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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Maus Obreiros

"Guardai-vos dos maus obreiros."
- Paulo (Filipenses, 3:2).

Paulo de Tarso não recomenda sem razão o cuidado a observar-se o assédio dos maus obreiros.

Em todas as atividades do bem,  o trabalhador sincero necessita preservar-se contra o veneno que procede do servidor infiel.

Enquanto os servos leais se desvelam, dedicados, nas obrigações que lhes são deferidas, os maus obreiros procuram o repouso indébito, conclamando companheiros à deserção e à revolta. Ao invés de cooperarem, atendendo aos compromissos assumidos, entregam-se à crítica jocosa ou áspera, menosprezando os colegas de luta.

Estimam as apreciações desencorajadoras.

Fixam-se nos ângulos ainda inseguros da obra em execução, despreocupados das realizações já feitas.

Manuseiam textos legais a fim de observarem como farão valer direitos com esquecimento de deveres.

Ouvem as palavras alheias com religiosa atenção para extraírem os conceitos verbais menos felizes, de modo a estabelecerem perturbações.

Chamam covardes os cooperadores humildes, e bajuladores os eficientes ou compreensivos.

Destacam os defeitos de todas as pessoas, exceto os que lhes são peculiares.

Alinham frases brilhantes e complacentes, ensopando-as em óleo de perversidades ocultas.

Semeiam a dúvida, a desconfiança e o dissídio, quando percebem que o êxito vem próximo.

Espalham suspeitas e calúnias, entre os que organizam e executam.

Fazem-se advogados para serem acusadores.

Vestem-se à maneira de ovelhas, dissimulando as  feições dos lobos.

Costumam lamentar-se por vítimas para serem verdugos mais completos.

"Guardai-vos dos maus obreiros".

O conselho do apóstolo aos gentios permanece cheio de oportunidade e significação.

(Do livro “Vinha de Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)