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domingo, 25 de outubro de 2009

Nibiru - A polêmica continua


Salvatore De Salvo responde ao artigo escrito por Marco Petit na edição da UFO 151, de março de 2009
A edição UFO 151 traz a reportagem Uma Nova Visão sobre a Existência e Suposta Ameaça deste Misterioso Astro a Terra de autoria do célebre e estimado ufólogo Marco Antonio Petit, um dos nossos mais assíduos pesquisadores no campo da Ufologia e uma das principais colunas nas quais se apóia essa ciência, no Brasil e, por consequência, a Revista UFO. Todavia, em que pese à profunda admiração que nutro em relação ao autor do artigo, do qual me considero amigo, não é possível assistir calado ao que ele escreve e, por isso, passo a tentar esclarecer tanto ao público quanto ao Petit. Assim, tentarei responder às principais dúvidas por ele levantadas, trazendo mais informações e mais detalhes, de maneira que, espero, as nuvens sejam dissipadas.

Esclarecimentos

No XIII Diálogo com o Universo, realizado de 21 a 24 de fevereiro de 2009, em Curitiba, apresentei a palestra A Próxima Chegada do Planeta X. Na mesma, logo no início, revelei a fonte de minhas informações: um livro mundialmente conhecido e famoso de título: Planet X Forecast and 2012 Survival Guide, que, em sua primeira página traz sete citações de vários autores, que aqui transcrevo:

· A tour de force Planet X – 2012 Page Turner. Required reading for those who get it want to live through it (“Tour de force” Planeta X – 2012, Aquele que Virará a Página. Leitura obrigatória para aqueles que querem sobreviver à sua passagem) por Echan Deravy, autor de Solar Code.
· Written in an easy-to-read style that honors the 2012 predictions of the Maya (Escrito num estilo de fácil compreensão que honra as previsões Maias sobre 2012), pelo antropólogo maia George Erikson, autor de Atlantis in America: Navigators of the Ancient World.
· Chilling insights into how the world’s power elite are preparing for 2012. Truth that’s hard to handle (Deprimentes critérios de como a elite das potências mundiais estão se preparando para 2012. Verdade difícil para ser controlada), por Philip Gardiner, autor de Secret Societies, Gnosis e The Shinning Ones.
· Delivers practical, life-sparing concepts that make sense (Distribuição prática, conceitos que fazem sentido para poupar vidas), por Frank Joseph, autor de There Are No Coincidences, Survivors of Atlantis e Discovering the Mysteries of Ancient America.
· Required reading for those who are beyond the Planet X debate and now want to do something about it (Leitura obrigatória para aqueles que estão além do debate do Planeta X e que querem fazer algo a esse respeito), por Greg Jenner, autor de Planet X and The Kolbrin Bible Connection.
· Be prepared, be very prepared: you need this book for 2012 (Esteja preparado, muito bem preparado: você precisa deste livro para 2012), por Andy Lloyd, autor de The Dark Star.
· Excellent analysis of the looming 2012 solar threat, and how Western governments are responding to it (Excelente análise do aparecimento gradual de um perigo solar em 2012 e como os governos ocidentais estão respondendo a isso), por Patrich Geryl, autor de How to Survive 2012, The World Cataclysm in 2012 e The Orion Prophecy.

Para quem quiser adquirir as obras a quais me baseei, eis algumas informações mais: os autores são Jacco van der Worp, MSc, Marshall Masters & Janice Manning. Editora: Your Own World Books, Silver Springs, NV, PlanetXForecast.com, Youbooks.com ou Yowusa.com, registrada na Category: Non Fiction Astronomy - Categoria: Astronomia Não Fictícia, ou seja, Categoria de Astronomia não imaginária. O que me moveu a escrever o artigo foi a revolta crescente em mim, ao longo dos últimos anos, ao encontrar, em várias ocasiões, referências a esse misterioso planeta e aos esforços que os governos estão fazendo para esconder de nós esses conhecimentos, de maneira acintosa e totalmente desrespeitosa para nós, que, embora pagadores de impostos, estamos sendo vítimas de um complô mundial para esconder algo que temos o direito de conhecer. É minha opinião que, seja o que for o Planeta X, seja o que for que poderá ocorrer a esse nosso maravilhosos planeta, nada justifica a atitude dos governos de escamotear, confundir, controverter, negar, abster-se de informar, na que considero uma das maiores “sacanagens” perpetradas contra quem paga impostos e sustenta esses governos que, supostamente, deveriam ser nossos principais protetores.

