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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Dos Elementos Gerais do Universo

Estudo com base

no livro primeiro, capítulo II

de O LIVRO DOS ESPÍRITOS

obra codificada por Allan Kardec,

feito por Elio Mollo

Atualizado em 30 de julho de 2008

Conhecimento do princípio das coisas

O homem não pode conhecer o princípio das coisas, Deus não permite que tudo seja revelado ao homem  neste mundo.

O homem penetrará um dia no mistério das coisas que lhe estão ocultas. Isto acontecerá naturalmente, o véu se levantará a seus olhos, à medida que ele se depura; mas, para compreender certas coisas, são-lhe precisas faculdades que ainda não possui.

O homem,  poderá pelas investigações científicas, penetrar nos segredos da Natureza, pois a Ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todos os sentidos, mas ele, porém, não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu.

Quanto mais consegue o homem penetrar nesses mistérios, tanto maior admiração lhe devem causar o poder e a sabedoria do Criador. Entretanto, seja por orgulho, seja por fraqueza, sua própria inteligência o faz joguete da ilusão. Ele amontoa sistemas sobre sistemas e cada dia que passa lhe mostra quantos erros tomou por verdades e quantas verdades rejeitou como erros. São outras tantas decepções para o seu orgulho.

O homem pode receber, sem ser por meio das investigações da Ciência, comunicações de ordem mais elevada acerca do que lhe escapa ao testemunho dos sentidos, mas somente se Deus o julgar útil revelar aquilo que à ciência não é dado apreender. Inclusive através dessas comunicações, o homem só recebe este conhecimento dentro de certos limites, seja do seu passado ou do seu futuro.

Espírito e matéria

Dentro de seus parcos conhecimentos, o homem pode dizer que só Deus sabe como foi o início da matéria desde toda a eternidade ou como ela foi criada por Ele em dado momento. Há, entretanto, uma coisa, que a razão indica: é que Deus, modelo de amor e caridade nunca esteve inativo. Qualquer que seja a distancia que se possa imaginar o início de Sua ação, jamais se pode concebê-Lo ocioso, um momento que seja.

Geralmente define-se  a matéria como sendo - o que tem extensão, o que é capaz de impressionar os sentidos, o que é impenetrável. Essa definição é exata do ponto de vista do homem, porque só pode falar segundo aquilo que conhece. Mas a matéria existe em estados que ele ignora. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil que nenhuma impressão cause aos seus sentidos. Contudo, é sempre matéria, embora, não o seja para ele.

A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação. Pode-se dizer-se que a matéria é o agente, o intermediário com o auxílio do qual e sobre o qual atua o Espírito.

O Espírito (Alma) é o princípio inteligente do Universo. (1)

Não é fácil analisar a natureza íntima do espírito com a linguagem do homem, pois para ele nada é, por não ser palpável, entretanto, para os espíritos é alguma coisa. Mas uma coisa o homem deve ter em mente: coisa nenhuma é o nada e o nada não existe.

A inteligência é um atributo essencial do espírito. Uma e outro, porém, se confundem num princípio comum, de sorte que, para o homem, são a mesma coisa.

O Espírito é distinto da matéria, mas, a união do espírito e da matéria é necessária para intelectualizá-la.

Essa união é necessária para a manifestação do Espírito (2), porque não tem organização apta a perceber o Espírito sem a matéria; pois os seus sentidos não são apropriados para isto.

Pode-se conceber o Espírito sem a matéria e a matéria sem o Espírito pelo pensamento.

Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, é a trindade Universal. Deus é a inteligência suprema causa primária de todas as coisas. (3) O Espírito (Alma) é o princípio inteligente. (4) Para que o Espírito possa exercer ação sobre a matéria tem que se juntar o fluido universal, pois, é ele que desempenha o papel intermediário entre o Espírito e a matéria grosseira.

É lícito até certo ponto, classificar o fluido universal com o elemento material, porém, ele se distingue, deste por propriedades especiais. Este fluido deve ser considerado como sendo um elemento semimaterial, pois, está situado entre o Espírito e a matéria. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza; é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá. (5)

Esse fluido é suscetível de inúmeras combinações. Os denominados de fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando, senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente.

Uma vez que o Espírito é, em si, alguma coisa, poderia ser mais exato e menos sujeito a confusão dar aos dois elementos gerais as designações de - matéria inerte e matéria inteligente, contudo compete ao homem  formular a sua linguagem de maneira a se fazer entender. As controvérsias provêm, quase sempre, acerca dos termos que emprega, e por ser incompleta a sua linguagem causa muitas confusões.

Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria destituída de inteligência e vemos um princípio inteligente que independe da matéria. A origem e a conexão destas duas coisas são desconhecidas. Se promanam ou não de uma só fonte; se há pontos de contacto entre ambas; se a inteligência tem existência própria, ou se é uma propriedade, um efeito; se é mesmo, conforme à opinião de alguns, uma emanação da Divindade, ignoramos. Elas se mostram como sendo distintas; daí o fato de considerá-las formando os dois princípios constitutivos do Universo. Ve-se acima de tudo isso uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que se distingue delas por atributos essenciais. A essa inteligência suprema é que chamamos Deus.

Propriedades da matéria

A ponderabilidade é um atributo essencial da matéria, como o homem a entende, mas, não, porém, da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido é imponderável. Nem por isso, entretanto, deixa de ser o princípio da matéria pesada.
A gravidade é uma propriedade relativa. Fora das esferas de atração dos mundos, não há peso, do mesmo modo que não há alto nem baixo.

A matéria é formada de um só elemento primitivo. Os corpos que considerados simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva.

As diversas propriedades da matéria são modificações que as moléculas elementares sofrem, por efeito da sua união, em certas circunstâncias.

Os sabores, os odores, as cores, o som, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos não passam de modificações de uma única substância primitiva e que só existem devido à disposição dos órgãos destinados a percebê-las.

A demonstração deste princípio se encontra no fato de que nem todos percebemos as qualidades dos corpos do mesmo modo: enquanto que uma coisa agrada ao gosto de um, para o de outro é detestável; o que uns vêem azul, outros vêem vermelho; o que para uns é veneno, para outros é inofensivo ou salutar.

A mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações e de adquirir todas as propriedades é isso o que se deve entender, quando se diz que tudo está em tudo. (6)

O oxigênio, o hidrogênio, o azoto, o carbono e todos os corpos considerados simples são meras modificações de uma substância primitiva. Na impossibilidade em que ainda o homem se acha de remontar, a não ser pelo pensamento, a esta matéria primária, esses corpos são para os Espíritos verdadeiros elementos e podem, sem maiores conseqüências, tê-los como tais, até nova ordem.

A matéria tem duas propriedades essenciais: a força e o movimento, as demais propriedades não passam de efeitos secundários, que variam conforme à intensidade da força e à direção do movimento, contudo deve-se  acrescentar que também, conforme à disposição das moléculas, como o mostra, por exemplo, um corpo opaco, que pode tornar-se transparente e vice-versa.
As moléculas têm forma determinada, porém, o homem ainda não é capaz de apreciá-la. Essa forma é constante para as moléculas elementares primitivas; variável para as moléculas secundárias, que mais não são do que aglomerações das primeiras, porque, a molécula está longe ainda da molécula elementar.

Espaço universal

O Espaço universal é Infinito. Supõe-se limitado o que haverá para lá de seus limites, e isto confunde a razão, no entanto, a razão diz que não pode ser de outro modo. O mesmo se dá com o infinito em todas as coisas. Não é na pequenina esfera em que o homem se acha o que deseja ele compreender.

Supondo-se um limite ao Espaço, por mais distante que a imaginação o coloque, a razão diz que além desse limite há alguma coisa mais e assim, gradativamente, até ao infinito, porquanto, embora essa alguma coisa fosse o vazio absoluto, ainda seria Espaço.

O vácuo absoluto não existe em nenhuma parte do Espaço universal. O que parece vazio está ocupado por matéria que escapa aos sentidos do homem e aos seus instrumentos.

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NOTAS:

(1) No livro O QUE É O ESPIRTISMO, Cap. II, item 9, 10 e 14 - (obra codificada por Allan Kardec).

9. Quando a alma está ligada ao corpo, durante a vida, tem duplo envoltório: um pesado e grosseiro e perecível, que é o corpo; o outro fluídico, leve e indestrutível, chamado perispírito.

10. Existem, portanto, no homem, três elementos essenciais:

1º . A alma ou Espírito, princípio inteligente onde residem o pensamento, a vontade e o senso moral;

2º . O corpo, envoltório material que põe o Espírito em relação com o mundo exterior;

3º. O perispírito, invólucro fluídico, leve, imponderável, servindo de liame e de intermediário entre o Espírito e o Corpo.”

14. A união da alma, do perispírito, e do corpo material constitui o homem. A alma e o perispírito separados do corpo constituem a ser a que chamamos Espírito.

NOTA DE ALLAN KARDEC referindo-se aos itens acima citados:

· A alma é assim um ser simples;

· O Espírito um ser duplo, e

· O homem um ser triplo.

