Seguidores

sábado, 31 de janeiro de 2009

LÉON DENIS



Léon Denis (lê-se: dení) nasceu numa aldeia chamada Foug, situada nos arredores de Tours, em França, a 1o. de Janeiro de 1846, numa família humilde. Cedo conheceu, por necessidade, os trabalhos manuais e os pesados encargos da família. Desde os seus primeiros passos neste mundo, sentiu que os amigos invisíveis o auxiliavam. Ao invés de participar em brincadeiras próprias da juventude, procurava instruir-se o mais possível. Lia obras sérias, conseguindo assim, com esforço próprio desenvolvera sua inteligência. Tomou-se um autodidata sério e competente.

Aos 18 anos tomou-se representante comercial da empresa onde trabalhava, fato que o obrigava a viagens constantes, situação que se manteve até à sua reforma e manteve ainda depois por mais algum tempo. Adorava a música e sempre que podia assistia a uma ópera ou concerto. Gostava de dedilhar, ao piano, árias conhecidas e de tirar acordes para seu próprio devaneio. Não fumava, era quase exclusivamente vegetariano e não fazia uso de bebidas fermentadas. Encontrava na água a sua bebida ideal.

Era seu hábito olhar com interesse, para os livros expostos nas livrarias. Um dia, ainda com 18anos, o chamado acaso fez com que a sua atenção fosse despertada para uma obra de título inusitado. Esse livro era "O Livro dos Espíritos" de Allan Kardec. Dispondo do dinheiro necessário, comprou-o e, recolhendo-se imediatamente ao lar entregou-se com avidez à leitura. O próprio Denis disse:
"Nele encontrei a solução clara, completa e lógica, acerca do problema universal. A minha convicção tornou-se firme. A teoria espírita dissipou a minha indiferença e as minhas dúvidas".

O ano de 1882 marca, em realidade, o início do seu apostolado, durante o qual teve que enfrentar sucessivos obstáculos: o materialismo e o positivismo que olham para o Espiritismo com ironia e risadas e os crentes das demais correntes religiosas, que não hesitam em aliar-se aos ateus, para o ridicularizar e enfraquecer Léon Denis porém, como bom paladino, enfrenta a tempestade. Os companheiros invisíveis colocam-se ao seu lado para o encorajar e exortá-lo à luta. "Coragem, amigo" - diz-lhe o espírito de Jeanne - "estaremos sempre contigo para te sustentar e inspirar. Jamais estarás só. Meios ser-te-ão dados, em tempo, para bem cumprires a tua obra". A 2 de Novembro de 1882, dia de Finados, um evento de capital importância produziu-se na sua vida: a manifestação, pela primeira vez, daquele Espírito que, durante meio século, havia de ser o seu guia, o seu melhor amigo, o seu pai espiritual - Jerônimo de Praga - que lhe disse: "Vai meu filho. Pela estrada aberta diante de ti. Caminharei atrás de ti para te sustentar".

A partir de 1910, a visão de Léon Denis foi, dia a dia, enfraquecendo. A operação a que se submetera, dois anos antes, não lhe proporcionara nenhuma melhora, mas suportava, com calma e resignação, a marcha implacável desse mal que o castigava desde a juventude. Aceitava tudo com estoicismo e resignação. Jamais o viram queixar-se. Todavia, bem podemos avaliar quão grande devia ser o seu sofrimento. Apesar deste, mantinha volumosa correspondência. Jamais se aborrecia; amava a juventude e possuía a alegria da alma. Era inimigo da tristeza. O mal físico, para ele, devia ser bem menor do que a angústia que experimentava pelo fato de não mais poder manejar a pena. Secretárias ocasionais substituíam-no nesse ofício. No entanto, a grande dificuldade para Denis, consistia em rever e corrigir as novas edições dos seus livros e dos seus escritos. Graças, porém, ao seu espírito de ordem e à sua incomparável memória, superava todos esses contratempos, sem molestar ou importunar os amigos.

Após a 1a. Grande Guerra, aprendeu braille, o que lhe permitiu fixar no papel os elementos de capítulos ou artigos que lhe vinham ao espírito, pois, nesta época da sua vida, estava, por assim dizer, quase cego.
Em Março de 1927, com 81 anos de idade, terminara o manuscrito que intitulou de "O Gênio Céltico e o Mundo Invisível". Neste mesmo mês a "Revue Spirite" publicava o seu derradeiro artigo.

Terça-feira, 12 de Março de 1927, por volta das 13 horas, respirava Denis com grande dificuldade. A pneumonia atacava-o novamente. A vida parecia abandoná-lo, mas o seu estado de lucidez era perfeito. As suas últimas palavras, pronunciadas com extraordinária calma, apesar da muita dificuldade, foram dirigidas à sua empregada Georgette: "É preciso terminar, resumir e... concluir". Fazia alusão ao prefácio da nova edição biográfica de Kardec. Neste preciso momento, faltaram-lhe completamente as forças, para que pudesse articular outras palavras. Às 21:00 horas o seu espírito alou-se. O seu semblante parecia ainda em êxtase.

As cerimônias fúnebres realizaram-se a 16 de Abril. A seu pedido, o enterro foi modesto e sem o ofício de qualquer Igreja confessional. Está sepultado no cemitério de La Salle, em Tours.

Dentre os grandes apóstolos do Espiritismo, a figura exponencial de Léon Denis merece referência toda especial, principalmente em vista de ter sido o continuador lógico da obra de Allan Kardec. Podemos afiançar mesmo que constitui tarefa sumamente difícil tentar biografar essa grande vida, dada a magnitude de sua missão terrena, na qual não sabemos o que mais salientar: a sua personalidade contagiante, o bom senso de que era dotado, a operosidade no trabalho, a dedicação ímpar aos seus semelhantes e o acendrado amor que devotava aos ideais que esposava.

Denis tinha uma grande missãoe a cumpriu de modo grandioso. Desenvolveu os estudos doutrinários, continuou as pesquisas mediúnicas, impulsionou o Movimento Espírita na França e no Mundo, aprofundou o aspecto moral da Doutrina e sobretudo consolidou-a nas primeiras décadas do século. Nessa nova Bíblia ( o Espiritismo) o papel de Kardec é o sábio e o papel de Denis é o de filósofo. Pela magnífica atuação desenvolvida, pela palavra escrita e falada em favor da nova Doutrina, foi cognominado de o APÓSTOLO DO ESPIRITISMO. Com acentuadas qualidades morais, dedicou toda a encarnação na defesa dos postulados que Kardec transmitira nos livros do pentateuco espírita, O aspecto moral (religioso) da Doutrina, os princípios superiores da Vida, a instrução, a família, mereceram dele cuidados extremos e, por isso mesmo, sua vida de provações, exemplo de trabalho, perseverança e fé, é um roteiro de luz para os espíritas, diremos mais, para os homens de bem de todos os tempos. Em palavras de confiança e fé, ele mesmo resumiu assim a missão que viera desempenharem favor de uma nobre causa: "Consagrei esta existência ao serviço de uma grande causa, o Espiritismo ou Espiritualismo moderno, que será certamente a crença universal, a religião do futuro".

A sua bibliografia é bastante vasta e composta de obras monumentais que enriquecem as bibliotecas espíritas. Deve-se a ele a oportunidade ímpar que os espíritas tiveram de ver ampliados novos ângulos do aspecto filosófico da Doutrina Espírita, pois, as suas obras de um modo geral focalizam numerosos problemas que assolam os homens, e também a sempre momentosa questão da sobrevivência da alma humana em seu laborioso processo evolutivo. Léon Denis imortalizou-se na gigantesca tarefa de dissecar problemas atinentes às aflições que acometem os seres encarnados, fornecendo valiosos subsídios no sentido de lançar novas luzes sobre a problemática das tribulações terrenas, deixou de lado os conceitos até então prevalecentes para apresentá-la aureolada de ensinamentos altamente consoladores, hauridos nas fontes inesgotáveis da Doutrina dos Espíritos.

Dedicando-se ao estudo aprofundado do Espiritismo, em seu tríplice aspecto de ciência, filosofia e religião, demorou-se com maior persistência na abordagem do seu aspecto filosófico. Concomitantemente com os seus profundos estudos nesse campo, também deu a sua contribuição, valiosa na abordagem e estudo de assuntos históricos, fornecendo importantes subsídios no sentido de esclareceras origens celtas da França e no tocante ao dramático episódio do martírio de Joana D'Arc, a grande médium francesa. Seus estudos não pararam aí; ele preocupou-se sobremaneira com as origens do Cristianismo e o seu processo evolutivo através dos tempos.

Dentre as suas múltiplas ocupações, foi presidente de honra da União Espírita Francesa, membro honorário da Federação Espírita Internacional, presidente do Congresso Espírita Internacional, realizado em Paris, no ano de 1925. Teve também a oportunidade de dirigir durante longos anos, um grupo experimental de Espiritismo, na cidade francesa de Tours.

A sua atuação no seio do Espiritismo foi bastante diversa daquela desenvolvida por Allan Kardec. Enquanto o Codificador exerceu suas nobilitantes atividades na própria capital francesa, Léon Denis desempenhou a sua dignificante tarefa na província. A sua inusitada capacidade intelectual e o descortino que tinha das coisas transcendentais, fizeram com que o movimento espírita francês, e mesmo mundial, gravitasse em torno da cidade de Tours. Após a desencarnação de Allan Kardec, essa cidade tornou-se o ponto de convergência de todos os que desejavam tomar contato com o Espiritismo, recebendo as luzes do conhecimento, pois, inegavelmente, a plêiade de Espíritos que tinha por incumbência o êxito de processo de revelação do Espiritismo, levou ao grande apóstolo toda a sustentação necessária a fim de que a nova doutrina se firmasse de forma ampla e irrestrita.