Infelizmente, Marco Antonio Petit costuma não assistir minhas palestras, embora eu assista todas as dele. Talvez, ache que o que tenho a dizer não seja interessante, não sei, mas se tivesse presente não teria porque apresentar dúvidas quanto às minhas fontes de informação. Elas foram apresentadas logo no início da palestra. Considero minhas fontes como dignas, do maior respeito e as aceito como legítimas. Há algo mais a esclarecer. O título do livro diz claramente: Forecast, cuja tradução precisa é: Previsão, profecia, prognóstico. Acho não ser necessário explicar mais. O que os governos, a mídia, os cientistas e estudiosos têm hoje são previsões. E, no decorrer da palestra, várias vezes confirmei esse conceito. O retorno do Planeta X está sendo anunciado ao mundo, mas poderá não ocorrer - hipótese da qual sou ardoroso defensor, porque faço parte desta humanidade e a coisa poderá atingir-me e à minha família.

Respostas às afirmações de Petit

Diz Petit: “A edição UFO 148, de dezembro de 2008, veiculou um artigo bombástico de autoria do professor universitário Salvatore De Salvo...”. Bombástico não foi o artigo que escrevi. Bombástica seria a situação, e o artigo não poderia ser diferente. O que eu queria era chamar a atenção do público a respeito de um eventual perigo que ameaçaria a Terra. Como, então, deveria começar? “Queridos amigos - como disse a edição do Fantástico de 01 de março de 2009 - não tenham medo, tudo que dizem é mentira e nada acontecerá, fiquem tranqüilos” - e paguem suas dívidas. Isto é exatamente o que os governos apresentam à mídia que manipulam. Não é o que eu queria dizer e não é o que eu disse. Embora se trate de previsões, todos concordam que as informações que vazam continuamente convergem apenas numa direção: a do retorno do diabólico Nibiru. Vejamos:

Convergência de informações

Segundo Petit, a discussão sobre Nibiru começou com a publicação de Zecharias Sitchin, O 12º Planeta, Editora Best Sellers, 1990. Discordo, porque a discussão sobre esse astro existe há milênios, porque há referência sobre ele na Bíblia Sagrada, na Bíblia Kolbrin, nas obras dos Maias, nos textos védicos dos hindus e em numerosos livros, que considero excelentes, entre os quais sugiro Mundos em Colisão e Earth in Upheaval, de Immanuel Velikowsky. Quanto ao fato que Sitchin sustenta que a atual humanidade seja resultado de um cruzamento do animal que vivia aqui com os Annunaki que estariam chegando de Nibiru, também há algo a ser dito. Concordo com essa tese, tanto que a apresentei em meu livro O Enigma de Mu, de recente publicação. Concordo com o que declara Petit em sua obra Terra, Laboratório Biológico Terrestre [LIV-002, da coleção Biblioteca UFO] que a vida só é possível em certa faixa de distância da estrela mãe - o Sol, no nosso caso -, o que excluiria qualquer possibilidade de vida em Nibiru, devido à forte excentricidade de sua órbita; segundo Sitchin, os Annunaki têm tipo físico igual ao ser humano.

Pergunto: Por que isto seria impossível? Nada sabemos sobre esses visitantes, nem tampouco sobre o nível de avanço tecnológico que poderiam ter alcançado. Mas sabemos que vieram e que interferiram com a vida daqui. É algo lícito admitir que seres capazes de se deslocar nos espaços siderais devem ter alcançado níveis absolutamente impensáveis para nós. Ao se afastar do Sistema Solar, os Annunaki morreriam pelo frio. Quem pode afirmar que eles não tenham conseguido utilizar a energia do ponto zero ou, em outras palavras, a energia do vácuo, infinita e, desde sempre, a completa disposição de quem consiga capturá-la? Com energia infinita a disposição seria absolutamente possível a viagem interestelar e a vida, como a conhecemos, mesmo em situação aparentemente adversa. Sugiro que Petit leia minhas obras Sinfonia da Energética I e Sinfonia da Energética II, recentemente lançadas em Curitiba, para saber mais sobre essa energia. Esses dois livros são os únicos, em português, que falam sobre as energias virtuais e as ondas escalares. No volume I, trago as informações de dois dos nossos melhores físicos que calcularam que a energia contida no vácuo de uma xícara de chá seria suficiente para evaporar - não simplesmente aquecer - todos os oceanos da Terra. E é bom saber que nós também sabemos utilizar essa energia. Há cerca de 30 anos, na Suíça, existe uma comunidade cristã primitiva que é aquecida e iluminada em todas suas dependências por uma máquina que é posta em movimento com um dedo e, a partir daí, produz 2-3 kW/h, sem qualquer aporte de energia. Esta não é desinformação. É informação!

