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sábado, 29 de agosto de 2009

Maneira de Orar




O dever primordial de toda criatura humana, o primeiro ato que deve assinalar a sua volta à vida ativa de cada dia, é a prece. Quase todos vós orais, mas quão poucos são os que sabem orar!

A prece do cristão, do espírita, seja qual for o seu culto, deve ele dizê-la logo que o Espírito haja retomado o jugo da carne; deve elevar-se aos pés da Majestade Divina com humildade, com profundeza, num ímpeto de reconhecimento por todos os benefícios recebidos até àquele dia; pela noite transcorrida e durante a qual lhe foi permitido, ainda que sem consciência disso, ir ter com os seus amigos, com os seus guias, para haurir, no contacto com eles, mais força e perseverança.

Deve ela subir humilde aos pés do Senhor, para lhe recomendar a vossa fraqueza, para lhe suplicar amparo, indulgência e misericórdia. Deve ser profunda, porquanto é a vossa alma que tem de elevar-se para o Criador, de transfigurar-se, como Jesus no Tabor, a fim de lá chegar nívea e radiosa de esperança e de amor.

A prece deve conter o pedido das graças de que necessitais, mas de que necessitais em realidade. Inútil, portanto, pedir ao Senhor que abrevie as provas, que dê alegrias e riquezas.

Rogai-lhe que vos conceda os bens mais preciosos da paciência, da resignação e da fé. Não digais, como o fazem muitos: "Não vale a pena orar, porquanto Deus não me atende." Que é o que, na maioria dos casos, pedis a Deus? Já vos tendes lembrado de pedir-lhe a vossa melhoria moral? Oh! não; bem poucas vezes o tendes feito.

O que preferentemente vos lembrais de pedir é o bom êxito para os vossos empreendimentos terrenos e haveis com freqüência exclamado: "Deus não se ocupa conosco; se se ocupasse, não se verificariam tantas injustiças." Insensatos! Ingratos!

Se descêsseis ao fundo da vossa consciência, quase sempre depararíeis, em vós mesmos, com o ponto de partida dos males de que vos queixais. Pedi, pois, antes de tudo, que vos possais melhorar e vereis que torrente de graças e de consolações se derramará sobre vós. (Cap. V, nº 4.)

Deveis orar incessantemente, sem que, para isso, se faça mister vos recolhais ao vosso oratório, ou vos lanceis de joelhos nas praças públicas. A prece do dia é o cumprimento dos vossos deveres, sem exceção de nenhum, qualquer que seja a natureza deles.

Não é ato de amor a Deus assistirdes os vossos irmãos numa necessidade, moral ou física? Não é ato de reconhecimento o elevardes a ele o vosso pensamento, quando uma felicidade vos advém, quando evitais um acidente, quando mesmo uma simples contrariedade apenas vos roça a alma, desde que vos não esqueçais de exclamar: Sede bendito, meu Pai?!

Não é ato de contrição se humilhar diante do supremo Juiz, quando sentis que falistes, ainda que somente por um pensamento fugaz, para lhe dizerdes: Perdoai-me, meu Deus, pois pequei (por orgulho, por egoísmo, ou por falta de caridade); dai-me forças para não falir de novo e coragem para a reparação da minha falta?!

Isso independe das preces regulares da manhã e da noite e dos dias consagrados. Como o vedes, a prece pode ser de todos os instantes, sem nenhuma interrupção acarretar aos vossos trabalhos. Dita assim, ela, ao contrário, os santifica.

Tende como certo que um só desses pensamentos, se partir do coração, é mais ouvido pelo vosso Pai celestial do que as longas orações ditas por hábito, muitas vezes sem causa determinante e às quais apenas maquinalmente vos chama a hora convencional.

Do Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, escrito escrito por Allan Kardec, ditado pelo espírito V. Monod (1862).

APOMETRIA - TRADICIONAL, QUÂNTICA E PLANETÁRIA

Considerando-se a multidimensionalidade do Homem e o facto de este (já) ter tido várias vidas passadas, o trabalho da Apometria consiste num desdobramento, projeção mental ou projeção da consciência do terapeuta - as três momenclaturas estão corretas - a dimensões superiores, contando com a ajuda das equipes de cura e resgate de cada dimensão.



« Quando falamos em Apometria, devemos mencionar com grande respeito, o cirurgião geral, ginecologista e clínico geral, Dr. José Lacerda, por ter sido ele quem deu os primeiros passos dentro dessa área da medicina espiritual.


« A origem da prática de Apometria data de 1965, quando, no hospital de Porto Alegre um senhor chamado Luiz Rodrigues afirmou que possuía uma técnica de tratamento médico diferente, em que eram utilizadas energias de planos superiores. Essa prática foi chamada por ele de Hipnometria, nome que mais tarde o Dr. Lacerda considerou impróprio, pois o referido procedimento não induzia o paciente ao sono.


« Depois de participar de varias seções, Dr. Lacerda comprovou a eficácia da técnica, mesmo sem saber explicar o porquê do êxito. Como grande pesquisador, estudou profundamente cada passo do procedimento, e suas conclusões deram origem ao trabalho que, hoje, conhecemos como Apometria Tradicional.


« A Apometria Quântica surgiu a partir do estudo dos muitos conceitos deixados por Lacerda, pela prática das mais diversas técnicas terapêuticas, e os conhecimentos de sistemas de desenvolvimento do Ser, com a experiência da aplicação de Cura Quântica e Apometria Tradiconal.


« É uma técnica recente e revolucionária pela simplicidade e facilidade dos procedimentos. O ser humano é considerado um grande sistema, que não aproveita nem 10 % de sua energia para sua própria evolução. Para permitir um maior aproveitamento de todas suas possibilidades, para tornar esse sistema curado, não se pode tratar qualquer parte isolada. A Apometria busca atuar na raiz de cada problema, e não apenas tratar os sintomas.


« Nos atendimentos são tratados desequilíbrios físicos e psico-emocionais como estresse, depressão, dores no corpo, problemas gastrointestinais e circulatórios. A finalidade deste trabalho é servir como um manual de cura multidimensional, abrangendo as áreas de desobsessão, translocação dimensional dos corpos sutis para os templos de cura, limpeza e varredura dos planos sutis e realidades paralelas.


« O trabalho apométrico produz um equilíbrio do campo energético, e limpa centros de energia e meridianos do receptor. São removidos bloqueios energéticos causados por traumas e energias que influenciam nosso estado como implantes, elementais deturpados e formas-pensamento. Além disso, a terapia permite a reconstituição, a partir dos corpos superiores, do DNA original, e ancoramento de energias suprafísicas das Hierarquias de Luz.


« Por intermédio da Apometria, podemos levar esses procedimentos de cura para o mundo extrafísico, onde existem muitas almas desencarnadas que ainda não conseguiram se libertar, por estarem presas à ilusão da matéria e manipulações que sofreram antes ou após terem desencarnado.


« Os conceitos e conhecimentos deixados pelo Doutor Lacerda foram aprimorados e assim, expandidas as áreas de ação. Dessa maneira foi criado um novo conceito de cura espiritual unificando conhecimentos e filosofias.


« A Apometria Quântica faz parte de uma nova proposta de cura e educação, espiritual e física, procurando, com amor e respeito, desmistificar os antigos conceitos e padrões que restringem nossa evolução e crescimento, e reforçam a culpa em nós, fazendo-nos acreditar que não somos capazes de nos curar. »


« A Apometria é um trabalho extremamente abrangente, feito através do desacoplamento dos corpos para que sejam tratados separada e especificamente, nas dimensões onde habitam. Não podemos ignorar que somos seres multidimensionais e sofremos as ações de nosso comportamento emocionalizado, em todas as dimensões onde existimos. Devemos lembrar também que, temos um passado, um presente, um futuro e no decorrer das encarnações, além de aprendermos e resgatarmos, também contraímos dívidas, fazemos votos, contratos, recebemos trabalhos de magia, pragas enfim, situações que carregamos de uma vida para a outra e que, interferem em nosso presente. A Apometria é uma benção com a qual podemos trabalhar todas essas questões, junto a hierarquias que são extremamente interessadas em resgatar os filhos e filhas de Deus, o Planeta Terra como um todo, através do amor, promovendo a cura de questões ligadas as nossas atitudes presentes, passadas e futuras. »

« Esta técnica, pela aqual podemos efetuar o desdobramento ou a dissociação do corpo astral, mental e morontial, foi estudada em profundidade pelo Doutor J. Lacerda na década dos anos 70 e 80, na cidade de Porto Alegre, colocando-a em pratica na Casa do Jardim, instituição que copiaria o modelo da casa de cura do plano astral da qual o Dr. Lacerda e sua equipe receberam muitas orientações. Após anos de estudo e dedicação, Lacerda complementa seu magnífico trabalho escrevendo dois maravilhosos livros os quais são os alicerces desta revolucionaria técnica que mudaria a medicina do espírito. A Apometria surgiu a partir da pratica e estudo de diferentes filosofias e técnicas terapêuticas, principalmente da Cura Quântica Estelar a qual tinha sido já canalizada e colocada em pratica pelo nosso Irmão Rodrigo Romo e o nosso Grupo de Florianópolis. A Apometria não possui vinculo nenhum com qualquer dogma ou religião, apenas com a consciência das nossas missões como almas no que se refere ao nosso aprimoramento interno e ajuda aos nossos semelhantes. »

« O Processo Terapêutico Apométrico proporciona uma profunda desintoxicação mental, emocional e física. Essa limpeza é extremamente necessária para que as pessoas saiam da confusão mental/emocional e vejam seus processos como um observador, para identificar no presente, as atuais posturas e atitudes que permitem a distância entre personalidade e essência. Essa distância é a causa básica de todo o problema.