Tornando-se figura exponencial no campo da divulgação doutrinária do Espiritismo, Denis possuía uma inteligência robusta, era um Espírito preclaro, grande orador e escritor, desfrutando de apreciável grau de intuição. Referindo-se a ele, escreveu o seu contemporâneo Gabriel Gobron: "Ele conheceu verdadeiros triunfos e aqueles que tiveram a rara felicidade de ouvi-lo falar a uma assistência de duas ou três mil pessoas, sabem perfeitamente quão encantadora e convincente era a sua oratória."

Denis jamais cursou uma academia oficial, entretanto, formou-se na escola prática da vida, na qual a dor própria e alheia, o trabalho mal retribuído, as privações heróicas ensinam a verdadeira sabedoria, por isso dizia sempre: "Os que não conhecem dessas lições, ignoram sempre um dos mais comovedores lados da vida." Com o concurso de sua inteligência invulgar furtar-se-ia à pobreza, mas ele preferiu viver nela, pois em sua opinião era difícil acumular egoisticamente para si, aquilo que ele recebia para repartir com os seus semelhantes.

Com idade bastante avançada, cego e com uma constituição física relativamente fraca, vivia ainda cheio de tribulações. Nada disso, entretanto, mudava o seu modo de proceder Apesar de todas essas condições adversas, a todos ele recebia obsequioso. Desde as primeiras horas da manhã ditava volumosa correspondência, respondendo aos apelos das inúmeras sociedades que fundara ou de que era presidente honorário. Onde quer que comparecesse, ali davam-lhe sempre o lugar de maior destaque, lugar conquistado ao preço de profunda dedicação, perseverança e incansável operosidade no bem.



Principais obras de autoria de Léon Denis:
- Cristianismo e Espiritismo (FEB);
- Depois da Morte (FEB);
- Espíritos e Médiuns (CELD);
- Joana D'Arc, Médium (FEB);
- No Invisível (FEB);
- O Além e a Sobrevivência do Ser (FEB);
- O Espiritismo e o Clero Católico (CELD);
- O Espiritismo na Arte (Lachâtre);
- O Gênio Céltico e o Mundo Invisível (CELD);
- O Grande Enigma (FEB);
- O Mundo Invisível e a Guerra (CELD);
- O Porquê da Vida (FEB);
- O Problema do Ser, do Destino e da Dor (FEB);
- O Progresso (CELD);
- Provas Experimentais da Sobrevivência; Socialismo e Espiritismo (O Clarim).

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

> PRECURSORES DO ESPIRITISMO

Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal

> PRECURSORES DO ESPIRITISMO

- EMANUEL SWEDENBORG





Muito culto, este grande vidente sueco era eng.º de minas, uma autoridade em metalurgia, era zoólogo, anatomista e uma grande autoridade em física e astronomia. Grande pioneiro do espiritismo. Viveu em Londres, e em 1787 manifesta-se médium.

O caso de Gothenburg é famoso, onde o vidente observou e descreveu um incêndio em Estocolmo, a 300 milhas de distância, com perfeita exactidão, estando ele num jantar com 16 convidados, que serviram de testemunhas. Este caso foi investigado, inclusive, pelo filósofo Kant, que era seu contemporâneo.

Ele verificou, através da vidência, que o mundo espiritual, para onde vamos após a morte, consiste em várias esferas, representando graus de luminosidade e felicidade. Cada um de nós irá para aquela que se adapta à nossa condição espiritual. Somos julgados, automaticamente, por uma lei espiritual de similitudes. O resultado é determinado pelo resultado global da nossa vida, de modo que a absolvição ou o arrependimento no leito de morte têm pouco proveito. Verificou, nessas esferas espirituais, que o cenário e as condições deste mundo eram reproduzidos fielmente, do mesmo modo que a estrutura da sociedade.

Viu casas onde viviam famílias, templos onde praticavam o culto, auditórios onde se reuniam para fins sociais, palácios onde deviam morar os chefes.

A morte era suave, dada a presença de seres celestiais, que ajudavam os recém-chegados na sua nova existência.

Eles passavam, imediatamente, por um período de absoluto repouso. Reconquistavam a consciência em poucos dias. Havia anjos e demónios, mas eram seres humanos que tinham vivido na Terra e que ou eram almas retardatárias (demónios), ou altamente desenvolvidas (anjos). Levam consigo os seus hábitos mentais adquiridos, as suas preocupações, os seus preconceitos. Todas as crianças eram recebidas igualmente, fossem ou não baptizadas.

Cresciam no outro mundo. Jovens serviam-lhes de mães até que chegassem as mães verdadeiras. Não havia penas eternas. Os que se achavam nos infernos podiam trabalhar para sair de lá, desde que quisessem. Os que se achavam no céu não tinham lugar permanente: trabalhavam por uma posição mais elevada. Havia o casamento, sob a forma de união espiritual.

Ele fala de arquitectura, do artesanato, das flores, dos frutos, dos bordados, da arte, da música, da literatura, da ciência, das escolas, dos museus, das academias, das bibliotecas e dos desportos. Os que saíam deste mundo velhos e decrépitos, doentes ou deformados, recuperavam a mocidade e, gradativamente, o completo vigor. Os casais continuavam juntos, se os seus sentimentos recíprocos os atraíam. Caso contrário, era desfeita a união.

Isto por volta de 1790, quase 100 anos antes de aparecer o Espiritismo, com Allan Kardec.

> PRECURSORES DO ESPIRITISMO

... Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal

> PRECURSORES DO ESPIRITISMO

Andrew Jackson Davis




Filho de pais humildes, nasceu nos EUA, em 1826, num distrito rural do estado de Nova Iorque. Era falto de actividade intelectual, corpo mirrado, sem nenhum traço que denunciasse a sua excepcional mediunidade futura. Nos últimos anos da infância desabrochavam os seus poderes psíquicos. Ouvia vozes no campo. Vozes gentis, que lhe davam bons conselhos e conforto.

Tornou-se vidente. Fazia diagnósticos médicos com a sua vidência. Olhando o corpo humano, era como se ele se tornasse transparente. Cada órgão aparecia claramente e com uma radiação especial e peculiar, que se obscurecia em caso de doença. Vê os espíritos e fala com Swedenborg, já desencarnado. Tinha pouca cultura e 21 anos de idade. Em transe, proferia discursos sobre os mais variados temas, dos quais pouco ou nada sabia. Posteriormente, de nada se lembrava.

Escreve cerca de trinta livros (entre outros) editados com o título de “Filosofia Harmónica” que lhe foram transmitidos por Swedenborg. Assiste ao desencarne de uma senhora, onde descreve pormenorizadamente os processos da morte, no plano espiritual.

Por altura de 1856, antes do seu aparecimento, profetizou detalhadamente o aparecimento do automóvel, dos veículos aéreos movidos por uma força motriz de natureza explosiva, da máquina de escrever e locomotivas, com motores de combustão interna, com uma riqueza de detalhes impressionante.

Prevê o aparecimento do Espiritismo, em “Princípios da Natureza”, publicado em 1847.

Davis faz uma descrição pormenorizada do mundo espiritual, mais completa do que a de Swedenborg.

Davis apresenta a reencarnação como não obrigatória para progresso do espírito (o espírito pode, e deve, progredir no espaço, sem necessidade de reencarnar). Com ele nasceu o primeiro liceu espiritual, por ele fundado em 25 de Janeiro de 1863, em Nova Iorque, copiado de um sistema de educação que teria presenciado no plano espiritual, em desdobramento. O célebre vidente americano sofreu acusações caluniosas e críticas acervas. Homem superior, a tudo se sobrepunha, com tolerância evangélica e larga compreensão. Desencarnou em 1910, com 84 anos.

O BELÍSSIMO ESPETÁCULO DA MORTE

Samuel Valentim Afonso


O belíssimo espetáculo da morte deveria ser visto com mais atenção pelos espíritas, pois é a porta de entrada para o verdadeiro mundo. Mas para muitos é desconhecida a beleza do estertor da morte, seja pelo instinto de conservação, pela ignorância, pela informação tendenciosa das organizações religiosas, ou mesmo por desinteresse próprio; vêem com repugnância esse fenômeno tão importante para o estado de evolução que estamos.

Antes de entrar no fator Espiritual, é necessária, também, uma abordagem orgânica do fenômeno Morte como um todo, desde o fluido vital que é envolvido à criação orgânica que leva uma parcela desse fluido.

· Destruição Orgânica

Podemos dizer que o fenômeno da morte ocorre desde o nascimento. A partir do momento em que um ser encarna está sujeito a perdas constantes, devido à usura dos órgãos; ao gesticularmos, ao olharmos, ou até, pensarmos, as células se gastam, os átomos se movimentam e não mais retomam o mesmo lugar, de modo que nunca a matéria serve duas vezes ao mesmo organismo.

· Criação Orgânica

Se por um lado consumimos e gastamos células e átomos de nosso corpo, por outro lado, para manter o equilíbrio, necessário é que se repare e renove essa porção de matéria. Isso implica em dizer que constantemente também há novos átomos em cada célula do organismo, ocorrendo assim o que podemos chamar de criação orgânica.

· Princípio Vital

Para manter constante no corpo essa criação orgânica, há uma força que faz com que as células se multipliquem. É dada certa quantidade dessa força a cada ser e toda célula nascitura leva consigo uma parcela desta força vital, de modo que tende a diminuir com o passar do tempo. Sem essa força o ser não seria nada mais que matéria inerte (L.E.Cap.IV) sem vida, inanimado, não havendo renovação, não havendo vida. A essa força, damos o nome de princípio vital.

--------------------------------------------------------------------------------

Mesmo o Homem alimentando-se com nutrientes essenciais à manutenção do organismo, o corpo se gasta até não mais ter força para produzir células e renovar seus órgãos. Ao esgotamento total dos órgãos, dá-se o nome de morte. (L.E.Cap. IV-68).