Fui, pessoalmente, participar a quatro Congressos mundiais, em Colorado Springs (EUA) sobre Nikolas Tesla, do qual sou um feroz admirador e lá aprendi que existe esse tipo de energia. Nas últimas semanas, 02 a 08 de março de 2009, o History Channel veiculou uma série de reportagens sobre Nibiru, previsões bíblicas e maias etc. e, numa delas, apresentou todos os tipos de energia que poderíamos utilizar na Terra em substituição ao petróleo e ao carvão. Todos os tipos. Mas nem uma palavra sobre a energia virtual ou do ponto zero. Pergunto: por quê? A resposta parece simples. Esta seria a maior de todas as revoluções, porque tornaria obsoletas todas as outras tecnologias e mudaria substancialmente nosso mundo, porque esse tipo de energia pode ser convertida em eletricidade e mover tudo, sem poluição. Pense um pouco nisso, amigo Petit. Baseados em meu livro Sinfonia da Energética II, dois jovens engenheiros do grupo do doutor Norberto Keppe, um genial psiquiatra, desenvolveram um motor que revelou ser superior a tudo que a ciência conhece e que foi apresentado e testado num Congresso em San Diego (EUA), em 2008. O mesmo motor foi apresentado no Evento Ecogerma 2009, realizado na Transamérica Expo Center, em São Paulo, de 12 a 15 de março de 2009. Outro motor, mais avançado, está para ser certificado pelo Centro de Pesquisas Nucleares da França como “motor overunity”. E, então, se nós já chegamos a isso, onde teriam chegado os eventuais “impossíveis” habitantes de Nibiru?

Outra questão

Afirma Petit que me baseei num informe do Washington Post sobre a observação do satélite IRAS [Satélite Astronômico Infravermelho]. Quanto ao IRAS, o texto consultado declara: “IRAS – A Primeira Observação Não Oficial do Planeta X. Lançado em 1983, o satélite astronômico infravermelho foi um projeto conjunto dos Estados Unidos, Reino Unido e Holanda, para mapear o céu com um telescópio infravermelho embutido. Colocado em órbita em volta à Terra, funcionou por 10 meses antes que um defeito forçou sua derrubada, mas, até então, ele conseguiu 350.000 fontes de radiação infravermelha e mapeou 96% do céu visível”. O livro no qual me apoiei publica o seguinte quadro:





Medidas de radiações:
Nanômetro (nm): um bilionésimo de metro; Mícron (m): um milionésimo de metro;
UV = 200 a 380 nm; Luz visível = 380 a 780 nm;
Infravermelho (próximo) = 780 nm (0,780 m) a 10 mícrons;
Infravermelho (distante) = 10 mícrons a 200 mícrons.

A desculpa formal para o término da missão IRAS foi o mau funcionamento do sistema de resfriamento do satélite. De acordo com John Maynard, ex-oficial da inteligência norte-americana, que se tornou um “alcaguete” do governo, esta explicação oficial não foi a verdadeira razão, porque os astrônomos do IRAS tinham detectado uma maciça fonte de calor no mais afastado ângulo do Sistema Solar, bem debaixo da eclíptica, vários meses antes. Para poder elaborar e disponibilizar uma efeméride melhor, os controladores de terra declararam o defeito do resfriador e cessaram de compartilhar os dados com os sócios europeus. Então, os controladores usaram os combustíveis remanescentes do satélite para continuar as observações em privado, antes dele ser definitivamente extinto. E o ufólogo Petit dedica boa parte de seu estudo para apresentar várias tentativas dos astrônomos para explicar e encontrar o tal Planeta X, que, segundo ele, não existe. Isto já aconteceu no passado. Tudo que precisamos fazer é persistir na busca com instrumentos mais sensíveis. E queira Deus que não o encontrem. Em questões de astronomia e de universo devemos sempre lembrar o que Isaac Newton declarou: “O que sabemos do universo é uma gota. O que ignoramos é um oceano”. Algo mais sensato, creio eu, seria observar os sinais indiretos que já existem para tentar ajuizar melhor uma ideia. E estes são inúmeros.

Sinais indiretos da presença de Nibiru

Para começar, cientistas como Stephen Hawkins já concluíram ser possível a chegada de Nibiru e, com eles, uma nutrida fila de astrônomos, cientistas e estudiosos. O autor, Petit, estranha a declaração, segundo a qual a presença de Nibiru, que, em 15 de maio de 2009, estaria a 11 UA [unidades astronômicas] do Sol, causará o descongelamento da água subterrânea de Marte e indaga se, por acaso, Nibiru é uma estrela. Existem várias razões pelas quais tal descongelamento pode ocorrer; por exemplo, a aumentada atividade vulcânica em Marte ou a enorme e ampla atividade elétrica que vitimará nosso vizinho vermelho. Sugiro ler, atentamente, Mundos em Colisão de Velikowsky, que fornecerá preciosas informações a respeito. É sabido que a maior dificuldade na comunicação ocorre quando alguém quer questionar algo, de alguma forma, conhecido como verdadeiro. Quando se quer sustentar um princípio, a confiança depositada antes numa ideia pode ser tão sólida que a própria discussão pode apresentar-se sem sentido. E essa dificuldade é agravada pelo fato que as fontes de informação são fragmentadas e avaliadas separadamente.

