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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

FILOSOFIA E CIÊNCIA

O Espiritismo tem uma parte científica e outra filosófica.
Há distinção entre Ciência e Filosofia.
A Ciência trata do concreto, a Filosofia trata do abstrato. A palavra Filosofia
quer dizer amor à sabedoria.
Diz a tradição que foi Pitágoras, sábio da antiguidade, quem propôs o uso da
palavra filósofo para substituir o qualificativo de sábio, usado entre os antigos.
Realmente filósofo (amigo do saber ou da Ciência)é o que procura a verdade, a razão de ser das coisas, a causa primária do universo e da vida, de acordo com a formação da palavra (Philos–amigo e Sophia–sabedoria, Ciência), ao passo que o qualficativo de sábio parece arrogante, porque dá idéia de saber tudo, não ignorar coisa alguma. Naturalmente Pitágoras achou a designação de filósofo mais modesta do que a de sábio.
O papel da Ciência, que não é moral nem imoral, não é religioso nem ateu,
é examinar, experimentar, comparar, estudar os fenômenos e as suas leis para
dizer, no fim de tudo, se uma coisa é ou não é; o papel da Filosofia é dizer porque a coisa existe e para que existe.
Exemplo: a Ciência estuda o fenômeno, procura a lei do fenômeno, diz qual o
agente do fenômeno (espírito, por exemplo) e conclui a sua tarefa, afirmando ou negando; a Filosofia trata da causa que produz a lei, vai buscar a origem do
espírito que deu causa ao fenômeno. Temos, pois, no conhecimento humano, três departamentos:
a) A Ciência, que se preocupa com os fatos para verificar se é verdadeiro ou
falso aquilo que se afirma.
b) A Filosofia, que se preocupa com a origem de tudo o que existe, a causa
inteligente que produz o espírito, etc.
c) A Moral, que se preocupa com a aplicação, o fim útil que devem ter as coisas.
Estes departamentos correspondem à seguinte escala: Ver (Ciência);
Raciocinar (filosofia); praticar (moral).
Em suma: A Ciência diz É ou não É;
a Filosofia diz PORQUE;
a moral diz COMO devemos proceder em face do que aprendemos, qual o uso que
devemos fazer do conhecimento.
Cadernos Doutrinários
(Centro Espírita 18 de Abril)
Rio de Janeiro, dezembro de 1950

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