O Homem ao atingir o máximo de sua madureza, a força vital já não é suficiente para continuar com a mesma intensidade e as células já não mais se renovam tão assiduamente.

Dependendo do modo como levamos a vida, da nossa conduta e costumes, pode-se prolongar ou não o desgaste físico que nos leva ao falecimento dos órgãos; lembrando que, com exceção dos casos de suicídio, os modos de como as mortes ocorrerão é programado pelos Mentores Espirituais antes mesmo do Espírito renascer, baseando-se nas leis de ação e reação. Incluindo assim a sobrevida, cujos Espíritos se encarregam de “doar”, por assim dizer, uma quantidade de força vital capaz de manter os órgãos em funcionamento por um pouco mais de tempo, isso de acordo com o mérito.

--------------------------------------------------------------------------------

A morte e seus aspectos:

Morte Orgânica: nada mais é que uma transformação, um processo natural, necessário à matéria para sofrer transformações em seus múltiplos estados inerciais. O ser espiritual, ao ligar-se com a matéria, dando, assim, início a mais uma etapa de vida, liga-se, ponto a ponto de seu perispírito à matéria inerte que, por sua vez, aliada ao fluido vital, é o instrumento pelo qual o Espírito sente as impressões grosseiras do orbe terrestre.

Tanto o corpo, que é uma porção de matéria, quanto o perispírito, que também o é, não sentem dor. A dor, portanto é atribuída unicamente ao Espírito; corpo e perispírito não passam de instrumentos da dor. A morte, ou seja, a transformação orgânica, por si só não é dolorosa, já que o corpo nada sente. O que sentimos, por exemplo, quando queimamos a mão, é devido a estreita ligação entre o corpo e o perispírito e este ao Espírito; cessada a ligação do corpo com o perispírito devido a uma lesão, ou cessada a ligação do perispírito ao corpo, devido sonambulismo induzido, por exemplo, a dor não é mais sentida pelo Espírito.

Quanto mais materializado o Espírito, mais estreita é sua ligação com o corpo, tornando assim mais penosa, não somente sua morte, mais também sua vida.

Morte Psíquica (espiritual): o espírito quando encarnado sente profundas dores física e moral que se tornam mais penosas quando não há nenhum sentimento de resignação. Quanto mais ligado aos gozos carnais, menos conhecimento relativo ao plano invisível, e mais dolorosa é sua vida mesmo tendo uma vida alegre e aparentemente sem sofrimento. Neste caso, quando ligado às paixões carnais, é o próprio espírito que morre, mas não no sentido literal do termo, nesse, o sentido da palavra morte é outro: o apego único e exclusivo às coisas da matéria, o desconhecimento das coisas espirituais, das virtudes, do futuro, essa sim, é a morte do espírito; o que gera um transtorno extraordinário ao Espírito. Podemos dizer ser esta a morte real. (O caso bíblico de Lázaro, o morto-vivo).

Com essas duas informações sobre morte orgânica, morte psíquica pode-se concluir que:
a) O espírito pode estar embrutecido ou psiquicamente morto, mas com o corpo em todo seu vigor físico,
b) como no caso de catalepsia, o espírito pode desfrutar de sua verdadeira vida, desprendido por alguns momentos da carne, e o corpo perder quase por completo a sua força vital, a ponto de sofrer decomposição.

O caso bíblico de Lázaro sendo ressuscitado por Jesus, alude os dois casos, claramente.

--------------------------------------------------------------------------------

Desencarnação: é importante diferenciar morte de desencarnação. Como foi visto anteriormente, morte é um fenômeno biológico, sendo mais correto o dizer tratar-se de uma transformação. Desencarnar significa desligar o Espírito do corpo, romper todas as ligações perispirituais com matéria. Quanto mais ligado às paixões, aos vícios, mais apertadas são as amarras perispirituais vinculadas à matéria.

É muito comum usarmos morte e desencarne como sinônimos, mas há uma diferença capital. O sentido de morte já foi explicado, cabe agora, entender melhor a desencarnação.

A desencarnação dá-se por completo somente quando cada átomo do perispírito se desvincular completamente de cada célula do corpo somático.
Assim como para a encarnação se completar são necessários aproximados sete (7) anos, para o desencarne, o fenômeno não é ligeiro, exige certo tempo que varia de acordo com a natureza da morte e com o grau de apego à matéria.
O processo desencarnatório deve ocorrer sempre num clima de paz, para que no instante em que cessem as pulsações orgânicas nenhum choque vibratório atinja o recém-desencarnado.

Antes de pensar em si, aquele que fica, se realmente ama, pense em quem serve e ajude-o.

Desencarnação sendo o desvincular do espírito com a matéria, fácil é entender que o espírito começa a desencarnar a medida que vai conhecendo e aplicando os ensinamentos morais do cristo: o amor, a caridade, a abnegação. Deste modo, o instante da morte não passa apenas de um singelo despertar de um sono.

Logo, não é pelo fato de o corpo ter morrido que o espírito tenha desencarnado; o espírito pode continuar ligado à matéria, apegado aos vícios, parasitando e se alimentando das exalações pútridas da carne. Ou, por outro lado, o espírito pode estar aos pouco desencarnando, com o corpo ainda vivo, simplesmente pelo fato de estar praticando o amor, e tendo a certeza do futuro.

SOBRE ECTOPLASMA

Ectoplasma - Rompendo a Fronteira Física

Alex Alprim

No mundo das manifestações espirituais, vários fatos e fenômenos compõem um vasto conjunto de provas da existência de uma realidade espiritual e de como essas energias conscientes entram em contato com o mundo físico. Uma das mais impressionantes manifestações é a formação do ectoplasma, um fenômeno que ainda aguarda uma investigação mais efetiva.

No fim do século 19 e início do século 20, houve uma intensa busca para se compreender os fenômenos espirituais que tomavam conta dos salões onde ocorriam os chamados fenômenos espirituais. Evidentemente, a base desses encontros eram os contatos com entidades espirituais, mas também significavam divertimento – algo de novo sendo introduzido numa sociedade que começava a se preparar para encarar essa nova realidade. A intensa utilização de médiuns e os fenômenos que eles apresentavam, também levaram a uma vulgarização dos acontecimentos do "mundo do além", especialmente devido à grande quantidade de fraudes, muitas delas desmascaradas pelos cientistas que pesquisavam o assunto.

A intensidade dos fenômenos e a profusão dos “poderes” dos médiuns – que passaram a surgir em cada esquina – originaram uma grande quantidade de estudos sobre tais fenômenos, desenvolvidos por cientistas credenciados. O resultado foi a elaboração de vários trabalhos e documentos que atestavam a existência de eventos parapsicológicos legítimos, como a clarividência, a materialização, a comunicação com os mortos, etc.

De todos os fenômenos estudados, um dos mais impressionantes, atraindo inúmeras pessoas e os jornais sensacionalistas, foi a ectoplasmia ou materialização. Centenas de casos, devidamente comprovados, foram fotografados e medidos por diversos pesquisadores que relataram detalhadamente as manifestações e produziram uma base científico-espiritualista para compreender a produção nos mais diversos ambientes e condições da “matéria espiritual”.

Como sempre ocorre com os fenômenos espirituais, os enganadores tentaram se aproveitar da credulidade e da fé das pessoas, muitos deles sendo desmascarados como fraudes. Alguns faziam uso de luvas, vapores e de ilusionismo para enganar a platéia que ia ver os “espíritos”. Essa situação acabou por gerar uma grande dose de desconfiança e a perda de prestígio dos fenômenos parapsicológicos na comunidade científica de forma geral (que, em grande parte, se mantém cética até os dias atuais, apesar das evidências reunidas).

Contudo, existiam médiuns que produziam eventos legítimos de materialização que podiam ser devidamente comprovados como reais e incontestáveis. Muitos pesquisadores, mesmo contra as opiniões contrárias, continuaram pesquisando e descobrindo as peças que formavam o quebra-cabeça das materializações.

As idéias apresentadas nos trabalhos de diversos estudiosos, levaram à aceitação de que o ectoplasma é gerado mediante uma notável interação entre diversos planos físicos e espirituais, durante a qual as vibrações etéricas acumulariam matéria das pessoas envolvidas nas manifestações e reproduziriam as intenções do espírito manifestado de uma forma consistente e material.

Os estudiosos concluíram que, na verdade, existe um número reduzido de pessoas capazes de produzir casos autênticos de ectoplasmia, mesmo sem ter de recorrer a ritos específicos ou realizar as chamadas "sessões". Acredita-se que os médiuns aproveitam as energias etéricas, magnéticas e do seu envolvimento com o mundo espiritual, somadas às vibrações emanadas das pessoas presentes ao experimento, e assim produzem as energias e condições necessárias para a manifestação.

No Oriente, essa idéia já foi muito discutida e difundida, além de experimentada, ao longo de milhares de anos. Aqueles que possuem tais poderes (siddhas) não são necessariamente sábios (rishis, pessoas de conduta irrepreensível e de profundo saber espiritual); na verdade, muitos deles fazem uso de suas capacidades para ganhar a vida, como se fossem pianistas, desenhistas ou qualquer profissão que exigisse algum dom especial.