A especialização de um inquérito intelectual traz junto certos riscos, quando afirmações numa disciplina são despejadas sobre informações anteriores em outras disciplinas. Ninguém é expert em tudo e quando se consideram possibilidades além do que se conhece, é apenas natural aceitar o que especialistas em outras áreas afirmam saber. Mas, indagamos: quais seriam as consequências disso quando uma suposição teórica, mesmo percebida como um fato, não consegue abrigar novos campos de dados? A ciência de hoje é extremamente fragmentada e fica difícil imaginar que a tentativa, como um todo, possa colecionar todo o conteúdo. Um grande passo adiante poderá ser dado por uma nova aproximação, na qual os fenômenos elétricos recebam a atenção total que merecem e na qual estejam incluídos todos os tipos apropriados de evidências. Para todos aqueles que querem instintivamente procurar princípios unificadores, esses novos horizontes poderão ser cheios de esperança. O universo elétrico é uma resposta holística à miopia - esta falta de inclinação a conhecer a existência de algo que estrangula a visão que acompanha naturalmente a fragmentação do conhecimento e de sua aprendizagem. Lembro que, em 1950, foi aberta uma controvérsia ao aparecimento de Mundos em Colisão, de Velikowsky. Nesta obra, ele demonstrou uma técnica multidisciplinar e comparativa para cobrir pesadas evidências de catástrofes do planeta, a partir das memórias registradas por antigas civilizações. Seu método seguia uma tese de tipo inusitado, mas confirmada globalmente por culturas totalmente separadas. Então, aplicando o conhecimento científico de causa e efeito, foi possível elaborar um modelo mais detalhado da sequência desses eventos. Esse modelo permitiu predições específicas a serem feitas e confirmadas, o que é objeto da teoria científica. Naquela época, várias dessas predições soavam como ultrajantes: Vênus seria quase incandescente, Júpiter estaria emitindo “sinais rádio”, as rochas lunares teriam magnetismo e assim por diante. O autor foi vilipendiado, desprezado e esquecido. Mas, Velikowsky estava certo e os astrônomos da época, errados. Apesar das evidências, ninguém se desculpou e, ainda hoje, é quase impossível achar algum livro que lhe dê crédito, porque se continua a negá-lo.

Isto já aconteceu várias vezes, se levarmos em conta que quem inventou o rádio não foi Marconi e sim Nikolas Tesla; quem inventou o telefone não foi Bell e sim Antonio Meucci; quem desenvolveu o super microscópico e a cura eletromagnética do câncer foi R.R. Rife, que, como recompensa, ganhou a prisão, na qual faleceu de desgosto. A lista é enorme. Para Velikowsky estava claro que o conceito newtoniano de gravidade não era suficiente para explicar, sozinho, o comportamento dos planetas. E, com certeza, não poderia responder à pergunta óbvia: Por que os céus parecem tão tranquilos agora? Isto originou uma resposta dogmática pelo avanço construtivo de Velikowsky no meio acadêmico. Foi objetado que sua teoria não obedecia às leis de Newton. Mas o que Newton conhecia de eletricidade? E as leis newtonianas, que Petit considera absolutamente válidas, não o são, porque foram modificadas e aperfeiçoadas por Einstein e outros cientistas mais próximos a nós. A questão permanece: O que produz a observada estabilidade do Sistema Solar? Velikowsky sustenta que a chave reside em sua descoberta que as forças elétricas dominam as incrivelmente fracas forças da gravidade, por ocasião de encontros ou proximidades de planetas. E, se meu amigo Marco Antonio Petit se der ao trabalho de ler meu livro Sinfonia da Energética I verá que, segundo as teorias mais modernas, essa diferença está na casa de 42 para um entre as forças elétricas e as gravitacionais. Porém, Velikowsky não foi capaz de explicar a estabilidade do Sistema Solar. E, por isso, toda a perspectiva catastrófica dele foi considerada errada pelos cientistas céticos de turno. Entretanto, os princípios básicos dos encontros de planetas foram confirmados e os detalhes convergem de maneira extraordinária.

