Seguidores

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ISABEL DE ARAGÃO MENTORA ESPIRITUAL DE CHICO

Isabel de Portugal
"Rainha Santa"
(11/02/1270 – 04/07/1336)

As Rosas da Rainha Santa de Portugal

Fenómeno mediúnico transforma dinheiro em rosas.

Autor: César Perri de Carvalho, em entrevista a RIE sobre o Espiritismo em Portugal (edição out.97), em questões gerais, fizemos uma imersão na história portuguesa e citamos locais relacionados com episódios que envolvem fenómenos mediúnicos.
Entre estes, o culto à Rainha Santa Isabel, exemplo de virtudes e de paz;
tem a ver, também, com fenómenos de efeitos físicos, como o famoso facto do aparecimento de rosas
.

A HISTÓRIA:
Isabel nasceu aos 11/02/1270, em Saragoça (Espanha), filha do príncipe D. Pedro de Aragão.
Seu nome homenageia sua tia a Santa Isabel, da Hungria.
Casou-se em 1282 com o rei D. Dinis (de Portugal) e foi residir em Coimbra, onde se estabelecia a Corte Portuguesa.
O reinado de D. Dinis (1279-1325) foi marcante pelas suas acções. Intensificou-se a sementeira do pinhal de Leiria, para conter o movimento das dunas da costa e que também foi útil para atender aos interesses marítimos e comerciais do reino.
Constituiu o "Estudo Geral", que originou a Universidade de Coimbra.
D. Dinis protegeu os remanescentes da Ordem dos Cavaleiros Templários, condenados na França, e criou a Ordem do Cristo para albergá-los.
Esta Ordem teve decisivo papel nas grandes navegações e descobertas.
Em seu reinado, o castelo de Leiria foi consagrado como residência real.
Rainha, religiosa e caridosa, sempre muito religiosa, amparou dedicadamente o mosteiro de Santa Clara, em Coimbra.
Construíram as seguintes obras:

um hospício para pobres em Coimbra, o hospital dos Meninos Inocentes de Santarém, o hospital de Leiria.
No paço real, amparava donzelas pobres e por ocasião do casamento das mesmas as adornava de jóias suas.
Em seguida à morte do marido e rei, vestiu o hábito pobre e humilde da Ordem Franciscana.

Entregou-se totalmente às obras de beneficência.

Fez uma peregrinação incógnita a S. Tiago de Compostela, na Galiza, em 1325, para venerar o apóstolo Tiago, amparando os necessitados durante a viagem.
Ao retornar, já divulgada a visita real, era esperada por muitos durante o trajecto.
Durante um período de fome (1333), a rainha Isabel providenciou a vinda de trigo de terras longínquas e ofereceu-o a indigentes.
No seu testamento contemplou numerosas instituições beneficentes em todo o reino.
Medianeira da concórdia.
Desde seu nascimento Isabel colaborou com a pacificação de nobres dirigentes.
Por ocasião do seu nascimento houve a reconciliação de seu pai com seu avô, respectivamente, o príncipe D. Pedro e o rei D. Jaime.
Durante uma rebelião de seu filho, o príncipe D. Afonso, contra o rei D. Dinis, a rainha Isabel fez promessas, solicitou preces públicas e foi a Alenquer durante a rebelião, onde organizou uma procissão, na qual desfilou descalça e vestida de penitente. Obteve sucesso em seu desejo de reconciliar o filho e o esposo real.
Sua última viagem, de Coimbra para Estremoz, foi realizada em 1336, com o objectivo de tentar pacificar o seu filho D. Afonso IV, rei de Portugal, e seu neto, o Rei Afonso XI de Castela. Chegou doente e depois de dar conselhos a familiares e amigos veio falecer durante preces, no dia 04/07/1336.

O fenómeno mais divulgado.