O Médium

A manifestação de ectoplasma causa esgotamento físico nos médiuns, pois eles cedem parte de sua “energia vital” para produzir e enriquecer a materialização periespiritual (Gilberto, no Livro dos Espíritos, eles escrevem perispírito. Portanto, por analogia, deveria ser perispiritual. Contudo, como, atualmente, não tenho sido uma leitora assídua dos livros kardecistas, gostaria que você confirmasse isso.) Isso foi devidamente comprovado por uma série de investigações realizadas por W. J. Crawford, professor de Engenharia Mecânica da Queens University, de Belfast. Ele se dedicou a estudar uma médium famosa na Irlanda, conhecida como Goligher, e descobriu que, durante as sessões (quando surgia o ectoplasma), tanto a médium quanto seus assistentes perdiam peso. Com um conjunto complexo de medidas, ele determinou que, nas manifestações de ectoplasma (quando ele saía pela boca da médium), ela perdia cerca de vinte e seis quilos (algo considerável para qualquer ser humano), e ainda anotou em seus estudos que a perda de peso de massa era evidente no corpo da médium, pois ela definhava a olhos vistos.

O professor Crawford, segundo foi relatado por várias pessoas próximas, estabeleceu uma teoria coerente para explicar o surgimento e a materialização do ectoplasma, plausível tanto para os cientistas quanto para os espíritas; só que essa teoria nunca chegou ao conhecimento do público, pois ele nunca a revelou a quem quer que fosse. Desde então, surgiram vários boatos, mas nada foi revelado, nem mesmo após a sua morte.

Um trabalho notável no que diz respeito à comprovação científica da ectoplasmia foi desenvolvido pelo barão von Schrenk-Notzing. Ele conseguiu obter um pedaço de ectoplasma e realizou mais de uma centena de exames laboratoriais. Descobriu-se a presença de leucócitos (células do sistema imunológico humano) e células epiteliais (pele, a primeira camada celular), colocando em cena os possíveis mecanismos psicofísicos da ectoplasmia.

Essa análise corroborava a idéia de que os médiuns contribuem ativamente com a sua própria “matéria” para a formação das materializações. O barão von Schrenk-Notzing ampliou as definições existentes sobre o ectoplasma, afirmando: “É uma matéria inicialmente semifluida, que possui determinadas propriedades da matéria viva, especialmente a capacidade de mutação de movimentos e de tomar diversas formas”. Como podemos perceber, o barão tinha a idéia de que o ectoplasma era algum tipo de interação orgânica entre o médium e as forças espirituais.

Os cientistas e outros pesquisadores também coletaram centenas de fotografias das sessões de materialização; elas mostram imagens com formas e estruturas variadas. Geralmente, surgem em torno do médium das mais diversas maneiras: às vezes, de forma difusa, outras, de maneira bastante nítida. Formam rostos, fios translúcidos, pedaços de corpos, mãos e outras estruturas não-identificáveis.

Algumas das materalizações mais surpreendentes da época foram produzidas pelas médiuns Eva Carrière e Eusapia Palladino. Mesmo com um histórico polêmico quanto à autenticidade de suas manifestações, a produção de ectoplasmia das médiuns foi fotografada e analisada.

Um evento notável em sua extensão e nas conseqüências científico-espirituais, foi o ocorrido em 1913, durante uma convenção espírita em Moscou. Nela, um grupo de investigadores perguntou a um espírito materializado se havia algum problema em se realizar uma intervenção cirúrgica em seus antebraços ectoplasmáticos, para que pudessem ver a substância da qual eram compostos. Ele aceitou, impondo como condição que ele iria se preparar para que o médium nada sofresse no processo. Após cinco meses, os investigadores e o médium voltaram a se reunir, e a operação foi realizada. Em um dos antebraços os pesquisadores encontraram uma constituição perfeitamente humana (ossos, nervos, sangue, etc,), enquanto o outro era formado por uma substância gelatinosa, clássica nos casos de ectoplasmia, e sem definição de partes constituintes.

Esse fato contribuiu para colocar a materialização ectoplasmática novamente sob um prisma científico. Alguns experimentos chegaram a extremos, como no caso de médiuns colocados em cadeiras e equipamentos especialmente projetados para evitar fraudes e, ainda assim, os eventos ocorreram e foram detectados por aparelhos sensíveis , deixando de lado qualquer dúvida sobre a autenticidade do fenômeno.

Explicando o Ectoplasma

As teorias que procuram explicar a ectoplasmia partem de um ponto comum: a existência de uma forma energético-espiritual, denominada perispírito. Essa substância preencheria o corpo material enquanto encarnado, servindo como receptáculo da consciência durante a estada do ser no mundo físico-espiritual. É pela interação entre os perispíritos desencarnados e as energias espirituais dos encarnados que médium e espírito podem, então, romper os limites mentais e as fronteiras físicas, produzindo o ectoplasma.

Esse perispírito foi relatado por vários médiuns, que o descreveram das mais variadas formas. Geralmente, é visto como um vapor branco-azulado que se desprende dos corpos de pessoas mortas, saindo pela região do chacra coronário (alto da cabeça). Essa “matéria” teria uma existência intermediária entre as formas densa (atômica) e espiritual (etérea).

Segundo alguns estudiosos, isso também é comprovado por meio das fotografias Kirlian, que mostram uma estrutura energética envolvendo os mais diversos objetos e, em específico nos seres humanos, mostram uma profusão de cores e linhas que lembram os “caminhos de luz” descritos nos antigos textos orientais sobre a acupuntura, quando falam a respeito das linhas energéticas.

Segundo o que se conhece atualmente dos mecanismos da ectoplasmia, o médium usa seu perispírito para interagir com o perispírito do desencarnado; cedendo material orgânico e energético, gera o ectoplasma e auxilia, com sua carga cultural e imaginativa, para construir a materialização.

Não há qualquer dúvida quanto à razão da ectoplasmia atrair tanta atenção: é uma manifestação visível, palpável, muitas vezes mensurável. Ao contrário de outros fenômenos espirituais, ou parapsicológicos, se preferirem, causa um impacto mais imediato. E não são poucos os que se dedicam ao seu estudo que afirmam ser a ectoplasmia o fenômeno parapsicológico que apresenta o maior número de provas. Além disso, permite que os pesquisadores possam comprovar, de forma relativamente simples, se é uma manifestação verdadeira ou fraudulenta.

Não se sabe muito bem em que ponto se encontram as pesquisas científicas com relação ao assunto. Cientistas que não estão ligados ao espiritismo pouco ou nada falam sobre o assunto, ou então rechaçam completamente o fenômeno, entendendo que ele jamais foi devidamente comprovado, apesar das inúmeras evidências coletadas.

O que se sabe ao certo é que o fenômeno continua a ocorrer, e a ser registrado, em muitos centros espíritas e em locais que nada tenham a ver com a doutrina. Resta esperar que pesquisas mais afirmativas e profundas sejam realizadas.

Pesquisas Recentes

Quando se fala sobre o fenômeno da ectoplasmia, geralmente são apresentados documentos e fotos antigas. A verdade é que esses casos foram muito examinados nos primórdios das pesquisas parapsicológicas, fotografados e registrados com o rigor científico possível na época. Depois, a impressão que se tem é de que as pesquisas foram um tanto esquecidas.

No entanto, existem grupos de pesquisa, espíritas ou não, que continuam procurando obter registros cientificamente válidos para o fenômeno, e muitas vezes com êxito. As pesquisas não são muito divulgadas: o que se ouve dizer é que os pesquisadores preferem realizar suas experiências sem grande alarde, mantendo os resultados conhecidos apenas de um pequeno grupo de interessados, evitando o escárnio que geralmente ocorre quando se fala sobre certos assuntos.

Nas pesquisas do dr. João Alberto Fiorini, que deverão ser publicadas em livro, ele informa que o ectoplasma é sensível à ação da luz comum (branca) e reage ao pensamento. Por outro lado, suporta bem as radiações pouco energéticas do espectro da luz, como o vermelho e o infravermelho. A temperatura é um pouco inferior à do ambiente em que se encontra o médium, e sua cor pode ser acizentada, branca, amarelada, malhada ou negra. Também se encontra em todos os estados, ou seja, invisível, visível, gasoso, plasmático, tangível, morfo, foculoso, filamentoso, sólido e estruturado.

Esperamos, em breve, poder apresentar algumas imagens e documentos obtidos a partir de pesquisas do gênero, no Brasil, assim como conversar com cientistas envolvidos na pesquisa parapsicológica, para que eles apresentem seus depoimentos a respeito e, quem sabe, algumas pesquisas científicas. (GS)

Fenômenos de Ectoplasmia

Ectoplasma: O ectoplasma pode exteriorizar-se em qualquer parte do corpo do médium, ao qual está vinculado estreitamente. Dirigido pelas forças presentes, o ectoplasma pode causar o fenômeno da telecinesia, que é a movimentação de objetos. Em alguns casos, foi comprovado que o ectoplasma saía do corpo do médium e, apoiando-se no chão, formava uma espécie de alavanca, conseguindo assim erguer objetos bem mais pesados do que o médium.

Ectoplasmia: Do grego ectós, "fora"; plasma, "coisa formada". Ectoplasmia designa o fenômeno; ectoplasma designa a substância.

Ectocoloplasmia: Termo que foi utilizado para definir a "modelagem" do ectoplasma para formar membros ou partes de pessoas, animais ou objetos.

Fantasmogênese: A produção ectoplasmática de um fantasma de pessoa, animal ou coisa, pelo menos aparentemente inteiro.

Transfiguração: A transformação do próprio corpo do médium por meio do ectoplasma.

sábado, 24 de janeiro de 2009

National Geographic - O Momento da Morte - (2008) - legendado

LINK DOCUMENTARIO:

LINK PASTA DOCUMENTARIOS I:
http://rapidshare.com/users/4UJU88

LINK PASTA DOCUMENTARIOS II:
LINK PASTA DOCUMENTARIOS III:

National Geographic - O Momento da Morte - (2008) - legendado


As mais recentes descobertas sobre a morte num fascinante documentário.
A morte fascina, arrepia, e aqueles que a enfrentaram olham a vida de uma outra maneira... Apesar de a morte ser uma certeza para todos nós, e difícil defini-la.Qual e o momento exacto da morte? O que acontece ao corpo e ao cérebro no momento em que morremos?!
Este fantástico documentário leva-nos até às mais recentes descobertas acerca da morte

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

EVANGELHOS APÓCRIFOS

EVANGELHOS APÓCRIFOS GRÁTIS


Pequena localidade no Alto Egito em Nag Hammadi, aonde em 1945, o camponês Muhamad Ali Salmman, encontrou um grande pote vermelho de cerâmica, contendo treze livros de papiro encadernados em couro. No total descobriram cinqüenta e dois textos naquele sítio.