Atualmente, vários pesquisadores pioneiros nesses estudos, concordam que encontros planetários já ocorreram na pré-história. Existem claras e definidas memórias disso na cultura das mais antigas civilizações. Elas inspiraram as pirâmides, as estruturas megalíticas, estátuas, totens e a arte sagrada esculpida em rochas. É evidente que os sobreviventes da catástrofe global consideraram imperativo que essas memórias fossem preservadas e passadas adiante para as futuras gerações, uma vez que os deuses poderiam retornar. Esta memorização foi expressa em forma de arquitetura, rituais para reordenar o poder apocalíptico dos deuses planetários sobre os destinos da humanidade. E isto explica o aparecimento repentino da civilização que, num relâmpago, originou-se de nenhum lugar. A teoria do Universo Elétrico cresceu da compreensão que uma nova cosmologia do plasma e o entendimento dos fenômenos elétricos no espaço poderiam iluminar o trabalho novo a ser realizado, comparando as mitologias. Em compensação, as imagens de eventos testemunhados nos céus pré-históricos e suas consequências poderiam auxiliar a revelar a história recente da Terra, de Marte e Vênus. Isto levou o vencedor do Prêmio Nobel, o físico Hannes Halfvén, a buscar as observações no passado, em vez de no futuro, a partir de algum início teórico idealizado. E, Alfvén G. Arrhenius, em Evolutions of Solar System [NASA, 1957, p. 257] diz: “Temos que reaprender a ciência sem contatos com experiências, num empreendimento que é como ir completamente fora de conjecturas imaginárias”. O que resulta, agora, é um “grande quadro”, que enfatiza a dramática pré-história e as conexões essenciais do universo. Não podemos continuar olhando a nós mesmos e ao universo através do espelho distorcido da ciência moderna.

A implicação da atividade elétrica entre planetas incomodará muito os que terão construído sua cosmologia em volta da fraca força da gravidade atuando num universo eletricamente estéril. Esta nova e dogmática visão garante que, no futuro, nada ficará da fantástica teoria do Big Bang ou da história simplificada do Sistema Solar. De fato, o astrônomo Halton Arp provou que “o universo não está em expansão” e se Arp estiver correto, muitos experts farão papel de bobos. Suas descobertas soaram como alarme no meio acadêmico; a resposta foi que Arp foi negado, seus estudos foram rejeitados e ele foi forçado a sair dos Estados Unidos para poder continuar seus estudos. O mesmo aconteceu com Galileu Galilei, quando convidou os astrônomos de sua época a olhar em seu telescópio. Simplesmente, recusaram-se a olhar, numa atitude nem científica, nem honesta e tampouco prudente. Há mais de 10 anos, os físicos do plasma possuem um modelo elétrico das galáxias. Ele funciona com a física do mundo real. E consegue explicar o que é observado na dinâmica das galáxias, sem recorrer à matéria negra invisível e ao buraco negro central. Simplesmente, o modelo explica os poderosos jatos observados a partir do eixo de rotação, no coração de galáxias ativas. Estudos recentes e seus resultados confirmam o campo magnético de uma galáxia espiral e o modelo elétrico. Mais recentemente, foram descobertos campos magnéticos intergalácticos. O modelo gravitacional teve que recorrer à invenção do buraco negro invisível para explicar como a força da atração gravitacional resulta em matéria sendo ejetada do centro galáctico numa estreita faixa a velocidades relativísticas. Tudo o que acabamos de ver, apenas serve para mostrar que os fenômenos elétricos entre planetas, o Sol e Nibiru são, não apenas previsíveis e sim altamente prováveis de acontecer. Todavia, é bom que fique claro que ainda estamos estudando o universo e as aparentes leis imutáveis não são tão imutáveis assim, nem tampouco leis. Temos muito que aprender e é bom que a ciência adote uma atitude, no mínimo, prudente antes de condenar conceitos ou ideias aparentemente confirmadas e que, a qualquer momento, podem ser condenadas.

E mais: quando os telescópios não encontram o astro procurado, é melhor seguir o conselho de Winston Churchill, quando, ao se apresentar numa conferência numa universidade inglesa, olhou para a audiência, tirou o chapéu e o famoso charuto e disse: “Nunca desista”. Não existe nada de mais sintético e objetivo: persistir é o que devemos fazer, com instrumentos mais perfeitos e precisos e observações mais cuidadosas. Afirmar que algo não existe é, no mínimo, perigoso e pouco científico. Bastariam poucos mililitros de álcool no sangue do observador para que ele veja dois planetas. É claro que estou brincando. Todavia, isso deveria ser levado em conta. Os famosos canais de Marte observados no telescópio, não existiam realmente, assim como foram apresentados inicialmente, ao mundo científico. Agora, sabemos muito mais sobre eles, especialmente devido aos persistentes estudos de Marco Antonio Petit sobre o planeta Marte, dos quais temos muito a aprender e que Petit não hesita em apresentar. É por isso que, sempre que possível, não perco nenhuma de suas palestras, pela seriedade e honestidade de propósitos que o animam. É por isso que sou um seu profundo admirador.