« O envolvimento com as situações dificulta a observação sem julgamento e a observação sem análise. Julgamentos nos impedem de perceber as coisas, como realmente são.


« A Apometria Quântica faz parte de uma nova proposta de cura energética, que através de visualizações, impulsoterapia, e desdobramento dos corpos sutis, nos conecta com uma parte esquecida em nós, permitindo que nos conheçamos melhor, fazendo-nos mais conscientes de nossos padrões de pensamentos, padrões de comportamentos e de emoções, o que nos abre para a possibilidade de uma real transformação e cura. »

Vazio Existencial

Vazio Existencial
(Joanna de Ângelis)


A alucinação midiática, a serviço do mercantilismo de tudo, vem, a pouco e pouco, dessacralizando o ser humano, que perde o sentido existencial, tombando no vazio agônico de si mesmo.

O tempo-sem-tempo favorece a fuga da autoconsciência do indivíduo para o consumismo tão arbitrário quão perverso, no qual o culto da personalidade tem primazia, desde a utilizaçào dos recursos de implantes e programas de aperfeiçoamento das formas, com tratamentos especializados e de alto custo, até os sacrifícios cirúrgicos modificando a estrutura da organização somática.

A ausência dos sentimentos de nobreza, particularmente do amor, impulsiona o comércio da futilidade e do ilusório, realizando-se a criatura enganosamente nos objetos e utensílios de marca, que lhe facultam o exibicionismo e a provocação da inveja dos menos favorecidos, disputando-se no campeonato da insensatez.

Em dias de utopia, nos quais se vale pelo que se apresenta e não pelo que se é, o eto convencional, os ideais que dignificam e trabalham as forças normais cedem lugar aos prazeres ligeiros e frustrantes que logo abrem espaço a novas mentirosas necessidades.

O cárcere do relógio, impedindo que se vivencie cada experiência em sua plenitude e totalidade, sem saltar-se de uma para outra apressadamente, torna os seus prisioneiros cada vez mais ávidos de novidades, por se lhes apresentar o mundo assinalado pela sua fugacidade.

Exige-se que todos se encontrem em intérmino banquete de alegrias, fingindo conforto e bem-estar nas coisas e situações a que se entregam, distantes embora da realidade e dos significados existenciais.

A tristeza, a reflexão, o comedimento já não merecem respeito, sendo tidos como transtornos de conduta, numa exaltação fantasiosa e sem limite em relação aos júbilos destituídos de fundamentos.

Certamente, não fazemos apologia desses estados naturais, mas eles constituem pausas necessárias para refazimento emocional nas extravagâncias do cotidiano.

Sempre quando são recalcados e não logram conscientização, inevitavelmente se transformam em problemas orgânicos pelo fenômeno da somatização.

Muito melhor é a vivência da tristeza legítima e necessária, em caráter temporário, do que a falsa alegria, a máscara da felicidade sem conteúdos válidos.

Nesse contubérnio infeliz, tudo é muito rápido e passa quase sem deixar vestígio da sua ocorrência.

O agora, em programação de longo alcance, elaborado ao amanhecer, logo mais, à tarde, transforma-se em passado distante, sem recordações ou como impositivo de esquecimento para novas formulações prazerosas.

Quando não se vivencia o presente em sua profundidade, perdem-se as experiências que ficaram arquivadas no passado. E todo aquele que não possui o passado nos arquivos da memória atual é destituído de futuro, por faltarem-lhe alicerces para a sua edificação.

Nessa volúpia hedonista, o egotismo governa as mentes e condutas, produzindo o isolamento na multidão e a solidão nos escaninhos da alma.

Todo prazer que representa alegria real impõe um alto preço pela falta de espontaneidade, pela comercialização dos seus valores e emoções.

É inevitável, nesta cultura pagà e perversa, a presença do vazio existencial nas criaturas humanas, suas grandes vítimas. Apesar da ocorrência mórbida, bem mais fácil do que parece é a conquista dos objetivos da reencarnação.

Pessoa alguma encontra-se na indumentária carnal por impositivo do acaso ou por injunção de um destino cego e cruel. O vazio existencial consome o ser e atira-o na depressão, empurrando-o para o suicídio.


Se experimentas esse vazio interior, desmotivado para viver ou para laborar em favor do bem-estar pessoal, abre-te ao amor e deixa-te conduzir pelas suas desconhecidas emoções que te plenificarão com legítimas aspirações, oferecendo-te um alto significado psicológico e humano.

Reflexiona, pois, na correria louca para lugar nenhum e considera a vida a oportunidade de sorrir e produzir, descobrindo-te útil a ti mesmo e à comunidade.

Mas, se insistir essa estranha sensação, faze mais e melhor, esquecendo-te de ti mesmo, auxilia outrem a lograr aquilo por que anela, e descobrirás que, ao fazê-lo feliz, preenchido de paz, estarás ditoso também.

Texto extraído da mensagem psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, do Espírito Joanna de Ângelis. Disponível em: www.divaldofranco.com

O QUE A NASA NÃO CONTOU A VOCÊ







BURACOS NEGROS SUPERMASSIVOS

Em Junho de 2000, astrônomos fizeram uma descoberta extraordinária, que promete solucionar um dos maiores problemas da cosmologia: como e por que as galáxias se formaram. Incrivelmente, a resposta envolve os mais estranhos, destrutivos e aterradores dos objetos do Universo: os buracos negros supermassivos. Os cientistas estão começando a acreditar que essas forças de destruição irão ajudar a descobrir a verdade do nascimento de galáxias e, portanto, estão no cerne da criação de estrelas, planetas e toda a vida.









terça-feira, 25 de agosto de 2009

Estados Vibracionais da Energia


Lúcia Abduche

A Ciência Moderna aceita, hoje, que a matéria é energia concentrada. Tal energia não é tangível. Constitui princípio abstrato. Daí se conclui que, tanto o mundo material quanto os ambientes extrafísicos são originários da mesma fonte, ou seja, de alguma forma de energia que se desdobra em umas partes que compõem o Universo físico, e noutras partes que servem de base para experiências para-psíquicas, os pensamentos e os atributos conscienciais. Ao falarmos sobre as Energias que nos são conhecidas, diremos que todas são gradações de uma única, que é a Energia Divina. A Energia Divina deu origem a todas as outras energias, que nada mais são que desdobramentos adaptados às condições peculiares de cada corpo, ou espaço. A Energia Divina se divide em Cósmica (ou ativa) e Universal (Perene).

A Energia Cósmica é derivada da Energia Divina, que por sua vez é o mental divino em ação constante. É um dos dois pólos da energia divina. Aleatoriamente, é classificada como um pólo negativo, em função de, no macro (Deus) a encontrarmos em correspondência com a energia negativa do homem (micro). O homem tem a compor todo o seu lado carnal e energético, um pólo positivo e outro Negativo. Logo, o Macro tem na Energia Cósmica o seu pólo negativo e na Energia Universal o seu pólo positivo. Se o pólo negativo do homem o movimenta e lança seu emocional em vibrações desordenadas que lhes despertam as sensações viciadas, até que não possa mais dar vazão ao seu acúmulo, temos que a energia cósmica é, no macrocosmo, negativa, pois ela assume a aparência de tormentas energéticas cósmicas, sempre que há um acúmulo de elétrons numa determinada região do universo.

Enquanto não houver a dispersão total desse acúmulo, as tormentas não cessarão. E o mesmo processo acontece nos seres humanos: enquanto as vibrações desordenadas não forem descarregadas do nosso todo espiritual (aura) estaremos suscetíveis a explosões emocionais. Não existe diferença entre o funcionamento de um átomo, de uma célula humana, de um ser humano, ou do Universo. Tudo é Energia, e nós não passamos de uma molécula energética viva, no vivíssimo Todo Divino, que é Deus.

