprem, junto de nós, uma bela mas penosa missão. Sim, em qualquer parte que
estejais, ele estará convosco: os calabouços, os hospitais, os lugares de deboche, a solidão,
nada vos separa desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma sente os mais
doces impulsos e ouve os sábios conselhos.
Por que não conheceis melhor essa verdade! Quantas vezes ele vos ajudou nos momentos de
crise, quantas vezes vos salvou das mãos de maus Espíritos! Mas, no grande dia, esse anjo
do bem terá, freqüentemente, a vos dizer: "Não te disse isso? E tu não o fizeste. Não te
mostrei o abismo, e tu nele te precipitaste; não te fiz ouvir na consciência a voz da verdade,
e não seguiste os conselhos da mentira?" Ah! questionai vossos anjos guardiães; estabelecei,
entre ele e vós, essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos. Não penseis em não
lhes ocultar nada, porque são o olho de Deus, e não podeis enganá-los. Sonhai com o futuro,
procurai avançar nesse caminho, vossas provas nele serão mais curtas, vossas existências
mais felizes. Ide! homens de coragem; lançai longe de vós, uma vez por todas, preconceitos
e dissimulações; entrai no novo caminho que se abre diante de vós; caminhai, caminhai,
tendes guias, segui-os: o objetivo não pode vos faltar, porque esse objetivo é o próprio Deus.
Àqueles que pensam que é impossível a Espíritos verdadeiramente elevados se sujeitarem a
uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas
estando a vários milhões de léguas de vós: para nós o espaço não é nada, e mesmo vivendo
em um outro mundo, nossos espíritos conservam sua ligação com o vosso. Gozamos de
qualidades que não podeis compreender, mas estejais seguros que Deus não nos impôs uma
tarefa acima de nossas forças, e que não vos abandonou sozinhos na Terra, sem amigos e
sem sustentação. Cada anjo guardião tem o seu protegido, sobre o qual ele vela, como um
pai vela sobre seu filho; ele é feliz quando o vê seguir o bom caminho, e geme quando seus
conselhos são desprezados.
Não temais nos cansar com vossas perguntas; ficai, ao contrário, em relação conosco: sereis
mais fortes e mais felizes. São essas comunicações, de cada homem com seu Espírito
familiar, que fazem todos os homens médiuns, médium ignorados hoje mas que se
manifestarão mais tarde, e que se espalharão como um oceano sem limites para refluir a
incredulidade e a ignorância. Homens instruídos, instruí; homens de talento, elevai vossos
irmãos. Não sabeis que obra cumpris assim: é a do Cristo, aquela que Deus vos impôs. Por
que Deus vos deu a inteligência e a ciência, se não para partilhá-las com vossos irmãos,
certamente para avançá-los no caminho da alegria e da felicidade eterna.
São Luís, Santo Agostinho.

domingo, 11 de outubro de 2009

O MISTÉRIO DA TUMBA KV5 - II


"EX ORIENT LUX! ("Do Oriente vem a Luz!") diz o velho provérbio. Ardentes investigações de humanistas de talento e as fascinantes descobertas dos viajantes combinaram para dar bastante e amplo testemunho da verdade encerrada neste adágio"

(Paul Brunton - O Egito Secreto)

Como já dissemos, dotado de grande "disposição", o heróico Ramsés II teve centenas de esposas, porém a sua preferida, a favorita das favoritas, era a jovem Nefertari, uma das mulheres mais belas de toda a antigüidade e pela qual era ardentemente apaixonado, tendo a ela dedicado uma vasta e portentosa coleção de suntuosos templos e colossais monumentos - sem qualquer dúvida, os mais belos do Antigo Egito.

Aqui, novamente como é visto em Abu Simbel - um vasto complexo situado em Assuã e bem ao Sul do Egito - podemos encontrar as enormes estátuas de Ramsés II e da bela Nefertari, tendo aos pés as imagens de alguns do seus filhos. Entre as pernas de Ramsés, está a estátua do seu PRIMOGÊNITO, AMUN-HER-KHEPESHEF.

