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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SEXO NOS MUSEUS: EUROPA, EUA E JAPÃO

Neste artigo: O Pênis de Rasputin!


O Templo de Vênus, em Amsterdã, primeiro Museu do Sexo do mundo, fundado em 1985.

O sexo ainda não é uma coisa [só] de museu todavia são cada vez mais numerosos os museus do sexo espalhados pelo mundo. O primeiro deles surgiu em Amsterdã, Holanda, em 1985 ― o Temple of Venus (Templo de Vênus). Atualmente existem cerca de uma dúzia destes museus com exposições permanentes. Muitas destas exposições são semelhantes, com acervo de instrumentos usados no sexo pertencentes ao passado e ao presente; utensílios domésticos que lembram o pênis e a vagina/genitália feminina em termos de design; impressos eróticos, documentos históricos, material educacional.

O Templo de Vênus recebe meio milhão de visitantes a cada ano e oferece uma recepção hightech, como uma boneca virtual em tamanho natural que sussurra: ― "Hello"! Ali, uma das peças mais notáveis é uma lâmpada a óleo, de Cartago, em forma de pênis, do ano 100 a.C.. Também há uma coleção de bengalas, igualmente em forma de pênis [naturalmente, bem longos; e pode-se imaginar o castão...], fabricadas nos anos de 1920. Ainda em Amsterdã, o Erotische Muzeum, localizado na famoso Red-light District (Distrito da Luz Vermelha, zona de prostituição) mostra um antigo vibrador mecânico com dispositivo de mola e uma coleção de desenhos eróticos de John Lennon, presente de casamento do músico à noiva, Yoko, no dia do casamento.

Em Berlim, Alemanha, um prédio de quatro andares abriga um museu do sexo, o Beate Ushe, que possui quase 5 mil peças: pedras preciosas usadas em arte erótica, gravuras de Utamaro ― japonesas genuínas e pinturas em seda da China do século XVIII. Neste museu também funciona um cinema que exibe filmes eróticos, mudos, da década de 1920. Beate Ushe foi uma das fundadoras da indústria do sexo, na Alemanha do pós-Guerra, abrindo sua loja de higiene marital e primeira sexshop do mundo em meados dos anos de 1950. Ela também foi pioneira na venda de contraceptivos.

O Museum Erotica, em Copenhague [fig. acima], capital da Dinamarca é especializado na pesquisa da vida íntima de celebridades, trazendo à público informações pouco ortodoxas da biografia de Hans Christian Andersen, Sigmund Freud, Onassis etc.. Em Praga, República Tcheca, encontra-se uma das mais chocantes exibições. Brinquedos eróticos, uma heterogênea coleção de acessórios sexuais e outro objetos artesanais usados nas mais exóticas formas intercurso carnal praticadas nos últimos duzentos anos. Existem muitos dispositivos anti-masturbação do período vitoriano, o "trono do prazer", desenhado especialmente para os bordéis franceses do começo do século XIX além de invenções modernas e contemporâneas. Sutilezas da arte erótica são encontradas nos museus de Hamburgo, Paris, Veneza, Barcelona e Itália (Museu Napolitano de Arqueologia).


A evolução da espécie humana, como um todo, nas diferentes esferas da existência, introduz, naturalmente novas maneiras de fazer coisas básicas, como comer, se divertir, trabalhar ou fazer sexo. Algumas práticas podem se extinguir ou se transformar segundo tendências que podem ser observadas ao longo da história.
Atualmente, fala-se muito do papel das novas tecnologias de comunicação e de percepção na sexualidade em um futuro próximo. Um exemplo recorrente é o relacionamento à distância, cheio de possibilidades introduzidas pela internet combinada com dispositivos que poderão oferecer sensações integradas artificialmente em uma realidade virtual. Tecnologias desse tipo vêm sendo testadas em todo o mundo e materiais de última geração são empregados na engenharia do prazer, das camas aos preservativos; a simulação da sensação de tato, em suas variadas manifestações, é um dos campos mais promissores da cibernética que poderá servir ao sexo wireless - sem contato corporal, sem-toque (don't touch), do futuro.
A farmacologia também é um fator importante no desempenho da sexualidade elaborando soluções mais efetivas para as deficiências sexuais, como impotência, frigidez, ejaculação precoce, além resolver questões como a transmissão e/ou cura de doenças sexualmente transmissíveis além do problema milenar da gravidez indesejada. Medicamentos mais eficazes e livres de efeitos colaterais devem surgir nos próximos 20 anos.
A moral sexual é outro fator em evolução. Depois de milênios cercado de tabus nas mais variadas culturas do mundo e, em especial, entre os ocidentais, influenciado pelo modelo católico-cristão de comportamento, o sexo vai deixando para trás o estigma de assunto proibido enquanto a ciência desvenda seus mecanismos e justifica todas as necessidades.