''Eu sou você por inteiro e você é parte de mim "aplica-se ao Deus -Energia. O homem é parte desse Deus. Vivemos porque somos animados por essa energia macro e micro-cósmica, ao mesmo tempo. Enquanto energiza um sol, também energiza um átomo que mantém seus elétrons girando à sua volta incessantemente. Um átomo contém essa energia; um gene também a contém. Se desintegrarmos esse átomo, um corpo menor ainda se nos apresentará em seu lugar, pois, se o Universo é o infinito, a menor partícula não pode ser encontrada. Se assim é, porque assim é Deus: o micro e o macro. Ele É origem, meio e fim.

Existem duas maneiras de percebê-la: através da contemplação e do tato. Ao contemplarmos uma estrela, lá ela estará; ao contemplarmos nosso semelhante, também estará lá, e a maioria de nós sequer se dá conta disso. Podemos senti-la nos momentos de grande reflexão interior. Quando nos interiorizamos, somos envolvidos, pouco a pouco, por ondas energéticas, luminosas e coloridas que alteram todo o nosso magnetismo elevando nossa vibração à medida que vamos alcançando um maior poder absorver essa energia divina. Ela inunda o nosso ser de tal forma, que qualquer sensação, por mais tormentosa que seja, é amortecida. É a resposta da energia (o Todo) ás vibrações de fé, que fortalecem o mental superior (a Parte).

Nosso racional deixa de pulsar, o emocional é isolado e a consciência deixa de receber Energias Viciadas que surgem das vibrações dos próprios seres humanos, que as alimentam a partir do plano carnal, intensificando-as quanto no plano espiritual, com a plena vivificação de todos os vícios originado na mais poderosa fonte de energias, que é a fonte dos desejos humanos que todos possuímos em nosso negativo.

Essa poderosa fonte energética somente é neutralizada, quando transformadas em virtudes divinas. Quem pensa que pode orar no templo e blasfemar na rua sem viciar seu magnetismo pessoal, não terá outro magnetismo que não aquele existente no pólo negativo das energias espirituais. Fora de nós não existe o céu e muito menos o inferno. Mas ambos existem dentro de nós. Vibrando positivamente abriremos o céu, vibrando negativamente abriremos as portas do inferno (nossos instintos mais ocultos).

Se Deus é uno na origem, é dividido na forma positivo e negativo, porque somente no choque de duas energias se faz a Luz (Vida) ou se movimenta algo mais leve em volta de algo mais pesado (gravidade) ou se solidifica algo etérico (corpos celeste) ou se consegue misturar vários elementos que, puros na origem, quando misturados passam a dar forma a outros tipos de energias ( vegetal, animal, aquática etc. ). Energia positiva é o corpo. Energia negativa a intensidade das suas irradiações, que tanto podem ser frias ou quentes (Vibrações altas ou baixas). Energia positiva é estabilidade Energia Negativa ação. Sejamos energias no caráter (forma) e negativos nas ações (movimentos).

Essa mesma Energia Divina que alimenta nosso ser imortal pode deixar de ser sentida e absorvida quando caímos demais na escala vibratória. Assim, quanto mais formos descendo nessa escala, menos energia iremos absorvendo e, dependendo do quanto descemos, nosso cordão mental poderá se atrofiar, até tornar-se invisível aos olhos mais elevados.

Assim como tudo na vida é energia, nossos pensamentos, quando são proferidos, se transformam em "energia pura" e seguem o caminho que escolhemos. Se falarmos de alguém, julgando os seus atos, essa energia segue até a pessoa e volta para nós em forma de julgamento, porque está escrito que "todo aquele que julgar será julgado com a mesma medida", e caso as suas palavras forem de pura difamação, o mal que você causar na vida daquela pessoa vai voltar em breve para a sua vida, e muitas vezes, até em dobro. É o preço da "liberdade".

A Energia Universal - É no meio da Energia Universal que tudo se movimenta, lenta ou rapidamente, de acordo com a força que o impulsiona. Por ser do mental divino, imanta nosso mental divino e alimenta o todo espiritual e corpóreo com seu magnetismo, irradiação e grau vibratório por nós alcançado no atual estágio evolutivo. Ela pode ser sentida, pois é viva e se derrama do mental divino por todo o Universo; ela é super sensível às nossas vibrações energéticas mentais, e "sente" quando estamos tentando nos aproximar, ou nos colocar em condições de senti-la e absorver-lhe quantidades consideráveis em nosso todo espiritual. A Energia Universal somente poderá ser captada quando se conseguir medir as vibrações mentais No ser humano, tanto na carne como no espírito, apenas o mental pode recebê-la, assim mesmo só o mental superior. Ela emana, para todo o espiritual e corporal, uma energia vibratória sutilíssima, impossível de ser captada por instrumentos disponíveis atualmente.

Para captá-la seria necessário purificar a água, a terra e o fogo das suas viciações elementares, e com um sensor muito apurado, medir a sua vibração. Os animais irracionais, possuem um sentido do que é esse sensor, ele se traduz na capacidade de sentir a aproximação de outro ser vivo, ainda que não esteja no seu campo de visão.

A Energia Celestial energiza apenas corpos celeste e não o vácuo que existe entre as galáxias. A sua função principal é proteger um corpo celeste das oscilações bruscas na corrente contínua de energia cósmica. A Energia Galáctica é a energia que mantém a galáxia ordenada. A Energia Estelar é aquela que se forma a partir da produção de elétrons em grande quantidade, em função da queima do seu núcleo energético desequilibrado. É mais um composto de energias do que uma energia propriamente dita. Em uma galáxia, encontraremos todos os elementos originais que formam o Universo. A Energia Solar é a incandescência do elemento Fogo e vários outros elementos desconhecidos do ser humano. O Sol é um ponto de força (chacra) de uma galáxia.

No nosso mental estão gravados os códigos genéticos que permitem nossa adaptação aos vários estágios da evolução humana. Quando ativamos o Amor, o canal coletor deste padrão vibratório na energia divina passa a nos energizar cada vez mais, até alcançarmos o poder total de captação desse padrão. Mas, se a energia não se multiplicar em nossos semelhantes, através das nossas ações, logo nos tornaremos estéreis nas coisas do amor, uma vez que a energia acumulada passará a atormentar o emocional. Todo acúmulo sem vazão seja ele positivo ou negativo, transforma-se num tormento insuportável. Se ativarmos o canal de Conhecimento este nos inundará com uma energia que dá sustentação ao crescimento intelectual... Mas se o conhecimento adquirido não for utilizado, essa energia irá se dispersar e um imenso vazio se formará em nosso intelecto após alguns anos.

As energias poderão ser canalizadas através de nosso sexo; plexo solar, do coração, da garganta, da cabeça ou de outro plexo menor com diferentes resultados. Os órgãos físicos receberão estas energias automaticamente, mecanicamente.

Mas nossos centros superiores somente receberão as energias por meio do esforço consciente. Ou seja, as pessoas somente receberão Consciência Superior se buscarem Consciência Superior. É uma Lei Cósmica. Faz parte da Evolução da Humanidade estas fases iniciáticas de misturas do joio e do trigo também na questão das energias precipitadas nestes períodos. A medida que as humanidades evoluem, elas vão discriminando entre uma energia e outra, suas fontes; e, ao mesmo tempo, os efeitos dessas energias tanto na natureza inferior como na natureza superior.

A faixa em que se encontra um espírito está relacionada com seu magnetismo, que nada mais do que a condensação das energias absorvidas por ele. Quanto mais sutil for seu magnetismo mais ele se elevará na faixa vibratória; quanto mais denso mais fortemente ele será atraído para baixo. Somente quando isto acontecer, estará livre do círculo reencarnatórios, reiniciando sua longa jornada. Um ser humano que vivenciou com muita intensidade o ódio sua condensação energética em seu magnetismo pessoal torna-se viciada, impedindo sua sutilização (atração para a Luz) Ele será então atraído para o pólo negativo (Trevas) Aquele que vivenciou várias virtudes (fé, amor ao próximo, caridade) acumulou em seu magnetismo pessoal, energias muito sutis e será atraído para o pólo positivo (Luz).

Talvez pensem que basta ser bom e humilde para se sustentar no magnetismo

Ultra-concentrado e ao mesmo tempo ultra energizado. Na verdade, não é assim. O magnetismo de um ser humano está concentrado no seu mental. Para alcançar as esferas superiores da Luz é preciso um forte poder mental de ordem virtuosa. Precisamos ascender e evoluir em todas as energias virtuosas, pois alguém que seja apenas bom e humilde poderá não saber compreender o porquê de um seu semelhante estar padecendo o horror das trevas da ignorância. Por isso, ele deve vivenciar as coisas da Razão, ou da Lei, pois sem elas, ele se deixará abater, tendo todo seu magnetismo dispersado em poucos instantes. Do mesmo modo, alguém que já vivenciou as energias da Razão, ou da Lei, precisa vibrar nas coisas do Amor sob o risco de se tornar frio e não dar uma segunda oportunidade a quem fraquejou em determinado ponto da sua longa jornada.