E agora estamos diante da maior surpresa revelada pela Tumba KV5 e pelos bem preservados restos mortais de AMUN-HER-KHEPESHEF: precisamente aquela que diz respeito à odisséia bíblica do ÊXODO! O quê poderia ter uma coisa a ver com a outra? (IMAGEM: © Abingdon Press)

TUDO A VER! Como sabemos, Moisés, cuja origem é muito obscura dentro da história, uma vez que os relatos bíblicos dizem ter sido filho de uma hebréia que o lançou às águas do Nilo em uma cesta de juncos para escapar de um massacre das crianças inocentes de seu povo determinado pelo Faraó da época, foi o guia do Povo Judeu durante a epopéia do Êxodo. Os relatos bíblicos dão conta de que Ele foi recolhido das águas do rio pela princesa e levado ao palácio real onde passou a viver, tendo sido criado e educado como se fosse membro da própria família real. Caindo posteriormente em desgraça ao matar um funcionário do governo que espancava escravos judeus, teve que fugir para o deserto onde tivera um "contato com Deus", O qual determinou que levasse "seu povo" para fora das terras do Egito em direção a uma terra prometida onde deveria se estabelecer.

Após uma série de confrontos e muitas solicitações dirigidas ao faraó da época, sempre negadas por este que se recusava em deixar partir do Egito o Povo Judeu, Deus teria permitido a Moisés assolar o Egito com Sete (Na verdade foram DEZ) terríveis pragas que culminaram naquela que foi a pior de todas: a morte de todos os PRIMOGÊNITOS, os recém-nascidos do Povo Egípcio, inclusive a CRIANÇA que era o filho do próprio faraó..... E o faraó da época foi justamente RAMSÉS II! Entendeu agora, Prezado Visitante, a razão de sempre termos grifado a palavra "PRIMOGÊNITO"? Pois é, essa também foi a espantosa conclusão a que chegou o Dr. Weeks: O primogênito de Ramsés II indiscutivelmente foiAMUN-HER-KHEPESHEF, o qual morreu (também comprovadamente) com a idade de 30 anos e portanto NÃO ERA UMA CRIANÇA - e dessa forma não poderia JAMAIS ter sido atingido pela décima praga de Deus!!! Então, muito evidentemente (e por certo) alguma coisa estava errada, muito errada - ou então muito confusa - nesses relatos!.....

..... Pois, bem ao contrário desses relatos, aqui nesse mural vemos AMUN-HER-KHEPESHEF, quando ainda adolescente, caçando com seu pai Ramsés II. Portanto, a "Praga de Deus" não poderia mesmo tê-lo atingido no berço!

E aqui, já com mais idade, comandando uma biga de guerra.

E, finalmente, já nessa outra imagem, completamente adulto e portador dos títulos: - "Favorito da Mão Direita do Rei; Príncipe Hereditário; Escriba Real; Generalíssimo de Sua Majestade; O Mais Antigo dos Filhos; Comandante das Tropas; Efetivo confidente e Amado Dele; Chefe dos Segredos da Casa Real; Senhor da Terra Inteira; Semi-sacerdote dos Deuses; Delegado e Juiz das Duas Terras e Controlador das terras"

Lembremos ainda que ele, AMUN-HER-KHEPESHEF - E SOMENTE ELE - poderia, por direito e segundo os costumes egípcios, ter ostentado o título de PRIMOGÊNITO de Ramsés II, uma vez que foi, de fato, o primeiro de seus inúmeros filhos. E além do mais, o filho muito amado de Ramsés II com Nefertari, a mulher que seu pai mais amou na vida!

O Dr. Weeks também chegou a muitas outras surpreendentes e espantosas conclusões: Moisés tinha um nome essencialmente egípcio: "MASSES", o qual literalmente significa "Nascido de....". Temos um exemplo acima: o cartucho contém o nome de Ramsés II, que - também literalmente - significa "FILHO, ou NASCIDO DE RÁ" ("Ra+Masses"). Segundo apurou o Dr. Weeks, Moisés não era de origem hebréia: ERA, NA VERDADE, UM DOS MUITOS FILHOS DE RAMSÉS II, mas não tendo a esposa favorita Nefertari como mãe e, portanto, sem direito à sucessão no trono, o qual, segundo os costumes, exclusivamente caberia ao primogênito AMUN-HER-KHEPESHEF! E muito possivelmente, talvez devido a uma disputa interna justamente por essa sucessão, Moisés, que seria um FILHO rebelde de Ramsés, tenha rompido com a família real e se unido ao Povo Judeu escravizado, de modo a com ele partir e assim se tornar SEU SOBERANO em terras distantes! Da mesma forma, descobriu-se que a afirmação de que Moisés, sempre retratado como um velho que teria deixado o Egito durante o Êxodo com uma idade bem avançada..... Não corresponde à verdade, sendo outra falácia! Bem ao contrário, Moisés era JOVEM, muito jovem e impetuoso quando liderou o Êxodo!