Seria portanto mais exato reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente, e a palavra Espírito para o ser semimaterial formado desse princípio e do corpo fluídico. Mas como não se pode conceber o princípio inteligente sem ligação material, as palavras alma e Espírito são, no uso comum, indiferentemente empregadas uma pela outra; é a figura que consiste em tomar a parte pelo todo, da mesma forma que se diz que uma cidade é habitada por tantas almas, uma vila composta de tantas casas; porém, filosoficamente é essencial fazer-se a diferença.

(2) Aqui devemos entender por espírito, o princípio da inteligencia, abstração feita das individualidades designadas por esse nome.

(3) Ver O LIVRO DOS ESPÍRITOS, questão 1, Allan Kardec)

(4) REVISTA ESPÍRITA (Jornal de Estudos Psicológicos publicado sobre a direção de Allan Kardec), Ano VII, maio de 1864, pág. 138 e 139 - EDICEL.

As palavras alma e Espírito, posto que sinônimos e empregados indiferentemente, não exprimem exatamente a mesma idéia. A alma é, a bem dizer, o princípio inteligente, imperceptível e indefinido como o pensamento. No estado dos nossos conhecimentos, não podemos concebê-lo isolado da matéria de maneira absoluta. Posto que formado de matéria sutil, o perispírito, dele faz um ser limitado, definido e circunscrito a sua individualidade espiritual. De onde se pode formular esta proposição:

· A união da alma, do perispírito e do corpo material constitui o HOMEM;

· A alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser chamado ESPÍRITO.

Nas manifestações espíritas não é, pois, a alma que se apresenta só; esta sempre revestida de seu envoltório fluídico; esse envoltório é o necessário intermediário, através do qual ela age sobre a matéria compacta. Nas aparições não é a alma que se vê, mas o perispírito; do mesmo modo que quando se vê um homem vê-se seu corpo, mas não o pensamento, a força, o princípio que o faz agir.

Em resumo,

· A alma é um ser simples, primitivo;

· o Espírito o ser duplo e

· o homem o ser triplo.

Se se confundir o homem com roupas, teremos um ser quádruplo. Na circunstância de que se trata, o vocábulo Espírito é o que melhor corresponde à coisa expressa. Pelo pensamento representa-se um Espírito, mas não se representa uma alma.

(5) FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL

“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

Resposta dada pelos Espíritos Superiores à Allan Kardec na q. 1 de «O LIVRO DOS ESPÍRITOS».

Há dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas.

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Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal.

Mas ao elemento material se tem que juntar o FLUIDO UNIVERSAL, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela.

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Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais.

Se o FLUIDO UNIVERSAL fosse simplesmente matéria, não haveria razão para que o Espírito não o fosse também.

O FLUIDO UNIVERSAL está colocado entre o Espírito e a matéria;

Espírito Fluido Universal Matéria

[----------------------I-----------------------]

É fluido, como a matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima.

Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”

q. 27(LE).

Esse fluido é suscetível de inúmeras combinações. O que chamamos de fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando, senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente.

q. 27. a (LE).

Elementos fluídicos

A Gênese, cap. XIV. Itens de 2 à 6

Obra codificada por Allan Kardec

O FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL é a matéria elementar primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza.

Como princípio elementar do Universo, ele assume dois estados distintos:

  • eterização ou imponderabilidade - primitivo estado normal
  • materialização ou de ponderabilidade - consecutivo ao estado normal primitivo

O ponto intermédio é o da transformação do fluido em matéria tangível.

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Mas, ainda aí, não há transição brusca, porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados.

Cada um desses dois estados dá lugar, naturalmente, a fenômenos especiais: ao segundo pertencem os do mundo visível e ao primeiro os do mundo invisível. Uns, os chamados fenômenos materiais, são da alçada da Ciência propriamente dita, os outros, qualificados de fenômenos espirituais ou psíquicos, porque se ligam de modo especial à existência dos Espíritos, cabem nas atribuições do Espiritismo.

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Como, porém, a vida espiritual e a vida corporal se acham incessantemente em contacto, os fenômenos das duas categorias muitas vezes se produzem simultaneamente. No estado de encarnação, o homem somente pode perceber os fenômenos psíquicos que se prendem à vida corpórea; os do domínio espiritual escapam aos sentidos materiais e só podem ser percebidos no estado de Espírito. (1)

(1) A denominação de fenômeno psíquico exprime com mais exatidão o pensamento, do que a de fenômeno espiritual, dado que esses fenômenos repousam sobre as propriedades e os atributos da alma, ou, melhor, dos fluidos perispiríticos, inseparáveis da alma. Esta qualificação os liga mais intimamente à ordem dos fatos naturais regidos por leis; pode-se, pois, admiti-los como efeitos psíquicos, sem os admitir a título de milagres.