A Energia Humana é sustentada pela energia divina e é a condensação das quatro energias elementais puras. Estas energias dão origem ao corpo humano. O alimento é um tipo de energia, pois suas vitaminas e proteínas sustentam nossa carne (saúde). Outro tipo de absorção de energia através do corpo físico é através dos sentidos. Uma irradiação de ódio que alguém nos envia, chega até nós sob a forma de vibrações de origem ígnea, pois o ódio é destruidor. A inveja é de origem terrena, porque visa levar para o seu vibrador aquilo que nos pertence. A paixão é de origem aquática, porque busca envolver o objeto desejado. O desejo é de origem aérea, porque quer intensificar-se na troca de energias com o objeto desejado. Se elevarmos os padrões vibratórios dos nossos sentidos suprafísicos, poderemos desenvolver a sensibilidade e a percepção dos sentidos inerentes tanto à carne, quanto ao espírito. Isso nos tornará mais sensíveis aos padrões vibratórios mais sutis, permitindo (percepção) diferenciá-los quando positivos ou negativos.

Se a energia humana é mais densa do que a espiritual, não significa que seja mais forte, pois esta lhe é anterior e superior. Enquanto a energia humana é o veículo a espiritual é o passageiro. Na evolução um complementa a outra e ambas são imprescindíveis. Aquele que pouco usa a sua força mental, é altamente energizado por energias físicas ou carnais. A Energia física é um meio do ser humano evoluir e ascender, ou regredir e cair, porque pode também ser utilizada para vivenciar a energia negativa. Ela fornece meios para a realização das mais torpes, ou mais nobres ações humanas. Ela também sustenta nossas expressões mais triviais, tais como falar, cantar, andar, sem que tenhamos que alterar a forma física do nosso corpo . Num ser que seja apenas espírito, isso não acontece, porque ele é o que o vibra e vibra o que é.
A Energia Mental que não se confunde com a mente humana. Nela temos todas as fontes de energia. O corpo espiritual as libera através dos nossos pontos de força (mente, olhos, palavra, coração, umbigo, sexo, mãos, e pés). Daí, os chacras dos hindus. A energia mental é a maior fonte de energias a nossa disposição sendo superior a todas as outras fontes, uma vez que, se a usarmos com racionalidade colocaremos todas as outras energias a nosso serviço.

Energia Racional é a energia da capacidade de pensar do ser humano Todo animal o possui em menor ou maior grau, mas somente o ser humano o tem totalmente aberto. Quanto mais for, maiores serão suas irradiações e maior a sua absorção das energias positivas pelo seu todo espiritual, através dos cordões energéticos no topo da sua cabeça. Mas, para que tal evolução aconteça, é preciso que a capacidade de raciocinar (outro dom) tenha evoluído também. Numa criança o choro é a saída para um problema de certa grandeza, pois ela não possui uma forte energia racional. Logo, o emocional supre essa deficiência no seu todo espiritual as suas atitudes são mais emocionais do que racionais. Pouco a pouco o dom do raciocínio vai sendo ativado e o emocional vai cedendo lugar ao racional. Mas isto só acontecerá se for desbloqueada a sua fonte de energia.

Classificamos as energias emocionais como desejos e as energias racionais como vontade. Um desejo é apenas uma emoção, porém uma vontade é um raciocínio, e como tal, é uma fonte inesgotável de energia colocada à disposição do seu possuidor para que alcance o objetivo, que é materialização dessa vontade. . . Se raciocinarmos demais, nosso emocional vai sendo anulado pouco a pouco, chegando mesmo a ficar adormecido. Logo, todo o nosso conhecimento será de ordem racional, pois não aceitaremos conhecimentos de ordem emocional. O emocional sempre perde, é subjugado pelo racional, pois a Energia Emocional é ativada a partir dos nossos desejos. São desejos humanos, portanto carnais a sua não realização acarreta uma vibração em todo o nosso espiritual, até que seja descarregada seja de forma satisfatória ou não.


O que não é energia? A consciência.

A consciência é mais do que energia. Ainda que fosse só energia, esta não existe sem um substrato, daí a existência do ego e dos veículos para a sua manifestação. Energia Consciencial - É a maneira como a pessoa se apresenta. Como nós somos. Somos nós.

Holossoma - (Holo =Todo, Somo = Corpo) São instrumentos, corpos ou veículos pelos quais o ego (consciência) se manifesta nos universos físicos e extrafísicos. Partindo dessa premissa, a individualidade humana não se limita ao corpo humano visível no estado da vigília física ordinária. Ela é constituída de pelo conjunto de elementos que se encaixam uns nos outros, coexistindo em harmonia, e que, sob certas condições, podem ser dissociados. As projeções da consciência são justamente conseqüências da dissociação desses corpos ou veículos associados, interatuantes, coincidentes, justaponíveis, alinhados, interpenetrados ou coexistentes. Os veículos da manifestação da consciência intrafísica, no estado de coincidência, coexistem ou coabitam o mesmo local ou espaço na terra, contudo, cada um vibra em freqüência própria, ou dimensão de existência individualíssima e diversa. O Homem é um ser multidimensional.

Temos 4 corpos que interagem entre si...O Corpo físico (soma) O holochacra que fica a 1,5 a 2 cm de distância do nosso corpo físico desenhando ele) o psicossoma (sede das nossas emoções) e mentalsoma (nosso corpo mental) Neste momento estão todos alinhados, porém quando dormimos nos projetamos para outros lugares através do psicosssoma). Esses veículos são reais, cada qual ao seu modo, e não constituem fumaça que se perde no espaço. Soma - Corpo físico é o lado mais místico e mais primitivo perto dos outros veículos que a consciência pode se manifestar. Limita em muito a manifestação da consciência;, sente-se aprisionado.

Holochacra - Está a meio centímetro do soma. Está dentro e fora do corpo. Tem um brilho natural. É um veículo que dá vitalidade. Está sempre absorvendo, mexendo com as energias.

Mentalsoma - onde se situa a sede no para-cérebro do psicossoma. Entra em contato com o para-cérebro do psicossoma e do para-cérebro para o cérebro do intrafísico.

Instrumentos

Evidentemente, o corpo humano (soma) o holochacra, o psicossoma ou mesmo o mentalsoma, não são , cada qual isoladamente - e nem mesmo quando em conjunto na condição da coincidência de todos os corpos, ou o corpo unificado - a consciência, ou o ego propriamente dito. Tais veículos constituem apenas meros instrumentos, pois não pensam por si.

Estado Vibracional - Não tem forma. Como o pensamento. Condição no qual o holochacra e o psicossoma aceleram as vibrações a fim de escaparem às vibrações lentas do corpo humano. O estado vibracional advém da intensificação do desprendimento ou liberação das energias conscienciais. Para melhor exemplificar o Estado Vibracional, comparemos os nossos corpos físicos a um ventilador, onde as hastes ( holochacras ) seriam a velocidade da nossas vibrações. Se jogarmos qualquer objeto em direção as hastes do ventilador, se este estiver em velocidade lenta, a possibilidade que entre em seu corpo danificando-o é imensa. Mas, se pelo contrário, o colocarmos em velocidade máxima, qualquer objeto atirado na sua direção será repelido. A velocidade que damos a nossa vibração é que impede ou acessa as entradas de outras energias.

.Técnica de Circulação Fechada de energias - Dinamização do estado vibracional. É o controle consciente dos movimentos energéticos a partir da própria pessoa, da sua cabeça até os seus pés e mãos e o retorno à cabeça. Se nada sentirem nas primeiras tentativas, não se impressionem. Insistam que acabarão sentindo. Isso é inevitável porque pertence ao desenvolvimento da para-fisiologia de todos nós.

Dirijam o fluxo (ou influxo) de suas energias, pela impulsão da vontade, dos pés até a cabeça. Sintam toda a sua energia concentrada no alto da cabeça. Coloquem toda a energia no alto da cabeça e deixe-a lá em cima, como uma bola de luz. Façam-no lentamente. Se não sentirem nada, não se impressionem, a prática vai lhes mostrar toda a realidade energética. A energia está aí, senti-las é questão de prática.

Repitam 10 vezes o mesmo procedimento, sentindo e discriminando o fluxo das energias varrendo as várias partes e órgãos do seu corpo. Aqui começam os desbloqueios, as compensações e a eliminação das despotencializações das suas energias em todos os seus centros e pontos energéticos.

Continuem os mesmos movimentos: subindo e descendo. Agora aumentando gradativamente a velocidade ou rítmo da impulsão do fluxo das energias. Prossigam, aumentando, agora, ao máximo, a intensidade (ritmo ou volume) do fluxo das energias. Esse fluxo passará a compor circuitos cada vez maiores e mais potentes e vocês perceberão isso.

Instalem, por fim, o Estado Vibracional através da vibração do holochacra, nosso segundo corpo energético. Concentrem-se nele e sintam-no se acelerando mais e mais. Vibrando rápido. O fluxo e o circuito fechado desaparecerão e toda a sua psicoesfera tornar-se-á completamente acesa, feérica ou incandescente com as energias vibrantes.