E MAIS: O Dr. Weeks descobriu que Moisés era MONOTEÍSTA, possivelmente um seguidor secreto das doutrinas de Akhenaton, um faraó que antecedera a Ramsés e que reinou durante a XVIII Dinastia, o qual teve o seu culto a uma Divindade Única e Benevolente (ATON) banido do Egito através de um sedicioso golpe de estado perpetrado pelos corruptos seguidores do deus AMON! Portanto, muito logicamente deve ter sido em contato com o Povo Judeu que lhe dera abrigo que Moisés, que era Egípcio, abraçou a religião Monoteísta.

E ainda poderia haver mais! E essa não é a conclusão do Dr. Weeks, mas, sim, a NOSSA: Akhenaton era casado com a sua bela esposa Nefertiti. Após o golpe de estado que derrubou o seu governo e causou a sua morte, a rainha Nefertiti sumiu misteriosamente do mapa. A sua múmia jamais foi encontrada no Egito. Lembremos que Akhenaton, o Iluminado por Deus, foi uma das mais sublimes almas que tocou esse planeta. A sua crença em um Deus Único via todas as criaturas como os diletos filhos da Divindade e, assim, a escravidão foi abolida no Egito através dos seus decretos, como também a idólatra religião do deus AMON foi extinta. Isso significou a libertação (ainda que provisória) do Povo Judeu, que desde muito era sacrificado através dos duros e cruéis trabalhos forçados. Muito possivelmente, Nefertiti tenha buscado abrigo e secretamente se refugiado junto a esse Povo, o qual muito a estimava e por sinal tinha uma dívida de gratidão para com os antigos soberanos - contudo novamente vindo a se tonar cativo, espoliado e sacrificado durante as Dinastias seguintes. Suspeitamos que existam indícios muito fortes de que Nefertiti tenha estado "por trás" de Moisés, não somente orientando-o como também - e no entanto já bem idosa - PARTICIPADO ATIVAMENTE da jornada do Êxodo!!! Há na Bíblia, precisamente em Êxodo Capítulo 15, Versículo 20, a referência a uma certa MIRIAM (um nome tipicamente egípcio que significa "AQUELA QUE FOI A AMADA"), classificando-a como "PROFETISA" (lembremos que Nefertiti foi a suprema profetisa de ATON, o Deus Único de Akhenaton), onde literalmente se lê: - "E Miriam, a Profetisa, passou a tomar um pandeiro na mão; e todas as mulheres começaram a sair com ela com pandeiros e danças. E Miriam respondia aos homens: "Cantai a Deus, pois Ele ficou altamente enaltecido. Jogou no mar o cavalo e seu cavaleiro".

E se a tal profetisa Miriam não foi Nefertiti, temos ainda uma outra suspeita: quando Akhenaton foi deposto pelos sacerdotes de Amon, foi sucedido no trono pelo jovem Tuthankamon, muito provavelmente seu filho, o qual se tornou uma presa fácil dos corruptos sacerdotes que o fizeram mudar de nome de Tutankhaton ("Imagem Viva de Aton") para Tuthankamon, restaurando assim a idolatria Amoniana que fora banida do Egito. Tutankhamon se casou com uma menina chamada Ankhsepaton ("A filha Viva de Aton") que igualmente foi forçada a mudar de nome para Ankhsenamon. A conspiração, no entanto, continuava nos bastidores uma vez que ambos eram os últimos e sobretudo muito incômodos representantes do Monoteísmo. Com o assassinato do jovem monarca, sua esposa foi obrigada a desposar um velho e corrupto sacerdote de Amon chamado Eje, o qual também foi sutilmente eliminado pelo ambicioso general Horemheb, o líder armado da conspiração, que dessa forma - e à força - se tornou o próximo faraó.