Caverna Nag Hammadi

Na primeira análise, para surpresa do Dr. Quispel, a primeira linha traduzida do copta foi: "Essas são as palavras secretas que Jesus, O Vivo, proferiu, e que seu gêmeo, Judas Tomé, anotou".

Os manuscritos, hoje conhecidos como Evangelhos Gnósticos, ou Apócrifos (Apocryphom literalmente livro secreto), revelam ensinamentos, apresentados segundo perspectivas bastante diversas daquelas dos Evangelhos Oficiais da Igreja Romana; como por exemplo este trecho atribuído a Jesus, O Vivo: "Se manifestarem aquilo que têm em si, isso que manifestarem os salvará. Se não manifestarem o que têm em si, isso que não manifestarem os destruirá."

Além dos Evangelhos (ensinamentos atribuídos a Jesus Cristo através de seus apóstolos) outros textos compõe o legado de Nag Hammadi, de cunho teológico e filosófico.

Os papiros encontrados em Nag Hammadi, tinham cerca de 1.500 anos, e eram traduções em copta de manuscritos ainda mais antigos feitos em grego e na língua do Novo Testamento, como constatou-se, ao verificar que parte destes manuscritos tinham sido encontrados em outros locais, como por exemplo alguns fragmentos do chamado Evangelho de Tomé. As datas dos textos originais estão estimadas entre os anos 50 e 180, pois em 180, Irineu o bispo ortodoxo de Lyon, declarou que os hereges "dizem possuir mais evangelhos do que os que realmente existem".

Manuscritos Nag Hammadi

Acredita-se que os manuscritos foram enterrados por volta do século IV, quando na época da conversão do imperador Constantino, os bispos cristãos, passaram ao poder e desencadearam uma campanha contra as heresias. Então, algum monge do mosteiro de São Pacômio, nas cercanias de Nag Hammadi, tomou os livros proibidos e os escondeu no pote de barro, onde permaneceram enterrados por 1.600 anos !

Comentário:

Os Evangelhos Apócrifos mostram uma versão diferente das enunciadas pela Igreja Católica na questão sobre Jesus Cristo em sua vida é em seus ensinamentos.

Os Evangelhos Apócrifos eram aceitos por diversas comunidades católicas de todo o Império Romano e a definição dos evangelhos que seriam verdadeiros e os tidos apócrifos começaram com o Imperador Constantino(272-337) e terminaram com o Decreto Gelasiano(492-496).

O Fundamentalismo religiosa da Igreja Católica varreu e queimou grande parte destes evangelhos tidos como apócrifos e perseguiu implacavelmente no decorrer dos séculos os ensinamentos que eram contra a Cúria Romana.

Acredito que as palavras do Nazareno foram sufocadas pelo imediatismo ou pela política dos poderosos de todas épocas, aonde a bíblia e seus escritos tinham que se amoldar a Teologia dominante da Igreja Católica, mais os ecos da verdade que são representados pelo Sermão da Montanha, representam a essência das palavras de Jesus Cristo de Nazaré.

Textos Introdutórios dos Evangelhos Apócrifos

1 - Manuscritos do Mar Morto

2 - Um Breve Resumo histórico dos Evangelhos Apócrifos

3 - Decreto Gelasiano - Condenação dos Apócrifos

4 - Livro - Os Evangelhos Perdidos

5 - Relação Total dos Evangelhos Apócrifos

Relação de Evangelhos Apócrifos para Download

1 - Pseudo Epígrafo do Gênesis

2 - O Primeiro Livro de Adão e Eva

3 - Livro de Melquisedeque

4 - O Livro de Enoque

5 - Evangelho Filipe

6 - Evangelho Bartolomeu

7 - O Evangelho de São Pedro

7.1 - O Evangelho de Pedro 2

8 - O Evangelho de São Tomé

9 - O Evangelho de Tiago

10 - Evangelho Madalena

11 - O Evangelho Segundo Judas - 01

12 - O Evangelho de Judas - 02

13 - O Evangelho Segundo Bartolomeu

14 - Primeira Carta de São Clemente ao Corintios

15 - Segunda Carta de Clemente aos Corintios

16 - Evangelho - O Pastor De Hermas

17 - Evangelho - A Natividade de Maria

18 - Evangelho - O Apocalipse de Pedro

19 - Evangelho de Agrapha

20 - Evangelho de Nicodemos - 01

21 - Evangelho de Nicodemos - 02

22 - Evangelho Gnóstico de João

23 - Evangelho São João - Passagem Santa Mãe de Deus

24 - O Evangelho Segundo Marcos

25 - Epístola aos Laodicenses

26 - Epístola de Policarpo aos Filipenses

27 - Epístola de Diognet

28 - Epístola de Barbabé

29 - Atos do Apóstolo Tomé

30 - Carta do Rei Abgaro

31 - A Doutrina dos Apóstolos

32 - A História do Universo

33 - Carta de Pvblivs Lentvlvs (1)

34 - Carta de Pvblivs Lentvlvs (2)

35 - Sophia Jesus

36 - Didaque

37 - Salmos de Salomão

38 - Salmo 151

39 - Apocalipse Das Semanas De Enoch

40 - Atos de Tecla

41 - A Instrução dos Doze Apóstolos

42 - O Hino da Perola

43 - Orações Mágicas dos Essênios

44 - Oração De Manasses

45 - Volusiano

46 - A Palestina nos Tempos de Jesus

47 - A Infância de Jesus Segundo São Tomé

48 - A História de José o Carpinteiro

49 - A Sentença Condenatória de Jesus Cristo

50 - Declaração José de Arimateia

51 - Relatório de Pôncio Pilatos a Tibério César

52 - Apocalipse das Semanas - Livro Enoch

53 - Apologia

54 - Pistis Sophia


Um Site muito bom sobre Evangelhos Apócrifos

http://mucheroni.br.tripod.com/index_pri_1.html

http://mucheroni.br.tripod.com/outro_idioma.htm


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

SUICÍDIO

Entenda quais são as causas e conseqüências do suicídio, de acordo com a doutrina espírita

Falar sobre os suicidas nos dá o ensejo de pensarmos no trabalho de renovação espiritual que está ao alcance e na obrigação de todos nós.

Acredito que todos devemos ajudar ao próximo, principalmente quando vemos nosso irmão se aproximar de uma situação desgastante, desigual e potencialmente suicida. É nossa obrigação! Embora não devamos ser inconvenientes, nem por isso devemos deixar de falar todas as vezes que vejamos a dor do próximo.

O suicida é, antes de tudo, um solitário. Descobrir um meio de chegarmos à criatura solitária pode ser um útil e benévolo exercício de caridade em favor do próximo. Utilizemos os recursos ao alcance de nossas mãos para auxiliar o suicida ou ao potencialmente suicida, pois isto será uma boa atitude e, certamente, nossos guias espirituais nos ajudarão. Quanto ao suicídio propriamente dito, lutemos contra todas as formas de depressão, fuga e falta de fé.

A seguir, entrevista com o palestrante espírita Alivo Pamphiro, publicada em 2002 .

O suicida deve ser considerado como um corajoso ou um covarde? Por quê?

Altivo Pamphiro – Todos os espíritos de bem informam que o suicida é, antes de tudo, um egoísta, que pensa somente em suas dores, ignorando as dores que irá causar em seus entes queridos. Não se pode generalizar e chamá-los de corajosos ou covardes, porque, na realidade, antes de tudo, eles estão preocupados com suas próprias idéias. Há, entretanto, os casos de loucura, nos quais o suicida, em um estado de demência, não pode avaliar o crime que está cometendo. É atribuído ao espírito Emmanuel a informação de que Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, ao se matar, não foi considerado como um suicida, uma vez que evitou uma guerra civil com sua morte. Desse modo, vemos que a Lei de Deus prevê considerações que nem sempre estão ao nosso alcance.

Quais os fatores espirituais que podem levar uma pessoa a desejar não mais viver?

Altivo Pamphiro – Principalmente a sociedade. O espírito, quando não tem mais motivo para lutar, pode se desesperar e entrar em uma depressão que o leva a pensar no suicídio. Há cerca de dez anos, na Suécia, houve uma pesquisa entre médicos e paramédicos sobre se algum deles teve o desejo de se suicidar algum dia. A informação, impressionante aliás, foi de que todos os médicos e paramédicos que habitualmente se dirigiam para os países pobres, oferecendo seus serviços durante as férias, jamais pensavam em suicídio. Vê-se que o trabalho é realmente um grande antídoto para a atitude suicida.

Para onde vão realmente os espíritos dos suicidas? Há alguma regra geral para quem comete este ato ou os motivos que o levaram a cometê-lo podem amenizar essa pena, se assim podemos chamar?

Altivo Pamphiro – A médium Yvonne Pereira, em seu portentoso livro Memórias de um Suicida, fala do “Vale dos Suicidas”. Entretanto, temos notícia de outros suicidas que não foram para o referido vale porque não constituíam um perigo para os encarnados. Segundo a médium, vão para o “Vale dos Suicidas” aqueles espíritos capazes de influenciar os encarnados. Eles, então, são segregados para não terem como influir nos homens.

Em média, quanto tempo o espírito de um suicida fica vagando pelas regiões umbralinas?