A instalação em si mesmo o estado vibracional dará a você a motivação e autoconfiança para usar as próprias energias conscienciais e permitir distinguir as energias externas que recebemos. Sana distúrbios orgânicos, mini-doenças, pequenas indisposições; desbloqueia os chacras e bloqueia completamente a entrada de energias indesejáveis ao seu mundo interior, ampliando as suas autodefesas energéticas.

Em qualquer situação de perigo ou queda de vibração ou ambiente de baixa energia usem a Técnica de Circulação das Energias. Nossa vida é o tempo toda energética. Todo mundo usa energia, consciente ou não e nunca saberemos quando precisaremos usar as nossas defesas energéticas.

Lúcia Abduche

UM POUCO SOBRE OS ELEMENTAIS

HÁ MILHARES DE ANOS TEMOS REFERÊNCIAS EM TODAS AS PARTES DO MUNDO SOBRE ESSES SERES.

Alguns podem dizer que a Natureza é caprichosa. Outros, mais que isso, diriam que ela é sábia. Nós sim, que não a entendendo, achamos que tudo deve acontecer e existir devido aos nossos próprios caprichos. Na Natureza encontramos coisas e eventos opostos, simétricos ou dualistas, longe entretanto de serem eventos mutuamente excludentes, são na verdade complementares. Não existem meramente como opostos, mas se complementam. Todas essas complementaridades, formam o que chamamos de maneira mais apropriada, espécies. Até mesmo dentro de cada espécie encontramos mais variedades. Nas espécies biológicas, encontramos tal variedade de tipos, estruturas, hábitos que é quase impossível termos total conhecimento de todas essas nuances, em todas as espécies. Tomemos, por exemplo, as escalas de grandeza dentro de um mesmo gênero. No gênero Equus, temos a espécie Equus caballus, o cavalo como o conhecemos. Animal de grande porte, forte e muito útil ao homem desde tempos imemoriais, por sua força e destreza. Entretanto temos os pôneis, pequenos e frágeis em relação aos seus parentes maiores. Um cavalo pode ter uma altura de até 190 cm. Comparemos à dos menores pôneis que chegam a medir em torno de 50 cm. Existiu, todavia, uma espécie de cavalo, que viveu há cerca de uns 54 milhões de anos, no Período Eocênio, denominada Hiracotherium e que media apenas uns 20 cm de altura.

Entre os Elefantes, o elefante africano (Lexodonta africanus) pode medir 4,0 m de altura, enquanto o elefante pigmeu de Bornéo (Elephas maximus borneensis) chega a 1,50 metros. Entre muitas espécies (todas extintas) de elefante anão, destaca-se o Elefante Anão de Creta (Elephas -Palaeoloxodon - creticus), que media até 1,0 m de altura.

Entre a família Rodentia (roedores) temos o maior deles, a Capivara ( Hydrochoerus hydrochaeris ) com um comprimento de até 1,40 m. Verificamos uma variedade de coelhos e lebres de comprimentos médios entre 30-40 cm, enquanto o menor roedor conhecido é o Jerboa Pigmeu (Cardiocranius paradoxus Satunin) que tem o comprimento do corpo entre 52-68 mm.

Os exemplos são inúmeros, tanto entre os animais como entre os vegetais. A Natureza os fez de porte grande, médio e minúsculos. Não há qualquer razão para supor que entre os seres humanos essa regra haveria de ser diferente. Temos seres humanos de estatura até um pouco mais de 2,00 m, temos os pigmeus que medem em média 1,30 m e temos seres minúsculos . . .

No ano de 1200, em Nidaros (atualmente Trondenheim) na Noruega, o sueco Frederik Ugarph encontrou, na casa de um pescador, uma pequena estátua de madeira, medindo 15 cm de altura sem contar o pedestal e tinha gravada as palavras "NISSE RIKTIG STORRELSE" que significa literalmente 'Gnomo, altura real'. Após muitos dias de negociação, Ugarph conseguiu comprar a estátua, que estava em poder da família do pescador havia muitos anos. Atualmente, ela pertence à coleção da família Oliv, de Uppsala, Suécia. Exames radiográficos comprovam que a peça tem mais de 2.000 anos, tendo sido entalhada num pedaço de raiz de uma árvore muito resistente e já extinta. A descoberta dessa estátua parece confirmar aquilo que os próprios Gnomos sempre afirmaram acerca de suas origens escandinavas.

Foi somente após a Grande Migração dos Povos, em 395 d.C. que os gnomos começaram a ser notados nos Países Baixos, provavelmente por volta de 449 d.C., quando o posto avançado dos romanos, na Britânia, caiu frente aos anglo-saxões e aos jutos. Existem evidências a esse respeito numa carta escrita por um sargento romano aposentado chamado Publius Octavus. Ele permaneceu em Lugdunum (atualmente Leiden, na Holanda) onde se casou com uma moça local e passou a viver em uma propriedade adquirida nos arredores da cidade. Nessa carta datada de 470 d.C., ele escreveu: Eu tive a oportunidade de ver, com meus próprios olhos, uma criatura minúscula. Ele usava chapéu vermelho e uma camisa azul. Ele tinha uma barba branca e calças esverdeadas e disse que vivia nessas terras há vinte anos. Ele fala nossa língua, misturada com algumas palavras estranhas. Desde então eu tenho conversado com ele muitas vezes. Ele disse descender de uma raça chamada Kuwalden, uma palavra completamente desconhecida, e que havia apenas alguns poucos deles no mundo. Ele gosta muito de beber leite. Por muitas vezes eu o vi curando animais doentes nas pradarias.

É curioso notar que o sentido exato do termo kuba-walda, em linguagem germânica antiga significa "administrador do lugar".

Em seu livro escrito em 1580, o escritor Wunderlich menciona que naquela época os gnomos tinham estabelecido uma sociedade sem qualquer diferença de classes, que já se mantinha por mais de mil anos. À exceção do próprio rei, escolhido pelo povo, não existiam gnomos pobres ou ricos, inferiores ou superiores.

Existem indícios de narrativas da tradição oral, entre os europeus, de que até por volta do ano 600-650 d.C., os gnomos eram parte integrante da sociedade, mantendo um relacionamento discreto, porém freqüente, com os humanos.

Um achado espetacular foi feito em 1800, em Pennince a leste de Lancashire, Inglaterra, onde foram encontradas centenas de ferramentas diminutas, tendo três centímetros de tamanhos e confeccionadas de forma perfeita, algumas com detalhes que só podiam ser vistos com o auxílio de uma lupa. O achado foi considerado tão desconcertante, que sem maiores explicações os especialistas rotularam de "aparatos provavelmente utilizados em rituais". Mas, porque teriam que ser tão perfeitos e tão pequenos ? Isso ninguém sabia explicar !

Na Escócia, ao final do Século 19, um grupo de pesquisadores descobriu uma pequena escada esculpida na rocha, contendo degraus de 2,0 cm de altura. Após seguir por uma trilha particularmente difícil, seguindo a escada rochosa, depararam-se com uma pequena necrópole contendo minúsculos ataúdes e, em seus interiores, pequeníssimos restos de corpos muito semelhantes aos humanos. Após o entusiasmo e publicidade iniciais sobre esse achado, algumas pesquisas foram realizadas, o assunto foi esquecido e hoje o que restam são relatos na imprensa da época.

Em 1932, nas montanhas San Pedro no estado americano de Wyoming (EUA), dois garimpeiros chamados Cecil Mann e Frank Carr encontraram uma múmia medindo 35 cm. Especialistas do Museo Americano de História Natural e do Departamento de Antropologia da Universidade de Harvard atestaram que a múmia era genuína e concluíram tratar-se de uma pessoa com idade aproximada de 65 anos. Os índios das Nações Shoshonees e Crows, nativos que habitam as redondezas onde ocorreu o achado, falam, nas lendas e folclore da tradição oral de suas tribos, sobre uma raça de pessoas pequenas, que vivia na região, chamada por eles de Nimerigar 1.

O alquimista suíço Paracelso, em sua obra 'Tratado sobre os Elementais' publicada em 1566, parece ter sido o primeiro a cunhar o termo gnomus, derivado de gnose (conhecimento), querendo indicar que esses seres diminutos e simpáticos eram possuidores de muitos conhecimentos.

Para Rudolf Steiner (1861-1925), fundador da Antroposofia, introdutor do Sistema Biodinâmico de Agricultura, e criador do famoso método Wardolf de Educação, a importância dos Gnomos na manutenção e renovação do meio ambiente, especialmente o solo, é um fato concreto e não mera retórica de fundo mítico. Nesse aspecto, ele proferiu muitas palestras sobre a importância dessas criaturas.