Outros aspectos da polêmica sobre Nibiru

No artigo de Petit não são feitas menções sobre outras partes por mim apresentadas na palestra de Curitiba, em 2008. Por exemplo, não se comenta o que foi revelado pelo jornalista italiano Cristoforo Barbato, que foi um dos pioneiros a tentar alertar o mundo, baseando-se nas confissões de um sacerdote jesuíta inconformado com as atitudes do Vaticano em também querer esconder da população o que sabe a respeito de Nibiru. Dessas confissões resulta que não é apenas a ciência que tenta negar esse astro; os Governos também tentam. Mas tem gente que tem algo a dizer a respeito e o diz. Na palestra de 2009, apresentei vários slides sobre o que foi revelado, envolvendo o Servizio Informazioni del Vaticano (SIV), em nível de Secretum Omega, equivalente ao “Top Secret” da OTAN. É estranho que esses trechos tenham sido omitidos no artigo de Petit. Como já declarei, grande parte da palestra e do artigo escrito por mim na edição da UFO 148 está baseada no livro Planet X Forecast and 2012 Survival Guide, que considero uma das melhores, se não a melhor obra das que foram escritas envolvendo o tal planeta. Mas, quando há fumaça, provavelmente encontra-se fogo. E se existir muita fumaça, o fogo, se já não existe, está próximo. Há muitas evidências, todas convergindo, inexoravelmente, para a realidade da existência de Nibiru. Caso contrário, por que o cientista Stephen Hawkins sustentaria a procura de novas Terras extra-solares? Essa procura já está em andamento há vários anos.

Novas informações

Na página 137 do texto por mim consultado, encontra-se: “Schneider, geólogo, engenheiro geral e estrutural, teve acesso a conhecimentos governamentais top secret durante 17 anos, pois trabalhou durante 11 anos em Groom Lake, na base aérea da Força Aérea Norte-Americana no estado de Nevada, ao norte de Las Vegas. Ele co-inventou a carga explosiva plástica e era filho de um comandante de um submarino nazista da II Guerra Mundial. Após a guerra, seu pai trabalhou ajudando na construção do Nautilus, primeiro submarino nuclear norte-americano. O aparelho que Schneider inventou, utilizando maser-laser é utilizado para criar túneis e complexos subterrâneos, fundindo e solidificando rochas. É usado para perfurar túneis de 8,53 m de largura por 8,53 m de altura, no ritmo de 11,27 km por dia”. A minoria que não acredita no envolvimento secreto de nossos governos com outras raças, considerará tudo que Schneider disse como algo lunático. Mas, deveriam ficar atentos em suas palestras, onde afirma que “os Estados Unidos, como possivelmente outras nações, estão em contato com 11 raças alienígenas, das quais duas são benignas. As outras nove raças são aproveitadoras, que, implacavelmente, exploram esse planeta, seus recursos e suas formas de vida”. Por outro lado, a maioria que acredita na existência de raças extraterrestres encontrará grande relação entre o que ele disse sobre a globalização, em 1995, que está criando maiores subclasses, transferindo mais riqueza e poder para as mãos de muitos poucos. Schneider nos alertou que a Nova Ordem Mundial tem desmantelado governos nacionais, incorporando-os às Nações Unidas, que poderia converter-se no governo único mundial.

Diz-se, para os que servem essa finalidade secreta, que eles estão trabalhando para por um fim às guerras. Após 17 anos de fiéis serviços, Schneider renunciou, ao chegar à conclusão que uma finalidade mais negra estava sendo manipulada e que isso era controlado pelas raças alienígenas que, rotineiramente, violavam os acordos. Esse comportamento causou a guerra áliens-humanos, na base de Dulce, Novo México, que aconteceu por acidente. De acordo com Schneider, foram mortos 66 agentes do Serviço Americano e membros da Força Especial, durante essa curta e não planejada batalha e ele foi um dos sobreviventes. Em certo momento, ele foi surpreendido por dois altos grays e, tendo sido treinado, sacou o revólver e matou os dois. Então, apareceu um terceiro e o atingiu com o raio de uma arma que queimou um de seus pulmões e dois dedos de sua mão. Ele declarou ter sido salvo por uma boina verde que, mais tarde, perdeu a vida nessa luta. Em seguida, ficou 400 dias em tratamento com radioterapia. Os outros dois sobreviventes estão em casas de repouso, no Canadá.
O aspecto específico desse relatório gera algumas questões, visto que a arma de raios do álien foi usada num ataque e que 400 dias de radioterapia é altamente irregular. Existem outras formas de fazer isso. Em 1996, Schneider morreu, aparentemente por suicídio, mas isso é altamente suspeito. Segundo a esposa, Cynthia Drayer, seu corpo foi achado já decomposto em seu apartamento em Wilsonville, Oregon. O delegado que o examinou considerou a morte como sendo suicídio. Schneider foi encontrado com um cateter de borracha enrolado três vezes no pescoço e amarrado pela metade na testa. Isto era estranho, pois o homem não tinha dois dedos e possuía uma caixa de remédios de poderosas medicinas contra dores. Segundo a esposa, os fluidos do corpo de seu marido nunca foram testados e não foi achada nenhuma nota do suicida.