Altivo Pamphiro – Não há previsão para esse tempo. Dizem os espíritos condutores que o espírito fica vagando enquanto não consegue harmonizar sua mente e entender o apoio que está sendo dado a ele. Portanto, isso varia de espírito para espírito.

Será que todos nós, em alguns instantes, não somos suicidas, se assim podemos definir tal nomenclatura, quando estamos em algum estado “negativo”, como chateados, deprimidos, aflitos, inseguros, envergonhados, irados etc., e agimos contra a lei?

Altivo Pamphiro – Digamos que o suicida é aquele que, além de não conseguir superar esses estados mórbidos, procura fugir das realidades do mundo em que vive. Podemos também, como você está falando, ser considerados como suicidas potenciais todas as vezes que entramos nesse estado de morbidez psíquica. De alguma forma, somos suicidas quando desgastamos desnecessariamente o corpo ou desistimos de viver.

Quando algumas seitas fanáticas levam seus seguidores a suicídios coletivos, quem possuirá maior dosagem de culpa? Se alguém for obrigado a se matar, como ter que se jogar de um lugar, por exemplo, ele é culpado?

Altivo Pamphiro – Quando os seguidores de uma seita se suicidam, eles não têm culpa pelo ato, mas sim por terem se deixado envolver pelas ordens absurdas que lhes foram dadas. A culpa do suicídio propriamente dito caberá aos seus diretores, que os induziram. Quanto aos que são obrigados a se matar, estes não se suicidam, são assassinados.

Mas ao afirmar que seguidores de determinadas religiões ou seitas, quando se suicidam, não têm culpa, não se está tirando deles o livre-arbítrio em detrimento da fé cega?

Altivo Pamphiro – Quando pessoas abdicam de pensar e se deixam conduzir pela determinação de outros, eles realmente estão errados, mas devemos levar em conta aqueles que não são capazes de discernir. Nesse caso, o livre-arbítrio deles está realmente prejudicado.

Grandes personagens bíblicos possuiam tanto amor pelo povo que colocaram sua própria vida à disposição em troca da libertação dos outros. Esse sentimento “suicida” é antes uma virtude e não um erro, certo? Como disse Martin Luther King, “aquele que não possui uma causa pela qual se disponha a morrer por ela, este não merece a vida que possui”. Qual a sua opinião sobre esse tipo de “intenção suicida”?

Altivo Pamphiro – Nenhum desses grandes líderes, na verdade, tinha essa “intenção suicida”. Eles tinham a coragem da fé, que poderia chegar até o fato de saberem que correriam risco de vida todas as vezes que falassem suas verdades. Os líderes religiosos enfrentam principalmente a desordem moral e aqueles que se comprazem nela. Luther King enfrentou toda uma classe social em defesa dos negros. Estes homens, poderosos em si mesmos, sabiam que agrediriam ao status-quo vigente e, com toda certeza, a sociedade agredida responderia com sua linguagem de violência. Tenho certeza de que estes homens, ao enfrentarem esta sociedade, sabiam que a resposta que elas dariam seria a violência. Por isso digo que, na verdade, eles tinham a coragem da fé.

Se uma pessoa bebe e é atropelada ou bate o carro, ela cometeu um suicidio? Quanto ao suicídio lento por desgaste desnecessário do próprio corpo, há diferenças entre os que o fazem com álcool, drogas, fumo, comidas excessivamente gordurosas ou mesmo com um simples refrigerante?

Altivo Pamphiro – O fato das pessoas ignorarem que o álcool e o tabaco podem levar à morte não as eximem do sofrimento oriundo desses agentes químicos. O suicídio, nesse caso, seria indireto, mas nem por isso deixa de ser um desgaste desnecessário e inoportuno, que cedo ou tarde causará um sofrimento para os que abusarem assim de seu corpo. Tudo na vida depende da intenção. Se você também usa o excesso de gordura pensando que isso não lhe fará mal, você estará menos comprometido, mas nem por isso deixará de sofrer os efeitos de seus atos. Quanto ao que sofre um desastre e morre em conseqüência da bebida ou do tóxico, ele sofrerá por ver que cortou o fio de sua vida antes da hora. Não será um suicida clássico, mas sim um suicida indireto, que certamente terá de dar contas deste seu ato.

E no caso de pessoas que participam de esportes perigosos e acabam por desencarnar, como foi o caso de Ayrton Senna, seria suicídio? Que culpa tem quem participa de esportes como alpinismo, paraquedismo, automobilismo etc.?

Altivo Pamphiro – Os espíritos que têm conhecimento das limitações a que estão sujeitos e, mesmo assim, obrigam seu corpo a participar dessas atividades são chamados de suicidas em potencial. Quando ocorre a desencarnação de um deles, o espírito será punido pelo fato de conscientemente agir contra a segurança de seu corpo.

Que tipo de culpa teria alguém que se matasse por não ter seu amor correspondido? E aquela que não lhe correspondia?

Altivo Pamphiro – Quem se mata por amor, segundo a médium Yvonne Pereira, tem em seu benefício o sentimento com que agiu. Não foi uma fuga propriamente dita, mas sim uma falta de resistência moral. A pessoa que não correspondeu ao amor nada tem a ver com a morte do outro se não estimulou um amor que jamais seria correspondido.

Diante dos problemas de nossa sociedade contemporânea, o que dizer especificamente a respeito de suicídio para os jovens usuários de drogas?

Altivo Pamphiro – Estes antecipam suas partidas para o mundo dos espíritos e as informações que se recebe acerca do estado deles são as mais tristes possíveis. Na verdade, são suicidas.

Hoje em dia, ter relações sexuais sem o uso de preservativos pode ser considerado como atitude potencialmente suicida?

Altivo Pamphiro – Pode sim, caso se busque um parceiro ou parceira e você veja nele apenas o prazer, sem se dar conta dos prejuízos que podem acarretar tal relação.

Pode se fazer alguma coisa para auxiliar os suicidas ou a eles não se pode ajudar de forma alguma? Haverá alguma esperança para os espíritos suicidas e seus familiares?

Altivo Pamphiro – Sabemos que a prece é de grande auxílio para os suicidas, pois quando oramos por alguém, usamos nossa boa vontade, nosso sentimento de compreensão para com o próximo. Todas as vezes que pensarmos com tranqüilidade em favor de uma pessoa, estaremos sugerindo que alguém pensa nela com carinho, com estímulo e boa vontade. Outra forma de auxiliar é vibrar para que ela se encontre, sugerindo pensamentos de estímulo e de paz.


Entrevista realizada pelo canal IRC-Espiritismo e publicada na Revista Cristã de Espiritismo, ed. 14.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

O AMBIENTE DO CENTRO ESPÍRITA





As vibrações disseminadas pelos ambientes de um Centro Espírita, pelos cuidados dos seus tutelares invisíveis; os fluidos úteis necessários aos variados quão delicados trabalhos que ali se devem processar, desde a cura de enfermos até a conversão de entidades desencarnadas sofredoras e à fé mesmo a oratória inspirada pelos instrutores espirituais, são elementos essenciais, mesmo indispensáveis a certa série de exposições movidas pelos obreiros da imortalidade a serviço da Terceira Revelação.
Essas vibrações, esses fluidos especializados, muito sutis e sensíveis, hão de conservar-se imaculados, portando, intactas, as virtudes que lhe são naturais e indispensáveis ao desenrolar dos trabalhos, porque, assim não sendo, se mesclarão de impurezas prejudiciais aos mesmos trabalhos, por anularem as suas profundas possibilidades.
Daí porque a Espiritualidade esclarecida recomenda, aos adeptos da Grande Doutrina, o máximo respeito nas assembléias espíritas, onde jamais deverão penetrar a frivolidade e a inconseqüência, a maledicência e a intriga, o mercantilismo, o ruído e as atitudes menos graves, visto que estas são manifestações inferiores do caráter e da inconseqüência humana, cujo magnetismo, para tais assembléias e, portanto, para a agremiação que tais coisas permite, atrairá bandos de entidades hostis e malfeitoras do invisível, que virão a influir nos trabalhos posteriores, a tal ponto que poderão adulterá-los ou impossibilitá-los, uma vez que tais ambientes se tornarão incompatíveis com a Espiritualidade iluminada e benfazeja.
Um Centro Espírita onde as vibrações dos seus freqüentadores, encarnados ou desencarnados, irradiem de mentes respeitosas, de corações fervorosos, de aspirações elevadas; onde a palavra emitida jamais se desloque para futilidades e depreciações; onde, em vez do gargalhar divertido, se pratique a prece; em vez do estrépito de aclamações e louvores indébitos se emitam forças telepáticas à procura de inspirações felizes; e ainda onde, em vez de cerimônias ou passatempos mundanos, cogite o adepto da comunhão mental com os seus mortos amados ou os seus guias espirituais, um Centro assim, fiel observador dos dispositivos recomendados de início pelos organizadores da filosofia espírita, será detento da confiança da Espiritualidade esclarecida, a qual o levará à dependência de organizações modelares do Espaço, realizando-se então, em seus recintos, sublimes empreendimentos, que honrarão os seus dirigentes dos dois planos da Vida.
Somente esses, portanto, serão registrados no Além-Túmulo como casas beneficentes, ou templos do Amor e da Fraternidade, abalizados para as melindrosas experiências espíritas, porque os demais, ou seja, aqueles que se desviam para normas ou práticas extravagantes ou inapropriadas, serão, no Espaço, considerados meros clubes onde se aglomeram aprendizes do Espiritismo em horas de lazer.
Bezerra de Menezes (Do Livro “Dramas da Obsessão” – Psicografado por Ivone A. Pereira)

O Trabalho Espiritual em um Centro Espírita

1. INTRODUÇÃO

Em um Centro Espírita, os dois planos da vida se irmanam. Veremos os serviços que os benfeitores espirituais realizam durante as atividades de um Centro Espírita.
Os servidores espirituais de dividem entre médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos e colaboradores. Os trabalhos são divididos pelos seguintes setores: de Vigilância, de Enfermagem, de Esclarecimentos e de Comunicação. Os trabalhos são coordenados por um dirigente e contam com dezenas de servidores.
Nos conta o autor espiritual -trabalhador espírita que desencarnou em 1987 - que, antes da reunião pública começar, os trabalhadores do plano espiritual se reúnem com o dirigente dos trabalhos para orientação.
"Reunindo-nos no salão apropriado, o Irmão Joel convocou-nos ao serviço, dizendo: - Meus irmãos, iniciaremos os preparativos para as atividades desta noite. Cumpre-nos lembrar que todos nós somos necessitados ante a Providência Divina, pois que ainda nos reconhecemos imperfeitos. Entretanto ninguém realiza a ascensão espiritual sem esforço e trabalho. Somente servindo ao semelhante estaremos enriquecendo-nos. Todo trabalho no bem oferece-nos os valiosos recursos da experiência. Valorizemos, pois, a oportunidade que o Senhor nos oferece e tratemos de realizar o melhor,certos de que o amparo do mais alto não nos faltará. Busquemos a inspiração no amor de Jesus para com todos nós e recordemo-nos de suas sublimes palavras quando afirmou: -"Toda vez que o fizestes a um destes pequeninos, é a mim que o fizestes". Iniciemos os preparativos."