Gnomos são seres minúsculos, com estatura variando entre 10-15 cm. Vivem até idades em torno dos 400 anos. São bastante ativos, muito inteligentes e curiosos. São alegres, bem humorados e quando não estão nos momentos de tarefas diárias, preferem passar o tempo em brincadeiras, conversas ou longos passeios pelas redondezas. Particularmente lhes chama atenção nossas tecnologias, invenções e estilos de vida, embora eles mesmos sejam afeitos à vida simples, o que faz com que praticamente não mudem sua própria maneira de viver. Vivem em pequenas comunidades, construindo suas casas no subsolo.

Levam um estilo de vida doméstica bem semelhante aos de seus irmãos maiores, nós humanos. São exímios artesãos, sabedores de como trabalhar os metais e a madeira, que utilizam na confecção de casas e móveis de uso comum. Confeccionam sua própria porcelana. Conhecem muitas artes e ofícios, embora não tenham qualquer inclinação pelo desenvolvimento econômico, visto que lhes falta qualquer traço de ambição. Pelo que se sabe, são coletores de alimentos, que encontram nos bosques e florestas. Sua dieta é baseada em pequenas frutas, amoras diversas, folhas e raízes, das quais utilizam a fécula na confecção de bolos, tortas e pães, sempre adoçados com mel de abelha ou o néctar que eles extraem de algumas plantas e flores. São essencialmente vegetarianos, visto serem contrários a causar qualquer mal ou violência contra os animais. Podem dispor de frutas das mais variadas espécies, pois detêm a técnica ou arte de miniaturizar árvores por completo: tamanho dos troncos, folhas e frutos, conhecimento este que faria a alegria de qualquer mestre na arte do Bonsai. Ao contrário do que se pensa, os Gnomos não fumam cachimbos nem consomem vinhos nem licores. Aliás desprezam o hábito entre os humanos do consumo de carnes e bebidas alcoólicas, evitando a todo custo pessoas que se dedicam a essas atividades, uma vez que cultivam um padrão de vida moral e espiritual avançado. São dotados de grande força, comparada a seu tamanho corporal e gozam de excelente saúde, embora conheçam a medicina das ervas, as quais não cultivam em hortas explícitas, mas disfarçadamente em meio à flora circunvizinha. Por esse motivo, sempre se achou que eles não se dedicam à agricultura. Dedicam-se com afinco à atividades de cultivo de plantas, ervas e todo tipo de cogumelos, visto serem imunes à toxidade destes. A bem da verdade, são exímios cultivadores de cogumelos, no que fazem em túneis especialmente cavados no subsolo.

Os Gnomos são bastante tímidos e reservados. Dificilmente são vistos durante o dia, sendo seres de hábitos noturnos. Se alguém os 'surpreendem', é mais pela disposição deles mesmos em se deixar ver. Donos de poderes psíquicos, são capazes de entender os pensamentos de quaisquer criaturas, sabedores de suas mais íntimas e reais intenções. Diante de um primeiro contato, os Gnomos mostram-se gentis e cordiais, embora não escondam uma certa desconfiança, não obstante entenderem o que se passa na mente dos outros. As moças e senhoras Gnomos são mais tímidas e retraídas que seus companheiros, a ponto de dificilmente serem vistas, quer durante o dia ou à noite. Normalmente permanecem a maior parte do tempo ocupadas nos afazeres domésticos. De regra, esses simpáticos seres preferem contatar as crianças, visto terem elas a mente mais aberta, sem prejulgamentos, e possuidoras da natural inocência infantil. Quando não conseguem fugir a tempo, diante de uma presença indesejada, os Gnomos se transformam de imediato em algum tipo de animal, no mais das vezes assumem a forma de um sapo.

São afáveis nas relações pessoais e nunca entram em disputas ou conflitos, seja entre si ou com os humanos. Têm grande conhecimento e sabedoria sobre os mistérios da terra e do cosmo e toda a sua cultura é repassada entre as gerações, por tradição. Adotam uma espécie de monarquia bastante peculiar: o Rei é escolhido dentre o mais capaz do clã, em inteligência, sabedoria e bondade. Na vacância do trono, pela morte do Rei, outro é escolhido sempre que um de seus herdeiros não seja a pessoa mais propícia à tarefa, dentre os homens casados do grupo. Ser Rei, não é uma tarefa que importe em poder, ou prestígio, entre os Gnomos. O Rei e a Rainha desempenham mais o papel de pais dos outros membros. É uma posição de serviço e não de serem servidos. Quando da morte do Rei ou da Rainha, aquele que sobrevive renuncia e nova assembléia para escolha do casal real é convocada. Pode acontecer que um príncipe herdeiro casado convoque uma assembléia, sempre que entenda existir alguém mais capaz que ele, na comunidade. A casa real é, em tudo, semelhante à casa dos demais, exceto pelo fato de ter uma grande sala para que ocorram as reuniões e assembléias.

Os Gnomos são muito dados a festas e reuniões sociais. Os membros solteiros invariavelmente aproveitam essas ocasiões para iniciarem um namoro, que nunca necessita da aprovação dos mais velhos dos grupos familiares envolvidos, uma vez que todo rapaz e toda moça têm qualidades suficientes para iniciarem uma família. Nesse aspecto, os membros masculinos são muito galantes, presenteando a moça Gnomo com presentes e mimos diversos. O casamento ocorre não muito tempo após iniciado o namoro, e é quando acontece uma reunião dos mais velhos da comunidade para deliberarem sobre o melhor momento das bodas, tendo em vista que os preparativos para a grande festa envolvem toda comunidade. A cerimônia é oficializada pelo casal real e se constitui numa grande celebração, onde todos participam, trazendo bolos, doces e sucos feitos de diferentes frutas, comendo, rindo e dançando, ao som de muita música, executada com instrumentos de corda, flautas e vários tipos de tambor. Após as festividades, os noivos saem por alguns dias em passeio nupcial. Quando retornam, já encontram sua casa prontinha, com móveis e tudo o mais, devidamente construída por todos os amigos e conhecidos.

Dessa forma, o casal recebe os presentes não por ocasião das festividades do casamento, mas quando retornam do passeio. São presenteados inclusive pelo Rei e a Rainha, que confeccionam, eles mesmos, alguma peça artesanal para o esposo e a esposa, respectivamente.

Quase de imediato sobrevém a gravidez, que dura em torno de 12 meses. Ao final, o casal é presenteado com gêmeos, que podem ser dois meninos, duas meninas ou um casalzinho de bebês, o que ocorre na grande maioria dos casos. Assim, a população de Gnomos não varia muito, e é muito raro algum Gnomo não casar, pois sempre existe um rapaz e uma moça, solteiros, disponíveis para a nobre tarefa de formarem uma nova família. Uma família típica consiste nos pais e duas crianças, embora uma segunda gravidez (quatro filhos) também ocorra, o que faz com que seja considerada uma família numerosa.

Enquanto são pequenos, as crianças estão ora com a mãe, ora com o pai, que lhes dispensa a maior atenção, com várias brincadeiras domésticas. Ao ficarem um pouco maiores, as meninas passam a maior parte do tempo junto às mães, quando aprendem as artes do lar, enquanto os meninos ficam com o pai, aprendendo as várias tarefas cabíveis aos homens.

Ambos, entretanto, meninos e meninas, acompanham o pai, para aprenderem sobre coisas da floresta. Todo o sistema de educação consiste no aprendizado básico do estilo de vida que conservam, quase invariável desde muitos tempos. Não se empenham em um sistema formal de educação, embora tenham alguns escritos e livros secretos que toda família estuda diligentemente.

A infância dos Gnomos dura até seus 40 anos de vida, quando se inicia o período que corresponde à adolescência. Por volta dos cem anos, os Gnomos estão na idade de casamento. Existe uma levíssima tendência a nascerem mais meninos que meninas, o que faz com que alguns rapazes queiram permanecer solteiros. Entretanto, todas as moças se casam e mesmo que um rapaz não deseje o casamento, ele acaba abrindo mão dessa prerrogativa, caso seja necessário, para que uma moça não permaneça solteira. A constituição de família é uma norma superior entre os Gnomos. Não existe entre eles um conceito individualista de vida, o que faz com que todos sejam cuidadosos com os demais, especialmente com as crianças. Os Gnomos se consideram uma única família, ao invés de uma raça

Os Gnomos se dedicam à trabalhos voltados a subsistência da família ou da coletividade. Os homens trabalham na marcenaria, agricultura, confecção de móveis e utensílios, fundição de metais, coleta de alimentos nas florestas e bosques. As mulheres dedicam-se às atividades do lar, costura, coleta de alimentos, flores, preparação de alimentos e cuida da prole. Ambos educam os filhos e dedicam-se a confecção de artesanato segundo suas habilidades.