A rainha Isabel era conhecida pela sua benemerência.
Temos duas informações diferentes sobre o fenómeno das rosas.
Para uns, o episódio ter-se-ia passado numa área do castelo de Leiria.
Para outros, durante uma visita da rainha ao Mosteiro de Santa Clara, em Coimbra.
Cíceroneado pela excelente anfitriã Isabel Saraiva, dirigente do Centro Espírita de Leiria, percorremos os diversos locais.
Há aqueles que afirmam que o marido e rei foi encontrá-la para a apanhar em flagrante num momento de doação de dinheiro, motivado por intrigas da corte a respeito de gastos.
O ponto comum das versões é que Isabel levava dinheiro para beneficiar pobres. Ao entrar no pátio, a rainha é surpreendida pela presença do rei D. Dinis. Este nota a surpresa da esposa e percebe que ela se esforça para esconder alguma coisa.
Pergunta-lhe o marido:
- "Que levais aí?".
A rainha respondeu-lhe:
- "Rosas, meu senhor".
Como isto se passava no Inverno, o rei sorriu, dizendo que teria muito prazer em ver rosas no mês de Janeiro...
A rainha Isabel descobriu, então, o que escondia e para grande admiração de todos, apareceram rosas frescas em seu regaço!
Esse fenómeno de efeitos físicos é muito lembrado em Portugal, junto com outros que estariam ligados à cura.
REPERCUSSÕES:

Atendendo ao desejo da rainha Isabel, seu corpo foi trasladado do local do falecimento, Estremoz, para Coimbra. Durante a viagem foi homenageada por populares. Foi sepultada na igreja do Mosteiro de Santa Clara.
Durante o processo de canonização, 276 anos após sua morte, o túmulo foi aberto na presença de autoridades eclesiásticas e reais e constatou-se que o corpo estava intacto.
Foi canonizada em 1625 pelo papa Urbano VIII.

O actual Mosteiro de Santa Clara foi inaugurado em 1677, já como autêntico templo da rainha Santa Isabel, para onde seu corpo foi trasladado em 1696 e onde repousa até hoje no altar principal.
A partir de 1704, toda vez que o rei ou algum integrante da família real passava por Coimbra, ia orar junto ao seu túmulo e depois de exposto o corpo conservado, beijar a sua mão. Este procedimento de se abrir o túmulo e se expor seu corpo é repetido periodicamente até nossos dias.
No movimento espírita português, a benemérita rainha é respeitada e evocada.
Há livros e mensagens espirituais atribuídos à notável senhora.
Geralmente, em meados de cada ano, a revista Fraternidade (de Lisboa) informa sobre a "Festa das Rosas", dedicada à rainha Santa Isabel, às mães e à Primavera, levada a efeito em Maio no Lar Fraterno de Portugal.
Em mensagens psicografadas por Francisco Cândido Xavier, inclusive em uma inédita e em recente comunicação, há referências à rainha de virtudes e benemerências.
A "medianeira da paz e mãe da Pátria”, como Isabel é idolatrada pelos portugueses, é lembrada por alguns fenómenos, como o bem registado “milagre das rosas”.
Todavia, suas acções foram rosas perenes de doação em favor do próximo, desde o próximo mais próximo, dos reais familiares até o indigente.
IN : Revista Internacional de Espiritismo – Maio de 1998


(outra Fonte)

