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terça-feira, 18 de novembro de 2008

RESUMO DA TEORIA DA ORIGEM E DO DESTINO DO ESPÍRITO

Os cristãos, pelo menos os que eram, "excelentíssimos amigos de Deus", deviam ter conhecimento do sentido profundo (digamos "oculto") que havia nos ensinos e nas palavras de Jesus, assim como nos de toda a Antiga Escritura (da qual dizia Paulo que, àquela época, "ainda não fora levantado o véu", 2 Cor. 3:14) com referência à origem e destino da criatura humana.
Cada ensinamento e cada fato constituem, por si mesmos, uma alusão, clara ou velada, à orientação que Jesus deu à Humanidade, para que pudesse jornadear com segurança pela Terra.
Afastados de Deus, da Fonte de Luz (não por distância física, mas por freqüência vibratória muito mais baixa) , o Espírito tinha a finalidade de tornar a elevar sua freqüência, para novamente aproximar-se do Grande Foco de Luz Incriada.
Note-se bem que, estando Deus em toda parte e em tudo (Ef. 4:6) e em todos (1 Cor. 15:28), ninguém e nada pode jamais "separar-se" de Deus, donde tudo provém e no Qual se encontram todas as coisas, já que Deus é a substância última, a essência REAL de tudo e de todos. Tudo o que "existe", EST EX, ou seja, está de fora, exteriorizado, mas não "fora" de Deus, e sim DENTRO DELE.
Assim, a centelha divina, o "Raio de Luz", afastando-se do Foco - não por distanciamento físico, mas - por abaixamento de suas vibrações, chegou ao ponto ínfimo de vibrações por segundo, caindo no frio da matéria (de 1 a 16 vibrações por segundo). Daí terá novamente que elevar sua freqüência vibratória até o ponto de energia e, continuando sua elevação, até o espírito, e mais além ainda, onde nosso intelecto não alcança.
A criatura humana, pois, no estágio atual - a quem Jesus trouxe Seus ensinamentos - é uma Centelha- Divina, porque provém de Deus (At. 17:28, "Dele também somos geração"). Mas está lançada numa peregrinação pela Terra, numa jornada árdua para o Infinito. Na criatura, então, a essência fundamental é a Centelha-Divina, a Mônada: isso constitui nosso EU PROFUNDO ou EU SUPREMO, também denominado CRISTO INTERNO, que é a manifestação da Divindade.
(Ver:Evolução e corpo espiritual)
Ora, acontece que esse Raio-de-Sol (a Centelha-Divina) se torna o que chamamos um "Espírito", ao assumir uma individualidade.
Esse espírito apresenta tríplice manifestação ("à imagem e semelhança dos elohim", Gên. 1:26):
1 - a Centelha-Divina - o EU, o AMOR;
2 - a Mente Criadora - o Verbo, o AMANTE
3 - o Espírito Individualizado - o Filho, o AMADO, que é sua manifestação no tempo e no espaço.
Encontramos, pois, o ser humano constituído, fundamental e profundamente,
pela Centelha-Divina, que é o EU profundo (o "atma" dos hindus);
a mente criadora e inspiradora, que reside no coração (há 86 passagens no Evangelho que o afirmam categoricamente),
e a individualização, que constitui o Espírito, iluminado pela Centelha (hindu: "búdico") , com sua expressão "causal", porque é a causa de toda evolução.
Essa trípice manifestação da Mônada é chamada a INDIVIDUALIDADE ou o TRIÂNGULO SUPERIOR do ser humano atual.
Entretanto, ao baixar mais suas vibrações, esse conjunto desce à matéria ("torna-se carne", Jo. I: 14), manifestando-se no tempo e no espaço, e constituindo a PERSONALIDADE ou o QUATERNARIO INFERIOR, para onde passa sua consciência, enquanto se encontra "crucificada" no corpo físico.
É chamado "quaternário" porque se subdivide em quatro partes:
1 - o Intelecto (também denominado mente concreta, porque age no cérebro físico e através dele);
2 - o corpo astral, plano em que vibram os sentimentos e emoções;
3 - o duplo etérico, em que vibram as sensações e instintos;
4 - o corpo físico ou denso, que é a materialização de nossos pensamentos, isto é, dos pensamentos e desejos do Espírito, acumulando em si e exteriorizando na Terra, todos os efeitos produzidos pelas ações passadas do próprio Espírito.
Entre a Individualidade e a Personalidade, existe uma PONTE de ligação, através da qual a consciência "pequena" da Personalidade (única ativa e consciente no estágio atual das grandes massas humanas), pode comunicar-se com a consciência "superior" da Individualidade (que os cientistas começam a entrever e denominam, ora "superconsciente", ora "inconsciente profundo") . Essa ponte de ligação é chamada INTUIÇÃO.
Temos, então, no processo mental, três aspectos:
1 - o Pensamento criador, produzido pela Mente Inspiradora;
2 - o Raciocínio, produzido pelo cérebro físico, e que é puramente discursivo;
3 - a ligação entre os dois, que se realiza pela Intuição.
Podemos portanto definir a INTUIÇÃO como "o contato que se estabelece entre a mente espiritual (individualidade) e o intelecto (personalidade)". Em outras palavras: "é o afloramento do superconsciente no consciente atual".
INTUIÇÃO - ponte de ligação entre a mente e o intelecto, ou seja, entre a individualidade e a personalidade.

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