Nas excursões que fazem nos bosques e florestas, evitam as trilhas utilizadas pelos homens ou pelos animais. Preferem criar seus próprios caminhos, pequenas trilhas ou estradas, embaixo da vegetação dos pequenos arbustos rasteiros. Assim, sentem-se mais confortáveis. Existe um mal entendido quanto à maneira dos Gnomos viajarem à grandes distâncias. Pensa-se que eles costumam viajar com a ajuda de alguns animais, notadamente, pássaros, acomodando-se neles numa gostosa carona. Não é bem assim. Os Gnomos podem assumir qualquer forma que desejarem. Por conseguinte, quando querem cobrir grandes distâncias, transformam-se em aves migratórias e vão aonde desejarem, num vôo solitário, ou coletivo, envolvendo toda uma comunidade ou parte dela, na busca de locais mais adequados à sobrevivência. Isto explica o fato de que eles estejam espalhados por todos os continentes. Os Gnomos, todavia, são muito afeitos a brincadeiras e podem sim subir nas costas dos animais e das aves, apenas por simples divertimento.

Conhecedores dos segredos da terra, podem perceber catástrofes naturais com muita antecedência e nunca são surpreendidos por esses eventos. Dessa forma podem mudar de local, região ou mesmo continentes, sempre que as condições ambientais mostrarem-se adversas.

Os Gnomos não são seres espirituais, mas seus corpos são de carne e osso; são bem parecidos conosco, embora, isto sim, mais espiritualizados. Devido ao estilo de vida que levam, simples, embora cultivando uma disposição mental elevada, mantêm uma maior sensibilidade, o que lhes dá vantagem sobre nós. São muito solidários com todas as formas de vida, e uma de suas atividades típicas nos bosques, florestas ou pradarias é cuidar de animais feridos ou doentes. Entendem a língua dos humanos, das plantas e animais, embora tenham sua própria linguagem. Dessa forma, podem se comunicar com diferentes criaturas, e entender suas necessidades.

Os Gnomos são bem humorados e brincalhões, mesmo quando adultos. Divertem-se com os filhos e com os parentes e amigos. O casal namora e brinca o tempo todo, inclusive depois de anos de casamento.

Dedicam-se a proteger a flora e a fauna, pois têm pleno conhecimento dos intrincados inter-relacionamentos existentes na Natureza. Ao longo dos anos, se distanciaram bastante dos humanos, ao perceberem o individualismo, o egoísmo exacerbado, a ambição e falta de bondade para com os outros, sejam eles humanos, animais ou as plantas. Evitam as pessoas de má índole e de maus hábitos. Entretanto, procuram estar perto de pessoas bondosas, honestas e gentis. Freqüentemente as observam e as ajudam no que podem, mesmo que as pessoas disso não saibam. Mantêm-se distantes de lugares onde predominem atividades que envolvam paixões, barulho ou desarmonia. Em algum estágio da vida de um ser humano, especialmente quando criança, os Gnomos penetram-lhe nos sonhos, oferecendo momentos agradáveis. Aqueles que participam dessa experiência, normalmente tornam-se, ao crescerem, pessoas bondosas, respeitosas das coisas da terra e da Natureza. Essa, muito mais que uma atividade lúdica ou divertida, é, para esses seres, um momento especial para educarem seus irmãos maiores.

Em alguns momentos um Gnomo, homem ou mulher se isola, na beira de um riacho, no alto de uma colina, sobre uma pedra ou mesmo num balanço, perto de casa. Fica ali, sozinho, pensativo. Não é por solidão, nem tristeza ou algo assim. É apenas uma coisa própria deles mesmos. Ninguém se aproxima, a menos que seja alguém muito íntimo como a esposa, um dos pais, um irmão ou uma irmã. Ao se aproximarem, ficam ali ao lado quietinhos, igualmente sentados, em silêncio. Nem mesmo tentam penetrar nos seus pensamentos. Compartilhar desses momentos é algo muito significativo para esses seres delicados, pois é um momento de suma intimidade e muito especial.

Temos muito o que aprender com os Gnomos. Muitas das coisas com eles já aprendemos: os segredos da fermentação, o feitio de queijos e iogurtes, como cultivar cogumelos e quais cogumelos, nós humanos, devemos evitar. Como extrair mel das colméias e como cuidar do solo. A ciência das ervas medicinais ou como fazer certas ferramentas . . . Isso, desde muitos anos, quando éramos simples como eles e podíamos compartilhar uma saudável associação. Hoje estamos devastando o meio ambiente, derrubando árvores centenárias, para cultivo de pasto para gado, não para tirar-lhes o leite, bondosa dádiva, mas para em algum momento, trair-lhes a amizade cortando-lhes o pescoço e comendo-lhes as entranhas. Estamos poluindo os rios, os lagos e os riachos. Estamos fazendo sangrar a Mãe Terra, humilhando sua Natureza. Envergonhamos nossos pequenos e gentis amiguinhos, mostrando-lhes o que temos de pior, o desprezo e o ódio até para conosco. Deixamos de ser uma família e para alguns nem somos da mesma raça !

Estamos cada vez mais empurrando essas simpáticas criaturas para mais longe de nós. Nada mais natural, visto que estamos cada vez mais distantes de nós mesmos.

Referências

Ilustrações dos Gnomos do artista Rien Poortlviet - extraídas do livro

Gnomos, Editora Siciliano, 1987 - 5ª Edição 1992 São Paulo.

1 - Mysteries of the Unexplained, Reader's Digest General Books, The Reader's Digest ......Association, 1982

Montagens dos gnomos nas fotos J.R. Araújo

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

OS FLUIDOS

Orson P. Carrara

Leis que regem a vida espiritual podem encontrar explicar fenômenos materiais onde o elemento espiritual tem participação.

Iniciemos pela questão da pronúncia, onde há certa dificuldade. Alguns pronunciam com acentuação sobre a vogal u, fluido; outros com acentuação sobre o i, fluído; o correto, porém, é a pronúncia como ditongo(1): fluido (com acentuação tônica sobre a letra u). O tema está sempre presente nos estudos espíritas e mereceu capítulo especial de Allan Kardec: está no livro A Gênese (2), capítulo XIV, com o mesmo título desta matéria. É um capítulo longo, com 31 páginas e 49 itens, mas de farto material para estudo e pesquisa, que recomendamos aos leitores. Há destaques para alguns subtítulos como Elementos fluídicos, Ação dos espíritos sobre os fluidos, Criações fluídicas, Qualidades dos fluidos, entre outros importantes subtemas.

Para entender e aprofundar o assunto, há que se partir da questão nº 1, de O Livro dos Espíritos (3), cuja resposta indica Deus como a "(...) causa primária de todas as coisas". A mesma obra, em seu capítulo II, nas questões 17 a 36, desdobra o título Dos elementos gerais do Universo com os subtítulos Conhecimento do princípio das coisas, Espírito e Matéria, Propriedades da Matéria e Espaço Universal, oferecendo vasta visão do empolgante tema sobre a origem e constituição de tudo o que até presentemente conhecemos. Chamamos a atenção, porém, para as questões 27, 32 e 33, das quais nos ocupamos para o presente assunto. Na questão 27, os espíritos codificadores indicam que há no Universo dois elementos gerais: Espírito e matéria. E acima de tudo Deus, como criador de todas as coisas. Mas indicam que "(...) ao elemento material há que se juntar o fluido universal, que desempenha papel de intermediário entre o espírito e a matéria... (...)". Já na questão 32, indagados por Kardec, confirmam que os sabores, os odores, as cores, os sons, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos não passam de modificações de uma única substância primitiva. E na questão 33 também confirmam, na pergunta do Codificador, que a mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações e de adquirir todas as propriedades, indicando que "(...) tudo está em tudo".

Não é difícil entender. Basta considerarmos que há uma matéria elementar primitiva, uma substância original, que emana do Criador. Seria uma espécie de "hálito do Criador", numa comparação vulgar. É o plasma divino, ou força nervosa do Criador, que assume dois estados (4): a) de eterização (natureza pura) = estado primitivo normal que propicia os fenômenos do mundo invisível; b) de materialização (natureza mais grosseira) = conseqüência do primeiro e propicia os fenômenos materiais. Essa matéria elementar, primitiva, conhecida como fluido cósmico universal, é suscetível, com as inúmeras combinações com a matéria e sob ação do espírito, de sofrer variações ao infinito e produzir toda a variedade de elementos ou coisas conhecidas ou desconhecidas ainda, ou fenômenos explicados ou ainda inexplicados. Interessante pensar que na realidade, a solidificação da matéria não é mais do que um estado transitório do fluido universal.

Mas aí surge outra questão. Estamos habituados no estudo do Espiritismo a encontrar as expressões Fluido magnético, Fluido elétrico, Fluido material, Fluido espiritual ou Fluido vital. Na verdade, todos são combinações ou transformações do mesmo fluido primitivo acima citado. O fluido perispíritico, por exemplo, é o agente dos fenômenos espíritas que se produzem pela ação recíproca dos fluidos que emitem o médium e o espírito comunicante. Já o perispírito, ou corpo fluídico, por sua vez, que se forma com o fluido universal de cada globo (5), é também uma condensação do fluido cósmico universal em torno da alma, pois os espíritos são a individualização do princípio inteligente. E mais, o próprio corpo carnal também tem origem no fluido cósmico – como matéria original –, e ambos (corpo e perispírito) são matéria, ainda que em estados diferentes e o perispírito seja semi-material para os conceitos humanos. Porém, a natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do espírito.