A partir de Horemheb (visto no mural acima) o Egito se tornou um caos. Muitas disputas internas e os breves governos de obscuros faraós que o antecederam após a morte de Tutankhamon, culminaram com os reinados de Ramsés I e Seti I, Já na XIX Dinastia, logo seguidos pelo longo reinado de Ramsés II. A jovem Ankhesenamon sumiu de cena, possivelmente tendo sido exilada e encontrado abrigo junto ao Povo Judeu, passando, pois, com ele a viver.... E, quem sabe, se tornado a Profetisa Miriam - como vimos, um nome tipicamente egípcio que significa "Aquela que foi a amada", título que bem lhe caberia já que ela TAMBÉM foi a MUITO AMADA, tanto de Tuthankamon, quanto do Deus único ATON!

Mas, voltemos ao tema principal: o Dr. Weeks encontrou também um grosseiro erro de tradução nos textos bíblicos. A épica travessia do Êxodo NÃO OCORREU NO MAR VERMELHO! A tradução correta seria "NO MAR DE JUNCOS" ! E o "Mar de Juncos" até hoje se se situa precisamente junto aos DELTA DO NILO, muito mais AO NORTE - por sua vez o lugar mais estreito, porém muito pantanoso, e bem mais lógico para se fazer tal travessia! A própria Bíblia nos fornece muitas pistas nesse particular, exatamente em Êxodo Capítulo 13, Versículo 18 (grifos nossos): - "O Senhor fez, por isso, o povo DAR A VOLTA PELO CAMINHO DO ERMO DO MAR VERMELHO. Mas foi (e preste muita atenção neste detalhe) EM FORMAÇÃO DE BATALHA que os Filhos de Israel SUBIRAM A TERRA DO EGITO" . (FOTO DE SATÉLITE: © ESA)

E era precisamente, e por fortes razões estratégicas, que ao Norte no DELTA DO NILO se concentravam as tropas do Faraó, precisamente em uma enorme cidade hoje perdida e em ruínas (foto) que se chamava PI-RAMSES - um poderoso exército comandado exatamente pelo seu chefe supremo e futuro faraó...... AMUN-HER-KHEPESHEF, o Primogênito de Ramsés II!

Os relatos bíblicos afirmam que o Povo Judeu foi perseguido por 600 bigas egípcias - e era exatamente em PI-RAMSES, no Delta do Nilo e, portanto, junto ao "MAR DE JUNCOS", que se concentravam essas temidos artefatos de combate. Havia uma rivalidade muito antiga entre Moisés e AMUN-HER-KHEPESHEF, o qual certamente comandou o ataque, uma vez que seu pai na época já estava velho, dessa forma incapaz para combater, ou até mesmo para guiar as suas tropas. Possivelmente deva ter se tratado de uma iniciativa própria e estritamente pessoal, uma forma covarde de vingança de AMUN-HER-KHEPESHEF, já que Ramsés II permitira a partida do Povo Judeu e, portanto, não haveria motivos que justificassem tal retaliação.

E a bíblia nos diz que o próprio faraó comandou o ataque. Lembremos que AMUN-HER-KHEPESHEF era na época o faraó de fato, já que, segundo registros históricos, seu pai lhe passara o comado geral do governo e dos exércitos através da realização de um festival religioso aos 30 anos do seu reinado. O que se passou a seguir é notório: o massacre das tropas egípcias pelas "Mãos de Deus" durante essa travessia, ocorrendo ali, segundo os relatos bíblicos, a morte do próprio faraó. Há porém, um detalhe na Bíblia para o qual poucos atentam: o Povo Judeu não seguiu indefeso, porém seguira fortemente ARMADO durante a jornada do Êxodo, "Em Posição de Batalha"! Há indícios que, na verdade, os egípcios foram atraídos para uma armadilha mortal justamente no "Mar de Juncos', onde as suas bigas atolaram e assim perderam toda a eficácia, propiciando um verdadeiro massacre no qual, e assim justificando o ferimento no seu crânio, AMUN-HER-KHEPESHEF, o Comandante-em-Chefe, o Primogênito e também o futuro faraó morreu - não metaforicamente pelas pragas da "Mãos de Deus", mas, SIM, segundo pensa o Dr. Weeks, PELAS MÃOS DOS HOMENS EM NOME DE DEUS! E voltando-se ao Êxodo, encontramos no Capítulo 15, Versículo 4/5, exatamente isso: - "Atirou no mar os carros de Faraó e suas forças militares. E a elite dos seus guerreiros foi afundada no Mar Vermelho (de JUNCOS, seria o correto). As águas EMPOLADAS passaram a cobri-los; como pedras desceram às profundidades". "Águas empoladas"? Sim, nada mais perfeito para um sutil sinônimo de "PÂNTANOS"!