Os livros pessoais de Schneider sobre as “operações negras” do governo e suas pesquisas pessoais foram roubados e desapareceram, enquanto considerável quantia em dinheiro e outros valores foram deixados intactos. Durante as palestras de 1995, o engenheiro disse aos ouvintes que já tinha sido alvo de 13 tentativas contra sua vida. E a esposa declarou que ele sempre dizia aos amigos que, se alguma vez, aparecesse como tendo cometido suicídio, eles saberiam que tinha sido assassinato. Isto fornece uma ideia de um homem que foi silenciado na 14ª tentativa e isto gera um alto grau de credibilidade a suas conclusões quanto às bases subterrâneas e submarinas. De acordo com Schneider, em dezembro de 1995, existiam 131 bases subterrâneas no mundo todo. As variantes dessas bases são conhecidas na comunidade das “operações negras” como Deep Underground Military Bases (DUMBs). As versões submarinas são designadas como DUMB2 Bases. Schneider focalizou, principalmente, as bases subterrâneas e ofereceu as seguintes informações:

· USA Subterraneans Locations: DUMBs estão tipicamente localizadas em terrenos de propriedades governamentais. Por exemplo, nove DUMBs estão situadas debaixo da Base da Força Aérea de Nellis, ao norte de Las Vegas;
· Volume médio e custo: 4,5 milhas cúbicas (18,76 km cúbicos) ao custo entre 17 e 31 bilhões de dólares cada;
· Base maior, volume e custo: localizada na Suécia, tem 125,04 km cúbicos, ao custo de dois trilhões de dólares. Demorou cinco anos para construí-la e foi totalmente subscrita pelas Nações Unidas;
· Alcance da profundidade: varia de 152,4 m, nos depósitos mais antigos até 3.218,64 m ou que é quase tão fundo quanto a mina South Rand, na África do Sul; esta mina chega até 3.585 m;
· Profundidade média: durante terremotos, é mais seguro estar fundo no subsolo do que na superfície e é por isso que a profundidade média das DUMBs é de 737,36 m. Esta é a profundidade ótima em termos de sobrevivência, sem a necessidade de calor e pressão associados a profundidades maiores;
· Tipos de DUMBs subterrâneas: as mais velhas, de mais de 40 anos, estão localizadas em profundidades mais rasas e são usadas como armazéns. As mais novas e profundas são auto-suficientes e contêm instalações militares de vários níveis ou prisões;
· Número de DUMBs subterrâneas: em 1995, o número ativo era de 131. Atualmente, a cada ano, são construídas duas novas DUMBs, enquanto vários antigos depósitos estão sendo retirados do serviço. O número total de DUMBs é desconhecido;
· Trabalho de construção: cada DUMB requer de 1.800 a 10.000 trabalhadores treinados para a construção, com salários de 4.000 a 40.000 dólares por mês, dependendo da posição e do período trabalhado. Todos os trabalhadores são obrigados a observar um acordo de segurança que inibe revelações proibidas;
· Distribuição nos Estados Unidos: em média, existem três DUMBs por estado, das quais, aproximadamente ¼ são campos de prisioneiros. A maioria está localizada nos estados mais meridionais;
· Rede de transporte: dois diferentes tipos de rede de túneis unem as DUMBs. Uma é uma simples rede de duas linhas próximas. A outra é uma sofisticada linha magnética com trens movidos eletricamente, capazes de viajar a duas vezes a velocidade do som. Entre esses trens, cada um com 143 lugares, alguns estão destinados para transferência de prisioneiros das Nações Unidas;
· Fontes de energia: são utilizados motores nucleares do tamanho de uma pequena geladeira. Desenvolvidos por engenharia reversa de discos alienígenas, cada um desses motores é bastante poderoso para movimentar três porta-aviões; e
· Fontes de financiamento: algumas provêm de taxas e impostos, mas a maior parte provém de operações clandestinas, incluindo o comércio de drogas. Os fundos alcançam, em conjunto, 500 bilhões de dólares por anos.