2. SETOR DE VIGILÂNCIA


Este setor atua para que a disciplina e a ordem sejam mantidas, em benefício de todos, pois muitos espíritos ainda pouco esclarecidos e renitentes no mal, tentam investir contra as atividades de libertação espiritual que ocorrem na Casa Espírita.
Há também os espíritos enfermos, sob as conseqüências dolorosas dos seus equívocos ou premidos pelo remorso, que são trazidos para a recuperação através da auto-educação. Cabe aos servidores deste setor a assistência fraterna a esses espíritos, inspirando-lhes bom ânimo e esperança e estimulando-os a construírem uma nova realidade para si mesmos, sem se deixarem levar pelo desespero.
O autor espiritual descreve que a movimentação dos trabalhadores era intensa, mas que tudo era feito com dedicação, alegria e gentileza, em clima de verdadeira fraternidade.
Um ambiente "interexistente" amplia-se para além das paredes de alvenaria do auditório de reuniões, destinado a receber os Espíritos desencarnados que serão assistidos.
O Setor possui equipamentos a serem utilizados para defesa, no trato com Espíritos ainda cegos para a luz da verdade. São equipamentos elétricos, que tem como base descargas de energia. Podem ter a forma de projéteis, de lança-raios ou de canhões (para a defesa de colônias).
Esses instrumentos servem para dispersar os irmãos ainda totalmente ligados à matéria e não preparados para a necessária auto-transformação, que tentam investir contra o trabalho do Pai. É importante manter a disciplina e harmonia no ambiente ("orai e vigiai"), para que o necessário trabalho no bem seja realizado.
André Luiz, no livro "Os Mensageiros", capítulo 20, visita um Posto de Socorro e conversa com Alfredo, trabalhador do mesmo, a cerca da necessidade de se ter um sistema de defesa contra o mal. Alfredo lhe esclarece, relatando a lenda hindu da serpente e do santo.
Enfim, os recursos de defesa não devem ser interpretados como armamento ou violência. São ainda os recursos indispensáveis no trato com os ignorantes da Lei do Amor.
O autor observa que pensamento é vida e as atitudes mentais das criaturas exteriorizam-se, plasmando o ambiente espiritual. O clima de paz, as emanações saudáveis, o trabalho edificante, as orações, o pensamento reto e a mensagem consoladora criam vibrações que se cristalizam, formando um halo de luz protetor, que envolve o núcleo de serviço do Centro. Isto torna o ambiente propício ao trabalho dos benfeitores espirituais.
"O bem faz bem primeiramente a quem o executa. Quando os homens descobrirem a importância do serviço em favor do semelhante, estarão a caminho da solução definitiva dos seus problemas".
O serviço com Jesus é, antes de tudo, a nossa conscientização de partícipes na obra da criação, cabendo-nos realizar o melhor ao nosso alcance, honrando a oportunidade de realização que o criador nos concede."

3. SETOR DE ENFERMAGEM



Sob a orientação de um Espírito superior treinado em medicina espiritual, trabalham enfermeiros, técnicos e auxiliares, trajando uma túnica alva, com delicado e luminescente emblema em ton azul celeste, na altura do tórax, no lado esquerdo, indicadores de atividades ligadas à medicina.
Muitos dos servidores atuaram na área da Medicina quando encarnados, porém o autor destaca que, no Plano espiritual, não basta o conhecimento técnico: torna-se imprescindível a aquisição de virtudes. Nas tarefas que devem desempenhar não utilizam só a razão, usam sobretudo o coração.
O Setor atua nas atividades de manipulação de fluídos e substâncias medicamentosas; auscultação de pacientes; acompanhamento do serviço dos médiuns passistas, com aplicações ou transfusões de energias e execução de cirurgias.
O autor espiritual questionou seu orientador, Marcos, sobre a realização de cirurgias. Marcos o esclareceu dizendo que os encarnados que realmente se esforçam no aprendizado das verdades eternas e buscam realizar a reforma íntima, conseguem a intercessão direta dos servidores do Setor de Enfermagem, através da análise criteriosa da situação à luz da Lei de Causa e Efeito, considerando os atenuantes e méritos adquiridos.
Na narrativa, Marcos ressaltou o importante papel desempenhado pelo perispirito no processo reencarnatório. Os servidores do Setor de Enfermagem atuam diretamente no corpo fluídico, semimaterial, alterando-lhe algumas disposições com interferência cirúrgica. Como conseqüência natural, erradicam diversas enfermidades físicas que são causadas pelo desequilíbrio do ser e transmitidas do perispírito ao corpo físico.
As cirurgias espirituais, em certos casos, são realizadas durante o processo natural do sono. A fluidoterapia evita males orgânicos e psíquicos.
O Setor utiliza ânforas transparentes para guardar substâncias vitais , usadas no tratamento de enfermos. As substâncias são retiradas dos vegetais e manipuladas pelos técnicos do Setor, alcançando resultados significativos.
Os servidores da enfermagem também atuam na fluidificação das águas. O autor assim descreve tal processo:
" Neste instante, alguns companheiros do Setor de Enfermagem aproximaram-se da mesa onde se encontravam os recipientes com água. Por alguns minutos buscaram um estado de concentração e em perfeita sintonia, estenderam as mãos sobre os vasilhames, enquanto o dirigente da equipe, através de comovente oração, buscava as dádivas celestes. Dos servidores do bem, luminosa energia desprendia-se, enquanto que dos céus, como resposta à súplica proferida, jorravam pétalas radiantes sobre as águas. Invisível aos olhos humanos, essas substâncias fluídicas desfaziam-se em contato com as águas, que as absorviam instantaneamente."
O dirigente da equipe relata que todos os copinhos recebem eflúvios balsâmicos e revigorantes que atuarão como tônico reconstituinte, e complementa dizendo: " - O homem na Terra está longe de compreender a infinita bondade de Nosso Pai. A água fluidificada é recurso valioso, embora, vezes sem conta, ele não lhe valorize os abençoados terapêuticos."
Cabe destacar que a água é um excelente condutor de energias e que não importa se os recipientes estão fechados ou abertos, eles recebem os eflúvios balsâmicos e revigorantes do mesmo modo.

4. SETOR DE ESCLARECIMENTOS


O Setor atua auxiliando, através da intuição, os encarnados encarregados dos estudos e comentários evangélicos e doutrinários, e também presta assistência no trabalho de Atendimento Fraterno.
O autor descreve que os servidores deste Setor utilizam livros e uma espécie de fichário, semelhante a um arquivo, que consultam para desempenharem suas atividades.
Com relação a atuação junto aos responsáveis pelos comentários e estudos doutrinários, o autor espiritual destaca uma situação que costumava ocorrer com ele quando encarnado, atuando como divulgador da Doutrina Espírita: " Eu buscava estudar. Preparava os estudos. No entanto, quantas vezes, dialogando com os companheiros, um exemplo novo, uma idéia mais concreta, um pensamento mais amplo assaltavam minha mente, facilitando a compreensão do tema em estudo! Ah! Quantas vezes a presença espiritual é tão concreta e não nos damos conta!"
"Toda a vez que o homem se predispõe a conhecer a verdade e divulgá-la em nome do amor, estará recebendo assistência espiritual."
Sobre a assistência dada ao trabalho de Atendimento Fraterno, os espíritos também se utilizam da intuição dos encarnados, de acordo com as suas possibilidades mediúnicas, para orientar os tarefeiros encarnados sobre as orientações mais adequadas a serem dadas aos necessitados que buscam a Casa.
Há ainda o serviço de Atendimento Fraterno aos desencarnados:
" Igualmente, assistimos diversos espíritos desencarnados em perturbação, dialogando com eles, demoradamente, esclarecendo-os quanto 'a nova realidade a que estão vinculados. Aprendemos aqui que a verdade é imprescindível à iluminação das criaturas, entretanto há que ser dosada de acordo com a maturidade de cada um. Por isso, para que realizemos o melhor ao nosso alcance, participamos, sempre que possível, de cursos e conferências que nos permitam o sublime aprendizado de esclarecer sem ferir, ajudar sem violentar e colaborar sem exigir."