Tudo, por conseguinte, se traduz em um enorme mistério. Ramsés II, "O Grande", tal como foi chamado no Antigo Egito, segundo os registros históricos e religiosos sofrera em demasia com a morte do seu muito amado primogênito - aquele que também viria a ser o futuro sucessor no trono. O certo é que o velho Ramsés levou consigo para a Eternidade não somente a sua grande dor como também toda a espantosa verdade, a qual nos dias de hoje pouco a pouco parece estar finalmente aflorando.

Mas a integral verdade possivelmente ainda está contida no magnífico interior da Tumba KV5, onde restam muitas das suas centenas de Câmaras secretas a serem devidamente exploradas. Inúmeros outros filhos de Ramsés II talvez ainda estejam lá enterrados, assim como algumas das suas inúmeras esposas.

Sim, pois ainda resta muito a ser descoberto e revelado! E muito possivelmente, em algum outro lugar dos fantásticos labirintos da KV5, estejam cuidadosamente preservados os registros que contarão ao mundo estupefato a História que deixou de ser contada - a qual, através dos tempos, foi por muitas vezes covardemente suprimida, adulterada ou apenas parcialmente traduzida por intermédio de sutilíssimas metáforas!

O MISTÉRIO DA TUMBA KV5


"Esses laboratórios subterrâneos serviam, obrigatoriamente, à ciência egípcia, à biologia, à tanatologia e à magia. Era no subsolo, inacessível aos profanos, que dormiam os verdadeiros segredos dos faraós"

(Jean-Louis Bernard - As origens do Egipto)

Vale dos Reis, situado a Oeste do Nilo e local do repouso eterno dos mais expressivos soberanos do Antigo Egito. Local onde, mas só teoricamente, "nada mais restaria a ser encontrado uma vez que todos os seus suntuosos túmulos já teriam sido descobertos, mapeados e devidamente escavados". Ledo engano! Tudo nos prova que ainda resta muita coisa a ser descoberta, muita coisa mesmo! Coisas espantosas e além de tudo revolucionárias, assim como ESSA que você vai ver logo a seguir:

A TUMBA PERDIDA - A MAIOR DESCOBERTA NO VALE DOS REIS DESDE TUTANKHAMON - diz o título desse livro, que tem como autor o Dr. Kent Weeks, cientista, arqueólogo, Professor de Egiptologia da American University no Cairo, Diretor do The Theban Mapping Project e também o autor da sensacional descoberta que certamente irá abalar profundamente todos os conceitos religiosos e históricos - abraçados e tidos como aceitos desde milênios pela nossa humanidade:

Precisamente a tumba KV5, intocada há milênios sem conta e situada bem ao lado de várias outras que, por sua vez, já foram totalmente escavadas!

Na foto, a entrada para tumba KV5, diante da qual por durante séculos centenas de arqueólogos passaram e não se deram conta da sua presença, sem saber que poderiam estar bem próximos do maior e mais fantástico tesouro arqueológico de todos os tempos. Um inestimável tesouro, não composto por ouro, pedras preciosas ou maravilhosos sarcófagos, mas, sim, contendo a mais revolucionária revelação histórica e arqueológica de todos os tempos!

Além de ser a maior de todas as tumbas subterrâneas jamais descoberta, contendo VÁRIOS NÍVEIS sustentados por imensos pilares e mais de 200 compartimentos, ou câmaras, ali estavam enterrados os filhos de RAMSÉS II, soberano da Décima Nona Dinastia - aquele que foi o maior e o mais poderoso soberano do Antigo Egito!

Ramsés II - aqui visto ao lado da sua esposa favorita, Nefertari, representados em uma colossal estátua em exposição no Museu do Cairo, foi o soberano que mais tempo reinou no Antigo Egito, precisamente 67 anos, tendo sido o responsável por grandes campanhas militares e, ainda, pela construção dos maiores e mais suntuosos templos e monumentos daquela época.

Como, por exemplo, o espetacular complexo arquitetônico de Abu Simbel, em Assuã, ao sul do Egito!

