Seguidores

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A vida e a morte

Recebido por e-mail de Marcos

68) Qual é a causa da morte entre os seres orgânicos?
– O esgotamento dos órgãos.
68a) Podemos comparar a morte com o cessar do movimento numa máquina desarranjada?
– Sim; se a máquina está mal montada, o movimento cessa; se o corpo está doente, a vida se extingue.
69) Por que uma lesão do coração causa a morte mais do que em qualquer outro órgão?
– O coração é a máquina da vida, mas não é o único órgão cuja lesão ocasiona a morte. É somente uma das peças essenciais.
70) O que acontece com a matéria e o princípio vital dos seres orgânicos quando eles morrem?
– A matéria sem atividade se decompõe e vai formar novos organismos. O princípio vital retorna à sua origem, à sua fonte.
Quando o ser orgânico morre, os elementos que o constituíam passam a fazer parte de novas combinações e participam na formação de novos seres, que por sua vez passam a tirar da fonte universal o princípio da vida e da atividade, o absorvem e assimilam para novamente devolvê-lo a essa fonte quando deixarem de existir.
Os órgãos estão, por assim dizer, impregnados de fluido vital que dá a todas as partes do organismo uma atividade geradora da união entre elas, e, no caso de lesões, restabelece as funções que estavam momentaneamente danificadas. Mas quando os elementos essenciais ao funcionamento dos órgãos são destruídos, ou muito profundamente desarranjados, o fluido vital é incapaz de transmitir o movimento da vida, e o ser morre.
Mais ou menos por uma ação inevitável e forçosa os órgãos reagem uns sobre os outros. É da harmonia de seu conjunto que resulta sua ação mútua. Quando, por qualquer causa, essa harmonia é destruída, suas funções param como o movimento de uma máquina cujas peças principais se desarranjaram. Como um relógio que se desgasta com o tempo ou quebra por acidente, e ao qual a força motriz é incapaz de pôr em movimento.
Temos uma imagem mais exata da vida e da morte num aparelho elétrico. Esse aparelho, como todos os corpos da natureza, possui eletricidade em estado latente. Os fenômenos elétricos somente se manifestam quando o fluido é colocado em atividade por uma causa especial. Então, poderíamos dizer que o aparelho está vivo. Parando a causa da atividade, o fenômeno cessa: o aparelho volta ao estado de inércia. Os corpos orgânicos seriam, assim, uma espécie de pilhas ou aparelhos elétricos nos quais a atividade do fluido produz o fenômeno da vida. A paralisação dessa atividade produz a morte.
A quantidade de fluido vital não é precisamente a mesma para todos os seres orgânicos. Ela varia de acordo com as espécies e não é constante, seja no mesmo indivíduo ou em indivíduos da mesma espécie. Há os que são, por assim dizer, saturados desse fluido, enquanto outros possuem apenas uma quantidade suficiente; daí, para alguns a vida mais ativa, mais tenaz e, de certo modo, superabundante.
A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a manutenção da vida se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.
O fluido vital se transmite de um indivíduo para outro. Aquele que tem mais pode dar para quem tem menos e, em alguns casos, restabelecer a vida  e prestes a se extinguir.
(O Livro dos Espíritos  - Perguntas 68,68a,69 e 70)

******
Cumpre com o teu dever em reta consciência e sê aquele que não deserta, que não lastima,
que não se queixa nunca, ciente de que, após o teu calvário íntimo, a ressurreição gloriosa é
a etapa feliz imediata que esplenderá em bençãos de libertação.
   (Obra: Luz Viva - Divaldo Franco / Joanna de Ângelis)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ADICIONE SEU COMENTÁRIO AQUI