5. SETOR DE COMUNICAÇÕES

Este Setor serve como área de apoio aos demais setores, fornecendo-lhes recursos que servirão de base para o desempenho das tarefas de cada setor. As informações prestadas a outros setores são obtidas a partir de telas eletromagnéticas, comunicadores de longa distância, receptores, auscultadores vibracionais, etc.
Marcos, o orientador do autor do livro em sua visita a Casa Espírita, destaca o intercâmbio entre os setores a partir do trabalho do Setor de Comunicações:
"Fornecimento de dados ao Setor de Vigilância, aquisição de informações para o atendimento do Setor de Enfermagem, colaboração valiosa aos servidores do Setor de Esclarecimentos."
O autor destaca: "equipamentos os mais diversos eram instalados nos mais variados locais, destacando-se aos meus olhos uma grande tela luminescente fixada no salão de reuniões."
Ante a dúvida do autor sobre a necessidade da espiritualidade usar os equipamentos para obter as informações, Marcos esclarece: "Antes de mais nada, cumpre-nos considerar que estamos agindo na Crosta, ou seja, em meio onde nossa ação encontra quase sempre muitos obstáculos.Entre eles, destacamos as vibrações mentais desequilibrantes oriundas de grande porcentagem de espíritos encarnados no planeta e dos desencarnados. Em meio hostil, as nossas realizações seriam desenvolvidas de forma mais lenta e penosa, não fosse o concurso desses aparelhos."
O Setor de Comunicações realiza, ainda, serviços de atividades externas, tais como: visitas a familiares ou necessitados pelos quais os freqüentadores oram e incursões nas regiões inferiores do plano espiritual, no trabalho de intercâmbio e auxílio a Espírito sofredores e necessitados.
Com relação ao trabalho da espiritualidade de visitar as pessoas pelas quais os freqüentadores pedem, o autor destaca a importância de se ter um desejo sincero de ajudar e de ter fé. O auxílio sempre é dado, porém a intenção e a sinceridade auxiliam no processo de ajuda.
"Templo, hospital, escola, oficina, sublime educandário das almas, o Centro Espírita é a bondade e misericórdia de Deus, materializados na Terra, em benefício das criaturas."

6. OUTROS ESCLARECIMENTOS

1. "Quando duas ou mais pessoas reunirem-se em meu nome, aí eu estarei." Jesus.
A cooperação dos servidores espirituais faz-se constante em todas as agremiações voltadas ao Bem e à Verdade, espíritas ou não. Quanto às instituições espiritas, a atuação do mundo invisível se faz em benefício de todas elas . A Casa Espírita materializa-se na crosta sob a inspiração do mais alto. Cada instituição tem suas características próprias e à medida que se desenvolve, novos recursos são mobilizados da Vida Maior, sob a assistência do diretos espiritual. O amor de Jesus está sempre presente através de seus mensageiros.

2. Fora do halo luminoso que cerca e protege a Casa Espírita, turbas de Espíritos se agitam. Atraídos pela movimentação dos encarnados e pelas luzes espirituais e grande quantidade de Espíritos sofredores imploram auxílio. Espíritos desencarnados do Setor de vigilância são encarregados de selecionar aqueles que se candidatam à recuperação. Ele se utilizam de aparelhos ("capacitores vibracionais"), identificando os Espíritos sofredores cujas vibrações demonstrem sinceros arrependimento e verdadeiro desejo de renovação. Tais Espíritos entram no Centro, na enfermagem. Para aqueles desencarnados que ainda continuam sustendo pensamentos desequilibrantes, somente o tempo e a dor poderão facilitar-lhes a modificações necessárias. E tudo o que podemos fazer é por eles orar.

3. A música elevada repercute nas criaturas, pacificando-as e
harmonizando-as, com sua linguagem universal. Está a música presente na vida do homem, desde os tempos mais remotos, sendo a mais sublime dentre todas as expressões de arte, sensibilizando profundamente a muitas criaturas. Embora não seja fator indispensável para a prática do Bem, a música pode ser considerada como elemento de auxílio na desintoxicação mental das criaturas e no equilíbrio das emoções.
"... comecei a perceber uma chuva de pequeninas pétalas suavemente coloridas que caiam sobre os presentes, modificando-lhes o estado íntimo para melhor."

4. O instante da prece inicial a Jesus é proferido nos dois planos, Espiritual e material, interligados no mesmo propósito. Os sinceros sentimentos do dirigente encarnado harmonizam-se com os do mentor espiritual da reunião. Tênue luz se irradia dos presentes, e vibrações salutares derramam-se por sobre o ambiente, propiciando paz reconforto. Mas, nem todos os presentes assimilam aquelas dádivas e seus benefícios, pois mantêm seus pensamentos nas preocupações diárias, por falta de disciplina mental, que se conquista pela auto-educação. Somente com o amadurecimento, as criaturas poderão avaliar os sublimes valores da oração. ( L E, q.659-660 )
"Onde estiver o vosso tesouro, ali estará o vosso coração." Jesus

5. Nas tarefas de divulgação doutrinária, o médium está sempre acompanhado por seu guia espiritual. Os recursos ou registros do médium somam-se à inspiração do benfeitor, cuja tarefa é auxiliar seu tutelado, sugerindo-lhe idéias, coordenando-lhe os pensamentos. Aqueles que veiculam a mensagem doutrinária, através da palavra, não necessitam, pois, apenas estudar, mas, vivenciar os postulados abraçados. Se suas palavras provierem do coração, das suas experiências e vivências, acrescidas dos seus recursos intelectivos, a mensagem tocará e sensibilizará a platéia.
"IDE E PREGAI..." Jesus.
Os comentários evangélico-doutrinários, se ouvidos atenciosamente, podem influenciar os ouvintes interessados, permitindo-lhes através de suas mensagens, realizar uma profunda avaliação da vida, através de valioso processo terapêutico de auto-avaliação, agindo em seu próprio auxílio.
"Ajuda-te que Deus te ajudará."
Muitos dos freqüentadores das reuniões espíritas não conseguem registrar os ensinamentos esclarecedores, porque permanecem presos às preocupações familiares e profissionais. O aproveitamento do que está sendo comentado dependerá do interesse de cada um, pois, a redenção espiritual é conquista de ordem individual. Outrossim, o sono, assumido por alguns durante as reuniões doutrinárias, revela a falta do cultivo da atenção e, por vezes, uma mente preguiçosa que somente o tempo e a dor poderão transformar. Alguns, no entanto, sofrem influenciação espiritual negativa à distância, por não conseguirem seus agressores penetrar nos Centros Espíritas. Contudo, a principal questão ainda é a indiscilplina mental do indivíduo, que se compraz nessa situação.
Esses obstáculos à renovação do Homem desaparecerão quando ele compreender a Paternidade Divina e conscientizar-se que a vida na Terra é passageira, que sua morada são as estrelas e que seu destino é a perfeição.

6. Os Espíritos desencarnados, trazidos para a reunião, são acomodados em auditório reservado, beneficiando-se, igualmente, das mensagens evangélicas, assistidos pelos companheiros do Setor de Vigilância e de Esclarecimento. Nesse auditório é instalada uma grande tela luminescente. À medida que o palestrante discorre suas mensagens, inúmeros quadros de graça e beleza formam-se na tela gigantesca, permitindo aos desencarnados visualizarem cenas comovedoras. Este fenômeno tem por base o poder criador do pensamento, aliado à vontade ativa. Enquanto fala, o expositor das verdades celestes emite, intensamente, os próprios pensamentos, imantados pela viva emoção que lhe nasce da intimidade do Espírito.
Os desencarnados, ouvindo a mensagem e acompanhamento os quadros vivos que se reproduzem na grande tela, recordam-se das próprias experiências. Revêem acontecimentos em que malograram, constatam equívocos, analisam as próprias quedas, e reincidência nos erros. Compreendendo, agora, a verdade libertadora que se negaram a enxergar, entregam-se a copiosos prantos, cegos que estavam no egoísmo destruidor. O arrependimento é sempre assinalado por lágrimas sinceras, que representam a limpeza interior. Com toda a certeza, elas prenunciam a renovação íntima.
"Vinde a mim todos vós que vos achais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e encontrareis o descanso para vossas almas, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." Jesus

7. Por vezes, as inúmeras atividades desenvolvidas pelos benfeitores passam desapercebidas entre os companheiros desencarnados. Vários serviços exteriores, para socorro aos necessitados ou visitas preces e vibrações solicitadas para os nomes de encarnados e desencarnados, anotados em cadernos ou papéis, previamente preparados.
Os servidores espirituais fazem uso de um pequeno aparelho com visor. Ao se passar o aparelho sobre os nomes anotados, alguns se destacam, como que emoldurados de luz, registrando o sensor as vibrações emantadas ( ao escreverem-se os nomes, ficam registrando o sensor as nossas disposições mentais e emocionais ). Portanto, ao nos lembrarmos dos nomes e os escrevermos, estamos fazendo por eles uma prece.
"Estivessem esses irmãos encarnados ou desencarnados, seriam visitados e assistidos em nome do Amor de Jesus e graças ao mecanismo das orações e dos apelos feitos pelos que se lembravam deles."

8. Durante os trabalhos do passe, os Espíritos do Setor de Enfermagem, movimentam-se silenciosos e com muito respeito. Por possuírem profundos conhecimento acerca de irradiação e exteriorização das próprias energias, influenciam diretamente os médiuns passistas, auxiliando-os nas tarefas de fluidoterapia. Os fluídos vitais dos médiuns passistas, associam-se aos fluídos espirituais, beneficiando as criaturas a nível material, emocional e espiritual. Ë muito importante a posição de quem recebe o menor assimilação das energias salutares. A vontade e a disciplina mental dos assistidos favorece ação dos benfeitores espirituais. O seu aproveitamento dependerá, naturalmente, do interesse de cada indivíduo.
"Ainda aqui, a vontade e a disciplina mental são a base do fenômeno que observamos."

"NA SEARA DO BEM"
Livro psicografado por Luis Antonio Ferraz, Pelo Espírito Antônio Carlos Tonini ( 1947-1987 ).