No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme;

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Sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.

Dentro da relatividade de tudo, esses fluidos têm para os Espíritos, que também são fluídicos, uma aparência tão material, quanto a dos objetos tangíveis para os encarnados e são, para eles, o que são para nós as substâncias do mundo terrestre. Eles os elaboram e combinam para produzirem determinados efeitos, como fazem os homens com os seus materiais, ainda que por processos diferentes.

Lá, porém, como neste mundo, somente aos Espíritos mais esclarecidos é dado compreender o papel que desempenham os elementos constitutivos do mundo onde eles se acham. Os ignorantes do mundo invisível são tão incapazes de explicar a si mesmos os fenômenos a que assistem e para os quais muitas vezes concorrem maquinalmente, como os ignorantes da Terra o são para explicar os efeitos da luz ou da eletricidade, para dizer de que modo é que vêem e escutam.

Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangível e não a matéria etérea. Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.

Mas, entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma, pertencem ao meio terreno. Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar-se, como se observam os do fluido do imã, fluido que jamais se viu, podendo-se adquirir sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão. É essencial esse estudo, porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem explicar unicamente com as leis da matéria.

A pureza absoluta, da qual nada nos pode dar idéia, é o ponto de partida do fluido universal;

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O ponto oposto é o em que ele se transforma em matéria tangível.

Entre esses dois extremos, dão-se inúmeras transformações, mais ou menos aproximadas de um e de outro. Os fluidos mais próximos da materialidade, os menos puros, conseguintemente, compõem o que se pode chamar a atmosfera espiritual da Terra. É desse meio, onde igualmente vários são os graus de pureza, que os Espíritos encarnados e desencarnados, deste planeta, haurem os elementos necessários à economia de suas existências. Por muito sutis e impalpáveis que nos sejam esses fluidos, não deixam por isso de ser de natureza grosseira, em comparação com os fluidos etéreos das regiões superiores.

O mesmo se dá na superfície de todos os mundos, salvo as diferenças de constituição e as condições de vitalidade próprias de cada um. Quanto menos material é a vida neles, tanto menos afinidades têm os fluidos espirituais com a matéria propriamente dita.

Não é rigorosamente exata a qualificação de fluidos espirituais, pois que, em definitiva, eles são sempre matéria mais ou menos quintessenciada. De realmente espiritual, só a alma ou princípio inteligente. Dá-se-lhes essa denominação por comparação apenas e, sobretudo, pela afinidade que eles guardam com os Espíritos. Pode dizer-se que são a matéria do mundo espiritual, razão por que são chamados fluidos espirituais.

Quem conhece, aliás, a constituição íntima da matéria tangível? Ela talvez somente seja compacta em relação aos nossos sentidos; prová-lo-ia a facilidade com que a atravessam os fluidos espirituais e os Espíritos, aos quais não oferece maior obstáculo, do que o que os corpos transparentes oferecem à luz.

Tendo por elemento primitivo o fluído cósmico etéreo, à matéria tangível há de ser possível, desagregando-se, voltar ao estado de eterização, do mesmo modo que o diamante, o mais duro dos corpos, pode volatilizar-se em gás impalpável. Na realidade, a solidificação da matéria não é mais do que um estado transitório do fluido universal, que pode volver ao seu estado primitivo, quando deixam de existir as condições de coesão.

Quem sabe mesmo se, no estado de tangibilidade, a matéria não é suscetível de adquirir uma espécie de eterização que lhe daria propriedades particulares? Certos fenômenos, que parecem autênticos, tenderiam a fazer supô-lo. Ainda não conhecemos senão as fronteiras do mundo invisível; o porvir, sem dúvida, nos reserva o conhecimento de novas leis, que nos permitirão compreender o que se nos conserva em mistério.

(6) Este princípio explica o fenômeno conhecido de todos os magnetizadores e que consiste em dar-se, pela ação da vontade, a uma substância qualquer, à água, por exemplo, propriedades muito diversas: um gosto determinado e até as qualidades ativas de outras substâncias. Desde que não há mais de um elemento primitivo e que as propriedades dos diferentes corpos são apenas modificações desse elemento. o que se segue é que a mais inofensiva substância tem o mesmo princípio que a mais deletéria. Assim, a água, que se compõe de uma parte de oxigênio e de duas de hidrogênio, se torna corrosiva, duplicando-se a proporção do oxigênio. Transformação análoga, se pode produzir por meio de ação magnética dirigida pela vontade.

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