D. Isabel de Aragão nasceu no palácio de Aljaferia, na cidade de Saragoça, onde reinava o seu avô paterno D. Jaime I. Era filha de D. Pedro, futuro D. Pedro III, e de D. Constança de Navarra. A princesa recebeu o nome de Isabel por desejo de sua mãe em recordação de sua tia Santa Isabel da Hungria, duquesa de Turíngia. O seu nascimento veio acabar com as discórdias na corte de Aragão, pelo que o seu avô lhe chamava “rosa da casa de Aragão”
As virtudes da sua tia-avó viriam a servir-lhe de modelo e desde muito nova começou a mostrar gosto pela meditação, rezas e jejum, não a atraindo os divertimentos comuns das raparigas da sua idade. Isabel não gostava de música, passeios, nem jóias e enfeites, vestia-se sempre com simplicidade.
A infanta D. Isabel tornara-se conhecida em beleza discrição e santidades. As suas virtudes levaram muitos príncipes apresentavam-se a D. Pedro como pretendentes à mão da sua admirável filha. Os pais escolheram o mais próximo, D. Dinis, herdeiro do trono de Portugal, que era também o mais dotado de qualidades. Isabel estava mais inclinada a encerrar-se num convento, no entanto, como era submissa, viu no pedido dos pais, a vontade do céu. Foram assinadas a 11 de Fevereiro de 1282 as bases do contrato de casamento, e o matrimónio realizou-se na vila de Trancoso, no dia de S. João Baptista de 1282.
Nos primeiros tempos de casada acompanhava o marido nas suas deslocações pelo país e com a sua bondade conquistou a simpatia do povo. Dava dotes a raparigas pobres e educava os filhos de cavaleiros sem fortuna.
Isabel deu ao rei dois filhos: Constância, futura rainha de Castela e Afonso, herdeiro do trono de Portugal. As numerosas aventuras extraconjugais do marido humilhavam-na profundamente. Mas Isabel mostrava-se magnânima no perdão criando com os seus também os filhos ilegítimos de Dinis, aos quais reservava igual afecto. Entre seus familiares, constantemente em luta, desempenhou obra de pacificadora, merecendo justamente o apelido de anjo da paz. Desempenhou sempre o papel de medianeira entre o rei e o seu irmão D Afonso, bem como entre o rei e o príncipe herdeiro. Por sua intervenção foi assinada a paz em 1322.
A sua vida será marcada por quatro virtudes fundamentais: a piedade, a caridade, a humildade e a inquietude pela paz. Tornou-se uma mulher de grande piedade conservando em sua vida a prática da oração e a meditação da Palavra de Deus. Buscou sempre a reconciliação e a paz entre as pessoas, as famílias e até entre nações.
D. Isabel costumava dizer “Deus tornou-me rainha para me dar meios de fazer esmolas.” Sempre que saía do paço era seguida por pobres e andrajosos a quem sempre ajudava.
Após a morte de seu marido, entregou-se inteiramente às obras assistenciais que havia fundado, não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que ela mesma havia fundado, fez-se terciária franciscana, após ter deposto a coroa real no santuário de São Tiago de Compostela e haver dado seus bens pessoais aos necessitados.
Fixou residência em Coimbra, junto ao convento de Santa Clara, nos Paços de Santa Ana, de que faria doação ao convento. Mandou edificar o hospital de Coimbra junto à sua residência, o de Santarém e o de Leiria para receber enjeitados.
Viveu uma profunda caridade sendo sempre sensível às necessidades dos pobres e excluídos. Viveu o resto da vida em pobreza voluntária, dedicada aos exercícios de piedade e de mortificações.
Isabel faleceu a 4 de Julho de 1336, deixando em testamento largos legados a hospitais e conventos.
O povo criou à sua volta uma lenda de santidade, atribuindo-lhe diversos “milagres” e a santa foi canonizada em 1625.
Foram atribuídos muitos milagres, como a cura da sua dama de companhia e de diversos leprosos. Diz-se também que fez com que uma pobre criança cega começasse a ver e que curou numa só noite os graves ferimentos de um criado. No entanto o mais conhecido é o “milagre das rosas”.
Reza a lenda que, durante o cerco de Lisboa, D. Isabel estava a distribuir moedas de prata para socorrer os necessitados da zona de Alvalade, quando o marido apareceu. O rei perguntou-lhe: “O que levais aí, Senhora?” Ao que ela, com receio de desgostar a D. Dinis, e, como que inspirada pelo céu respondeu:
“Levo rosas senhor....”
E, abrindo o manto, perante o olhar atónito do rei, não se viram moedas, mas sim rosas encarnadas e frescas.

IN: http://samarituna.no.sapo.pt

Pesquisa do WEBSITE: NÚCLEO DE ESTUDOS ESPÍRITAS RAÍNHA SANTA ISABEL – T0MAR – /www.neersi-tomar.no.comunidades.net/PORTUGAL

João Cabral – ADE-SERGIPE- Website: www.ade-sergipe.com.br