Além de grande empreendedor e conquistador militar, Ramsés II foi também aquele faraó que teve a vida mais longa, morrendo por volta dos 90 anos e deixando uma grande descendência. Um grande "desportista", teve nada menos que 200 mulheres e 150 filhos, muitos dos quais se perderam nos corredores da História, não nos deixando, portanto, quaisquer registros sobre as suas vidas ou feitos.

Porém, a Tumba KV5 estava destinada a mudar essa situação, uma vez que no seu interior foram encontrados (a princípio), quatro esqueletos pertencentes a alguns dos FILHOS do grande soberano. Na foto, uma estátua de Osiris, o deus da morte e Senhor da Eternidade, guarda a entrada da interminável sucessão de câmaras daquela espantosa e colossal edificação subterrânea.

Aqui, uma visão do vasto complexo da KV5, sem igual - e também sem qualquer tipo de comparação - a qualquer outra estrutura arqueológica funerária descoberta no Egito. Um espantoso complexo arquitetônico jamais sonhado pelos arqueólogos! Enfim, uma fantástica obra de Engenharia elaborada na rocha bruta......

...... Onde as escavações iniciais revelaram no seu interior a presença de quatro esqueletos!

E dos quatro esqueletos lá encontrados, havia um deles que particularmente interessaria ao Dr. Weeks - precisamente aquele contendo a inscrição do nome AMUN-HER-KHEPESHEF ("O Braço Forte de Amon", ou ainda, "Amon Está na Sua Mão Direita"), declarando-o como "O PRIMOGÊNITO DE RAMSÉS II".

Na foto, o Dr. Weeks e seu assistente examinam alguns dos inúmeros artefatos também encontrados na tumba.

Mas quem teria sido exatamente AMUN-HER-KHEPESHEF, além de ter sido o Primogênito de Ramsés II? A única resposta mais concreta está no magnífico e suntuoso Templo de Abu-Simbel, bem longe dali por sinal, onde um mural mostrando-o em batalha o distingue com o título de "Comandante-em-Chefe dos Exércitos de Seu Pai, Ramsés II".

Porém, o fato de ter sido o PRIMOGÊNITO DE RAMSÉS, levou o Dr. Weeks a examinar mais detidamente os fragmentos do seu crânio (foto), submetendo-o a diversos exames - todos eles levados a efeito por parte dos maiores especialistas forenses mundiais.

Algo, porém, intrigava o Dr. Weeks: o crânio de AMUN-HER-KHEPESHEF apresentava as marcas de um estranho ferimento. Os exames comprovaram que na ocasião da morte deste homem, o PRIMOGÊNITO DE RAMSÉS II, sua idade oscilava por volta dos 30 anos e esse ferimento fora certamente causado EM BATALHA, tendo sido inclusive uma das causas da sua morte devido a uma forte hemorragia craniana.

Na imagem acima, a reconstituição inicial rosto de AMUN-HER-KHEPESHEF elaborada pelos cientistas forenses. (IMAGEM: Discovery Channel)

Haveria então alguma semelhança com Ramsés II, cuja múmia muito bem preservada acha-se atualmente em exposição no Museu do Cairo (foto)? Fez-se, pois, necessário perturbar ainda uma outra vez o repouso eterno do grande soberano, obtendo-se assim detalhados exames do seu crânio para fins comparativos......

....... E este foi o resultado obtido pela Ciência Forense, especialista na reconstituição virtual de faces através dos respectivos crânios: Sim, assim foram os rostos de Ramsés II, quando morreu por volta dos 90 anos, e o do seu filho PRIMOGÊNITO, AMUN-HER-KHEPESHEF, este por sua vez, quando morrera MUITO JOVEM por volta dos seus 30 anos de idade. O mesmo se deu com os outros três crânios examinados e igualmente encontrados na KV5. Através das características faciais indiscutíveis, todos provaram realmente ser de alguns dos inúmeros filhos "perdidos" de Ramsés II. (IMAGENS: © Discovery Channel)

E mais uma vez a moderna e muito precisa Ciência Forense acertou em cheio! Compare o resultado mostrado na imagem anterior através dessa milenar figura egípcia de AMUN-HER-KHEPESHEF. Surpreendente, não? Há, porém, coisas ainda mais surpreendentes e reveladoras envolvidas nessa sensacional descoberta da Tumba KV5. Continue, portanto, conosco na seqüência dessa página.....