Em resumo, tudo o que existe é transformação dessa matéria elementar primitiva. Há o espírito, a matéria e este fluido cósmico universal, que conforme resposta à questão 27, de O Livro dos Espíritos (3), "(...) é fluido, como a matéria é matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima (...)".

Voltemos, porém, aos diversos adjetivos colocados na palavra fluido, como indicado no segundo parágrafo anterior, e recorrendo agora à Revista Espírita. Observemos o pensamento do Codificador, referindo-se aos fluidos espirituais: "(...) Quem quer que traga os pensamentos de ódio, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, animosidade, cupidez, falsidade, hipocrisia, murmuração, malevolência, numa palavra, pensamentos colhidos das más paixões, espalha em torno de si eflúvios fluídicos que reagem sobre os que o cercam. Ao contrário, na mesma assembléia em cada um só trouxe sentimentos de bondade, caridade, humildade, devotamento desinteressado, benevolência e amor ao próximo, o ar é impregnado de emanações salutares em meio às quais sente viver mais à vontade (...) Os fluidos espirituais representam um importante papel em todos os fenômenos espíritas, ou melhor, são o princípio mesmo desses fenômenos (...)" (6).

Sobre fluido magnético, expõe Kardec (7) "(...) Sabe-se que o fluido magnético ordinário pode dar a certas substâncias propriedades particulares ativas. (...) não há, pois, nada de admirar que possa modificar o estado de certos órgãos; mas compreendam igualmente que sua ação, mais ou menos salutar, deve depender de sua qualidade; daí as expressões ‘bom ou mau fluido; fluido agradável ou penoso’(...)". Sobre fluido magnético, sugerimos ainda a matéria Campo Magnético (8).

Outra expressão bastante usada é fluido vital. Voltemos ao Codificador: "(...) Desde que o fluido vital, emitido de alguma forma pelo espírito, dá uma vida factícia e momentânea aos corpos inertes; desde que outra coisa não é o perispírito senão o próprio fluido vital, segue-se que, quando encarnado, é o espírito que dá vida ao corpo, por meio de seu perispírito: fica-lhe unido enquanto a organização o permite; e, quando se retira, o corpo morre (...)" (9) E ainda: "(...) O fluido vital é indispensável à produção de todos os fenômenos medianímicos, é apanágio exclusivo do encarnado e, por conseguinte, o espírito operador é obrigado a impregnar-se dele (...)"(10). O Espírito São Luiz também explica o mesmo tema: "(...) Ele envolve os mundos: sem o princípio vital, nada viveria. Se uma pessoa subisse além do envoltório fluídico dos globos, pereceria, porque seu envoltório fluídico dele se retiraria, para juntar-se à massa. Esse fluido vos anima, é ele que respirais. (...)"(11).

De qualquer ângulo que os analisemos, perceberemos que eles são o veículo, o transmissor do pensamento e adquirem as qualidades ou as características do pensamento ou das impressões que o conduz. Elemento neutro, sofre a ação da vontade.

A verdade é que os espíritos atuam sobre os fluidos, não manipulando-os como os homens, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Neste processo, eles imprimem direção, aglomeram ou combinam, ou dispersam; organizam aparências, formas, coloração. Isto tudo pela intenção ou pensamento, de forma consciente ou inconsciente. Aí está a origem das regiões umbralinas ou trevosas, das colônias espirituais e a ação dos construtores celestes – na formação dos mundos ou na condução dos seres vivos –, das ocorrências de imagens plasmadas em reuniões mediúnicas para socorro de espíritos em desequilíbrio; também da proteção fluídica superior ou de verdadeiros cercos fluídicos organizados por obsessores. Também está aí a atmosfera espiritual de encarnados, a ocorrência do processo obsessivo ou os benefícios da fluidoterapia, etc. Como também as sensações de paz, harmonia, entusiasmo ou desânimo, mal estar, causados por influências espirituais. E até as modificações causadas no perispírito, como num espelho, das imagens criadas pela força do pensamento. Enquadram-se neles também as reflexões sobre vibrações à distância, curas, manifestações de fenômenos físicos (movimento de objetos e outros), vestuário dos espíritos e outros temas que se podem estudar inclusive no capítulo VIII de O Livro dos Médiuns: Laboratório do Mundo Invisível.

Vamos para exemplos simples do cotidiano: a) Pensemos na influência benéfica ou constrangedora de um espírito junto a um encarnado; b) Pensamos numa pessoa e o telefone toca: é a própria pessoa em quem pensávamos. Ambos os casos revelam a transmissão de fluidos espirituais ... E, para concluir, deixemos a palavra ao Codificador Allan Kardec: "(...) A qualificação de fluidos espirituais não é rigorosamente exata, uma vez que, em definitivo, é sempre da matéria mais ou menos quintessenciada. Não há de realmente espiritual senão a alma ou princípio inteligente. São assim designados por comparação, e em razão, sobretudo, de sua afinidade com os Espíritos. Pode-se dizer que são a matéria do mundo espiritual (12): é por isso que são chamados fluidos espirituais (...)"(13).

Nota da redação: Sugerimos consultar também O Livro dos Médiuns, especialmente capítulos I, II, IV, V da Segunda parte – Das Manifestações Espíritas.

Ditongo: grupo de vogais que se pronunciam numa só emissão de voz e compõem uma só sílaba, conforme Grande Dicionário da Língua Portuguesa – Edit. Novo Brasil Ltda –, 30ª edição, 1986, São Paulo-SP.
1ª edição IDE – 1982 – Araras –SP.
78ª edição FEB – 04/1997 – Rio de Janeiro-RJ.
Vide itens 2 e 3 do capítulo XIV de A Gênese, 1ª edição IDE – 1982 – Araras-SP.
Questão 94 de O Livro dos Espíritos, 78ª edição FEB – 04/1997 – Rio de Janeiro-RJ.
Revista Espírita, ano 1867, página 133, edição Edicel.
Revista Espírita, ano 1864, página 8, edição Edicel
Revista Internacional de Espiritismo, de outubro de 2001, seção Recordando Allan Kardec.
Revista Espírita, ano 1858, página 158, edição Edicel.
Revista Espírita, ano 1861, agosto, edição Edicel.
Revista Espírita, ano 1858, página 161, edição Edicel.
Destaques do autor.
Em A Gênese, cap. XIV – página 241 –, item 5 em transcrição parcial, 1ª edição IDE – 1982 – Araras –SP.
E a definição da palavra?

De acordo com L. Palhano Jr. (*),"1. é substância de fluência fácil, espontânea, como os líquidos e os gases, que, flácidos e frouxos, tomam a forma do recipiente em que estão colocados e podem escapar de modo volátil; 2. Em Espiritismo, fluido é a substância primária do Universo, designada fluido cósmico universal (...); 3. São designadas também por fluido todas as substâncias sutis, invisíveis à visão comum e imponderáveis, que emanam dos corpos: no mineral, como é o caso do imã, o fluido magnético; no vegetal: o fitomagnetismo; no animal: o fluido magnético animal; no espírito: o fluido magnético espiritual (perispiritual). No mesmerismo (veja quadro nesta matéria), fluido é uma espécie de emanação magnética (energia) das pessoas que, por exercício, pode ser aumentada, como no caso dos magnetizadores. Em Espiritismo, essa força é conhecida como fluídica e emana das pessoas naturalmente, ou por força da vontade, como no caso dos hipnotizadores, magnetizadores e médiuns. (...)".

O Espírito André Luiz (**), pela psicografia de Chico Xavier, define-o "(...) como sendo um corpo cujas moléculas cedem invariavelmente à mínima pressão, movendo-se entre si, quando retidas por um agente ou contenção, ou separando-se, quando entregues a si mesmas (...)"

(*) Livro Definições Espíritas, página 61, 1ª edição Publicações Lachâtre, Niterói-RJ, 1996.

(**) Livro Evolução em Dois Mundos, página 95, capítulo XIII, 6ª edição FEB, 09/1981- Rio de Janeiro-RJ.

Mesmerismo(*):

Expressão atribuída ao magnetismo animal, estudado por Antoine Mesmer (1734 – 1815), que pode ser definido como a ação recíproca de dois seres vivos por intermédio de um agente especial chamado fluido magnético. Ciência conhecida em toda a antiguidade, sobretudo no Egito, onde era prática nos mistérios, assim o provam os documentos autênticos.

(*) Página 90 do livro Definições Espíritas, página 61, 1ª edição Publicações Lachâtre, Niterói-RJ, 1996.