De acordo com Schneider, a tecnologia dos militares está mil anos à frente da tecnologia do público. E isso avança 45 anos em favor dos militares para cada ano de avanço público. Trinta milhas a leste de Coeur d’Alene, na pequena comunidade mineira de Kellog e de Bunkerhill Mine, está a propriedade de Robert Hopper. Segundo a Environmental Protection Agency [EPA – Agência de Proteção Ambiental], esta propriedade é a maior mina de Chumbo-Zinco-Prata dos Estados Unidos e, logo no início da administração do governo Clinton, a EPA fez a primeira tentativa para roubar a mina de Hopper. Mas este se defendeu e demonstrou não ter violado qualquer lei estadual ou federal de mineração. Hopper conseguiu paralisar a EPA e continua lutando, apesar do uso abusivo extra dos poderes judiciais para conseguir confiscar a mina, sem pagamento dos direitos de Hopper. Em abril de 2004, Hopper apareceu no programa Internet Radio com Marshall Masters [yowusa.com/radio]. Durante a entrevista, Hopper assim se expressou em relação à Bunkerhill Mine:

· Níveis: a EPA descreve que a mina possui 25 cidades colocadas cada uma sobre a outra. Cada nível é completamente desenvolvido, com fontes de água e de eletricidade, ar comprimido, ferrovias e áreas de trabalho;
· Trabalhos horizontais: 150 milhas de 3,05 x 3,05 metros de passagens horizontais, bastante grandes para deixar passar uma pick-up;
· Escavações verticais: a navegação vertical através dos 25 níveis da mina é feita através de 9,66 km de escavações, que são usadas como elevadores utilizados em modernos arranha-céus;
· Reservas de minérios: a mina possui ainda 36,24 milhões de toneladas cúbicas de Chumbo-Zinco-Prata, com valor de cerca de 52 bilhões de dólares;
· Água potável: a mina é adjacente a um vasto reservatório subterrâneo de água natural. Em anos recentes, os níveis inferiores da mina ficaram completamente inundados por água artesiana pura;
· Acesso ao transporte terrestre: a entrada principal da mina está a 305 m abaixo da rua principal da cidade e da rodovia interestadual 90; e
· Acesso por transporte aéreo: a entrada principal da mina está a cerca de três quilômetros por rodovia do Kellog City Airport, que possui uma pista de 1.830 m, o que possibilita operar com o avião C-17 Globemaster III, que pode pousar em pistas de 1.064 m.

A longo prazo, a EPA acabará vencendo. O proprietário sabe disso, mas, de qualquer forma, continua lutando. Isto é o que encontramos no livro supracitado. Mas não temos apenas essas informações. Sabemos, por outras fontes que seria impossível citar por serem muito numerosas, que essas mesmas construções de abrigos subterrâneos estão sendo completadas, “a toque de caixa”, na Europa, Rússia, China, Índia, Japão e assim por diante. E ainda querem que acreditemos que Nibiru seja, apenas, uma mentira? Sem falar das milhares profecias bíblicas, maias, egípcias, de Nostradamus, da Mãe Shipton, na Bíblia Kolbrin etc.

Por fim

Apesar das afirmações e correções trazidas pelo excelente pesquisador Marco Antonio Petit baseadas nas imutáveis leis da física e da astronomia - para mim, não tão imutáveis assim -, considero que já existem conhecimentos suficientes para se suspeitar que algo de grande está se aproximando deste planeta, não apenas em termos de tamanho como em termos de catástrofes que poderão nos atingir. Caso contrário, se fosse tão simples eliminar o perigo de Nibiru, bastando apenas negá-lo, como explicar as febris aberturas de novos abrigos para os eventuais escolhidos a reiniciar a humanidade, em novos paradigmas, com nova moral e, espero, com uma nova religião, mais abrangente e mais próxima do Divino? Como explicar a busca frenética de uma nova Terra, fora do Sistema Solar? Não é negando-o que se consegue apagar Nibiru. Esse diabólico planeta não está nem aí com nossas polêmicas, não toma parte alguma e nos deixa, apenas, amontoando palavras. Mas Nibiru, se é que existe - e espero, sinceramente, que não exista - continua em sua trajetória, com tudo de trágico e mortal que isso poderá trazer. Se eu estiver errado, não haverá catástrofes, o que me deixará ultra feliz, pois também sou um terrestre. Se alguma civilização extraterrestre superavançada conseguir desviar de sua rota o astro fatídico, afastando de nós esse perigo, serei bem feliz de reconhecer o erro. Mas, se nada disso acontecer, se nossos amigos de outros espaços não puderem ou não quiserem interferir porque a moral cósmica os impede, provavelmente não terei qualquer oportunidade de declarar: “Eu estava certo!”, porque estarei do outro lado, junto a vários bilhões de terrestres. Tudo que é possível fazer é nada. É só esperar e verificar. Mas quem será capaz de fazê-lo? Resumindo: continuo com minha opinião, mas cabe-me agradecer as palavras de meu amigo Petit, pela elegância com que conduziu seu artigo. Esta é mais uma característica desse fantástico ufólogo pesquisador, do qual permaneço ardoroso fã.

Autor: Salvatore De Salvo
Fonte: Salvatore De Salvo
Crédito da foto: Arquivo UFO

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