CHINA: Em Xangai, Liu Dalin, 71 anos (em 2003), professor aposentado da Xangai University e sociólogo, é o fundador e curador do Chinese Sexual Culture Museum (Museu de Cultura Sexual da China) onde se encontram artisticamente dispostas peças como leques e esculturas eróticas de pedra e bronze, como o acessório ao lado, um pênis de duas cabeças, feito de jade. O acervo possui 3 mil e 700 brinquedos, ícones e outras parafernálias sexuais. AP/Virtual Tourist

Na ÍNDIA, em 2002, foi inaugurado o primeiro museu do sexo, em Mumbay (Bombaim). A instituição, criada pelo governo, é uma iniciativa de valorização não só da cultura, mas também da educação. O museu indiano, que tem versos do Kama-sutra (manual sexual-afetivo indiano) nas paredes deve servir como fonte de informação no país onde os índices de contaminação pelo HIV, vírus da AIDS, são muito altos. BBC/2002

No JAPÃO, o castelo de Uwajima é famoso por sua coleção Sex Museum, uma das maiores do mundo localizada num santuário xintoísta dedicado à fertilidade. O museu tem possui objetos fálicos provenientes de vários países. PICTURES UWAGIMA

No Japão não existem exatamente grandes museus do sexo mas pequenas e grandes coleções privadas, hihokan ― são discretamente abertas ao público em centros de entretenimento e resorts. Em Londres, o primeiro Museu do sexo foi aberto ao público em abril deste ano (2007). Os Estados Unidos têm uma postura puritana e os museus ou sessões de museus dedicados ao tema são pouco ousados. Em Nova Iorque, no Museu do Sexo a exposição é formal com ênfase na educação sexual e na história das minorias sexuais e da prostituição. Um museu semelhante em Hollywood possui um acervo mais curioso, com estatuetas orientais talhadas em pedra e patentes de brinquedos sexuais bizarros. O Museu de Peças de Couro de Chicago não é o que o nome sugere, ou não apenas; o museu mantém uma exposição de acessórios eróticos como chicotes, corpetes femininos, algemas e itens afins.

O Pênis de Rasputin

O urologista e pesquisador Dr. Igor Knyazkin, fundador do primeiro museu do sexo na Rússia, é autor de um dos mais populares manuais de educação sexual russo nos últimos 20 anos, o Womens's Diseases (Moléstias Femininas). Dr. Knyazkin diz que inspirou-se em seu trabalho para criar o museu, localizado em São Petersburgo. Como urologista, utilizou próteses, modelos de órgãos sexuais feitos de madeira para explicar certos assuntos aos pacientes.

O Museu do Sexo de São Petersburgo conta com mais de 15 mil modelos de órgãos sexuais e uma atração especial: o pênis de Rasputin! O pênis teria sido "colhido" por um fanático devoto logo após a morte do famoso monge siberiano. Com o falo do mestre preservado em álcool o devoto e ladrão de cadáver [ou parte de um cadáver...] saiu da Rússia e vendeu a peça para a irmã de Rasputin, em Paris. Em meados da década de 1970, essa irmã, vendo-se em apertos financeiros ― passou nos cobres o membro defunto ― vendeu o pênis do irmão morto. Coisas da vida. Meditemos...

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